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"CONDICIONAMENTOS E VICIAÇÕES MENTAIS-EMOCIONAIS"


PERGUNTA: - Com todos os apelos sensórios com que somos bombardeados
diariamente (Internet, televisão, jornais, revistas, anúncios, modismos), sentimo-nos como uma formiga tendo de remover o Himalaia. Não há um caminho mais ameno?
RAMATÍS: - Lembrai-vos de que é muito fácil ser virtuoso quando não há tentações à vista. Vossas predisposições anteriores à atual personalidade vos instalam o saudosismo dos antigos eremitérios, onde o trabalho interno era perseguido no isolamento. Isso vos leva a cair em comportamentos demasiado eletivos, quando não completamente isolados dos profanos comuns, "pobres mortais que nada sabem", muitos deixando a caridade em grupo para tentar alcançar sozinhos o pico da montanha.
Na primeira queda, não há ninguém para segurar vossas mãos; ao contrário: muitos inimigos a empurrar ladeira abaixo ou a colocar pedras em vossos bolsos.
Aqueles que são verdadeiramente convictos de si e fiéis seguidores de seus planejamentos reencarnatórios, nas circunstâncias adversas da' crosta terrícola, conseguirão inevitavelmente uma importante iniciação, adquirindo o direito cósmico de alçar vôos no plano astral, e conseguirão dominar sua natureza inferior em meio ao burburinho da coletividade.
Muitos espíritos, antes de voltar à carne, pedem duras provações para livrar-se mais rapidamente de pesados débitos do passado.
Contraditoriamente, a maioria, vindo como médiuns, recai em condicionamentos e viciações mentais-emocionais que ressoam do inconsciente, de vidas passadas, intensificando suas pesadas dívidas na contabilidade divina.

DO LIVRO: "VOZES DE ARUANDA" RAMATÍS e BABAJIANANDA/NORBERTO PEIXOTO - EDITORA DO CONHECIMENTO.
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OS AGENTES MÁGICOS


PERGUNTA - Em que consiste a "serventia"?

RAMATÍS - A serventia, que denota qualidade de servir a algo, alguém ou a uma causa, não deve ser interpretada como servidão ou subserviência.
Como as formas de apresentação de Caboclos, Pretos Velhos e Crianças na Umbanda são "ocupadas" por espíritos que vibram em certas freqüências sutis, ficam impedidos de atuar em determinados sítios vibracionais ocupados pelos antros de magia negra, sob pena de se imporem pesados rebaixamentos vibratórios que seriam motivo de sofrimento desnecessário, pela regularidade desse tipo de atuação. Para tanto, se utilizam da "serventia" dos agentes mágicos - Exus - como se fossem pares, mas cada um na sua faixa de caridade, se "complementando" no ideal de amparo e socorro àqueles que fazem jus diante dos tribunais cósmicos. Isso não quer dizer que não possam existir espíritos iluminados e libertos completamente do ciclo carnal atuando por amor a vós como agentes mágicos - Exus.

PERGUNTA - Podeis nos dar um exemplo de espírito iluminado que é um agente mágico - Exu entidade - que atua por amor nessa posição? Isto não contraria o programa evolutivo desta consciência espiritual no grande plano ascensional arquitetado pelo Pai Maior?

RAMATÍS Se o espírito que animou o corpo que personificou Jesus aceitou se impor imenso rebaixamento vibracional por amor ao vosso planeta e a coletividade espiritual que estagia nesta localidade cósmica, por que outros irmãos assim não podem igualmente proceder, diante do princípio de que o Pai a todos trata com equanimidade?
Quando um espírito conquista o passaporte cósmico que o habilita a agir e decidir por si mesmo quanto a sua movimentação no infinito universal regido pela onisciência do Criador, pode, dentro do exercício do seu livre-arbítrio, optar por como e onde continuará evoluindo, desde que seja de seu direito e merecimento, mesmo que para isso se imponha atuar em locais de baixa densidade vibracional em relação ao seu atual estágio evolutivo. Quantos luminares e santos de vossa História não estiveram junto dos exércitos que comandavam as batalhas sanguinolentas em nome da mansuetude do Cordeiro, por livre escolha?
A ascensão espiritual não é qual carrasco que impõe os páramos celestiais retratados nas abóbadas de vossas igrejas ou os planos idílicos de arquitetos ou engenheiros siderais. Os que estão "embaixo" não podem "subir" sem merecimento mas os que estão "em cima" podem "descer" por amor, o que é direito cósmico inalienável conquistado; e todos, indistintamente, são "olhados" com os mesmos critérios pelo Pai, que é todo amor, imanente na diversidade de planos dimensionais em que estua a vida no cosmo. Não daremos um exemplo de entidade espiritual que atue nos moldes descritos, pois a estaríamos distinguindo diante da necessidade de mencionarmos um nome. Podemos afirmar que na linha vibratória do orixá Oxalá é mais "comum" encontrardes espíritos que já poderiam estagiar em paragens cósmicas inimagináveis a vós, atuando como Exus na Umbanda.

PERGUNTA - Solicitamos vossos esclarecimentos sobre como atuam e o que fazem estas entidades, agentes mágicos Exus - na vibração de cada Orixá.

RAMATÍS - As emanações mentais dos encarnados e desencarnados da Terra são ainda de baixa vibração. Os desejos e pensamentos ocultos formam uma corrente astral-mental deletéria, poluindo a psicosfera que envolve a área adjacente a crosta e inundando toda a contraparte etérica, que e muito maior que a circunferência planetária.
Fundamentalmente, e de um modo geral, as vibrações dos Exus "complementares" a cada Orixá agem dispersando e desfazendo essas correntes astral-mentais negativas, parasitas,
pegajosas, enfermiças, obsediantes e manipuladas para os fins funestos dos magos negros. Assim contribuem decisivamente para o equilíbrio energético dos sítios vibracionais ligados aos quatro elementos, que dão sustentação vital para que as energias condensadas que animam na forma o vosso orbe se mantenham "saudáveis", para que os espíritos continuem habitando-o. Podeis concluir que as mentes são os motores propulsores das energias cósmicas em todo o Universo.
Na Terra, as condensações energéticas formadas pela comunhão de pensamentos seriam nefastas se não houvesse a atuação das vibrações ditas Exus, desfazendo as correntes astralmentais negativas, que são plasmadas dia e noite sem trégua. Não entraremos em maiores detalhamentos de cada Orixá ou Linha vibratória, fato que exigiria um compêndio específico sobre o tema, com o que, pela exigüidade de "tempo" para levarmos a efeito as tarefas que requerem o intercâmbio mediúnico, fugiríamos ao nosso compromisso neste momento com os maiorais sidéreos. Todavia, indicaremos, de um modo geral, a atuação das entidades ditas Exus quando autorizadas dentro da lei de causa e efeito, e com o merecimento conquistado por aqueles que estão sendo amparados por suas falanges: desmancham e neutralizam trabalhos de magia negra, desfazem formas-pensamentos mórbidas, retêm espíritos das organizações trevosas e desfazem as habitações dessas cidadelas; removem espíritos doentes que estão vampirizando encarnados; retiram aparelhos parasitas, reconfiguram espíritos deformados em seus corpos astrais; desintegram feitiçarias, amuletos, talismãs e campos de forças diversos que estejam vibrando etericamente; atuam em todo campo da magia necessário para o restabelecimento e equilíbrio existencial dos que estão sendo socorridos.

DO LIVRO: "JARDIM DOS ORIXÁS" RAMATÍS/NORBERTO PEIXOTO - EDITORA DO CONHECIMENTO.
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RAMATÍS E VOVÓ MARIA CONGA - ELUCIDAÇÕES SOBRE A MECÂNICA DE INCORPORAÇÃO.



PERGUNTA: - Embora a mecânica de incorporação tenha sido esclarecida em capítulo anterior, podeis explaná-la resumidamente, principalmente quanto às características das manifestações mediúnicas e atuação na magia das entidades, em cada uma das linhas vibratórias ou orixás?

VOVÓ MARIA CONGA: - Que fique claro que os orixás vibram em todos os chacras. Para o entendimento dos filhos, comentaremos as posições mais vibradas em cada chacra. Iniciemos por Oxalá, que vibra mais no chacra coronário e tem seu "receptor" no corpo físico na glândula pineal. As manifestações medi únicas se dão por um leve roçar no alto da cabeça, que se propaga como uma espécie de friagem até a altura do tórax. Atuam basicamente pela irradiação intuitiva, pela inspiração e clarividência. Na magia, atuam coordenando o equilíbrio planetário. São os mestres que orientam o movimento de Umbanda, e em geral são os mentores de pontos de doutrina. Alguns nomes de entidades: caboclos Urubatã da Guia, Guaracy, Guarani, Aimoré, Tupy, Ubiratan e Ubirajara. Yemanjá tem maior receptividade vibratória no chacra frontal e na glândula pituitária. Manifestam-se serenamente, com beleza e suavidade. Dão um pequeno balanço geral e levantam os braços no sentido horizontal, tremulam as mãos e balançam a cabeça. É muito rara a incorporação, pois atuam na irradiação intuitiva e no corpo mental do médium. Não dão comunicação ou consultas, e, assim como a linha de Oxalá, são valiosos colaboradores, e algo silenciosos. Na magia atuam nas limpezas astrais pela movimentação do elemento água e dos espíritos da natureza, ondinas e sereias, ligados a esta vibratória. As vibrações desse orixá mantêm as forças das marés pelo magnetismo lunar, importantíssimo para a vida no planeta.
É comum chamarem-se de caboclas Yara, Estrela do Mar, Indayá, Inhançã, Nana-Burucum, Oxum. Yori vibra no chacra laríngeo, sendo a glândula tireóide sua receptora. Agem diretamente na fonação. Em geral gostam de falar. Suas incorporações vitalizam o complexo físico, etérico e astral dos médiuns e do ambiente. Emitem seus fluidos inicialmente pelo chacra frontal, "pegando" harmonicamente o aparelho, movimentando bastante os braços e pernas. Na magia neutralizam quaisquer fluidos enfermiços por suas vibrações puras, inocentes e de grande sabedoria. Em geral, se manifestam para "fechamento" dos trabalhos das demais falanges, deixando equilíbrio e paz para os consulentes e médiuns. Alguns nomes dessa vibratória, que se apresentam como crianças: Tupanzinho, Mariazinha, Chiquinho, Damião, Doum, Cosme, Jureminha.
Os justiceiros de Xangô vibram com mais intensidade no chacra cardíaco: glândula timo. Na mecânica de incorporação, "ligam-se" ao chacra cardíaco pelo corpo etérico do médium, alterando a fisionomia e a voz, e o ritmo de batimentos do coração. Os filhos sentem inicialmente uma sensação de entorpecimento que vem pelo alto da cabeça, atingindo o pescoço, fazendo o aparelho rodar, pois alteram a freqüência do corpo astral e, rodando o médium, conseguem um ajustamento para a perfeita manifestação. A respiração fica ofegante, produzindo, na maioria dos casos, alguns "arrancos", decorrência da contração do corpo físico que está em rápida adaptação sensorial. As incorporações são fortes e marcantes, mas isso não quer dizer exibição ou agressividade, que ficam por conta do animismo dos médiuns. Na magia, trabalham retendo as entidades sofredoras e magos negros, levando-os para os tribunais divinos, onde se restabelecerá o equilíbrio cármico. Corrigem erros e desacertos. Alguns caboclos dessa linha: Ventania, Rompe-fogo, Sete Montanhas, Pedra-branca, Sumaré, Sete Pedreiras.
Os "guerreiros" de Ogum vibram mais no chacra gástrico ou solar: glândulas suprarenais. Produzem na fenomênica mediúnica alterações fortes, fisionômicas, psíquicas e vocais. Representam aproximadamente 70 por cento das entidades manifestantes pela mecânica de incorporação. A ligação fluídica com o aparelho começa pela cabeça, fixando espécie de roçar ou friagem nas costas, tornando a respiração arfante. Quando "pegam" o médium dão um meio giro com o tronco, e levantam os braços, cerrando os punhos. Esboçam alguns mantras com assovios e brados. Na magia, atuam pronunciando sons cósmicos com os quais comandam os espíritos da natureza, preservando o médium e higienizando o ambiente. São os "guerreiros" vencedores de demanda, que combatem com heroísmo e valentia a escória do Astral Inferior, retendo-os e entregando-os para o encaminhamento das falanges de justiça do orixá Xangô.
Alguns nomes desta vibração: caboclos Ogum Delê, Rompe-mato, Beira-mar, Megê, Yara, Humaitá, Sete Espadas.
No chacra esplênico (baço) temos a posição mais vibrada de Oxossi. A ligação com o médium começa com uma sensação de friagem, que vai até as pernas, e dão ligeiros tremores nos braços. São entidades suaves, que falam calmamente, sendo seus passes e consultas realizados em harmonia e calma. Na magia, são exímios manipuladores das energias expansíveis da natureza, tendo no elemento ar a sua representação. Atuam como xamãs curadores, extraindo do médium o ectoplasma necessário aos trabalhos de cura. Agem na coesão molecular dos órgãos etéricos, realizando enxertos e recompondo tecidos enfermiços, de encarnados e desencarnados também. Seguem alguns nomes de entidades dessa vibratória: caboclos Arranca-toco, Cobra-coral, Tupy-nambá, Jurema, Pena-branca, Arruda, Araribóia. Finalmente, a vibração em que atuamos com mais desenvoltura no mediunismo de Umbanda, a do orixá Yorimá, ou pretos velhos, que vibra mais intensamente no chacra básico, também conhecido por genésico. Há uma glândula do tamanho de uma ervilha situada na base da coluna vertebral, ou cóccix, que é receptiva ao "toque" etérico para manipulação das energias do Kundalini. Atuamos na mecânica de incorporação produzindo alterações na fisionomia, mas sem que os aparelhos percam a suavidade do conjunto. Geralmente os filhos curvam a cintura pelo desfalecimento das pernas, já que atuamos fortemente no chacra básico.
A ligação fluídica com o médium começa com certa friagem pela fronte e que rapidamente desce pela coluna vertebral causando um certo amolecimento, espécie de desfalecimento que leva o aparelho a curvar a cintura. É oportuno salientar que muitos pretos velhos atuam pela irradiação intuitiva, mais diretamente nos chacras coronário e frontal, e que não precisamos estar "incorporados" para as consultas e curas. Na magia assim como as entidades de Oxossi, somos exímios curadores e manipuladores de ectoplasma, já que vários de nós foram magos de outrora, do antigo Oriente, do Congo velho e Etiópia. Atuamos com maestria em desmanchos de feitiçarias, de trabalhos de magia negra, dissipando fluidos pesados e deletérios. Somos ainda utilizadores dos espíritos ligados à natureza, gnomos, duendes, silfos e salamandras, fiéis executores de nossos comandos mentais para o bem e cura. Alguns pais e vovós desse orixá: Pai Guiné, Pai Benedito, Pai Joaquim, Pai Tomé, Vovó Catarina, Vovó Cambinda, Vovó Angola.

DO LIVRO: "EVOLUÇÃO NO PLANETA AZUL" RAMATÍS e VOVÓ MARIA CONGA/NORBERTO PEIXOTO - EDITORA DO CONHECIMENTO.
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RAMATÍS E VOVÓ MARIA CONGA - OS PRETOS VELHOS E A IMPORTÂNCIA DAS ERVAS NOS TRABALHOS DE CURA.

PERGUNTA: - Por que os pretos velhos utilizam ervas?

VOVÓ MARIA CONGA: - Os filhos sabem da grande capacidade curativa das ervas e das plantas. Os princípios químicos emanados desses fitoterápicos são utilizados na magia para a cura das mais diversas moléstias. De maneira mais simples possível, podemos dizer que têm grande repercussão etérica, como fiéis potencializadores das energias vinculadas aos quatro elementos no plano físico, ou seja, o fogo, a água, o ar e a terra, que abundam em todo o planeta por meio de vibrações próprias, e que estão presentes na constituição energética de todos os filhos e se manifestam especialmente nos corpos físico e etérico. Então, manipulamos as ervas que contêm as energias que estão faltantes nos filhos, refazendo o equilíbrio do corpo etérico, com imediato alívio das mazelas que os afligem no campo fisiológico.

PERGUNTA: - Pedimos maiores esclarecimentos sobre essas energias e manipulações. A prece fervorosa não é o suficiente?

VOVÓ MARIA CONGA: - Faz-se importante que os filhos entendam que as ervas utilizadas nesses casos são núcleos energéticos, agindo como acumuladores durante o crescimento das plantas de que são originárias. Estamos falando de energias eletromagnéticas e etéreo-físicas, em alguns casos mais potentes que as existentes na própria aura humana.
Quando as ervas são queimadas ou maceradas, obedecendo a certos rituais da Umbanda, que impõe disciplina mental e concentração aos médiuns, conseguimos atrair energias afins e a cooperação dos espíritos da natureza que estão vinculados aos sítios vibratórios correspondentes. No caso de queima das ervas, seja por meio de defumações ou incensos, o potencial de energia emanado é potencializado com a egrégora mental que se cria, dos médiuns, guias e protetores, repercutindo vibratoriamente nos planos físico, etérico, astral e mental, elevando o psiquismo dos seres, equilibrando a emotividade e exaltando as qualidades que estão inconscientes. Há uma modificação energética e magnética do ambiente e dos seres, desintegrando-se morbos psíquicos, miasmas, larvas, vibriões e bacilos astrais que ficam estagnados em ambientes e auras enfermiças. Concordamos com a grande eficácia da prece fervorosa, que, quando emanada com súplica e renúncia, se transforma em potente rádio-transmissor, eficaz instrumento de auxílio utilizado pelos guias e protetores. Mas, quanto aos consulentes perturbados, com o discernimento abalado, e que mal podem dizer os seus nomes, como exigir deles uma prece fervorosa? Com tamanha necessidade de ajuda, impõe-se recurso que propicie um alento imediato para que, vencida essa etapa de imobilização mórbida, possam esses filhos se utilizar do inquestionável recurso da prece.

PERGUNTA: - Como ocorrem os núcleos energéticos e acumuladores das plantas em processo de crescimento? Concluímos que não existe somente o mecanismo de ação fármaco-químico. É isso?

VOVÓ MARIA CONGA: - Desde o momento em que as ervas começam a germinar, até o instante exato da colheita ou poda, sofrem influências do magnetismo planetário, intervenções astrológicas e intensa absorção das energias solar e lunar, que passam a fazer parte do encadeamento energético de suas auras, compondo o complexo físico, etéreo e astral desse vegetal. Os chamados componentes fármacos-químicos fazem parte do "corpo físico" dessa planta, sendo a parte visível do todo energético que a envolve. Manipulamos mais precisamente a contraparte etérica, sendo os princípios físicos emanados, repercussão desta, e não o contrário. Ainda falta muito aos filhos para entenderem toda a cadeia da alquimia astral.

PERGUNTA: - Então, não são utilizadas as ervas somente pelas suas indicações terapêuticas. Poderia dar-nos maiores detalhes dessa magia?

VOVÓ MARIA CONGA: - A magia para ser utilizada com maior efetividade no plano Terra, na dimensão em que os filhos estão, precisa do que podemos chamar de catalisadores, ou espécies de condensadores das energias astralinas manipuladas e que são direcionadas para o alvo que se deseja; nesse caso, filhos doentes e desequilibrados das mais diversas procedências, que adentram as portas dos terreiros e centros, pedindo socorro. Além do comando mental do médium, da manipulação das energias elementais e do apoio dos espíritos da natureza, necessitamos de apoios no plano físico para servir de"ponte"receptora e potencializadora dos comandos mentais realizados no Além, que atraem as energias específicas com a finalidade precípua de cura. Nesses casos, são de grande valia os banhos de ervas para descarrego dos consulentes de auras enfermiças, ou de fixação vibratória para o desenvolvimento medi único, e de manutenção energética nos casos de aparelhos "desenvolvidos", bem como as ervas maceradas usadas nas benzeduras realizadas durante os passes e consultas.

PERGUNTA: - Pode dar-nos um exemplo de manipulação de ervas e dessa magia de fitoterápicos astrais no momento de uma consulta?

VOVÓ MARIA CONGA: - É bom deixar claro para os filhos que existe um inesgotável reservatório de energias no Cosmo. Há plantas astrais que não existem na Terra. Esta preta tem um saco de pano amarrado na cintura, que os filhos chamam de bornal, que pode demonstrar perfeitamente como se dá essa magia. Toda vez que estamos junto a um aparelho mediúnico, durante uma consulta, e é bom deixar bem claro que a grande maioria dos médiuns são conscientes, sendo raríssima a inconsciência total, nos encontramos em grande sintonia, sendo que, para o aparelho educado e de elevada moral, é como se estivéssemos nos apoderado de sua mente, ocasiões em que a irradiação intuitiva funciona plenamente, estabelecendo-se intensos laços fluídicos magnéticos de imantação. Cada vez que colocamos a mão dentro deste bornal, os espíritos da natureza, duendes e gnomos, que nos dão assistência e que estão igualmente imantados ao aparelho mediúnico e sob o nosso comando mental, buscam as essências fitoterápicas astralizadas, ou ervas do astral, nas grandes florestas da Terra e do Além, quando necessário, as quais manipulamos com o ectoplasma curador do médium, e, nesse amálgama que se forma, desmanchamos energias negativas, fluidos mórbidos, placas, larvas astrais e todas as formas-pensamentos que vão ficando grudadas na aura dos consulentes. Deixamos emplastro específico em volta de todo o campo energético de cada consulente, que, envolvendo todos os chacras rapidamente, se fará perceber aos sentidos dos filhos, causando o bem-estar, o alívio, a leveza e a cura.

DO LIVRO: "EVOLUÇÃO NO PLANETA AZUL" RAMATÍS e VOVÓ MARIA CONGA/NORBERTO PEIXOTO - EDITORA DO CONHECIMENTO.
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RAMATÍS E VOVÓ MARIA CONGA - OXALÁ É O ORIXÁ QUE COMANDA O POVO DO ORIENTE.


PERGUNTA: - O chamado povo do Oriente ou agrupamento do Oriente é comandado por qual orixá, e quais os seus propósitos?

VOVÓ MARIA CONGA: - Oxalá. São entidades que têm o firme propósito de cura, agindo em delicadas cirurgias astrais e nos corpos sutis dos consulentes encarnados e desencarnados estiolados pelos sofrimentos, após a sepultura. Assumem roupagens fluídicas relacionadas com encarnações no antigo Oriente: persas, chineses, hindus, egípcios, gregos, etíopes...
Realizam valiosa colaboração em situações que envolvem fortes cristalizações mentais de ocorrências pretéritas traumáticas, marcantes no inconsciente dos atendidos, que hoje afluem no psiquismo periférico ou consciente, causando mal-estar, disposições mórbidas e toda a sorte de somatizações deletérias nos encarnados e desencarnados.
A grosso modo, imaginem uma extensa exposição de quadros que representam uma existência milenar. Esses guias e mentores entram nessa galeria e vão até o quadro exposto em que está registrado o acontecimento fatídico desequilibrante. Permanece intocável a moldura e o número de quadros em exposição, mas em um, especificamente, trocam a tela em questão, alterando-lhe o cenário desventurado e doentio para um venturoso e saudável. Não é "pintada" uma nova experiência sem ela ter sido vivenciada. Quando há merecimento, vão até uma situação outrora vivida pelo espírito imortal, já que a memória é única num contínuo tempo, e a registram na galeria exposta para "ecoar" na vida presente do assistido, aliviando-o dos tormentos desequilibrantes do passado. Como dito por Ramatís anteriormente, "sendo a memória única no contínuo tempo da individualidade espiritual imortal, apagar estímulos de memória não significa destruir o quadro rememorativo da vivência pretérita, que continuará integrando a memória perene; somente não haverá rememoração na atual vida do encarnado, cessando as ressonâncias desequilibrantes".
Trata-se de um erro de interpretação que tem gerado muita controvérsia, ao que tentaremos dar maiores luzes, bem como ao trabalho dos pretos velhos e as ressonâncias de vidas passadas como fatores perturbadores na encarnação presente, no próximo capítulo.
Afirmamos que a maioria das entidades que atuam no agrupamento do Oriente também se apresenta como caboclos e pretos velhos nas demais atividades do mediunismo umbandista.

DO LIVRO: "EVOLUÇÃO NO PLANETA AZUL" RAMATÍS e VOVÓ MARIA CONGA/NORBERTO PEIXOTO - EDITORA DO CONHECIMENTO.
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A UMBANDA E OS CULTOS AFRO-BRASILEIROS



PERGUNTA: - Quais os motivos de as personagens ditas orixás, e suas histórias de amor e quizilas, serem tão comuns e aceitas nos cultos afro-brasileiros?

RAMATÍS: - Os cultos afro-brasileiros são massificados, assim como a umbanda o é. Isso não quer dizer que sejam inferiores aos cultos eletivos, como o são as ordens iniciáticas: Maçonaria, Rosacruz, Teosofia, entre outras. Considerai ainda que o fato de os cultos afro brasileiros serem populares não significa que muito de seus terreiros não tenham ritos internos para uns poucos eleitos que são iniciados nos segredos velados à maioria profana.
Estudai as mentes dos indivíduos comuns: cidadãos aposentados, trabalhadores da indústria de construção, donas de casa, desempregados, marceneiros, pedreiros, artesãos, pequenos comerciantes, e verificareis que em geral são totalmente voltadas para o exterior. Trata-se de pessoas cujas atenções se voltam para ritos externos, com o desfile de imagens simbólicas que causam continuas impressões no campo de suas consciências simples e ainda incapazes de abstrações meditativas silenciosas na busca do "eu interior" do espírito eterno.
As tradições orais africanas foram mantidas pelas histórias de personagens ancestrais, maneira sábia de associar a reverência ao Divino numa cultura que não registrava seus conhecimentos e se mantinha com a imperiosa necessidade do segredo para perpetuar o poder sacerdotal das castas dominantes. Os enredos de quizilas e amores dos orixás, considerados personificações de um passado remoto povoado de deuses intempestivos [3] e ligados às várias famílias-de-santo espalhadas em muitos clãs tribais, estavam de acordo com as crenças da época, que levavam essas comunidades a ter como verdadeiro o dogma de que eles haviam encarnado sempre numa mesma parentela.
[3] Os enredos - histórias de amor, lutas, ciúme e inveja, vaidade e poder - atribuídos aos orixás não se diferenciam em natureza daqueles atribuídos aos deuses do Olimpo grego, herdados com novos nomes pelos romanos. No fundo, constituem representações didáticas para simbolizar o conteúdo de forças que atuam no psiquismo humano - mais fáceis de fixar, para o povo, que princípios abstratos.
Com a universalização, no Brasil, das crenças do panteão africanista, que foram popularizadas .com as tradições das diversas nações escravizadas, muitos prosélitos desses cultos massificados na atualidade começam a entender o verdadeiro sentido dos orixás e aceitam essas historietas romanescas de ódios, vinganças e amores irascíveis como maneira didática de associar os arquétipos de cada orixá, os tipos comportamentais humanizados, com os crentes que lhes são afins em vibrações, o que contribui saudavelmente para esclarecer dúvidas, bem como para melhorar cada indivíduo.

DO LIVRO: "A MISSÃO DA UMBANDA" RAMATÍS/NORBERTO PEIXOTO - EDITORA DO CONHECIMENTO.
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Jesus, o Messias, espírito angélico que ilumina a humanidade da Terra, personagem inconfundível e de maior magnitude que já caminhou pela face do orbe, biografado por centenas de milhares de escritores, e idolatrado por bilhões de seres encarnados e desencarnados. Mas quem será mesmo este ser? Qual a sua projeção no cenário mundial? Qual a sua verdadeira missão entre os homens? Qual é a extraordinária força que o mantém vivo e atuante junto aos fiéis, das diversas religiões que proliferam no planeta, após mais de 2000 anos de seu desencarne?
As respostas para estes e outros questionamentos sobre o Homem-Deus, que segundo João Evangelista “é a luz que ilumina todo ser nascido na Terra”, o leitor encontrará nesta coletânea que reúne material extraído de 24 livros ditados por Ramatís aos médiuns Hercílio Maes e Norberto Peixoto, na qual a personalidade doce, e ao mesmo tempo pujante, do Anjo Planetário que governa nossos destinos irradia cristalina para nosso deleite e aprendizado.
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ELUCIDAÇÕES DE RAMATÍS SOBRE "BASE DE ORGANIZAÇÃO TREVOSA"


PERGUNTA: - O que é uma "base de organização trevosa" e um "bolsão de espíritos sofredores"?

RAMATÍS: - Uma organização especializada no mal, que é o sustentáculo astral de médiuns desviados da caridade desinteressada, que mercantilizam a mediunidade como se fosse balcão de escambo que a tudo resolve, geralmente tem locais em que se assentam seus equipamentos tecnológicos, centros de pesquisas, reservatórios ectoplásmicos vampirizados, e, para espanto de alguns mais delicados, guardam suas armas como se fossem realmente uma tropa de combatentes. Isso é o que podeis entender como "base de organização trevosa". Não é a cidadela dos desmandos em si, mas um local que lhe pertence, e o principal da estrutura malévola montada. Suponhamos um encarnado abruptamente desligado do corpo físico por um acidente traumático, um incêndio. No Astral, esse ser vê-se indefinidamente na situação do desencarne abrupto, como se eternas labaredas lhe fritassem as carnes, num quadro de demência que cria continuamente formas-pensamentos do cenário fatídico, como teatro real plasmado com personagens fictícios, que são criados pela mente em desequilíbrio. Num certo instante desse processo dantesco, outros espíritos na mesma condição mental estabelecem faixa sintônica com essa egrégora criada pelo primeiro desencarnado, que até então estava sozinho na sua louca ideação. E, assim, sucessivamente, outras entidades na mesma condição existencial, todas queimadas pelas chamas na Terra, vão se juntando como fiéis personagens de um roteiro escrito pelas mesmas sensações e emoções em desalinho.
Está estabelecido o que denominais de "bolsão de espíritos sofredores", tal qual uma gigantesca bolha que é plasmada no Umbral Inferior e que mantém imantados grupos de espíritos à sombra da sua circunferência. Atrai cada vez mais entidades para seu interior, por poderoso processo de influxo magnético-mental coletivo que afeta sobremaneira os que se lhe afinizam com a área de influência. Isso é só um pequeno exemplo da plasticidade do Plano Astral.

DO LIVRO: "EVOLUÇÃO NO PLANETA AZUL" RAMATÍS e VOVÓ MARIA CONGA/NORBERTO PEIXOTO - EDITORA DO CONHECIMENTO.
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ELUCIDAÇÕES DE RAMATÍS SOBRE O SEXO ENTRE ESPÍRITOS

PERGUNTA - Podeis falar-nos algo sobre o sexo no plano astral? Os espíritos mantêm relação sexual como entendemos?

RAMATÍS Sexo é fundamentalmente troca de energia. Na caminhada evolutiva do espírito imortal, ocupais transitoriamente um corpo masculino ou feminino, que durante o conluio amoroso se completam energeticamente, momentaneamente em uníssono como se fôsseis um só espírito, assexuado. Ocorre que o sexo para vós está associado meramente ao prazer sensório fato que associado ao caráter pecaminoso das religiões punitivas, que ressoa em vosso inconsciente milenar, faz com que o ato sexual seja visto como algo impuro. O amor é a mola que mantém as energias sexuais revitalizantes. Segundo vossos psicanalistas a sexualidade tem fases evolutivas, sendo que infelizmente classificam a fase adulta como fática, como se o órgão físico fosse o centro de tudo, cegos que estão ao enorme manancial de energia suprafísica envolvido na troca saudável e embasada no amor.
Com certeza há sexo entre os espíritos, inclusive pode ocorrer relação sexual anômala, entre um encarnado desdobrado e uma entidade desencarnada.
Como tendes uma visão estandardizada do sexo, ficais impedidos de perceber todas as sutilezas que o envolvem. Nesse sentido, o que mais se aproxima de vossa compreensão, já que não conseguiremos definir em vosso vocabulário a troca de energias entre espíritos nos planos livres da forma, é a visão dos hindus da Kundalini e dos sistemas de chacras. Os chacras sendo núcleos energéticos, espécie de mediadores vibratórios relacionados com o psiquismo da consciência que os abriga, constituem degraus de uma escala evolutiva que vai do mais instintivo ao mais espiritual. Podeis concluir que eles manifestam todo o espectro da evolução da consciência e da mônada espiritual, do mais primitivo, selvagem e instintivo, ao mais sublime e harmônico do espírito. A energia vital da Kundalini, que no seu princípio mais selvático se expressa também na forma sexual como entendeis na Terra, vai gradativamente se transformando e se apropriando de energias mais sutis, em conformidade com as diversos estágios evolutivos da consciência.
Podeis concluir que estes centros vão se "desfazendo" gradualmente, se unindo em um só, se tornando um grande coronário, quando então se alcança o equilíbrio pleno das energias cósmicas que animam o espírito imortal, muito próximo do Criador. Podeis concebê-las em pálido conceito como assexuadas, pois não precisam mais se manifestar em uma única polaridade, masculina ou feminina, e nesse estágio de expansão consciencial, é como se a existência fosse de um contínuo êxtase e arrebatamento íntimo de cada individualidade, mas sentidos coletivamente entre espíritos irmanados na mais intensa energia do amor.

DO LIVRO:"JARDIM DOS ORIXÁS" RAMATÍS/NORBERTO PEIXOTO - EDITORA DO CONHECIMENTO.
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ELUCIDAÇÕES DE RAMATÍS SOBRE O ESTUPRO

PERGUNTA: Que dizeis da estuprada que, em consequência, engravida e pratica o aborto por causa da revolta Justa em expulsar de si o fruto de um delito hediondo? Ela também incorre na mesma culpa atribuída às que praticam o aborto sem um motivo real?

RAMATÍS: Cada existência humana, já o dissemos, é um enredo elaborado e decorrente de acontecimentos vividos no passado. Não há, jamais, um "fio de cabelo" de injustiça por parte da Lei Cármica. A criatura humana passa sobre o planeta colhendo os frutos saborosos ou insulsos da má sementeira anterior ou, então, usufruindo dos benefícios da boa sementeira do passado. Nenhum acontecimento, fato ou vicissitude ocorre sem algum fundamento cármico geratriz, em encarnações anteriores. Embora se verifique certa fatalidade nas vivências humanas, não há, propriamente, um destino implacável e insuperável, o qual é sempre decorrência de um programa previamente elaborado pelos próprios personagens do drama terrícola, sob a assistência de entidades superiores; e esses quadros aflitivos e acontecimentos trágicos ainda proporcionam a devida educação superior espiritual. Aliás, em obra anterior 2, expusemos que o próprio homicida não fica predeterminado a ser assassinado na próxima encarnação, mas, por força de sua índole inferior, é atraído para viver no seio de assassinos. Em verdade, quem mata elege-se para viver num ambiente ou coletividade afim a sua natureza criminosa, assim como o pintor, o músico e o escritor, na Terra, buscam-se, entre si, pela lei de afinidade, e passam a viver mais propriamente em grupos eletivos.
Evidentemente, a mulher que sofre o estupro, e ainda a infelicidade de ser fecundada, malgrado ser vítima de revoltante ignomínia de um indivíduo desnaturado, demonstra encontrar-se desprotegida pela própria Lei infringida por ela no passado, quando provocou desditas semelhantes. A ação corretiva ou exemplificadora da Lei da Vida não implica uma injustiça, porquanto é do conhecimento do homem que "a semeadura é livre, mas a colheita é obrigatória" ou que "a criatura sempre recebe segundo as suas obras". Não obstante quaisquer justificativas ou revoltas íntimas contra o fato, ainda cabe à mulher infelicitada e inconformada a tarefa de dar à luz o filho do tarado sexual, para redimir-se de culpas pretéritas. Sem dúvida, foi apanhada pela Lei no momento oportuno, pelos laços expiatórios, para saldar débitos passados.
O estupro odioso é um acontecimento abominável e revoltante, ferindo profundamente o amor-próprio humano; no entanto, quer seja praticado o aborto por antipatia cármica, quer por questões sociais, financeiras ou excesso de filhos, é sempre um corpo em gestação expulso extemporaneamente do útero materno, onde se acolhia uma alma em terrível aflição psíquica.
O certo é que o aborto, em tempo algum, repara qualquer dano ou injustiça. A gravidez é uma determinação cármica e, jamais, produto acidental de um acaso, jubiloso ou triste.
2 — Vide a obra "O Evangelho a Luz do Cosmo", de Ramatís/Hercilio Maes, Editora do Conhecimento.

DO LIVRO: "SOB A LUZ DO ESPIRITISMO" RAMATÍS/HERCÍLIO MAES - EDITORA DO CONHECIMENTO.
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