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13/13 PLEASE LIKE ME (2013-2016). Termina este périplo pela vida adolescente com a entrada na vida adulta: a série de Josh Thomas é uma delícia, leve e pungente como os primeiros anos da maturidade. Personagens que são pessoas, e um universo livre e generoso, mas a que não faltam nem a grande crueldade nem os grandes falhanços, a exigir readaptações constantes. "Life's meant to get boring as you get old so it's not so disappointing when you die."

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12/13 13 REASONS WHY (2017). Pela sua própria existência, a série encontra-se diante de um dilema: como abordar o suicídio na adolescência de forma interessante sem o tornar atractivo? Hannah volta dos mortos para explicar o seu acto e apontar os culpados, através de 13 cassetes que lhe restituem a voz. A força da série reside nessa ideia: um suporte analógico démodé funciona como prolongamento do corpo e da sua realidade, expondo a nu a vacuidade dos avatars contemporâneos. "The way we treat each other and look hout to each other... it has to get better somehow"

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11/13 THE GET DOWN (2016). Um grupo de jovens guia-nos numa viagem à Nova Iorque dos anos 70, no cruzamento do hip hop, do disco e do punk. Baz Luhrmann sublima um ambiente musical de referências retro, com incursões no universo de Hollywood, mas enche o ecrã de sede de futuro. Amor, conflito e poesia no Bronx: "My heart got shout out!"

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10/13 CRAZYHEAD (2016) Duas raparigas inglesas partilham a capacidade de ver a verdadeira face dos demónios que vagueiam incógnitos pela terra. A partir dessa premissa, o argumento não vai muito longe. Mas Crazyhead vale pela energia, pelo humor que contamina tudo, e pela capacidade de usar o fantástico para criar um real coeso e desejável (sim, a lição de Buffy anda por aqui). “Penguin or cow?”

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9/13 THE OA (2016). A protagonista e o seu percurso romanesco de cegueira, rapto e redenção ocupam o centro. Mas há outra historia elíptica, cheia de promessas, que se deixa entrever: a dos jovens que aceitam ser depositários de segredos e que escolhem acreditar no que não podem compreender. A fé na beleza e nas capacidades salvíficas da narração, numa série inusitada. "It's not really a measure of mental health to be well-adjusted in a society that's very sick."

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8/13 3% Do lado de cá, uma multidão de deserdados; do lado de lá, uma elite que conhece todos os privilégios. Aos 20 anos, 3% dos jovens são recrutados para passar a fronteira. A triagem efectua-se com base numa selecção de provas arbitrárias, mas que perpetuam a ideia de mérito. Injustiça social e mitologia de oportunidades num Brasil ligeiramente metaforizado.

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7/13 STRANGER THINGS (2016-). O nosso presente é tão desintegrado e desinteressante: melhor recuar aos anos 80, quando ainda era possível a quatro adolescentes salvar o mundo. A instabilidade é a força destes nerds, capazes de olhar para o lado errado do espelho e enfrentar uma realidade incoerente. Um ET revisitado em versão terror, em que o extraterrestre é originado pelo modelo capitalista em plena expansão. "Why are you keeping this curiosity door locked?"

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6/13 P’TIT QUINQUIN (2014). O realizador Bruno Dumont, habitué de cenários místicos e desolados, dá um passo em direcção ao burlesco macabro com esta mini-série de 4 episódios passada no Norte de França. A adolescência em bruto, longe dos corredores da escola, é o guia para um universo simultaneamente hiper-realista e surrealista, reverso da ruralidade idealizada e espelho da desagregação contemporânea. "On est au cœur du mal."

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5/13 MISFITS (2009-2013). Cinco jovens têm de cumprir serviço à comunidade por actos de pequena delinquência quando uma tempestade eléctrica lhes confere inexplicáveis superpoderes. Pérolas a porcos: que uso vão fazer os marginais desses dons? Engraçadíssima e envolvente, a história revela as desigualdades da sociedade inglesa em pano de fundo. "You lot, superheroes? No offence, but in what kind of fucked-up world would that be allowed to happen?"

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4/13 THE WIRE (2002-2008). Nas ruas de Baltimore, dealers e polícias lutam pelo território, num confronto físico e tecnológico. As instituições mais diversas jogam um xadrez cínico que condiciona a vida de toda a gente e decide do futuro dos mais jovens. A quarta temporada segue um grupo de miúdos na escola pública, e de repente somos nós. “Trick them into thinking they aren't learning, and they do.”
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