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Nossas casas, nossas cavernas. Tudo que temos, lá se encontra, como uma mistura de baú e carruagem sem rodas que nos leva para lugar nenhum – além talvez do futuro em segurança suposta dos cercos imaginários ou ao passado na atenção a perversão do tempo, que tudo modifica e escangalha. A intangibilidade é maior quando assumimos que dentro de nossas casas temos outras casas, ou receptáculos de vivências, as quais competem por nossa atenção. Enquanto nossas plantinhas morrem esquecidas por falta de sol e água, gastamos dias e noites dedicados ao plantio virtual de amizades e favoritações de fantasias que não são nossas. Tenho por esse conto especial predileção: ao mesmo pelo suspense quanto ao que fez Pandora ao final e pela realização de como cada vez mais somos mordomos do que temos, como nosso corpo sendo a casa que cobre nossas cascas.
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Niterói, sua linda!
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The Map of Mathematics
by physicist Dominic Walliman

"The entire field of mathematics summarised in a single map! This shows how pure mathematics and applied mathematics relate to each other and all of the sub-topics they are made from."

Video explanation: https://www.youtube.com/watch?v=OmJ-4B-mS-Y
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https://www.youtube.com/watch?v=ZihywtixUYo
The Map of Physics
+Dominic Walliman
Published on Nov 27, 2016
Everything we know about physics - and a few things we don't - in a simple map.
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Para quem gosta de narrativas distópicas e épicas, uma boa sugestão de leitura...
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Tamanho poder não o assustava. Fora desde muito cedo treinado filosoficamente por seus familiantes para que a realidade do seu crescente poder não ultrapassasse as capacidades de sua ínfima e finita humanidade. E mesmo como dono supremo da Lurra-Kiribil Incorporações, com poder para comprar, vender e alugar planetas inteiros para as mais variadas finalidades, sua humanidade era o único templo que considerava sagrado. “Só podia comer de um único prato de comida por vez e só podia defecar em uma única latrina por vez.” Tanto assim filosofava, que se recusava a ter clonóides de diluição de responsabilidades. Tanto assim filosofava, que se recusava a encharcar suas células com misturas que lhe conferissem poderes excepcionais, à custa de uma vida ainda mais acelerada que a média da grande maioria de pessoas da galáxia.

Não. Não ele. Chegou ao topo com somente quarenta e seis cromossomos, um tino para negócios nunca antes percebido entre seus pares de mercado e justamente por assumir postura tão inaudita, orgânica diriam, conseguia pensar e agir fora de quaisquer perspectivas automáticas antecipatórias. Era ele o ponto fora da curva, vendendo quando todos intencionavam comprar e comprando quando todos consideravam vender. Incapazes de prever suas jogadas, o mercado astral superaquecido ficava em suspenso, os executivos arrancando seus tentáculos (moda então) e os outros corretores cometendo barbaridades jurídicas que os lançavam em redemoinhos profissionais de fama e autodestruição.
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Ouro respirou fundo novamente e relatou cansado:

– Recebemos o chamado há pouco mais de meia hora… Alguém ligou relatando um maluco fantasiado destruindo um carro com golpes de espada. Encontrei-o escondido atrás daquele barraco, em prantos… Os corpos são de dois jovens. Namoravam dentro do carro. Sabe-se se lá o que o puto pensou… – o celular tocou mas ele não atendeu – Quando me viu, tentou se defender. Gritava uma coisa repetidamente…
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(…) Os três estavam lá e não estavam ao mesmo tempo: apenas a projeção de suas mentes conectadas por consoles particulares em integração na mente de outra pessoa, um scargot. (Scargots eram onironautas que alugavam parte do cérebro para receber dados de outros conectados enquanto dormiam, assim como Raffic normalmente fazia em seu cotidiano de missões). Como crackers talentosos, invadiram a mente de um poliesculhanbadoesquizofrênico qualquer e não se preocupavam com nada além de três cadeiras para se sentarem. “As regras da onirinet são isomórficas com as regras dos despertos”. Ou seja, um mínimo de conforto, por favor.

– Thommas, Thommas…! Que porra é essa?
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Fragmentos...

Nas ruas, o caos imperou tão logo as sombras circulares cobriram o sol da primavera. Acidentes de automóveis nas rodovias e atropelamentos nas ruas apinhadas. Saques: polícias desmoralizadas tentando vencer com porretes a fúria dos manifestantes diante dos edifícios do poder. Ansiavam por uma explicação que tardava, como a certeza de quem quer que fossem os visitantes. Os discos permaneciam, flutuando sobre as cidades, sobre as multidões, cobrindo campos de chá e plantações de café. A interferência eletromagnética nos telégrafos servia como alerta para o pior, um pior que também não acontecia. O que políticos, militares, eclesiásticos e sábios não especulavam foi o que se configurou realmente, após o primeiro mensageiro tocar o solo da Terra Santa, onde o maior dos discos havia estabelecido estacionamento:

– Viemos em paz.
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