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Jaime Latino Ferreira
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na interdependência global, o singular e o colectivo ou institucional democráticos, cada vez mais, se tocam

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ESPERA

Continuo à espera de uma resposta e na espera que à esperança e à paciência as pressupõe diria e ainda que ironicamente que, quanto mais o tempo passa, mais dela se descortina a sua qualidade ou tamanho King Size, isto é, Medida Real.
Espera real de concreta, verdadeira, grande, de rei ou de realeza, de nobreza, de dignidade ou de integridade de caracter, conforme para real consta dos dicionários.

JLF

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quem é que ao fim de vinte e oito anos de interpelação às mais altas instâncias do poder democrático, escreveria uma carta aberta como esta cujo tema central consiste em saber se, ao escrevê-la, é ou não quebrada a etiqueta?

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o silêncio contém operacionalidade maior do que se pensa

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publicamente, permanecendo em pausa aguardarei

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aqui fica sublinhando a pausa que decidi fazer e que me levará até onde ou a entender necessária

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DO VAZIO HUMANÍSTICO


não que não tenham de ser sempre devidamente sopesados mas quanto mais a política se cingir a tecnicismos de toda a ordem – económicos, financeiros, jurídicos, informáticos ou outros – mais antidemocrática se vai ela tornando porque despida da sua visão humanística na linguagem comum que sempre a caracteriza, tal significa que, neles persistindo, os cidadãos comuns vão tendo cada vez menos voto na matéria no pleno sentido em que sobre eles, os tecnicismos, se vão tornando menos e menos capazes de os discernir e, por maioria de razão, de os abordar

causa, também, da deriva infantil dos populismos, talvez por isso mesmo e não bastassem todas as recorrentes crises que os próprios tecnicismos não conseguem, de per si, debelar se vá, objetiva e tendencialmente, cavando o fosso entre os mais ricos e os mais pobres engrossando-se sempre o número de excluídos


https://youtu.be/sw9DlMNnpPM


Jaime Latino Ferreira
Estoril, 2 de Abril de 2017

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- vibrafónica trilogia –

LINGUAGEM MUSICAL VERSUS LINGUAGEM COMUM

Transmitir-se pela palavra a instantaneidade universal da música é tarefa inglória.
Se um acorde ou conjunto de notas musicais encadeadas e simultâneas, de pronto nos transmite uma tonalidade, vejam-se o conjunto de letras que sucessivas mas impossível de serem escritas, muito menos ditas em simultâneo que na linguagem comum a palavra tonalidade contém.
Além disso e na minha língua, tonalidade escreve-se e diz-se como se vê e noutra língua qualquer, escreve-se e diz-se de outra maneira diferente.
Dissociada da palavra, entendamo-nos, universal e instantânea é a linguagem musical como nenhuma outra linguagem a consegue ser.

As línguas correntes sofrem de um décalage ou de um hiato apriorísticos na sua relação com a música.
A música vai muito à frente mas ela, na sua universalidade instantânea contém, também, margem de indefinição de que a linguagem comum não enferma.

Costumo dizer que uma palavra, se contém toda a História da Humanidade, tem um significado, tanto quanto o possível, preciso, tanto quanto um acorde, já para não dizer uma nota musical nos seus percutidos harmónicos, o não tem.
O hiato existente entre a linguagem musical e a comum tem, por isso mesmo, dois sentidos.
No que a linguagem comum, em abstrato, concretiza, a música, em concreto, abstrai e nesta relação dialética vão à frente uma e a outra quanto mais se interligadas porque interligadas sempre o estão.
Isto já para não dizer que uma palavra é um acorde fragmentado.
Fragmentado porque aos sons ou às notas, tão só em diferido e parcelarmente como um tesouro que apenas aos poucos se consegue desvendar, os transmite.

DAS ENTRELINHAS OU DOS CONTEÚDOS ESCONDIDOS

Aos conteúdos escondidos ou do que se contém nas entrelinhas do que, em linguagem comum, é escrito, poder-se-iam considerar os harmónicos que uma nota musical sempre produz ou percute.
Se o que é escrito a esses harmónicos os não percute, então o que é escrito é pobre ou desafinado, carece de afinação musical.
Se, pelo contrário, a partir do que se escreve lhe sobram conteúdos escondidos ou aquilo que, a partir do escrito não é, explicitamente, dito mas que está nele incluído, então o que se escreve é rico e complexo, merecedor de cuidada atenção.

Neste sentido, linguagem comum e musical estão sempre interligadas desde que obedeçam a este padrão.
O que vibra é eminentemente musical e nessa vibração ambas as linguagens se tocam.
Tocam-se tanto mais quanta a qualidade ou intensidade do que vibra.

Vibração ou balanço.
Comoção.
Clareza de expressão.
E quando o que é escrito vibra, a música do que é escrito dele transpira.

VIBRAÇÃO

Se o que escrevo
comove
é a música que se move
da trova a que me atrevo


MÚSICA CONCENTRADA

Se concentrada é a música
num soneto toda a acústica
que a faz brotar e componha
palavras quais notas que sonha

Deitado sobre a minha fronha
crio desejo que à peçonha
ao acordar a fustiga
naquilo que escrevo e a castiga

Como a música que irriga
é meu soneto uma figa
que ao mau olhado o disponha

A transformar a bisonha
e instigada carantonha
em Paz que é sempre minha amiga


https://youtu.be/ZhHx2omADlA


Jaime Latino Ferreira
Estoril, entre 29 e 31 de Março de 2017
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