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13/13 SNOWPIERCER (2013) Numa nova era glacial, um comboio em movimento perpétuo transporta os últimos sobreviventes da humanidade. Quase inevitavelmente, uma micro-sociedade instalou-se nesse espaço confinado. Foram precisos 17 anos de circulação para que a luta de classes começasse a ganhar velocidade; agora, ela é imparável, e avança de carruagem em carruagem. Uma revolução em huis clois filmada por Bong Joon-Ho com um ritmo desenfreado.

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12/13 WALL-E (2008). Depois de ter desertado para o espaço, o homo sapiens deixou de caminhar por causa da obesidade. Na Terra, Wall-E é o último remanescente de uma geração de robots enviada para limpar o lixo acumulado. Um dos melhores filmes da Pixar, a apontar o dedo à alienação e ao consumismo (como se a Disney não fizesse parte do problema). Robots, baratas, a esperança de uma planta: o apocalipse foram os homens.

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11/13 CHILDREN OF MEN / OS FILHOS DO HOMEM (2006). E de repente os telejornais noticiam a morte do ser humano mais jovem da Terra: estamos em 2027 e há 18 anos que não nasce uma criança. Refugiados, nevrose, impulso suicida: estamos em pleno século XXI. Graças à força das imagens e a uma tensão permanente entre opressão e esperança, o filme de Alfonso Cuarón consegue esquivar o risco sempre presente de uma deriva mística.

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10/13 THE MATRIX (1999). O mundo em que vivemos é um engano. Mas vale a pena engolir a pílula da consciência e descobrir a escura realidade por trás do fac-símile sintético? O filme dos então ainda irmãos Wachowski é a mais lúdica das narrações pós-apocalípticas e encarna na perfeição o sincretismo optimista dos anos noventa.

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9/13 12 MONKEYS / 12 MACACOS (1995). O remake de "La jetée" liberta o lado aventuroso da história, mas trata-se de uma aventura destinada a implodir. James Cole é enviado ao passado para impedir a propagação de um vírus que aniquilou 99% da população mundial. Num ambiente visionário tingido de loucura, Terry Gilliam desenvolve um pessimismo mais grotesco que tragico. Só a empatia poderá salvar a humanidade.

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8/13 AKIRA (1988). Com grandes poderes vêm grandes responsabilidades, já se sabe - mas o que acontece quando uma criança detém um poder aniquilador? Só no Japão que não esquece o ataque nuclear podia nascer Akira, o manga definitivo sobre a mutação pós-atómica - o autor, Katsuhiro Otomo, assina igualmente o filme. Cabe a uma adolescência rebelde e pedrada salvar o que resta do mundo.

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7/13 TERMINATOR / O EXTERMINADOR IMPLACÁVEL (1984). Há um apocalipse em potência nos germes do presente. As máquinas inteligentes do futuro exploram essa hipótese e enviam para o passado um exterminador, para quem Sarah Connor é um nome a eliminar. A concepção de um salvador pode mudar o destino da humanidade ou ele já está escrito? Uma revisitação pop e feminista do Novo Testamento.

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6/13 MAD MAX 2 (1981). Poucas vezes uma sequela introduz um universo mais marcante do que o original: o segundo capítulo da saga fixa os cânones contemporâneos do filme pós-apocalíptico. Por entre o caos pós-nuclear e a aparição dos novos bárbaros, George Miller conjuga a decepção niilista de um no man’s land com o lado espectacular do filme de acção. Escassos diálogos e uma montagem frenética como epílogo da renovação da linguagem cinematográfica.

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5/13 STALKER (1979). A Zona é uma área circunscrita onde o mundo acabou, e de que circulam mil rumores. Ninguém tem o direito de se aventurar por essas terras consideradas perigosas e proibidas pela polícia. Mas a atracção pelo risco é mais forte, e há passantes – os “stalkers” – que proporcionam viagens clandestinas. Andrei Tarkovski oferece uma visão mística do apocalipse, feita de expectativa e mal-estar.

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4/13 SOYLENT GREEN (1973). Gente a mais, emprego a menos, escassez de recursos, penúria alimentar. O filme de Richard Fleischer imagina um século XXI de sobrevivência, mas em que uma minoria vive no luxo, e pergunta até onde podemos ir face à perda de equilíbrio. Ainda não chegámos lá, mas aquela nostalgia do passado já não nos é de todo estranha.
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