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Pensamentos soltos...
As lojas e restaurantes começam vagarosamente a fecharem as portas. E mais uma vez me pergunto: o que é que eu tô fazendo aqui fora? E mais uma vez, sem respostas.
As pessoas passam vido do trabalho, a noite usurpou o dia e eu nem mesmo pude perceber, há tantos carros estacionados, tantos olhares que me olham sem de fato me ver.
Distraio-me facilmente com uma ou outra buzina que me desperta do devaneio, tô sentada na praça de frente pra igreja católica do lado esquerdo.
A minha mente prossegue barulhenta e inquieta, depois penso em voltar pra casa, mas só penso, não faço nada.
Vejo pessoas montando suas barracas, venderem doces pratinhos, batatas. Só queria meia dúzia de carinho, mas comprei uma tonelada de lagrimas.
Lanny Schiavo.

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Sobre Ele...
Não era como se eu o conhecesse, mas algo em sua fisionomia me era familiar. Não sei dizer se seu rosto, ou os olhos... Talvez fosse o jeito de falar... Ou talvez fosse só o meu imaginário brincando comigo, mas tinha algo intrigante em seu sorriso. Algo que ainda não faço ideia do que seja, que mexe até com a forma como quero que me veja.
Noto sua camisa surrada suada sobre seu peito, e aquilo de certa forma me causa um tipo de efeito. Tento ao Maximo me afastar, mas minhas pernas desobedientes não saem do lugar, logo desisto, o cansaço inevitável do esforço inútil que faço, foi bem mais que o previsto.
Desabo sobre o sofá de casa embriagada por pensamentos que surgem do nada, perco o controle, fico imóvel. Peço que passe logo e não demore, essa vontade inexorável.
Me submeto então a desistir, não quero parecer uma menina tola que passa horas pensando em ti, isso chega a ser ridículo, pois nunca iria acontecer nada entre a gente... Somos amigos.
Na minha distração, ele invade meus sentidos, perco o chão, mas permaneço com meu juízo e sem um pouco de razão. E nas minhas tentativas, (diga-se de passagem) Fracassadas de me manter afastada, surte um efeito contrario e só me aproximo, mas confesso que já não sei o que sinto.
Parece uma tarefa inútil fazer meu cérebro obedecer, parece que não sou eu no comando de mim mesma, quando estou com você. E na nossa linguagem não verbal sinto que já nos beijamos em varias trocas de olhar. E parece que seus olhos estão sempre dispostos a terem algo a me falar. Mas sua boca se limita a dizer o quê?... Nada.
Nos meus devaneios, mas bizarros, nunca te procuro, mas sempre te acho, nas esquinas que dobro, esbarrar com você, parece algo inevitável.


Autora: Lanny Schiavo...



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Foi o seu amor que fez brotar flores nas minhas cicatrizes #A 💑
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Queria que num dia desses que a gente se visse, você no meio do meu silêncio de mil palavras caladas, parasse para me ler.
____________________Marcella Fernanda
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Se a lua soubesse falar


Talvez ela contasse todos os meus segredos, os meus medos, o porquê que eu desvio o olhar, e revelasse um ou outro defeito que até então não era possível notar.
Creio eu que se a lua tivesse o entendimento das palavras, provavelmente iria expor as promessas dos amantes, só não ficaria calada se quer um instante.
Ah! Se a lua soubesse falar, haveria de se solidarizar com as vitimas que tiveram o coração partido e entregaria o assassino, ela seria a juíza de tantas noites mal dormidas, que tiveram tantos corações feridos.
Se a lua tivesse mesmo o dom de falar... Imagine quantas coisas a se contar, imagine quantos fatos ela testemunhou, presenciou, foi até importante pra participar.
Se a lua soubesse falar... Falaria sobre o amor, e as questões mal resolvidas que a loucura traz. Provavelmente ameaçaria a dor e lhe diria: “Não volte mais”.
Se a lua de fato soubesse falar, creio que não começaria pelo silencio, ou fugiria um ou outro momento pra não ter que se explicar. Talvez fizesse uma baderna, ascendesse uma lanterna e dissesse: “hoje eu não tô muito a fim de brilhar”.
Se a lua descobrisse que pode falar, talvez dissesse o quanto é ruim ser sozinha, que um bando de estrelas, às vezes, não servem como companhia. E que é um fardo ter que se apresentar assim que o sol se pôr, mal sabes que sua aparição é uma canção pra se compor.
Quem dera se a lua tivesse o dom de falar, iria me proferir o quanto vale cada lagrima que me sujeitei a derramar. Que o tempo é curto, que a vida é um exagero de um absurdo que nem sabemos onde vai dar.
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