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Sombras da Memória
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Um lugar onde o sentir é uma arte maior...
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Olha para os meus olhos...
Repara nas lágrimas contidas, olha para os meus olhos, sabes que as lágrimas se mascaram de múltiplas formas... Anoiteceu e anoiteci  nas memórias ainda quentes de ontens que me pareciam eternos e acabaram por me escapar entre os dedos como se nunca tivesse...
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Se o Amanhã vier...Tudo será sofrimento...
Gélida e cortante, esta madrugada é feita dos espinhos da morte, a madrugada timbrada com o selo definitivo e eterno... Esta Madrugada será a Madrugada que me amputa os sentidos e me faz escorrer a alma pelo nariz... Madrugada nascida morta dentro deste cor...
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Há sempre uma Madrugada que não nascerá nunca...

Madrugada gélida...

Invento e reinvento madrugadas no areal do pensamento,
como se fosse possível calçar a noite e seguir-lhe as marcas,
Invento e reinvento madrugadas que nasçam vivas,
como se fosse possível vestir a noite de lantejoulas e seguir-lhe o brilho...
Invento e reinvento madrugadas onde te oiça respirar,
como se fosse possível insuflar na noite a vida,
Invento e reinvento madrugadas que germinem o dia,
como se fosse possível engravidar a noite...
Invento e reinvento madrugadas onde as tuas mãos tenham vida,
como se fosse possível amadurecer dentro da noite um milagre...
Invento e reinvento madrugadas onde os sonhos ondulem.
como se fosse possível entrar no coração da noite e dar-lhe corda
como se fosse um relógio ou uma caixa de música...
Invento e reinvento madrugadas onde os meus olhos brilhem,
como se fosse possível acender a noite com os teus...
Invento e reinvento madrugadas no areal do sofrimento,
como se fosse possível atravessares mais uma noite...
Invento e reinvento madrugadas sem o som ensurdecedor do silêncio,
como se fosse possível a noite abraçar-nos no seu manto...
Invento e reinvento madrugadas onde te possa sentir,
como fosse possível ainda dentro da noite, suplicar, gritar e calar o pranto...

Barão de Campos 

18/03/2013
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Doce Primavera...

Lembro os rios que navegavam
nas tuas veias, onde reluziam
peixes diamante...
Lembro-me das tuas roupas coloridas,
dos estampados e desenhos bordados...
Lembro-me da forma como cruzavas
as pernas e expunhas os joelhos...
Lembro-me das cerejas que partilhávamos
do mesmo cartucho, enquanto passeávamos
pelos jardins raiados de sol...
Lembro-me de correres para mim
e os teus lábios selarem-se nos meus...
Lembro-me do teu sorriso, doce e meigo,
absorver-me, tocar-me, ser-me em ti...
Lembro o regresso das mesmas andorinhas,
da melodia que inventavam só para ti...
Lembro-me das flores que coloriam
os teus dias, nas manhãs verdes luz...
Lembro-me dos teus olhos verdes
no contraste dos teus lábios vermelhos...
Lembro-me das tuas mãos desenhadas
nas palmas das minhas...
Lembro-me de ti, da forma como
amavas, sentias, gemias ou choravas...
Lembro-me de ti quando adormecias
no meu peito e a tua respiração fluía
em sincronia perfeita com a minha...
Lembro-me dos teus gestos e da expressão
do teu rosto...Sinto-a em mim...
Lembro-me da forma como te movias,
do movimento dos teus passos,
da dança das tuas ancas...
Lembro-me do timbre da tua voz,
cristalino, sensual, doce e quente...
Lembro-me das nossas noites
nascidas dos nossos desejos...
Lembro-me dos nossos sonhos,
e do desejo neles contido...
Lembro-me de ti, 
como se continuasses,
na manhã seguinte...
Lembro-me de ti,
como tu desejarias
que me lembrasse...
Lembro-me de ti,
como uma Doce Primavera...

Carlos Barão De Campos

4/3/2013 
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