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"Poucas dores doem tanto quanto a da separação de um ser muito querido, que o desencarne retira de nosso convívio. A primeira idéia que nos vem é a de que perdemos. Perder alguém. Perder a chance de estar com quem tanto amamos. E o único sentimento capaz de suavizar nossa passagem por estes momentos tão difíceis é a FÉ.
      A fé nos traz pensamentos confortadores, de que só estamos temporariamente separados, mas não sozinhos.
      Torna possível entender que a perda só existe do nosso ponto de vista. No contexto universal, é mais uma destas idas e vindas de Espíritos em evolução.
 
      Aquilo que nos parece um acidente, uma fatalidade, uma cirurgia que não deu certo, muda de figura sobre o pano de fundo da fé. Uma tragédia aos nossos olhos pode ser um grande êxito na jornada espiritual daquele companheiro que parte. O que pensamos que não deu certo, pode ter dado muito certo aos olhos de Deus. Na verdade, não dispomos de elementos para avaliar o que representa, para nosso irmão ou irmã, a morte de seu corpo físico. Não devemos então duvidar de que Deus esteja, neste exato instante, providenciando para ele o melhor.
 
      <Rita Foelker>"

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PERDA DE PESSOAS AMADAS.
MORTES PREMATURAS
21.Quando a morte ceifa nas vossas famílias, arrebatando,sem restrições, os mais moços antes dos velhos, costumais dizer: Deus não é justo, pois sacrifica um que está forte e tem grande futuro e conserva os que já viveram longos anos cheios de decepções; pois leva os que são úteis e deixa os que para nada mais servem; pois despedaça o coração de uma mãe, privando-a da inocente criatura que era toda a sua alegria.
Humanos, é nesse ponto que precisais elevar-vos acima do terra-a-terra da vida, para compreenderdes que o bem, muitas vezes, está onde julgais ver o mal, a sábia previdência onde pensais divisar a cega fatalidade do destino. Por que haveis de avaliar a justiça divina pela vossa?
Podeis supor que o Senhor dos mundos se aplique, por mero capricho, a vos infligir penas cruéis? Nada se faz sem um fim inteligente e, seja o que for que aconteça, tudo tem a sua razão de ser. Se perscrutásseis melhor todas as dores que vos advêm, nelas encontraríeis sempre a razão divina, razão regeneradora, e os vossos miseráveis interesses se tornariam de tão secundária consideração, que os atiraríeis para o último plano.
Crede-me, a morte é preferível, numa encarnação de vinte anos, a esses vergonhosos desregramentos que pungem famílias respeitáveis, dilaceram corações de mães e fazem que antes do tempo embranqueçam os cabelos dos pais. Freqüentemente, a morte prematura é um grande benefício que Deus concede àquele que se vai e que assim se preserva das misérias da vida, ou das seduções que talvez lhe acarretassem a perda. Não é vítima da fatalidade aquele que morre na flor dos anos; é que Deus julga não convir que ele permaneça por mais tempo na Terra.
É uma horrenda desgraça, dizeis, ver cortado o fio de uma vida tão prenhe de esperanças! De que esperanças falais? Das da Terra, onde o liberto houvera podido brilhar, abrir caminho e enriquecer? Sempre essa visão estreita, incapaz de elevar-se acima da matéria. Sabeis qual teria sido a sorte dessa vida, ao vosso parecer tão cheia de esperanças? Quem vos diz que ela não seria saturada de amarguras? Desdenhais então das esperanças da vida futura, ao ponto de lhe preferirdes as da vida efêmera que arrastais na Terra? Supondes então que mais vale uma posição elevada entre os homens, do que entre os Espíritos bem-aventurados?
Em vez de vos queixardes, regozijai-vos quando praz a Deus retirar deste vale de misérias um de seus filhos. Não será egoístico desejardes que ele aí continuasse para sofrer convosco? Ah! essa dor se concebe naquele que carece de fé e que vê na morte uma separação eterna. Vós, espíritas, porém, sabeis que a alma vive melhor quando desembaraçada do seu invólucro corpóreo. Mães, sabei que vossos filhos bem-amados estão perto de vós; sim, estão muito
perto; seus corpos fluídicos vos envolvem, seus pensamentos vos protegem, a lembrança que deles guardais os transporta de alegria, mas também as vossas dores desarrazoadas os afligem, porque denotam falta de fé e exprimem uma revolta contra a vontade de Deus.
Vós, que compreendeis a vida espiritual, escutai as pulsações do vosso coração a chamar esses entes bem-amados e, se pedirdes a Deus que os abençoe, em vós sentireis fortes consolações, dessas que secam as lágrimas; sentireis aspirações grandiosas que vos mostrarão o porvir que o soberano Senhor prometeu.
–Sanson, ex-membro da Sociedade Espírita de Paris. (1863.)
 <EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO>

Pelos que amamos e partiram
Como é horrível a idéia do nada! Como devemos lastimar aqueles
que acreditam que a voz do amigo que chora a falta de seu amigo
perde-se no vazio e não encontra nenhum eco para lhe responder!
Estes que pensam que tudo morre com o corpo desconhecem as
afeições autênticas, sinceras e sagradas; os que pensam que o gênio
que iluminou o mundo com sua vasta inteligência é uma combinação
de células de matéria, que se extingue para sempre como um sopro;
que do ser mais querido, um pai, uma mãe ou um filho adorado
apenas restará um pouco de pó que o tempo dissipará para sempre!
Como um homem de coração pode continuar frio a esse
pensamento? Como a idéia de um aniquilamento absoluto não o gela
de pavor e não lhe faz, ao menos, desejar que não seja assim? Se
até então sua razão não lhe bastou para tirar suas dúvidas, eis que o
Espiritismo vem eliminar toda a incerteza sobre o futuro, por meio
das provas materiais que dá da sobrevivência da alma e da existência
dos seres de além-túmulo. Tanto assim é que, em todos os lugares,
essas provas são recebidas com alegria; a confiança renasce, pois
o homem sabe que, de agora em diante, a vida terrena é apenas
uma curta passagem que conduz a uma vida melhor; que seus
trabalhos da Terra não estão perdidos para ele, e que as mais santas
afeições não são desfeitas sem mais esperanças.

Pelas pessoas a quem tivemos afeição
Dignai-vos, Senhor, meu Deus, a acolher favoravelmente a prece
que vos dirijo pelo Espírito de ...; fazei-lhe sentir vossas divinas luzes e
tornai-lhe fácil o caminho da felicidade eterna. Permiti que os bons Espíritos
levem até ele(a) minhas palavras e meu pensamento.
Tu, que me foste tão querido(a) neste mundo, escuta minha voz que
te chama para te dar uma prova da minha afeição. Deus permitiu que tu
fosses libertado primeiro; eu não devo me lamentar, seria egoísmo; seria
ver-te, ainda, sujeito às penalidades e aos sofrimentos da vida. Espero,
com resignação, o momento de nos juntarmos no mundo mais feliz onde
tu chegaste antes.
Sei que nossa separação é apenas temporária, e, por mais longa
que ela possa me parecer, sua duração se apaga diante da felicidade
eterna que Deus promete aos eleitos. Que sua bondade me preserve de
fazer algo que possa retardar esse instante desejado, e que assim me
poupe a dor de não te encontrar ao sair de meu cativeiro terreno.
Como é doce e consoladora a certeza de que há entre nós apenas
um véu material que te oculta à minha vista! Que podes estar aqui, ao
meu lado, a me ver e a me ouvir como antigamente, e melhor ainda que
antigamente, que não me esqueças mais e que eu mesmo não te esqueça;
que nossos pensamentos não parem de se confraternizar, e que o teu
me siga e me sustente sempre.
Que a paz do Senhor esteja contigo!
(de O Evangelho segundo o espiritismo)

O que é desencarnação ou morte

A morte um dia chegará para todos nós. devemos estar preparados para o que vai acontecer. Muitos espíritos retornam para contar as situações vividas após a morte. Saiba como funciona mais este mecanismo da vida.

Para alguns morrer significa dormir e acordar entre amigos em um belo lugar. Para outros é um processo lento, doloroso, triste e que pode levar décadas para se concretizar.

É um processo que só ocorre para o corpo orgânico. Este corpo formado de matéria, átomos, moléculas, células é parte física do planeta Terra e ao planeta retornará se transformando em material fértil para o solo.

O espírito esta forma “energia inteligente” que dá vida a massa orgânica que compõe nosso corpo. Esta energia mantém animada a matéria que nos compõe. Sem ela voltamos a ser matéria idêntica a terra, água e pedras existentes no solo.

Com a morte existe um desligamento do nosso corpo físico, da força energética que é o espírito. Podemos chamar isto de desencarnação. Este desencarnar é uma situação desagradável para aqueles que não estão preparados. Entender como isto funciona é muito simples e importante para evitar o sofrimento pela falta de conhecimento.

Principalmente na compreensão e aceitação e comportamento com naturalidade quando estivermos frente a situações de desencarnação das pessoas mais próximas de nós.

O seu sofrimento será maior quanto maior for o seu apego pelos objetos e coisas que te pertenciam no planeta. Entender isto é simples. Se você não tem mais corpo físico, então não pode mais usufruir do seu dinheiro, do seu poder, da beleza do seu corpo, dos prazeres do seu corpo, das suas jóias, do seu carro, da sua casa.
Você se dará conta de que nada foi seu, nada teve em sua vida que fosse realmente seu. Você apenas estava usando as coisas que conquistou enquanto estava no corpo.

Nailton Santana - 18/06/2011
A VIDA E A MORTE
68 Qual é a causa da morte entre os seres orgânicos?
– O esgotamento dos órgãos.
68 a Podemos comparar a morte com o cessar do movimento
numa máquina desarranjada?
– Sim; se a máquina está mal montada, o movimento cessa; se o
corpo está doente, a vida se extingue.
69 Por que uma lesão do coração causa a morte mais do que em
qualquer outro órgão?
– O coração é a máquina da vida, mas não é o único órgão cuja lesão
ocasiona a morte. É somente uma das peças essenciais.
70 O que acontece com a matéria e o princípio vital dos seres
orgânicos quando eles morrem?
– A matéria sem atividade se decompõe e vai formar novos organismos.
O princípio vital retorna à sua origem, à sua fonte.
Quando o ser orgânico morre, os elementos que o constituíam passam
a fazer parte de novas combinações e participam na formação de
novos seres, que por sua vez passam a tirar da fonte universal o princípio da vida e da atividade, o absorvem e assimilam para novamente devolvê-lo a essa fonte quando deixarem de existir.
Os órgãos estão, por assim dizer, impregnados de fluido vital que dá a
todas as partes do organismo uma atividade geradora da união entre elas, e, no caso de lesões, restabelece as funções que estavam momentaneamente danificadas. Mas quando os elementos essenciais ao funcionamento dos órgãos são destruídos, ou muito profundamente desarranjados, o fluido vital é incapaz de transmitir o movimento da vida, e o ser morre.
Mais ou menos por uma ação inevitável e forçosa os órgãos reagem
uns sobre os outros. É da harmonia de seu conjunto que resulta sua ação mútua. Quando, por qualquer causa, essa harmonia é destruída, suas funções param como o movimento de uma máquina cujas peças principais se desarranjaram. Como um relógio que se desgasta com o tempo ou quebra por acidente, e ao qual a força motriz é incapaz de pôr em movimento...CONTINUA>>>

Nailton Santana - 18/06/2011
>>...A vida e a morte
Temos uma imagem mais exata da vida e da morte num aparelho elétrico.
Esse aparelho, como todos os corpos da natureza, possui eletricidade
em estado latente. Os fenômenos elétricos somente se manifestam
quando o fluido é colocado em atividade por uma causa especial. Então, poderíamos dizer que o aparelho está vivo. Parando a causa da atividade, o fenômeno cessa: o aparelho volta ao estado de inércia. Os corpos orgânicos seriam, assim, uma espécie de pilhas ou aparelhos elétricos nos quais a atividade do fluido produz o fenômeno da vida. A paralisação dessa atividade produz a morte.
A quantidade de fluido vital não é precisamente a mesma para todos
os seres orgânicos. Ela varia de acordo com as espécies e não é constante, seja no mesmo indivíduo ou em indivíduos da mesma espécie. Há os que são, por assim dizer, saturados desse fluido, enquanto outros possuem apenas uma quantidade suficiente; daí, para alguns a vida mais ativa, mais tenaz e, de certo modo, superabundante.
A quantidade de fluido vital se esgota. Pode tornar-se insuficiente para
a manutenção da vida se não for renovada pela absorção e assimilação das substâncias que o contêm.
O fluido vital se transmite de um indivíduo para outro. Aquele que tem
mais pode dar para quem tem menos e, em alguns casos, restabelecer a vida prestes a se extinguir.
Etraido de: "O LIVRO DOS ESPÍTOS"
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