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FOI UM DIA de reviver Emily Dickinson. Não sabia que ela tinha tantos amantes. Ao republicar este video no efebê, notei que os poemas de Emily têm um grande apelo aos poucos leitores de poesia...Boa notícia.

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Uma canção francesa dos anos ´70 e uma cidade (Los Angeles) dão o mote para esta 3a. crônica da série "Crônicas da América".

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Da série "Crônicas da América (III).

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Eterna Emily DICKINSON.
10

Senti um Féretro em meu Cérebro,
E Carpideiras indo e vindo
A pisar — a pisar — até eu sonhar
Meus sentidos fugindo —

E quando tudo se sentou,
O Tambor de um Ofício —
Bateu — bateu — até eu sentir
Inerte o meu Juízo

E eu os ouvi — erguida a Tampa —
Rangerem por minha Alma com
Todo o Chumbo dos pés, de novo,
E o Espaço — dobrou,

Como se os Céus fossem um Sino
E o Ser apenas um Ouvido,
E eu e o Silêncio estranha Raça
Só, naufragada, aqui —

Partiu-se a Tábua em minha Mente
E eu fui cair de Chão em Chão —
E em cada Chão achei um Mundo
E Terminei sabendo — então —


10

I felt a Funeral, in my Brain,
And Mourners, to and fro
Kept treading — treading — till it seemed
That Sense was breaking through —

And when they all were seated,
A Service like a Drum —
Kept beating — beating — till I thought
My Mind was going numb —

And then I heard them lift a Box
And creak across my Soul
With those same Boots of Lead, again,
Then Space — began to toll,

As all the Heavens were a Bell,
And Being, but an Ear,
And I, and Silence, some strange Race
Wrecked, solitary, here —

And then a Plank in Reason, broke,
And I dropped down, and down —
And hit a World, at every plunge,
And Finished knowing — then —

(c. 1861)
- Emily Dickinson - 'Não sou ninguém'. Poemas. [traduções Augusto de Campos]. Campinas: Unicamp, 2009.
https://goo.gl/NuyXHv

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Todo dia para mim É dia da Poesia, mas 21 de março foi instituído DIA MUNDIAL DA POESIA, pela 30ª Conferência Geral da UNESCO, no ano de 1999.
Os tradicionalistas comemoram o dia da Poesia como o do nascimento de Castro Alves, o que seria o dia de hoje,14 de março, o dia do poeta, data de nascimento do genial Castro Alves, que tanto nos inspirava na adolescência.
Ficam assim ampliadas (ou diluídas) as efemérides.
Para mim, todo dia é dia... Da Poesia.
Então vale reler o poeta UNGARETTI, para marcar a data.

O porto sepulto
**Giuseppe Ungaretti
Mariano, 29 de julho de 1916

Eis que chega o poeta
e volta depois para a luz com os seus cantos
e os despende

Desta poesia
me resta
aquele nada
de inexaurível segredo
~.~.~.~

Il porto sepolto
Mariano il 19 giugno 1916

Vi arriva il poeta
e poi torna alla luce con i suoi canti
e li disperde

Di questa poesia
mi resta
quel nulla
d’inesauribile segreto
++++
(*)- Giuseppe Ungaretti (tradução Haroldo de Campos), em "Ungaretti: daquela estrela à outra". [tradução Haroldo de Campos e Aurora Bernardini; organização Lucia Wataghin]. São Paulo: Ateliê Editorial, 2003.

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Wild Nights! - Emily Dickinson - Musical adaptation

https://www.youtube.com/watch?v=zHO0prWdroo

ARE FRIENDS DELIGHT OR PAIN*
*******************************
Are Friends Delight or Pain?
Could  Bounty but remain
Riches were good –,

But if they only stay 
Ampler to fly away
Riches are sad.
++++++++++++++++++++


Amigos são dor ou ventura ?
Durasse sua fartura
A riqueza era boa.

Se eles, porém, só se demoram
Cobrando força p’ro vôo –
A riqueza é agrura.

++++
(*) Poema 1199, p.136/7, “Emily Dickinson: Uma Centena de Poemas”, Edit. T.A.Queiroz/USP, S.Paulo, 1984. Tradução, introdução e notas de Aíla de Oliveira Gomes.
Nota da tradutora: “A medida curta, tercetos de 6-6-4 sílabas, com 3-3-2 acentos, foi substituída por outra, de 8-7-6 sílabas, com os mesmos números de acentos tônicos (forçado, uma vez, na primeira estrofe). As liberdades tomadas quanto ao esquema rítmico não só encontram respaldo no encontro  ‘sad’ e ‘good’ (Vs. 3 e 6 do original) como são compensadas por todos os finais de versos mantidos numa área vocálica constante, entre /u/ e /o/.
“Amor e amizade, nos poemas de Emily Dickinson, estão sempre ligados à separação. A miséria, para a abelha, é a sua separação da rosa” (cf. 620). 
Provavelmente, dona Aíla queira se referir a 211…
“Chega apressada à flor,
Zumbe em volta a sua alcova
Avalia o néctar,
Entra – e se afoga em bálsamos (211).

(Reaching late his flower,
Round her chamber hums –
Counts his nectars –
Enters – and is lost in Balms.) 
(p.48/49, op. Cit.)

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Aos amantes de Emily, peço passagem para a poesia de dona Adélia. Adélia Prado (Casamento).#AdeliaPrado

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EMILY, amada minha...
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