ORIENTAÇÕES A PACIENTES

Pergunta nº. 31

Ministro - Acho que devemos procurar falar de forma suave e positiva com doentes que correm risco de vida, procurando lhes dar um pouco de ânimo e esperança. Gostaria de ouvir sua opinião a esse respeito.

Meishu Sama - De fato, nem sempre é bom falar claramente a verdade, pois honestidade em demasia, às vezes, traz resultados negativos. Então, dependendo do caso, mesmo a mentira tem seu lado bom, já que ânimo e incentivo também podem proporcionar condições para uma cura.


Pergunta nº. 32

Ministro - Poderíamos dizer a doentes desenganados pelos médicos que eles estão prestes a morrer? Ou seria melhor não falar nada, até o final? Naturalmente que essa maneira de agir vai depender do nível espiritual não só do enfermo, mas também de toda a sua família. Ou ainda: o melhor mesmo seria dizer ao doente que se agarre, até o fim, ao poder de Kannon?

Meishu Sama - Situação complicada e difícil de definir. Em certos casos, a atitude mais correta é dizer aos doentes que suas chances de sobrevivência são poucas e que, por isso, devem se entregar ao poder de Kannon. Inclusive, ao se agir desse modo, muitas vezes até acontece de a pessoa não morrer, de o doente acabar sobrevivendo, salvando-se. E há casos inversos, em que muitos dos que querem viver, a todo custo, acabam morrendo, assim de repente.

Pergunta nº. 33

Ministro - Um doente hospitalizado, em estado grave, quer receber Johrei, mas seus familiares relutam, achando que deve continuar com o tratamento médico que vinha tendo até então e, se preciso, até submeter-se a cirurgias. Como proceder nesses casos?

Meishu Sama - Quem se interna em um hospital já se entregou a cuidados médicos e ao materialismo. Então, torna-se difícil salvar alguém nessas condições. Além disso, há também os familiares do doente que se mostram contrários ao Johrei, que não o aceitam, que atrapalham, chegando, inclusive, a torcer para que o doente não melhore. Esses opositores impedem a canalização da Luz. E caso haja insistência por parte do doente no sentido de querer receber Johrei, abre-se uma brecha para a atuação dos jashin, que interferem e se aproveitam dessa situação para culpar o Johrei pela morte do doente, se ela chegar a ocorrer.


Pergunta nº. 34

Ministro - Algumas vezes, o ministrante pressente que a pessoa já não tem mais cura. Como se deve proceder em casos como esse?

Meishu Sama - Evitar a canalização do Johrei, inclusive buscando-se criar situações para que o doente não o receba. Alguns dos problemas relativos à perda de fé e confiança no Johrei são criados, justamente, por pessoas que já não têm mais condições de serem salvas.

Pergunta nº. 35

Ministro - Vinha canalizando Johrei a um doente, mas devido a imprevistos, precisei indicar outra pessoa para continuar a ministrá-lo. Porém, ela se recusou terminantemente a aceitar tal dedicação. Por que isso?

Meishu Sama - Na verdade, essa atitude foi um alerta de Deus para mostrar que já era hora de suspender a canalização do Johrei para a pessoa que o vinha recebendo. Quando um ministrante, conforme as circunstâncias, não tem a mínima vontade ou até mesmo não quer ministrar, significa que seu Protetor o está alertando para deixar de canalizar a Luz. Há casos de doentes que não revelam a menor atitude de fé no Johrei, não demonstram gratidão em aceitá-lo, e ministrante algum tem a mínima necessidade de suportar tamanha irreverência.

Pergunta nº. 36

Ministro - Quando vou a alguma cidade divulgar a doutrina, é normal me fazerem muitas perguntas sobre doenças graves, tais como, tuberculose pulmonar, degeneração óssea da coluna vertebral, câncer de estômago, catarata, isso dentre outras. As pessoas querem saber se esses males podem ser curados pelo Johrei. Como devo responder a essas indagações?

Meishu Sama - Em princípio, tudo depende do poder do Johrei canalizado e também do tipo de doença - maligna ou benigna - que a pessoa apresente. Há casos fáceis de se resolver, contudo outros já são mais complexos. Portanto, nunca se deve afirmar categoricamente que todas as doenças podem ser debeladas pelo Johrei. O que dá para se dizer é apenas que a maioria delas tem cura ou apresenta melhora considerável. Mesmo quadros bem sérios de tuberculose, caso o doente não esteja muito debilitado, podem ser resolvidos por Johrei, até com relativa facilidade. No entanto, nos casos em que o doente já tomou muitos remédios, a situação torna-se bem mais drástica, devido ao surgimento de outras purificações.

Degeneração óssea de vértebras também pode vir a ser solucionada por Johrei, em oitenta a noventa por cento dos casos, desde que o doente não se encontre muito enfraquecido. Porém, esse é um processo lento, que requer paciência.

Quanto aos casos de câncer de estômago, primeiro, é preciso constatar se, realmente, trata-se dessa doença ou se estamos diante de um caso apenas aparente. E a veracidade de um câncer de estômago pode ser comprovada pelo tipo de vômito do paciente que, nesses casos, expele, normalmente, uma gosma esbranquiçada e grudenta, semelhante a cola. Nessas circunstâncias, a possibilidade de cura oscila entre duas a três pessoas, considerando-se um grupo de dez. Também aqui a recuperação do doente vai depender do grau de enfraquecimento do corpo.

Com relação à cura de catarata, ela também ocorre, até que com relativa rapidez, desde que não sejam usados colírios de espécie alguma.


Retirado do livro “A Arte do Johrei – Volume II”, páginas 98 a 102. Editora Lux Oriens.
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