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Tempestades de metano esculpem a superfície da maior lua de Saturno

Se você sobrevoar a superfície da maior lua de Saturno, Titã, verá montanhas, rios, lagos e mares, mas você também poderá dar de cara com uma tremenda tempestade. Clima severo não é comum em Titã, mas uma nova pesquisa sugere que, quando o tempo fecha, torrentes de metano líquido são despejados dos céus, causando enchentes e escavando a superfície de gelo da lua.

Titã é a maior das 60 luas de Saturno, cujo tamanho se iguala ao de Mercúrio. Um visitante da Terra reconheceria muitas caracteristicas, incluindo a atmosfera, vulcões, montanhas e dunas de areia. E, assim como a Terra, Titã também tem líquido de fluxo livre em sua superfície, manifestados em rios, lagos e mares. Uma nova pesquisa publicada na Nature Geoscience identifica algumas similaridades que não conhecíamos antes, como padrões climáticos regionais e temporadas de tempestades severas.

Que chove metano líquido em Titã nós já sabíamos. Mas Jonathan Mitchell e Sean Faulk, pesquisadores da UCLA que produziram o novo estudo, descobriram que essas tempestades acontecem cerca de uma vez a cada mil anos — são chamadas de “eventos milenares”. Estas tempestades ocorrem uma vez a cada ano Titã, equivalente a 29,5 anos terrestres. Elas são raras, mas não tão raras como anteriormente se acreditava.

Não há nada sutil nessas tempestades, no entanto. Os modeladores climáticos produzidos por Mitchell e Faulk mostram 300 mm de chuva por dia, um valor comparável às chuvas do Furacão Harvey, que bateram recordes.

O principal ponto desta descoberta vem na forma de leque aluvial. Quando a tempestade cai, as intensas chuvas inundam a superfície de gelo da lua da mesma forma que fortes tempestades inundam a superfície rochosa da Terra. O grande fluxo de metano líquido percorre as montanhas, colinas, e as paredes de cânions, coletando e despejando pedaços de areia e sedimentos. Este processo de erosão produz o característico formato triangular dos leques aluviais, que também são encontrados na Terra e em Marte.

Estas observações foram possíveis graças a saudosa sonda Cassini, que usou o seu radar para detectar os leques aluviais. Conforme apontado pelo estudo, estas características da superfície são primariamente localizadas próximos ao centros dos hemisférios norte e sul, mas mais próximos aos pólos do que aos equadores. Estas variações sugerem, assim como na Terra, que os padrões de precipitação da lua são específicos para cada região; as intensas tempestades são formadas em latitudes mais altas e molhadas, enquanto as condições mais secas persistem nas mais baixas. A Terra possui contrastes similares, com tempestades e nevascas mais comumente presentes na América do Norte e Europa durante o inverno.

As pesadas chuvas e consequentes escoamentos são atores importantes na erosão da superfície e no preenchimento de lagos. Enquanto isso, nas areas onde a chuva é pouca ou até inexistente, a superfície é coberta com dunas de areia. Pesquisas anteriores mostraram que metano liquido tende a ser coletado em latidudes mais altas, mas este é o primeiro estudo a apontar que eventos de tempestades extremas podem desencadear enormes transportes de sedimentos e erosão.

Sobretudo, os cientistas da UCLA não observaram de fato tempestades em Titã. E o motivo é parcialmente devido a duração de um ano Titã; a Cassini pode apenas observar a lua por três estações. As estimativas usadas no estudo foram calculadas por computadores, que simularam o ciclo hidraulico da lua. Com sorte, futuras missões a Titã vão efetivamente capturar estas tempestades em ação.

https://www.nature.com/articles/ngeo3043

http://gizmodo.uol.com.br/tempestade-metano-lua-saturno/

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Fusão de estrelas de nêutrons é observada em luz e ondas gravitacionais
Pesquisa histórica mobilizou dezenas de observatórios terrestres e espaciais — o resultado foi um dos eventos astrofísicos mais bem documentados de todos os tempos

o longo dos últimos dois meses, dezenas de observatórios na Terra e no espaço se uniram em uma colaboração intensa e silenciosa para desenvolver um estudo sem precedentes na história da astrofísica. Os resultados promissores deste formidável esforço internacional acabam de ser divulgados, no início da tarde desta segunda-feira (16/10).

Em múltiplas conferências, comunicados à imprensa e artigos científicos, equipes do mundo todo anunciaram uma descoberta de importância histórica: pela primeira vez, astrônomos do observatório Ligo, nos Estados Unidos, em parceria com o detector europeu Virgo, captaram ondas gravitacionais originadas a partir do encontro de duas estrelas de nêutrons.

O anúncio vem poucos dias após os criadores do Ligo, Rainer Weiss, Barry Barish e Kip Thorne, terem ganho o Nobel de Física de 2017. Prova de que o projeto não apenas ganhou maturidade, como também já ocupa um papel central da pesquisa astronômica do século 21.

Assim que souberam que a fusão estava ocorrendo, os cientistas do Ligo alertaram colegas em cerca de 70 observatórios diferentes para que apontassem seus telescópios para lá — e coletassem dados em luz visível e nas mais diversas faixas do espectro eletromagnético. Foi a primeira vez que um evento cósmico cataclísmico pôde ser estudado nos mínimos detalhes a partir de dois mensageiros distintos: as ondas gravitacionais e os fótons.

"Esta detecção abriu verdadeiramente as portas para uma nova maneira de fazer astrofísica”, diz em comunicado Laura Cadonati, porta-voz da Colaboração Científica Ligo, que reúne mais de 1,2 mil cientistas de vários países. “Espero que seja lembrado como um dos eventos astrofísicos mais estudados na história." Até hoje, os pesquisadores haviam conseguido fazer quatro detecções de ondas gravitacionais — todas vindas da fusão de buracos negros. Mas já estava mais do que na hora de explorar outros fenômenos.

Densas e compactas

Buracos negros possuem três características imprescindíveis: são muito pesados (ou "massivos"); são os objetos mais compactos do Universo (concentrando toda sua massa em um espaço muito menor do que a cabeça de um alfinete); e em seu estágio final de fusão, eles orbitam na frequência ideal para serem detectados.

Um dos poucos objetos, além dos buracos negros, que trazem essa combinação são as fusões de estrelas de nêutrons. Não se sabe de nenhuma outra estrela tão densa e compacta: elas podem ter até três vezes a massa do Sol espremida em uma esfera de 20 quilômetros de diâmetro.

São tão densas que uma mísera colher de chá de sua substância pesa um bilhão de toneladas. "Estrelas de nêutrons são o que sobra depois da explosão de uma supernova", explica o astrônomo Thiago Gonçalves, da UFRJ. Ou seja, são um dos dos possíveis estágios finais da vida de uma estrela.

Quando a estrela perde seu combustível e para de realizar as reações nucleares que a sustentam, ela colapsa sobre o seu próprio peso. "Quando é uma estrela muito pesada, com dezenas de vezes a massa do Sol, ela vira um buraco negro. Se é menor, ela vira uma estrela de nêutrons", diz Gonçalves. Assim, são os nêutrons que sustentam o corpo, produzindo um intenso campo magnético e girando muito rápido, várias vezes por segundo.

Por serem muito densas, quando se fundem, essas estrelas emitem não só ondas gravitacionais, mas também raios X e gama. "Esse evento é tão rico, nos informa sobre modelos detalhados do funcionamento interno das estrelas de nêutrons e das emissões que elas produzem, até a física mais fundamental, como a relatividade geral”, diz David Shoemaker, porta-voz da Colaboração Científica Ligo e pesquisador sênior do MIT.

Tais dados podem até ajudar a explicar mistérios duradouros da astrofísica, como a matéria escura ou mesmo a teoria da gravitação quântica — uma chave importante para resolver a briga entre a física quântica e a relatividade geral — entenda aqui. “É um presente que continuaremos recebendo”, diz Shoemaker.

Dança cataclísmica

Com massas estimadas entre 1,1 e 1,6 vezes a massa do Sol, os objetos se fundiram em uma galáxia não tão distante há 130 milhões de anos — época em que dinossauros corriam soltos por aqui e que o colorido das flores ainda era uma novidade na paisagem da Terra.

A gravidade monstruosa os aproximava cada vez mais e, conforme espiralavam, torciam e retorciam o espaço-tempo ao redor como se ele fosse uma gelatina. Nos últimos 100 segundos antes de as duas estrelas se esmagarem por completo e virarem um único objeto ultradenso, a dança liberou uma quantidade insana de energia sob a forma de poderosas ondas gravitacionais.

Os humanos do Ligo e do Virgo batizaram este sinal de GW170817: ele foi detectado pelos interferômetros na América e na Europa às 9:41 (horário de Brasília) da manhã do dia 17 de agosto. Dois segundos depois, o telescópio espacial Fermi, da Nasa, registrou uma rajada curta de raios gama vinda da mesma direção do céu — mais um indício de que a violenta explosão que os astrônomos chamam de quilonova havia, de fato, ocorrido.

Agulha no palheiro

“Foi aí que a coisa ficou mesmo animada”, diz Marcelle Soares dos Santos, astrofísica e única brasileira a participar da coletiva de imprensa desta segunda (16) do Ligo. Nos Estados Unidos desde 2010, primeiro como pesquisadora no Fermilab e, desde agosto, como professora de física da Universidade Brandeis, Santos faz parte do Dark Energy Survey, levantamento que estuda o papel da energia escura na expansão acelerada do Universo. Ela colaborou em um dos 70 grupos que observaram o fenômeno.

Encontrá-lo não foi tarefa simples: mesmo com a segunda participação do Virgo em detecções de ondas gravitacionais, que permite uma triangulação mais precisa para localizar a fonte emissora, ainda assim as coordenadas emitidas cobrem uma área relativamente grande do céu. “É como procurar uma agulha em um palheiro.”

Santos explica que estava em Chicago quando recebeu do Ligo o alerta sobre o fenômeno, por volta das 6 horas da manhã do dia 17 de agosto. Durante todo aquele dia, sua equipe planejou as observações que seriam feitas assim que anoitecesse. Não eram os únicos: vários grupos repetiam o mesmo processo mundo afora.

Quase ficção científica

Quando os telescópios entraram em ação, não demorou até que relatos promissores começassem a estourar feito pipoca na caixa de e-mail da colaboração. “Dentro de 15 minutos, teve três notas independentes de pessoas que viram e falaram: ‘olha, olha aqui, tem alguma coisa interessante”, conta, empolgada, a astrofísica. “Foi muito legal, um negócio de outro mundo.”

Assim como muitos de seus colegas, a cientista diz ter sido pega de surpresa por se ver envolvida em uma pesquisa desta magnitude. “Não imaginava que a gente ia conseguir fazer uma descoberta desse tipo tão cedo, pensava que seria um evento bem distante, fraquinho e que não conseguiríamos comprovar até ter umas 3 ou 4 detecções”, afirma. “Mas aconteceu tudo de uma vez e num intervalo de tempo muito curto — o que acabou criando toda essa atmosfera de quase ficção científica.”

Em uma tacada só, os cientistas comprovaram que as rajadas curtas de raios gama são mesmo fruto da fusão e estrelas de nêutrons. E também conseguiram solucionar um mistério que durou décadas: elementos pesados como chumbo, ouro e platina são mais abundantes no Universo do que o previsto. Ficou provado que o excesso é sintetizado pelas condições extremas das quilonovas.

“Com essas observações, a gente consegue medir a taxa de formação desses elementos e confirmar que, nesse local, ela está ocorrendo de maneira bem forte”, diz Santos. Mas o que realmente anima a astrofísica são as oportunidades de pesquisa que começam a se delinear em sua área de especialidade: a cosmologia, que reconstrói a origem do cosmos e traça sua evolução.

União de esforços

Atualmente, os pesquisadores usam a radiação eletromagnética das supernovas para calcular a expansão do Universo — chamada de constante de Hubble. Conforme mais eventos como este forem sendo acumulados, isso vai gerar estatísticas mais confiáveis e permitir medidas gravitacionais da expansão cósmica, totalmente independentes do estudo com supernovas. É justamente esse tipo de refinamento que costuma levar a descobertas revolucionárias.

A mobilização de astrônomos do mundo inteiro, com interesses e telescópios diferentes, que normalmente não colaborariam entre si, foi o que mais impressionou Santos. Estavam todos no mesmo barco. “Foi fascinante, uma coisa bem de comunidade mesmo”, diz.

Ela ressalta o fato de o artigo principal, que resume todas as observações, publicado no The Astrophysical Journal Letters, conter mais de 3 mil autores (60 dos quais brasileiros, participantes de quatro grandes experimentos internacionais). “Não é um recorde mundial de autores por artigo, o pessoal lá do LHC já bateu esse recorde, mas para a nossa comunidade é um recorde e uma coisa bem única.”

Pesquisadores no Brasil (membros do LIGO) contribuindo na descoberta

Existem dois grupos no Brasil, que participam oficialmente da Colaboração Científica LIGO. O primeiro deles está na Divisão de Astrofísica do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em São José dos Campos (SP), órgão do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações e Comunicações e conta com seis membros: Professor Dr. Odylio Denys Aguiar, Dr. César Augusto Costa, Dr. Márcio Constâncio Jr, Me. Elvis Camilo Ferreira, Allan Douglas dos Santos Silva, Marcos André Okada e Tábata Aira Ferreira.

O grupo do INPE, dirigido por Odylio Aguiar e César Costa, trabalha no aperfeiçoamento da instrumentação de isolamento vibracional e térmica do LIGO, na sua futura operação com espelhos resfriados. O principal objetivo, através disso, é aumentar a sensibilidade dos detectores a fim de observar mais fontes de ondas gravitacionais. Além disso, o grupo trabalha na caracterização dos detectores, buscando determinar as suas fontes de ruído e a minimização dos seus efeitos nos dados coletados, permitindo que sinais de ondas gravitacionais fortes sejam mais facilmente localizados.

O outro grupo está localizado no Instituto Internacional de Física, na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) em Natal (RN). O grupo, dirigido pelo Professor Dr. Riccardo Sturani, trabalha na modelagem e análise dos dados na busca de sinais emitidos por sistemas de dois objetos astrofísicos em coalescência, dos tipos dos três detectados pelo LIGO. A modelagem é particularmente importante porque as ondas gravitacionais têm interação muito fraca com toda a matéria, tornando necessárias, além de detectores de alto desempenho, técnicas de análises eficazes e uma modelagem teórica dos sinais o mais precisa possível.

Marina Trad Nery, brasileira na colaboração científica LIGO, participa de uma instituição alemã (Albert Einstein Institute).

http://revistagalileu.globo.com/Ciencia/Espaco/noticia/2017/10/fusao-de-estrelas-de-neutrons-e-observada-em-luz-e-ondas-gravitacionais.html

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Astrônomos encontram evidências de água em local inesperado de Marte
Descoberta mostra que pode haver muito mais água no planeta vermelho do que se imaginava até então


Pode haver muito mais água em Marte do que os astrônomos acreditam. É o que sugerem cientistas do Laboratório de Física Aplicada da Universidade John Hopkins, nos Estados Unidos, em estudo publicado no periódico científico Icarus.

Ao analisar dados coletados entre 2002 e 2009 pelo espectrômetro da sonda Mars Odyssey, os pesquisadores observaram altas concentrações de hidrogênio — que, em grandes latitudes costumam indicar água congelada subterrânea — em torno de seções do equador do planeta vermelho. 

Boa parte da pesquisa consistiu em melhorar a resolução e aproximar as imagens captadas pela sonda de 520 quilômetros para 290 quilômetros. "É como se tivéssemos cortado a altitude orbital da sonda pela metade. Isso nos deu uma imagem melhor do que estava acontecendo na superfície", afirmou em anúncio o pesquisador Jack Wilson, da Universidade John Hopkins.

O  espectrômetro em si não consegue detectar a água, e sim medir nêutrons, o que ajudou a equipe de Wilson a calcular a abundância de hidrogênio que pode estar presente ali. Ter água acessível no equador pode ser de grande ajuda para os astronautas que vierem a explorar Marte no futuro. Quanto mais recursos disponíveis o planeta tiver, menos os humanos terão que levar na jornada. 

Para os pesquisadores, a forma como a água congelada ficou preservada ainda é um mistério. "Talvez possamos explicá-los como depósitos extensos de sais hidratados, mas como esses sais vieram a se formar também é difícil explicar", explicou Wilson. "Então, no momento, consideramos a formação um mistério que merece ser estudado mais a fundo. Marte continua a nos surpreender."

Perdida em Marte

Em 2015, a NASA anunciou a descoberta de evidências de água líquida na superfície marciana. Trata-se de pequenos cursos d'água que podem estar fluindo agora mesmo sobre o solo arenoso do planeta vermelho.

As suspeitas começaram em 2010, quando uma série de "rastros" sazonais foram verificados surgindo em depósitos de sal localizados em encostas íngremes do planeta vermelho. A principal hipótese era de que as linhas estavam sendo criadas justamente por água líquida, só faltavam evidências mineralógicas fortes o suficiente para sustentar a alegação.

Em estudo publicado na Nature, os cientistas revelaram que, semana após semana quando as temperaturas estavam altas, as linhas ficavam maiores — bem na época em que as condições são mais propícias para a existência de água líquida. Os sais (perclorato e clorato de magnésio e perclorato de sódio) ajudam a estabilizar a água corrente, para que não ferva ou congele.

Quando chegava o inverno, os rastros iam sumindo aos poucos. Estava bem claro para os cientistas o que acontecia ali, mas a prova definitiva veio através do instrumento CRISM, acoplado à sonda Mars Reconaissance Orbiter, da NASA.

A equipe explicou que não conseguiu flagrar diretamente a água líquida porque a MRO passa sobre a região todos os dias às 15h da tarde, momento em que o clima em Marte está mais seco e quente, fazendo com que toda a água líquida evapore. Mas existem outras formas científicas de confirmar a presença de um elemento, mesmo depois de ele não estar mais ali.

O CRISM extraiu informações expectrais dos depósitos de sal, que mostraram traços químicos que indicavam, claramente, a presença de moléculas de água em meio aos cristais.

http://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0019103516306029

http://revistagalileu.globo.com/Ciencia/noticia/2017/10/astronomos-encontram-evidencias-de-agua-em-local-inesperado-de-marte.html

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Boa noite companheiros!

O Prêmio Nobel da Física de 2017 foi para Kip Thorne e Barry Barish (Estados Unidos) e Rainer Weiss (Alemanha), já era um prêmio sabido pela comunidade científica, já que essa equipe só não ganhou ano passado porque eles passaram da data de inscrição ao prêmio.

O prêmio foi dado por eles terem identificado as ondas gravitacionais previstas por Albert Einstein cerca de um século atrás, na época que ele previu isso não existia tecnologia suficiente para provar que ele tinha razão, se não ele ganharia um Nobel também por isso, o equipamento construído especialmente para detectar isso é chamado de LIGO (Laser Interferometer Gravitational-Wave Observatory).

LIGO possui "braços" de 4 km de comprimento, sendo que a distância de um para o outro é de 3.000 km, é um dos maiores equipamentos do mundo. Objetos como buracos negros podem orbitar um ao outro, em uma dança caótica que resultará em um encontro catastrófico, quando isso acontece o espaço-tempo é abalado de tal forma que ele dissipa essa energia gravitacional como uma lagoa depois de ser atingida por uma pedra.

Confiram a matéria e leiam uma entrevista sobre os premiados.

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Boa noite galera!

Hoje eu tenho um vídeo para mostrar, como vídeos no Google+ não dão play automaticamente... Eu converti ele em GIF, acredito que assim seja melhor para a apresentação, mas estará creditado a fonte do vídeo no final da postagem. Como o vídeo era pesado, ou eu diminuiria muito a sua qualidade ou postava só um parte dele, eu escolhi apenas um trecho, você pode conferir o resto justamente pelo link da fonte.

Dias atrás o +William Souza alertou-me sobre uma notícia em que a ESO anunciaria na segunda feira (16/10/17, hoje), uma descoberta científica surpreendente, a mesma já tinha realizado uma grande descoberta nesse ano, com o sistema esoplanetário TRAPPIST - 1 e de fato sua nova descoberta é tão significante quanto.

Pela primeira vez os cientistas conseguiram identificar as ondas gravitacionais e a luz (frequência eletromagnética) juntas, esse é o início de uma nova era da ciência e de fato, o método usado é completamente diferente com o anterior, onde apenas um cientista ou equipe era responsável por uma descoberta, essa descoberta atual é do mundo inteiro, grandes centros e instalações astronômicas identificaram esse acontecimento, seja equipamentos específicos para rastrear as ondas gravitacionais, como o LIGO ou telescópios potentes capazes de vasculhar frequências desde infravermelho até raios gamas, essa é uma ciência globalizada e interligada em um único propósito, que é desenvolver a ciência propriamente dita, sem interesses políticos ou brigas entre nações, países da América do Norte, América do Sul, Europa e vários outros, para essa mega descoberta precisou de uma mega operação para o seu rastreio.

"Mega" não seria ainda a palavra correta, seria melhor "kilo", mas como modo de dizer é estranho, por que "kilo"? Não é qualquer coisinha no universo que é capaz de criar fortes ondas gravitacionais suficientes para que conseguirmos identificar aqui da Terra, nesse caso foram duas estrelas de nêutrons que orbitaram-se uma à outra em distância muito curtas e em velocidades muito altas, com a densidade absurda que esses objetos possuem, criaram essas ondas gravitacionais, depois elas chocaram-se e explodiram em uma kilonova, isso mesmo que você leu, não é uma supernova, que já é algo surpreendente, é algo ainda maior, cerca de 1000 vezes mais brilhante que uma nova, por isso o seu prefixo "kilo".

Embora muita coisa já era prevista há 30 anos, só agora temos uma observação, para os físicos teóricos isso é como ganhar na loteria, um novo campo na ciência está disponível e novas descobertas estão por vim.

Quer saber o que é uma estrela de nêutrons? Clique nesse link:

https://plus.google.com/u/1/+Veredictor/posts/QZVFLDbVhPy

Quer ler mais detalhes sobre essa descoberta? Clique nesse link:

http://www.eso.org/public/news/eso1733/

Esse GIF será a nova Capa da Coleção.





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⟫⟫⟫ CRÉDITO DE MÍDIA ⟪⟪⟪
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Nome: ESOcast 133.

Crédito: ESO.

Licença internacional Creative Commons Atribuição 4.0 concedida.

FONTE: https://www.youtube.com/watch?v=WucRHOPTpD4

Observação: Eu utilizei o GIF Maker do Giphy para criar esse GIF, esse é o link do site: https://giphy.com/create/gifmaker

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Aquele telescópio chinês incrível já fez suas primeiras descobertas

Talvez você já tenha visto as imagens incríveis do Telescópio de Rádio Esférico de Abertura de Quinhentos Metros, ou FAST, um telescópio enorme na província de Guizhou, na China, que foi ligado no ano passado. Você talvez também tenha ouvido que, sim, muitos esperam que ele encontre sinais de vida alienígena. E ele já está começando a fazer descobertas.

A agência de notícias chinesa Xinhua relata que o telescópio de meia-cúpula do tamanho de 30 campos de futebol encontrou dezenas de candidatos a pulsares, vários dos quais foram confirmados pelo telescópio Parkes, na Austrália. Existem várias razões pelas quais os pulsares são legais: eles estão constantemente piscando como faróis distantes, o que os torna ferramentas astronômicas úteis para medir distâncias, por exemplo.

Os pulsares são estrelas de nêutrons ou anãs brancas, cadáveres de estrelas densas que giram rapidamente e parecem estar piscando quando vistas a partir de nosso ponto de vantagem na Terra. Isso porque eles enviam feixes colimados para fora como faróis. Mas todos os pulsares que os cientistas conseguiram encontrar até agora estavam dentro dos limites da Via Láctea.

Conforme noticia a Xinhua, dois dos pulsares estão a 16 mil anos-luz e 4.100 anos-luz de distância, chamados J1859-01 e J1931-01, respectivamente, ambos ainda na Via Láctea. Mas o comunicado de imprensa prossegue e afirma que o FAST pode ser capaz de buscar por pulsares extragalácticos até o ano que vem.

Isso seria bem importante. “Pulsares são úteis para estudar o material ionizado em nossa galáxia, seus pulsos de rádio viajam pelo meio interestelar e nos permitem medir suas propriedades”, disse Emily Petroff, especialista em pulsares do Instituto Holandês de Radioastronomia, em entrevista ao Gizmodo. “Então, ter um pulsar em outra galáxia seria uma ferramenta superpoderosa para sondar o meio interestelar (e intergaláctico) entre nós e outra galáxia. Isso nunca foi feito antes.”

Mas mesmo explorar pulsares em nossa própria galáxia já é empolgante. A maioria dos outros telescópios é muito fraca para detectá-los, disse Petroff, mas provavelmente existem vários por aí que os astrônomos ainda não encontraram. Talvez o FAST possa ajudar.

O FAST já teve sua parcela de controvérsia no passado. O New York Times noticiou em 2016 que a China planejava retirar mais de nove mil moradores da área bastante pobre para reduzir o potencial de radiação adicional que entupia o sinal do telescópio. Agora, ele tem um problema com turistas. E, é claro, essa não é a primeira vez que um grande experimento científico causou confusão em uma comunidade local, com outros protestando contra o início da construção do Thirty Meter Telescope acima do vulcão Mauna Kea, no Havaí.

Esse é só o começo para o FAST, e certamente ele ainda vai publicar muito mais resultados empolgantes. Afinal, ele é o radiotelescópio mais sensível do mundo, disse Petroff.

Quanto aos alienígenas, vamos ter que esperar para ver mesmo.

http://www.chinadaily.com.cn/china/2017-10/10/content_33077595.htm

http://gizmodo.uol.com.br/telescopio-chines-descobertas/

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Qual o tamanho do lixo espacial. E como lidar com o problema
Milhares de destroços de veículos espaciais lançados ao longo de 60 anos de conquista do espaço estão pairando na órbita da Terra

Na quarta-feira (4), o lançamento do satélite russo Sputnik completou 60 anos. Trata-se do primeiro objeto criado por seres humanos colocado com sucesso em órbita ao redor da Terra.

Ao longo dessas seis décadas, milhares de outros satélites – e, mais recentemente, algumas estações espaciais – foram colocados no espaço. Ao serem desativados, muitos desses veículos espaciais não foram trazidos de volta: eles permanecem vagando na órbita da Terra. Há também os destroços, pedaços dessas naves que se desprendem.

Todos esses corpos em órbita preocupam cientistas com relação a lançamentos de programas espaciais futuros. Os restos de experiências passadas ameaçam colidir com satélites ativos hoje, danificando-os.

O principal risco que oferecem atualmente, porém, é de prejudicar a integridade da ISS, a Estação Espacial Internacional. Sobretudo porque, além de danificar a nave, a colisão colocaria em risco os seis astronautas que estão na estação no momento, em uma missão de longa duração.

Qual a dimensão do lixo

Segundo contagem mais recente do lixo espacial feita em 2016 pelo Comando Estratégico da Nasa, a agência espacial americana, há mais de 17 mil objetos em órbita acima da Terra. O levantamento leva em conta apenas objetos grandes o suficiente para serem rastreados.

O número total de destroços em órbita pode ser apenas estimado. A ESA, agência espacial europeia, fez essa conta.

29.000 destroços (gerados por humanos) maiores que 10 centímetros
670.000 maiores que um centímetro
170 milhões maiores que 1 milímetro

Segundo a ESA, uma colisão com um objeto de 10 centímetros implicaria na “fragmentação catastrófica” de um satélite típico. Um objeto de um centímetro provavelmente seria capaz de desativar uma nave e de penetrar a ISS. Já o destroço de um milímetro poderia destruir subsistemas de espaçonaves.

O peso total de todo detrito deixado pelos humanos no espaço é de 5.000 toneladas – são cerca de mil quilos de lixo por cada lançamento desde o Sputnik.

Como ele é manejado

O primeiro passo é rastrear e monitorar os destroços. Na Nasa, há profissionais que passam por um treinamento especializado e são encarregados de tripular painéis responsáveis pelo controle de voo da Estação Espacial Internacional.

O trabalho desse sistema, a Direção de Operações de Trajetória (TOPO, na sigla em inglês), é saber onde está a estação espacial, onde ela estará e a posição atual e futura de outros veículos em relação a ela, para garantir que não seja atingida, como explica uma reportagem do site Ars Technica.

Poucos satélites estão a uma altitude comparável à da estação, a 400km em relação à Terra. Os destroços, por outro lado, estão frequentemente na rota de colisão: só em 2013, houve 67 notificações de potenciais choques.

Quem rastreia esses corpos é o USSTRATCOM, o comando estratégico dos Estados Unidos, localizado em uma base da Força Aérea americana em Omaha, no estado de Nebraska. O comando cataloga todos os objetos no espaço e checa, três vezes ao dia, se a trajetória da ISS bate com as posições dos destroços. Se um deles se aproxima, a Nasa é notificada.

Quando o alerta é vermelho, indicando que a colisão com a estação espacial é certa, o veículo de 450 toneladas inicia um desvio para evitá-la.

Além de lidar com as partes soltas que estão lá, há propostas para “limpar” o espaço, embora nenhuma tenha, até o momento, resolvido a questão.

“O melhor método que temos até o presente para manter o céu limpo é se certificar que, quando se coloca uma nave espacial lá, ela venha com uma forma de descer. Normalmente, isso significa que a nave deve ter uma maneira de desacelerar intencionalmente o suficiente para adentrar a atmosfera, o que fará com que a maioria das partes menores queimem devido ao calor da reentrada. Partes grandes podem chegar à superfície, e é por isso que desacelerar é importante. Em geral, gostamos de largar essas partes no Oceano Pacífico, por não haver nenhum centro densamente povoado no meio do oceano.”
Jillian Scudder - Professora assistente de Física e Astronomia da Oberlin College, nos EUA

Mas, como lembra a professora assistente de Física e Astronomia da Oberlin College Jillian Scudder em um artigo de 2016 para a revista Forbes, essa alternativa só serve para naves ainda não lançadas. No caso dos satélites “mortos”, naves em desuso com as quais não é possível se comunicar, e de destroços, a única opção seria enviar um outro tipo de satélite de limpeza que ajudasse a desacelerar as partes em órbita. As propostas mais plausíveis nesse sentido, como a e.Deorbit, protótipo construído pela ESA com lançamento previsto para 2023, consistem em capturar as naves “mortas” e trazê-las de volta consigo.

A origem de muitos destroços

Explodir os veículos espaciais em desuso não é uma opção para se livrar deles.

Em 2007, a China testou um sistema de arma antissatélite, destruindo um de seus satélites meteorológicos inativos, o Fengyun IC. O teste provocou o maior evento da história em termos de produzir destroços espaciais de uma só vez. Criou mais de 2.300 pedaços soltos em órbita maiores que um centímetro e milhões de partes menores. Na época, isso aumentou a quantidade de detritos no espaço em 25%, segundo a professora Scudder.

Link para matéria: https://www.nexojornal.com.br/expresso/2017/10/06/Qual-o-tamanho-do-lixo-espacial.-E-como-lidar-com-o-problema

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Astrônomos encontram parte 'perdida' do universo
Um grupo de cientistas do Instituto de Astrofísica Espacial de Orsay (França) e da Universidade de Edimburgo (Reino Unido) conseguiu captar a parte “perdida” da matéria que compõe o universo, informou o artigo publicado no site da biblioteca da Universidade Cornell.

Durante experimento, os pesquisadores usaram o conceito conhecido como o efeito Sunyaev-Zeldovich, que ocorre quando a luz residual do Big Bang atravessa nuvens do gás difuso e quente formado pela chamada matéria bariônica. O problema é que a existência desse tipo de matéria era apenas teoria por não haver telescópio ou instrumento capaz de detectar mais de 50% das partículas bariônicas.

Desta forma, decidiram considerar que a matéria bariônica constitui apenas 4,6% da massa do universo, enquanto 96% do universo é composto por matéria e energia escuras.

Ao analisar os dados obtidos através do observatório Planck, os pesquisadores chegaram à conclusão de que a matéria "anteriormente perdida" é nada mais nada menos do que matéria bariônica, ao invés de matéria escura. Além disso, as galáxias do universo estão conectadas através de filamentos de gás quente e difuso, explicaram os astrônomos. Os cientistas também sublinharam que a matéria bariônica das estrelas é infinitamente mais densa do que a do universo.

Em 2015, o telescópio Planck conseguiu construir um mapa do universo graças ao efeito Sunyaev-Zeldovich, no entanto, as ligações bariônicas entre as galáxias são muito pequenas para aparecer na imagem. Cientistas franceses e escoceses conseguiram sobrepor os dados do Planck em 1.260 pares de galáxias, o que lhes permitiu confirmar que existem filamentos de matéria bariônica entre galáxias e são seis vezes mais densas do que se acreditava anteriormente.

https://arxiv.org/abs/1709.05024

https://br.sputniknews.com/ciencia_tecnologia/201710119563297-astronomos-perte-perdida-universo/
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