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Magé, linda Magé!

Ivone Boechat

Magé nasceu num berço aconchegante no leito dos rios, numa esteira verde, entre botões de flores, recostada nas montanhas, contemplando as cachoeiras pássaros, vales e palmeiras.

Magé, sangue indígena, raça guerreira, história linda da resistência humana, dna dos vencedores... adotada e rejeitada por conquistadores históricos, cresceu sem nenhum complexo de inferioridade ou rejeição. Magé é filha do coração.

Magé é Magé por opção. Aprendeu a conviver, desde menina com todo tipo de decepção, o que não impediu nem impedirá que ultrapasse os desafios do crescimento rumo à liberdade: aos que a feriram no passado - perdão.

Magé, terra enriquecida pelo suor e a lágrima de seus filhos, onde jamais se ouviu o canto da desistência. As ideias diversificadas e as ideologias apenas são o palco onde atores de todas as filosofias se abraçam quando a cortina se fecha ao final da representação. Somos todos iguais, só pensamos diferente.

Magé acende a luz de sua luta nas manhãs resplandecentes e se recolhe ao por do mais lindo sol, cheio de brilho e calor, que nasce e se põe todos dos dias, quando o Dedo de Deus pede silêncio aos seus filhos para orar. É tempo de agradecer. Magé tem um altar ecológico e se curva para louvar a Deus. É tempo de gratidão: 450 anos de fé.


Magé homenageia a família que vive, confia e trabalha em suas tribos pacíficas, de mãos entrelaçadas, enfeitando a aldeia para construir e esperar o progresso, que espera um dia alcançar, até que ouçam o grito ecoando no corredor de tantas e outras necessidades:

- Universidade para todos
- Reconstrução da estrada de ferro que liga Mauá a Petrópolis - ativando o turismo intermunicipal;
- Construção de um hospital a altura das necessidades do povo;
- Construção da escola que atenda às crianças com necessidades especiais;
- Centro de Artes.
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Onde Magé foi desenhada,
praias, serras, rios, brilhos
enfeitam a visão iluminada
da riqueza maior- seus filhos!

Ivone Boechat

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Por que devemos amar esta cidade ?

Ivone Boechat

Magé, terra do Dedo de Deus, é uma terra abençoada; cartão postal desenhado, com divino autógrafo digital. Sua variedade de climas, seu povo tão esforçado, seu diário escrito por uma trajetória histórica que tem honrado o Brasil.
O que a educação está fazendo por Magé? A educação já traçou o perfil do líder cidadão que ela quer formar para comandar a cidade? Tantos anos passaram e Magé vive clamando por uma educação transformadora, pela formação de líderes eficazes, pela preservação do seu santuário ecológico, pelo direito cidadão de ir e vir, seja para qualquer direção, com segurança.
Ah! Magé, como você é linda! É uma jovem senhora de quase meio século, com marcas faciais provocadas pelos anos de experiências e já apresenta alguns sintomas de osteoporose pela falta do cálcio verde e o amarelo da vontade de mudar. Mudar para deixar de jogar pelo chão tanto lixo, mudar para cuidar dos rios fantásticos e das cachoeiras, mudar para sair plantando flores, muitas flores nas praças das cidades.
Nós, mageenses, precisamos aprender a olhar em outras dimensões. Não precisamos ficar olhando para trás. É melhor olhar para frente, para cima, todavia, se evoluirmos sempre, teremos a capacidade de olhar para nós mesmos. Essa é a Magé que nós queremos? O que eu posso fazer para aperfeiçoar a vida neste município? É aqui e desse jeito que meus filhos podem viver felizes?
Evidentemente que Magé cresceu muito, só precisa ter mais juízo. Será que essa aldeia tem honrado a memória de luta dos índios tupinambás, tão guerreiros? Será que a primeira Estrada de Ferro do Brasil está preservada? Ou melhor, será que a memória histórica de Magé está saudável?
É justo abraçar Magé, e dizer que ela tem tudo para dar certo: povo trabalhador, religiosidade latente, a moldura mais linda, recortada por montanhas indescritíveis.

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Vila Inhomirim - Magé

No romantismo desta ferrovia,
sonhos, projetos, belas imagens,
a felicidade escorria
no esplendor das miragens.

Ivone Boechat

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01/03/2017
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Vila Inhomirim-Fragoso 1911

A riqueza do império
desfilou esnobando por aqui ,
de toda a beleza e mistério
resiste na pairagem isto aqui...

Ivone Boechat


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No horizonte de Inhomirim,
beleza não tem idade,
ainda lateja em mim
grande cota de saudade.

Ivone Boechat
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Ruínas da Fazenda em Pau Grande -6º Distrito de Magé


Tudo na vida passa,
riquezas, escravos, fartura,
poder, felicidade, desgraça,
saudade à geração futura.

Ivone Boechat




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Heitor dos Prazeres - sambista- compositor, artista plástico - casado com uma mageense, Nativa, tinha duas filhas: Ivete e Ionete; moravam em Surui- Magé

Obra de Heitor dos Prazeres
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