Declaramos que ao iniciar esta página  projetamos ser fervorosos aspirantes a tentar alcançar o bom senso e método de personalidades notáveis nesta atividade tomado por modelo como exemplo o médico e filólogo Leite de Vasconcelos no seu dizer de que” todo o homem deve fazer cada dia duas boas coisas: praticar uma boa ação e aprender qualquer coisa de novo”.
Mas desde logo constatamos estar muito afastados desse horizonte sensível e não nos será possível ir tão longe quanto desejávamos por admitirmos como provável que alguém menos habilitado ao ter a audácia de se lançar no empreendimento de investigar e historiar as origens, o percurso humanitário, as potencialidades naturais, o carácter da arte monumental, as instituições, isto é, fazer uma resenha do património e da vivência sócio cultural dum território ao longo dos séculos, por mais simples que seja, tem sempre de afrontar sérias dificuldades se intenta mostrar uma análise séria do material e do humano, dos principais factos ocorridos no âmbito dos usos e costumes tradicionais vividos e observados através dos tempos, biografar os seus mais ilustres autóctones e finalmente proporcionar aos leitores como que uma “visita guiada” ao passado e ao presente, desse labor sedimentado mais por um conjunto de vestígios do que pelo resultado da recuperação de memórias impressas onde se encontrem referenciadas experiências, processos, manifestações e modos de vida das sociedades locais.
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