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Carlos Giordano Jr
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No final tudo dá certo
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O dia que eu vi Deus
Por Carlos Giordano Jr.

Na alvorada de um novo mundo, fomos acolhidos pelo desejo de nos encontrarmos com Deus.

E Ele estava lá. Na verdade, sempre esteve, mas nós nos esquecemos de sua onipresença e imaginamos podermos colocá-lo num simples altar. Não, não é assim, e nem nunca poderá ser.

Deus, em sua infinita bondade, se reserva ao direito de simplesmente estar. E Ele estava realmente lá.

Às seis da manhã encontramos Deus naquela paisagem bucólica e deliciosamente serena.
Dona Nalva, uma pessoa mística e corajosa me convidou para ver Deus.

Poucos dias antes, essa católica fervorosa, que dedicou sua vida a praticar o bem na comunidade de Planalto, Bahia, procurou-me para dizer que havia tido um sonho e nesse sonho, encontrou-se comigo sentado num banco de jardim. Naquele encontro, me viu folhando documentos que pareciam ser escrituras de compra de um imóvel. Mas para seu espanto, sentiu também que aquele imóvel tinha uma história muito triste e que nele, habitavam forças muito negativas, que seguramente não fariam bem a ninguém. Assim, se tudo isso fosse verdade, tinha se incumbido perante sua própria missão de vida, junto ao Pai Celestial, a levar a Presença de Deus até aquele local através de suas orações.

Assim o fez e, de fato, confirmada a história realmente comigo, intimou-me a comparecer ao nascer do Sol na Fazenda Esperança, uma pequenina porção de terra que havia comprado para meu deleite pouco tempo antes desse encontro, a fim de proporcionar uma energia melhor àquela árida paisagem.

Ocorre que segundo sua percepção, aquelas terras teriam tido origem de posse através de muitas brigas em família, ocasionando até mesmo em morte, seguida de muita dor para os que a herdaram.

E eu havia comprado aquela propriedade sem me apropriar dessa informação.
Estranhamente, pouco antes desse episódio, havia reformado a casa sede da Fazenda e levado a família para conhecer e passar ali uns dias de tranquilidade, sombra e água fresca. Mas não foi assim. Ficamos apenas uma noite e no dia seguinte tivemos que partir sem saber explicar bem o que havia acontecido. A sensação não era boa mesmo e ninguém quis ficar mais nenhum dia. Nem mesmo eu sabia explicar o que havia acontecido, mas de fato, alguma coisa não muito boa estava por ali.

Levantei-me às 5 da matina e segui para lá. Logo chegou Nalva com mais duas amigas.
Iniciou fazendo uma oração bem na sala de jantar, mas logo parou....
Não sabia explicar, mas ali não era o lugar.

Então, fomos para fora da casa. Nalva, fazendo orações em voz alta, aspergindo água benta em toda a volta da casa, invocava a presença de Deus com uma intimidade invejável.

Até que escutei-a bradando em alta voz pela presença do Criador.

E Ele se fez presente.

A neblina fria da colina se dissipou dando espaço a uma Luz Divina, que enchera de cor e brilho aquele local. A grama queimada do pasto ficara verde como a relva e tudo reluzia paz e encanto.

Deus estava ali, nos presenteando com seu infinito amor.
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Sertanejando
Por Carlos Giordano

Nesta parte de mim que me questiona
Sei que o que sei não serve para resposta
E sigo cavalgando uma interrogação estúpida
Pelo amanhã que nunca chega, e dói

Nesta manhã que do ontem restou o fardo
Carrego somente o sonho de acreditar
Naquilo que não é sem nunca ter sido
Curando minh’alma desse corpo cansado

O carcará grita de fome com o bucho vazio
Avisando que ele ainda vive e tem fé
Mas que será daquele cujo ouvido lateja
De medo daquilo que não pode ver?

Tem chuva na caatinga e o canto ecoa
Nas Graças de Deus, nóis é de morrer...
Nóis vive e nóis morre é nas Graças de Deus
Numa ladainha sem fim nessa vida finita

Tristes mãos calejadas de esperança
Trabalham com dor de enxada na terra pilada
Rachada de tanto sofrer onde o pó castiga
O suor que emana da experiência de viver

Venha vida, venha e permita viver
Esse povo sofrido que chora de amor
Num angu que engasga e mata de dor
Triste fim de quem nunca foi aquilo que quis

Sementes que teimam, sementes que tentam
Com impulso do Criador, mostrar seu valor
Se lançam na vida sem nunca saber
Que o sangue da terra feito água não virá

Esse gado surrado com o couro curtido
No Sol que abrasa, queima e maltrata
Seca o úbere numa esperança de salvação
Da cria que nem sabe por que nasceu

Nesse vai e vem de querência do meu País
Essa carne dolorida que alimenta o que não fez
Não sofreu, não produziu, nem ao menos quis
E se acha digno merecedor dessa matriz

Quanta iniquidade, sou obrigado ver
Se ao menos a cegueira me calasse
Poderia viver na ignorância sem sofrer
Bebendo da fonte limpa sem nada querer

A dor do sertanejo é diferente
A lágrima é seca, mas quando desce
Na face cansada, rasga de dor a pele enrugada
Expondo as feridas daquilo que viveu

Pobre povo, pobre Brasil
Na caixa de Pandora, habita a esperança
Esperança num mundo sem dor
Sem o cancro aniquilante da desgraça
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Sim, não!
Sim, não!
carlos-giordano.blogspot.com.br
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