Photo: Castelo de Belver - Belver, Gavião (Portugal).

O Castelo de Belver, situado na margem direita do rio Tejo, num morro granítico cónico de declives abruptos, é um dos mais perfeitos castelos românicos de Portugal e um dos 5 monumentos notáveis dos cavaleiros da Ordem de Malta (do Hospital) no nosso território. O sítio foi importante na defesa do nosso território na luta contra os muçulmanos por controlar e vigiar a travessia do Tejo. Estrategicamente construído com vasto domínio na paisagem, é facilmente defensável pelas vertentes norte, oeste e sul devido à sua inclinação acentuada; o acesso ao Castelo de Belver é feito pela encosta nascente onde se formou a localidade.
Em 1191 al-Mansur, com o seu exército almóada fez várias incursões devastadoras em terras cristãs e o vale do Tejo converteu-se, de novo, num espaço de fronteira, salvando-se Évora com enclave cristão: a Norte dominavam as forças cristãs, a Sul as forças muçulmanas.
Dom Sancho I recorreu então as ordens guerreiras-religiosas para defender e aumentar o seu território.
Em 1194 Dom Sancho I fez a doação de uma extensa Terra chamada de Guindintesta a Norte a Sul do Tejo à Ordem do Hospital. Esta ficou encarregada defender e povoar a região, procurando desta forma consolidar o domínio cristão na região.
O rei também dá instruções para que seja construído um castelo que chamará de Belver, nome que é uma referência ao lendário castelo Belvoir, da ordem hospitalária situado no reino de Jerusalém. A bonita vila de Belver nasceu assim a devido a protecção e apoio ao castelo.

Foto de A Terceira Dimensão - Fotografia Aérea.
[http://portugalfotografiaaerea.blogspot.pt/].
Photo: Igreja dos Lóios - Évora (Portugal).

A igreja de São João Evangelista, anexa ao Convento dos Loios de Évora, foi erguida por iniciativa do primeiro conde de Olivença, D. Rodrigo de Melo, a partir de 1485, destinando-se a panteão de família. 
Na fachada do templo (sagrado em 1491), em ângulo com a do convento, a entrada é antecedida por um alpendre aberto por arco abatido, coberto por abóbada polinervada estrelada. O portal, de inspiração gótico-flamejante, é composto por cinco arquivoltas sobre colunas com capiteis de decoração vegetalista. Junto ao portal encontra-se uma representação das armas da família Melo, ramo genealógico do qual descendem os actuais duques do Cadaval. A estrutura é de planta longitudinal, com capela-mor poligonal, integrando um belo retábulo de talha seiscentista de tipologia maneirista. Sob a abóbada ogival, todo o interior se encontra ricamente decorado com um revestimento azulejar historiado, sendo os panos laterais da nave cobertos por episódios da vida de S. Lourenço Justiniano. Trata-se de uma encomenda de D. Nuno Álvares Pereira de Mello, descendente do fundador, 1º duque do Cadaval, à oficina lisbonense do mestre António de Oliveira Bernardes. Os painéis estão assinados e datados (de 1711), compondo uma das mais monumentais do autor, que aqui afirma a sua qualidade pelo tratamento naturalista e expressivo das figuras, e pela larga cenografia das cenas historiadas. 
No templo, para além de D. Rodrigo de Sousa e sua mulher (no presbitério), estão igualmente sepultados o seu cunhado, D. Rui de Sousa, chefe da expedição missionária de 1490 ao Congo, e embaixador plenipotenciáriode D. João II junto dos Reis Católicos, nas negociações do Tratado de Tordesilhas, em 1494, e de D.ª Branca de Vilhena. As suas notáveis campas flamengas, em bronze, estão actualmente depositadas no Museu da Casa Cadaval. Na sacristia, encontramos actualmente o que subsiste de um fresco do início do século XVII atribuído a José de Escobar, figurando um Calvário ladeado de anjos, revelado numa recente intervenção de restauro.
[Fonte: SML - DGPC, IP].

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Photo: Templo Romano de Évora [de Diana] - Évora , Alentejo (Portugal).

O templo romano de Évora está localizado na cidade de Évora, em Portugal; faz parte do centro histórico da cidade, o qual foi classificado como Património Mundial pela UNESCO. O templo romano encontra-se classificado como Monumento Nacional pelo IGESPAR. É um dos mais famosos marcos da cidade, e um símbolo da presença romana em território português.
Localizado na freguesia da Sé e São Pedro, no Largo Conde de Vila Flor, encontra-se rodeado pela Sé de Évora, pelo Tribunal da Inquisição, pela Igreja e Convento dos Lóios, pela Biblioteca Pública de Évora e pelo Museu.
Embora o templo romano de Évora seja frequentemente chamado de Templo de Diana, sabe-se que a associação com a deusa romana da caça originou-se de uma lenda criada no século XVII.1 Na realidade, o templo provavelmente foi construído em homenagem ao imperador Augusto, que era venerado como um deus durante e após seu reinado. O templo foi construído no século I d.C. na praça principal (fórum) de Évora - então chamada de Liberatias Iulia - e modificado nos séculos II e III. Évora foi invadida pelos povos germânicos no século V, e foi nesta época em que o templo foi destruído; hoje em dia, suas ruínas são os únicos vestígios do fórum romano na cidade.
As ruínas do templo foram incorporadas a uma torre do Castelo de Évora durante a Idade Média. A sua base, colunas e arquitraves continuaram incrustadas nas paredes do prédio medieval, e o templo (transformado em torre) foi usado como um açougue do século XIV até 1836. Esta utilização da estrutura do templo ajudou a preservar seus restos de uma maior destruição. Finalmente, depois de 1871, as adições medievais foram removidas, e o trabalho de restauração foi coordenado pelo arquiteto italiano Giuseppe Cinatti.
O templo original provavelmente era similar à Maison Carrée de Nîmes (França). O templo de Évora ainda está com sua base completa (o pódio), feito de blocos de granito de formato tanto regular como irregular. O formato da base é retangular, e mede 15m x 25m x 3.5m de altura. O lado sul da base costumava ter uma escadaria, agora em ruínas.
O pórtico do templo, que não existe mais, era originalmente um hexastilo. Um total de catorze colunas de granito ainda estão de pé no lado norte (traseiro) da base; muitas das colunas ainda têm seus capitéis em estilo coríntio sustentando a arquitrave. Os capitéis e as bases das colunas são feitos de mármore branco de Estremoz, enquanto as colunas e a arquitrave são feitas de granito. Escavações recentes indicam que o templo era cercado por um espelho de água.
[Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre].

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Photo: Anta da Candeeira - Herdade da Candieira, Redondo, Évora (Portugal).

A Anta da Herdade da Candieira, classificada como Monumento Nacional, é conhecida pelo impacto que a originalidade da pequena abertura quadrangular existente no esteio central desperta nos estudiosos do megalitismo e nos seus visitantes. Denominado pelo povo, ao longo dos tempos, de "buraco da alma", é a principal característica desta anta. A construção apresenta uma planta longitudinal, composta por uma câmara funerária (laje de xisto) com planta poligonal centralizada e um corredor com planta rectangular oblonga. A pequena câmara é constituída por sete esteios `in situ` e respectiva cobertura.
O Redondo é particularmente rico em vestígios de ocupações passadas, que podemos remontar a vários milhares de anos atrás.
Destas, as construções megalíticas, mais conhecidas por Antas, constituem, Hoje como Ontem, uma das mais expressivas marcas humanas na paisagem local e regional.
Foram identificados cerca de 50 monumentos deste tipo em toda a freguesia, a maioria dos quais conhecidos das populações locais, que os povoa de mitos e lendas, integrando-os na paisagem humana actual.
Na realidade, as antas são construções humanas, dos IV e III milénio antes de Cristo, destinadas a sepultar os mortos; eram normalmente constituídas por uma edificação em pedra, com um corredor e uma câmara sepulcral, que hoje se conserva de modo diverso, que eram cobertos com uma grande camada de terra e pedra, formando uma pequena elevação, raramente conservada hoje em dia.

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Photo: Castelo de Santiago do Cacém - Santiago do Cacém (Portugal).

O Castelo de Santiago do Cacém entrou definitivamente para a posse portuguesa em 1217, no reinado de D. Afonso II, depois de já ter sido conquistado por D. Afonso Henriques em 1158, e ser de novo conquistado pelos árabes. Esta região foi habitada, pelo menos desde a ocupação romana da península, a que se seguiram os visigodos e muçulmanos que terão construído a primeira fortificação ou melhorado a existente. Este castelo, assim como os de Almada, Palmela e Alcácer do Sal, foram doados à Ordem de Santiago, mas em 1594, durante a dinastia dos Filipes, Santiago do Cacém foi doado aos duques de Aveiro. Depois da Guerra da Restauração, a importância militar deste castelo foi-se perdendo e as suas estruturas foram-se arruinando. Classificado como Monumento Nacional, já foi intervencionado no sentido do seu restauro, por parte da Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais. Esta fortificação foi construída sobre uma retangular, conservando ainda nas suas muralhas vestígios da construção muçulmana, tem dez torres de que se destaca a Torre de Menagem.

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Castelo de Belver - Belver, Gavião (Portugal).

O Castelo de Belver, situado na margem direita do rio Tejo, num morro granítico cónico de declives abruptos, é um dos mais perfeitos castelos românicos de Portugal e um dos 5 monumentos notáveis dos cavaleiros da Ordem de Malta (do Hospital) no nosso território. O sítio foi importante na defesa do nosso território na luta contra os muçulmanos por controlar e vigiar a travessia do Tejo. Estrategicamente construído com vasto domínio na paisagem, é facilmente defensável pelas vertentes norte, oeste e sul devido à sua inclinação acentuada; o acesso ao Castelo de Belver é feito pela encosta nascente onde se formou a localidade.
Em 1191 al-Mansur, com o seu exército almóada fez várias incursões devastadoras em terras cristãs e o vale do Tejo converteu-se, de novo, num espaço de fronteira, salvando-se Évora com enclave cristão: a Norte dominavam as forças cristãs, a Sul as forças muçulmanas.
Dom Sancho I recorreu então as ordens guerreiras-religiosas para defender e aumentar o seu território.
Em 1194 Dom Sancho I fez a doação de uma extensa Terra chamada de Guindintesta a Norte a Sul do Tejo à Ordem do Hospital. Esta ficou encarregada defender e povoar a região, procurando desta forma consolidar o domínio cristão na região.
O rei também dá instruções para que seja construído um castelo que chamará de Belver, nome que é uma referência ao lendário castelo Belvoir, da ordem hospitalária situado no reino de Jerusalém. A bonita vila de Belver nasceu assim a devido a protecção e apoio ao castelo.

Foto de A Terceira Dimensão - Fotografia Aérea.
[http://portugalfotografiaaerea.blogspot.pt/].

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