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Bem-vindos!

Coisas de Mulher... não apenas coisas para mulheres... porque vamos tratar de assuntos sérios e polêmicos.

Vamos falar das diferenças, do preconceito, de raça e de gênero também.

Vamos falar de amor... nós ficamos diferentes quando amamos... e o amor pode ser diferente também... o amor embeleza e às vezes, até paralisa...

Vamos falar de ser filha, de ser mãe e de ter filhos... O privilégio de gerar uma vida.

O que desejamos, a coleção e eu... é que vocês podem vir e comentar, contar suas alegrias e também suas dores...

Não sou especialista, mas sou mulher!

Venham participar!
Cordiais Saudações
Nell Morato

08/02/2017
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Boa noite... antúrios para enfeitar o domingo!
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SEMANA DE CONSCIENTIZAÇÃO DO CÂNCER INFANTIL

O Dia Nacional de Combate ao Câncer Infantil foi instituído em 23 de novembro, para estimular ações educativas e preventivas no combate à doença.

Durante a semana de 20 a 26 de novembro, várias entidades de assistência à criança com câncer do Brasil, estarão se mobilizando com ações que alertam e conscientizam a população brasileira para o diagnóstico precoce da doença.

Informe-se sobre os eventos e palestras, através dos órgãos de imprensa.
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O FORMIDÁVEL, DE MICHEL HAZANAVICIUS

“ATÉ YOUTUBERS IMITAM GODARD, DIZ CINEASTA

Michel Hazanavicius, diretor de O FORMIDÁVEL, fala sobre filme que tem como personagem o realizador francês. Com trailer...

http://almanaqueliterario.com/o-formidavel-de-michel-hazanavicius
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Novembro é o mês da Prevenção ao Câncer de Próstata

Ações e eventos acontecendo no mundo inteiro.

Saiba mais: http://portaldaurologia.org.br/category/novembro-azul-2017/

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Boa noite, amigos...


... a sofisticação da simplicidade...
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Flores... para enfeitar o domingo.
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QUE POLÊMICA É ESSA?

O Brasil é campeão mundial de cirurgia de diminuição dos lábios da vagina. A psicanalista Diana Corso reflete sobre esse fenômeno.

“Que personagem é essa que corresponde à estética do nosso tempo? Uma mulher ilesa à passagem dos anos, com a bunda de adulta, uma barriga de adolescente, peitos rijos de adolescente e lábios vaginais de criança.”

Na semana passada, uma reportagem do jornal Folha de S. Paulo causou rebuliço nas redes sociais. Intitulado “Mulheres superam o tabu e encaram laser e cirurgia por vulva ideal”, o texto chegou a 11 mil compartilhamentos, boa parte deles com críticas, o que levou o jornal a retirar o trecho “superam o tabu” em seu site. Entre outros dados, apontava-se que, em 2016, 25 mil brasileiras deitaram nas mesas de cirurgia para reduzir seus lábios vaginais, número que faz do país de longe o campeão mundial em ninfoplastias (ou labioplastia). Donna convidou a psicanalista Diana Corso a refletir sobre o assunto.

OPINIÃO DE DIANA CORSO

A cirurgia plástica se beneficia da dura autocrítica dirigida à nossa imagem corporal. Quando falo “nossa”, não me refiro apenas a mulheres, mas a todos os humanos. Quanto menos sabemos com quais referências nos identificar – nossa origem, ideais, valores –, mais ganha força a forma do corpo como parâmetro de certo e errado. A imagem corporal acaba sendo a tradução da nossa devoção aos ideais do nosso tempo.

Dentro dessa ideia, tudo deve ser esculpido e estar sempre alerta. O que inclui peitos, pênis e, agora, lábios vaginais. Quanto ao pênis, se não houvesse tantas críticas em relação às suas dimensões e funcionalidades, a internet não estaria cheia de propostas de alargamento ou encompridamento, assim como não haveria a epidemia do uso de remédios para ereção, inclusive entre pessoas jovens, para que o órgão fique rígido mais tempo do que seria humanamente sustentável. Essa transposição para o feminino da preocupação com os genitais é a prova de que não há parte do nosso corpo em que a normatização não tenha entrado.

Sobre as labioplastias, há diferentes fatores importantes a serem considerados. Em primeiro lugar, há pessoas que sofrem e escolhem uma marca corporal para ser representante de todo o seu “desencaixe”. Algumas elegem o nariz, que não é o da Barbie, as orelhas, que aos seus olhos são as do Dumbo, ou seus peitos, que seriam ou caídos, ou não devidamente centrados, ou um maior do que o outro… E agora lábios vaginais que seriam desproporcionais, grandes ou eventualmente da “cor errada”.

Que algumas pessoas façam correções por razões médicas ou por razão de um sofrimento associado a determinada forma, é algo admissível. Tudo bem, cada um sabe de si. O problema da labioplastia e do clareamento é que esses procedimentos têm muito a ver com uma estética pedófila. São lábios vaginais diminutos, esticadinhos e rosados. Tudo isso envolto da depilação total chamada, veja só, “à brasileira”. Ou seja, nós somos campeões mundiais em esperar que mulheres adultas tenham vagina de criança.

Chamou a minha atenção, na reportagem da Folha, o caso de irmãs gêmeas que se operaram juntas. É como se elas tivessem corrigido um “defeito de nascença. É como se elas renascessem com a vagina com que deveriam ter nascido. É peculiar porque a vagina vai se transformando ao longo da vida e elas “rejuvenesceram”. Como temos uma representação muito parca e verdadeiro horror da morte, associamos todo tipo de sinal de passagem do tempo a uma transformação gradual em zumbi.

Esta discussão deveria no mínimo lançar uma pergunta. Que personagem é essa que corresponde à estética do nosso tempo? Uma mulher ilesa à passagem dos anos, com a bunda de adulta, uma barriga de adolescente, peitos rijos de adolescente e lábios vaginais de criança. Esse é o ideal social. Corresponde ao desejo masculino, mas, ao mesmo tempo, transcende os homens, porque há homens que não se importam e mulheres que buscam isso por conta própria. É a imagem considerada correta, normatizada, do nosso tempo.

Não está na hora de a gente se perguntar em vez de se transformar?

Fonte: Revista Donna ZH/Diana Corso/Psicanalista em 22/20/2017.
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