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“Ficha Suja” vai beneficiar o mercado de seguros

Foi aprovado na ultima quinta-feira (06/06) pela Assembleia Legislativa de São Paulo, o projeto de lei que exige a divulgação no Diário Oficial dos nomes de motoristas que perderam suas carteiras por dirigir sob efeito de álcool, criando assim uma espécie de “ficha suja”.

“As seguradoras poderão através dessa “lista negra” recusar o seguro ou não indenizar o segurado em determinadas circunstancias, como nos casos de embriagues, além de poder aumentar o valor do seguro para os segurados que possuírem seus nomes nessa lista, ou simplesmente, negar o risco”, destacou o sócio e corretor da Cia do Seguro, Délio Reis.

Para finalizar, ele ressaltou algum interessante. “Precisamos lembrar que no Brasil já existem leis boas e rígidas, mas falta fiscalização e principalmente punição quando cometido esse tipo de irregularidade. Esperamos que esse projeto seja aprovado, pois percebo que essa lista já é uma das formas de punição”, concluiu.

O projeto está para ser sancionando pelo Governador, Geraldo Alckemin (PSDB), e se der tudo certo, deverá chegar as outras capitais brasileiras em breve.

 Fonte: CQCS
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Câmara aprova projeto que cria desmonte legal de veículos

Medida é fundamental para sucesso do seguro popular e, em consequência, inclusão de carros mais velhos

Uma contribuição importante para tornar viável o seguro popular de automóvel foi dada pela Câmara dos Deputados, cujo plenário aprovou nesta quarta-feira (5), por unanimidade, o projeto que disciplina o funcionamento das empresas de desmonte de veículos para venda de peças usadas ou das sucatas.

O projeto é de autoria do deputado Armando Vergilio (PSD-GO) e presidente da Fenacor. A proposta segue, agora, para o Senado e, se aprovada, dependerá da sanção presidencial para viabilizar o uso de peças recondicionadas e certificadas em veículos mais velhos, barateando o preço do seguro. Além disso, a medida pode, a exemplo do ocorrido em outros países que criaram legislação para o desmanche legal de veículos, como a Argentina, puxar os índices de roubo e furto de automóveis. “Em outros países, os resultados foram imediatos. Na Argentina, por exemplo, um ano após a criação dos desmanches legais, o índice de roubos de automóveis caiu 50%”, revela o autor da proposta.

Segundo Armando Vergilio, estatísticas recentes revelam que 400 mil carros são roubados ou furtados anualmente no Brasil. Apenas pouco mais da metade é recuperada. O restante abastece os desmanches ilegais espalhados por todo o território nacional e o comércio de peças.

Ele assegura que o projeto vai proteger centenas de milhares de pessoas, ao reduzir a criminalidade, pois as quadrilhas terão muita dificuldade para repassar os veículos roubados ou furtados.

Também serão gerados novos empregos formais, nas oficinas legais que serão criadas, aumentando ainda a arrecadação de impostos.

O deputado acrescenta que o proposta vai ainda viabilizar o verdadeiro seguro popular de automóvel, que poderá ter preços bem menores do que o produto tradicional, ao permitir a utilização de com peças recondicionadas, mas devidamente certificadas. “Esse novo produto poderá atingir 20 milhões de automóveis com mais de cinco anos de idade, que, atualmente, trafegam pelas ruas e estradas totalmente desprotegidos”, acentua Vergilio.

Além disso, o projeto, que foi aprovado exatamente na data em que se comemora o Dia Mundial do Meio Ambiente (05 de junho), reduzirá também os danos causados pelo descarte desordenado, pelos desmanches irregulares de baterias, carcaças de veículos e fluídos de freios e motor.

O projeto ainda tornará obrigatória a baixa de registro da peça reutilizada perante o órgão responsável, aliada a um rígido controle pelo Estado. Dessa forma, será possível identificar todas as peças automotivas, permitindo o seu indispensável rastreamento.

Fonte: http://www.cqcs.com.br/

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Saiba que problemas no carro podem ser cobertos pelo seguro

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www.bertaseguros.com.br

Roubo de carro inflaciona preço do seguro em até 25%

O aumento do índice de roubo de veículos na região fez com que o seguro do carro aumentasse em até 25% em um ano. A informação é do diretor regional do Sindicato de Corretores de Seguro do Estado de São Paulo, Flavio Meleiro. Números da SSP (Secretaria de Segurança Pública) mostram que no primeiro trimestre de 2013 houve um aumento de 15% de roubos, comparando com o mesmo período do ano anterior, passando de 570 para 655 casos.

“O custo do seguro é dividido basicamente em duas partes, perda total por furto e roubo e parcial, que são as colisões. Vamos dizer que o furto representa 50% do custo do seguro, se há aumento, há reflexo na taxa final.”

Em Praia Grande, São Vicente e Guarujá os custos podem aumentar em até 20%, se comparado com Santos. “O que ocorre é que nestas cidades há mais rotas de fugas”, afirma Meleiro. Porém, Santos não está imune e há locais com maior índice de roubos. Dentre eles Ponta da Praia, Canal 3 nas proximidades da rua Pindorama e Centro, os dois últimos por terem bares nos arredores.

O diretor-executivo da Fenseg (Federação Nacional de Seguros Gerais), Neival Freitas, afirma que o preço do seguro só é ajustado para cima se houver uma constante no aumento dos índices de furtos de veículos. Ele ressalta que outros fatores como pagamento de indenizações, comissão do corretor, concorrência de mercado, sexo do condutor, idade, se trabalha com o carro ou estuda, são fator es levados em consideração pelas seguradoras na hora do cálculo do preço

Fonte: http://www.cqcs.com.br/

Vítimas de acidente de trânsito devem ficar atentos a atravessadores

Seguro DPVAT é um direito de quem sofre acidentes em veículos.

Liberação do benefício não precisa de intermediadores.

Vítimas de acidentes de trânsito em Imperatriz estão sendo procuradas por pessoas que se oferecem para liberar o pagamento do seguro DPVAT (Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Via Terrestre). O risco de ser lesado nessa operação é grande.

Todo proprietário de veículo é obrigado a pagar o seguro DPVAT, que faz parte do licenciamento anual. As motocicletas, por exemplo, que oferecem um risco maior de acidentes, pagam R$ 279.

Para outros tipos de veículos, o valor do seguro varia de acordo com a marca e o modelo, mas nunca é inferior a R$ 105. No ano passado, o país arrecadou mais de R$ 7,5 bilhões com o pagamento do seguro.

Metade de todo o dinheiro arrecadado deve ser aplicado em melhorias da infraestrutura viária. A outra metade é destinada ao pagamento de indenizações para vítimas de acidentes em três situações: acidente com morte, cujo valor é de até R$13,5 mil; invalidez permanente, também até R$ 13,5 mil; devolução de despesas médicas e com medicamentos, até R$ 2,7 mil. Os dados são da seguradora Líder.

Somente nos quatro primeiros meses deste ano aconteceram 888 acidentes em Imperatriz, com 14 mortes e mais de 1.000 vítimas com ferimentos ou fraturas. São tantos acidentes no país, que o governo federal criou uma seguradora para administrar o pagamento de indenizações e evitar fraudes. Por falta de informação, muitas pessoas recorrem a atravessadores correndo o risco de serem lesadas.

Os atravessadores costumam oferecer vantagens para dar entrar no processo do seguro DPVAT, mas cobram de 20% a 30% do dinheiro a que a pessoa tem direito. Uma prática ilegal, que pode ser considerada estelionato.

José Erisvaldo Madeira quebrou a perna num acidente de moto em João Lisboa. Ainda nem se recuperou e já foi procurado por um atravessador para dar entrada no seguro.

“Cobraram 20% e disseram que se eu contratasse uma advogado ia levar mais tempo para resolver. Afirmaram também que eles resolvem mais rápido”, disse a vítima.

O que pouca gente sabe é que existe em Imperatriz um representante da seguradora oficial do DPVAT que não cobra nenhum centavo para dar entrada no processo.

O representante da seguradora oficial do DPVAT denuncia que existe uma rede de atravessadores e que as vítimas raramente são informadas de que o processo é gratuito. “O problema já começa no Socorrão, na Delegacia, no IML. Isso é uma sequência, que prejudica a população”, explicou Marcelo Ventura, representante da Seguradora Líder.

Fonte: http://www.cqcs.com.br/

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Falta de cobertura por danos morais barateia acordo, mas deixa em aberto indenizações

Contratar um seguro para o carro parece algo simples. Porém há algumas questões que muitos consumidores têm deixado de lado e que resultam em ações judiciais.

Na intenção de baratear a apólice, muitas seguradoras não têm incluído nos contratos cobertura para danos morais em caso de acidentes. Sem essa garantia, os motoristas precisam tirar do bolso o pagamento desse tipo de indenização. 

Segundo o corretor da Ilha Azul Seguros, Leonardo Soares, a cobertura por danos morais nem encarece tanto assim o valor do seguro. O preço final pode variar de R$ 80 a R$ 200. Uma apólice de R$ 1,6 mil, por exemplo, sobe para R$ 1.740, caso seja prevista uma indenização de R$ 50 mil. 

A advogada Karla Buzato Fiorot explica que tem observado muitas demandas na Justiça devido à exclusão de cláusulas sobre esse benefício. Há situações em que no contrato a seguradora afirma cobrir todos os danos pessoais, exceto os morais.

A importância da cobertura por danos morais está bastante em voga devido a uma recente decisão do Superior Tribunal de Justiça. A súmula editada pelo órgão afirma que contemplar os prejuízos pessoais compreende a cobertura por danos morais desde que no contrato não haja uma exclusão explícita desse benefício. 

“Às vezes, o consumidor acredita já está segurado porque vê no contrato a informação sobre a cobertura para danos corporais. Porém uma vítima de acidente entra na Justiça para ser compensada por danos materiais, corporais e morais”, explica.

Há casos, de acordo com a especialista, em que são pedidas também indenizações por prejuízos estéticos. “Isso ocorre quando a vítima tem sequelas graves, por exemplo”.

Processo é lento

Quando um acidente ocorre, o consumidor logo aciona o seguro para consertar os carros. 

No caso de pagamento de danos morais e corporais, a situação é um pouco diferente. É necessário que a seguradora aceite liberar os recursos para a vítima. Como nem sempre essa questão é resolvida de forma amigável, a pessoa prejudicada procura direto a Justiça. 

“A seguradora é também citada no processo e muitas vezes condenada a pagar a indenização. Se o contrato não tiver a cláusula de cobertura de danos morais, o consumidor terá que arcar com a quantia”, explica Karla.

Pesquise

Para evitar dor de cabeça, o proprietário de um carro deve escolher bem o seguro. Há empresas pirata que não são credenciadas por órgãos responsáveis para comercializar o serviço e têm deixado muita gente na mão. Essas seguradoras, geralmente, funcionam em esquema de cooperativas ou associações e surpreendem os clientes ao negar o pagamento de conserto de carros e de danos materiais e morais.

Outras seguradoras até estão livres para atuar, mas são conhecidas por cometerem abusos e não respeitarem os direitos dos clientes.

Antes de fechar contrato é importante conhecer a credibilidade da seguradora, verificando se há queixas nos Procons, na internet e na Justiça.

O corretor de seguros Leonardo Soares explica que o consumidor deve ler atentamente o contrato para verificar se nada foi deixado para trás.

A advogada Karla aconselha o consumidor a pesquisar preços, condições e benefícios oferecidos por diversas seguradoras antes de fechar uma negociação.

Saiba mais

Danos morais
Os contratos de seguro de imóveis já oferecem cobertura por danos morais, no entanto, algumas seguradoras têm excluído o direito das cláusulas. Então, é importante analisar atentamente o contrato para não ser prejudicado no futuro.

Valor
Em média, as empresas colocam um valor de R$ 10 mil para o pagamento de indenização por danos morais. O valor é considerado baixo pelos advogados.
Uma quantia mínima sugerida é de
R$ 50 mil.

Cuidado
Antes de fechar contrato com alguma seguradora, faça várias pesquisas, confira os preços e os benefícios de cobertura.
Também procure conhecer a credibilidade da empresa e verifique se ela tem muitas reclamações nos Procons.

Fonte A Gazeta
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Apólice popular pode reduzir prêmio em 30%

A Federação Nacional de Seguros Gerais (Fenaseg) calcula que proprietários de 20 milhões de veículos no país possuem seguro particular. Uma nova regulamentação, que prevê a criação do seguro popular, tem potencial para agregar outros 20 milhões de veículos ao mercado e dar fôlego novo às seguradoras de automóveis. A expectativa na Superintendência de Seguros Privados (Susep) é que as novas regras, que estão em fase de aprovação no Conselho Diretor da entidade, entrem em vigor no segundo semestre.

O seguro popular deve permitir ao consumidor escolher o que pretende segurar, só roubo ou apenas colisões, por exemplo, o valor da cobertura e ainda permitir a utilização de peças usadas nos reparos. Hoje apenas peças originais são permitidas em consertos pagos pelas seguradoras. Para não incentivar o mercado de peças roubadas, a ideia é criar um sistema de rastreamento, com identificação das peças e formação de uma banco de dados nacional. A Fenaseg avalia que essas medidas podem baratear em até 30% o valor dos seguros. "Será a possibilidade de quem tem baixo poder aquisitivo adquirir seguro para seu bem", diz Neival Rodrigues Freitas, diretor-executivo da federação.

Hoje, entre os carros novos, 80% possuem seguro, mas essa média cai a cada ano de uso do veículo, chegando a menos de 20% a frota segurada com cinco anos de vida. O motivo é simples: o carro se desvaloriza com o tempo, mas o custo da manutenção, com peças novas, não, tornando o valor do seguro desproporcional ao patrimônio. "Um desafio do mercado segurador é conquistar o cliente do carro usado", diz Jabis Alexandre, diretor geral de seguros de automóveis da BB Mapfre.

O seguro popular pode representar um impulso nas vendas e chegaria em boa hora. Em 2012, o mercado cresceu 15,9%, fechando o ano com R$ 24,75 bilhões em prêmios emitidos. A Fenaseg projeta crescimento de 12% para 2013. Mas esse crescimento ocorre mais pelo aumento de preços do que pela conquista de novos clientes.

Segundo o presidente do Sindicato dos Corretores de Seguros no Estado de São Paulo (Sincor-SP) Mário Sérgio de Almeida Santos, apenas no primeiro trimestre de 2013 os valores foram reajustados em 7% em média, sendo que o seguro de alguns modelos mais visados em roubos e furtos, como o Gol, os aumentos superam 30%. Freitas, da Fenaseg. diz que em 2012 o número de carros roubados e furtados cresceu 9%, repercutindo no preço dos prêmios.

O encarecimento dos seguros também busca compensar as perdas sofridas no mercado financeiro, após a queda nas taxas de juros. Elad Victor Revi, analista da corretora Spinelli, diz que a margem de lucro das seguradoras, que girava em torno de 12%, foi reduzida para menos da metade no último ano.

Fonte: http://www.cqcs.com.br/

TUDO QUE PODE SER MEDIDO FINANCEIRAMENTE PODE SER SEGURADO

Apesar de parecer incomum, muita gente coloca partes do corpo no seguro, como cintura, mãos, bumbum, entre outros

No começo do ano passado, o britânico Keiran Lee, ator de filmes adultos, chamou a atenção da mídia por colocar o órgão sexual no seguro. O contrato - uma das exigências da produtora em que trabalha - prevê sinistro de US$ 1 milhão caso qualquer coisa que o impeça de gravar.

Apesar de parecer incomum, casos como o do ator são mais normais do que se imagina (veja lista nesta página). De acordo com a corretora Leila Maria Smania Casagrande, alguns profissionais podem colocar a parte do corpo essencial para exercerem sua função no seguro, dentro do chamado Responsabilidade Social Profissional, o RC profissional.

Divulgação

"Tudo que pode ser mensurado, ou seja, medido financeiramente, pode ser colocado no seguro. Assim, você pode colocar a parte do corpo que quiser, a partir que prove que aquilo pode influenciar no seu desempenho profissional", explica.

Leila comenta que, apesar de comum, esse tipo de seguro é feito com mais frequência em grandes centros e por celebridades.

"No interior, existem casos de pessoas que colocam as mãos no seguro, por exemplo, mas bumbum, pernas e outras partes do corpo, é mais difícil", diz. Caso de uma esteticista de Sumaré. Ela, que realiza trabalho manual diariamente, pode ser indenizada caso alguma coisa aconteça aos membros e a impossibilitem de exercer suas funções.

"É medido o ganho diário da pessoa e a indenização é calculada a partir disso. Se ela sofrer algum acidente que a faça ficar sem trabalhar, não corre o risco de não ter como pagar as contas".

Importância

Mas apenas a sua palavra não vai fazer com que a seguradora elabore uma apólice para uma das partes do seu corpo. Uma lista de documentos é pedida para que o RC profissional seja feito.

"É preciso provar que aquele membro é essencial para exercer as funções e que se qualquer coisa acontecer haverá uma perda financeira", explica a correta. Outra desvantagem é que, como é uma apólice específica, costuma ser um pouco mais cara do que as outras modalidades de seguro.

Confira alguns dos seguros mais incomuns

Bumbum, pernas, mãos é até mesmo cintura entram na lista de seguros estranhos que podem ser encontrados por aí. Mas nenhum deles é sem motivos (pelo menos para os segurados).

Valeska Popozuda - a cantora e dançarina tem uma apólice no valor de R$ 4 milhões para o bumbum.

Graham Butterfield - o testador de colchões britânico também colocou seu bumbum no seguro. Se algo impossibilitar Butterfield de atestar a qualidade de um colchão, a seguradora pagará a ele 1 milhão de libras (cerca de R$ 2,73 milhões).

Cláudia Raia - a atriz tem um seguro que cobre danos ou acidentes ao seu par de pernas. O valor não é divulgado.

Gemma Howorth - a modelo britânica fez um seguro das mãos no valor de 5 milhões de libras (mais de R$ 13,6 milhões). Gemma, ou melhor, sua mão geralmente é contratada para substituir mãos de famosos que não são fotogênicas.

Bette Davis - a atriz norte-americana, quando viva, chegou a possuir uma apólice de US$ 28 mil dólares da sua cintura. Bette morreu sem acionar a seguradora.

Dolly Parton - a cantora country fez um seguro de US$ 300 mil (R$ 515 mil) para seus seios.

Fonte: http://seguros-se.blogspot.com.br/

Mulheres podem perder ''desconto'' em seguros de carro por alta no consumo de álcool

Estudo divulgado pela Unifesp revela que aumento no consumo de mulheres jovens foi de 36%
 
Mais segurança, cuidado e atenção. Essas são algumas das características femininas que ajudam a diminuir o valor pago por mulheres em apólices de seguro de automóveis, em comparação aos homens. Mas essa diferença de preço pode acabar, já que as seguradoras estão levando em consideração o aumento do consumo de álcool pelo público feminino.
 
Um estudo da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), divulgado nesta semana, revela que os brasileiros estão bebendo mais, sobretudo as mulheres jovens, que só no ano passado aumentaram seu consumo em 36%, enquanto que entre os homens o número subiu 29,4%. Uma vez que levam em conta o comportamento de maior ou menor risco ao volante, esse índice pode ser um dos principais fatores para o aumento do valor do seguro, que as seguradoras estão revisando os valores para equilibrar sua rentabilidade.
 
O sócio-diretor da corretora de seguros on-line minutoseguros.com.br, Marcelo Blay, diz que uma das hipóteses para essa mudança social se deve ao fato do público feminino ter aumentado sua participação no mercado de trabalho e, junto com o crescimento da economia no País, também viu aumentar sua renda e, com isso, o consumo de bebidas e a compra de veículos. Por esses motivos, afirmou Blay, as seguradoras já estão analisando os novos perfis para oferecerem produtos, coberturas e serviços.
 
Esse índice pode ser um dos principais fatores para o aumento do valor do seguro que as seguradoras estão revisando para equilibrar sua rentabilidade (Divulgação)
 
Na ponta do lápis: mulheres vs. homens
 
Blay afirma que não tem como prever quanto será o reajuste dos seguros. Ele diz que é necessário aguardar os reflexos na rentabilidade das seguradoras, sendo que "para que este ciclo se complete são necessários pelo menos 12 meses".
 
Enquanto isso não acontece, os preços dos seguros continuam com os "descontos". Mas de quanto eles são? A seguradora on-line fez algumas cotações com modelos de carros populares para mulheres e homens, ambos solteiros, sem filhos, com idades de 25 anos, residentes na cidade São Paulo:

Fonte: http://www.cqcs.com.br/

Por que o preço do seguro subiu, segundo o consultor Francisco Galiza

Neste início do ano, o mercado de seguros apresentou altas significativas. Os preços de seguros de automóveis, em alguns casos, chegaram a subir até 138%. Na média, contudo, a elevação do custo em 2012 foi de 20% — um índice alto, diante de uma inflação que, em 2012, ficou na casa dos 6%. Estranha-se ainda mais esta tendência se levarmos em conta que, nos últimos meses, houve uma queda significativa nos sinistros de automóveis, motivada pela lei de tolerância zero ao álcool para os motoristas.

O que aconteceu? Por que os seguros subiram desta forma?

A economia é uma ciência que aponta o mundo como ele é, e não um sonho de como poderia ser. E o fato é que, ao longo do ano passado, a configuração de custos e receitas das seguradoras mudou desfavoravelmente, especialmente no ramo de automóvel. No curto prazo, as seguradoras não tiveram alternativa a não ser ajustar os preços para compensar a perda de rentabilidade gerada por vários fatores do cenário econômico.

O primeiro fator para essa redução na rentabilidade das companhias seguradoras foi a queda dos juros.

A rentabilidade das aplicações financeiras das seguradoras representa um componente importante no resultado dessas empresas. Elas aplicam os prêmios dos segurados, até que precisem efetuar o pagamento de um sinistro ou de uma aposentadoria, por exemplo. Como referência, a taxa Selic abriu o ano de 2012 no patamar de 10,5% ao ano, fechando em dezembro com 7,25%.

Estudos recentes mostram que, no mercado segurador brasileiro, a relação de compensação entre o resultado operacional e de investimentos tem sido de “1 para 1?, para a manutenção no mesmo nível de rentabilidade anterior. Assim, somente devido a esse fenômeno, as empresas precisariam ajustar seus preços em, aproximadamente, 3 a 4 pontos percentuais (considerando que as aplicações financeiras são os ativos principais das reservas).

Além disso, sinistralidade (roubos e enchentes) e aumento do custo de mão de obra reduziram significativamente a margem operacional das seguradoras. Em 2010, por exemplo, essa margem foi 16% no mercado segurador. Nos últimos 2 anos (2011 e 2012), porém, ficou em menos de 13% — num cenário de taxa de juros reduzida, o que impede compensações de aplicações financeiras. Trocando em miúdos: para compensar essa queda de margem, as empresas aumentaram os preços em mais 3 pontos percentuais.

Por último, mais um fator que motivou a alta de preços: o fim do chamado Custo de Apólice.

Um fato extraordinário ocorrido no ano de 2012 foi a extinção, pela Susep, do “Custo de Apólice”. O que era isso? Tratava-se de uma cobrança de valor fixo que as seguradoras faziam (em termos líquidos, R$ 80 por apólice) na negociação de alguns tipos de seguro (automóvel, inclusive). Para um prêmio médio de automóvel de R$ 2 mil, esse valor de R$ 80 representava um ganho adicional médio de 4%, quando calculado em relação ao prêmio. Com o fim desta cobrança, as seguradoras tiveram que embutir esse custo no cálculo atuarial da apólice. Resultado: outro fator de aumento.

Para 2013, não se espera grandes quedas nas taxas de juros. Mas os efeitos do fim do custo de apólice e as constantes elevações de custo de mão de obra podem levar a novos aumentos. E a concorrência, poderia ajudar a reduzir estes aumentos? Em tese, sim. Mas é importante lembrar que a atividade de seguros está baseada em cálculos atuariais. Ou seja, as seguradoras têm um compromisso mínimo de rentabilidade sobre suas aplicações para fazer frente às necessidades de pagamento futuro. Quando algumas variáveis comprometem o resultado das companhias, como ocorreu em 2012, não há concorrência que dê jeito. E, neste cenário, os aumentos são inevitáveis.

Francisco Galiza é sócio da empresa Rating de Seguros Consultoria, mestre em Economia (FGV), membro da ANSP (Academia Nacional de Seguros e Previdência), e professor do MBA-Seguro e Resseguro (Funenseg).

Data: 21.03.2013 - Fonte: Sonho Seguro - Denise Bueno
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