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6/13 MAD MAX 2 (1981). Poucas vezes uma sequela introduz um universo mais marcante do que o original: o segundo capítulo da saga fixa os cânones contemporâneos do filme pós-apocalíptico. Por entre o caos pós-nuclear e a aparição dos novos bárbaros, George Miller conjuga a decepção niilista de um no man’s land com o lado espectacular do filme de acção. Escassos diálogos e uma montagem frenética como epílogo da renovação da linguagem cinematográfica.

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5/13 STALKER (1979). A Zona é uma área circunscrita onde o mundo acabou, e de que circulam mil rumores. Ninguém tem o direito de se aventurar por essas terras consideradas perigosas e proibidas pela polícia. Mas a atracção pelo risco é mais forte, e há passantes – os “stalkers” – que proporcionam viagens clandestinas. Andrei Tarkovski oferece uma visão mística do apocalipse, feita de expectativa e mal-estar.

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4/13 SOYLENT GREEN (1973). Gente a mais, emprego a menos, escassez de recursos, penúria alimentar. O filme de Richard Fleischer imagina um século XXI de sobrevivência, mas em que uma minoria vive no luxo, e pergunta até onde podemos ir face à perda de equilíbrio. Ainda não chegámos lá, mas aquela nostalgia do passado já não nos é de todo estranha.

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3/13 PLANET OF THE APES (1968). Um grupo de astronautas aterra num planeta em que os humanos vivem num estado primitivo e os primatas constituem a espécie dominante. Viver na pele de um animal: sobre o filme de Franklin J. Schaffner plana a ameaça da involução, mas sobretudo o receio da ordem invertida. A última cena diz tudo e abre todos os possíveis.

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2/13 LA JETÉE (1962). Uma proeza técnica e narrativa: graças a um diaporama de fotografias e à voz de um narrador, Chris Marker concebeu uma história impressionante de apocalipse nuclear e de viagens no tempo. Em apenas 28 minutos, este “photo-roman” reinterpreta a experiência da Guerra Mundial e simboliza a forma como funciona a memória. 

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1/13 THE WORLD, THE FLESH AND THE DEVIL (1954). Começamos com um clássico realizado por Ranald MacDougall: um fim do mundo sem corpos e uma metrópole deserta. As tensões entre os sobreviventes reproduzem-se como herança da sociedade que acabou. O último homem na Terra em versão trio.
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