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Haroldo França
Vale a pena o adultério.
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Movimento fogo
O corpo bicicleta. O corpo rasga vento. O rosto ardor. O sol céu. Céu sol céu. Os pensamentos céu. Sol cabeça. A paisagem mental. O medo e a adrenalina. O GPS, o engano. A voz autômata mentira, os ciclos círculos, as voltas voltas. As pessoas. As piscinas. ...

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Crente
Há um vírus morando aqui Implantado num coração bebê Que cresceu Se tornando algo Que se imagina alguém Que olha pro coração E vê um vírus implantado morando aqui

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WTF
Eva e Adão viviam nus: assim está escrito. Até que os dois comeram a famosa fruta, e então, ops!, perceberam que estavam nus. Essa é a minha parte preferida: a percepção da nudez. E daí que estavam nus? Imagino que se eu nascesse (ou surgisse do barro) em u...

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A Elefanta Bailarina
Ninguém entendeu por que ele estava daquele jeito. No fim de tudo, quando voltou para casa e abriu a porta do quarto, ela estava lá: a Elefanta Bailarina. Sentada na cama de casal à sua espera, guardando o seu lugar com carinho. Ele deita porque sabe que nã...

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O cara da televisão mandou toda a audiência chupar um pau de selfie. Mas não era você
E eu que era triste, descrente desse mundo, ao ouvir isso pensei que precisava comprar um rim ou um pulmão. Não procuro envolvimento, me sinto meio solitária mas um vento bom assim no sofá não é nada de gracinha. Pegue o que quiser da geladeira, pois de vez...

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De volta aos meus afazeres
O barulho de chuva sempre foi muito convidativo, então, quando a chuva começou, parei tudo o que estava fazendo e fui até a sala, que fica perto do telhado de metal. As gotas fazem mais barulho lá. Rapidamente, parou de chover e voltei aos meus afazeres. Es...

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cerefreio
A porta se abriu e ela estava lá. A jóia rara. Seu dedo encostou em algo sujo, onde havia um ser aracnídeo, transmissor de notícias ruins que lhe espetaram a pele e injetaram em si todo o veneno necessário. A casa se refez. O que era escuro passou a ser ilu...

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Minha prima criava um cachorro no quintal da vovó. Apesar de ser cachorro, ele dormia no galinheiro. Seu nome era Pink. Apesar do nome, ele era todo preto. E nós, humaninhos, o ajudávamos a assustar as galinhas. Ali, nos primeiros anos, a vida já me ensinav...

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Tribo dos Córregos
Por Haroldo França O velho pajé estava deitado em sua rede. Ele pensava em Potira, sua falecida amada. Em sua cabeça quase não haviam fios de noite. Restava apenas um. Ele sabia que quando a noite desaparecesse totalmente de seus cabelos, sua missão naquela...

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De repente eu me vi
Por Haroldo França De repente eu me vi. E não foi pelo espelho. Foi pelas frestas da porta de madeira da casa da minha avó, que não visito há tanto tempo. Um vento soprou no meu ouvido me convidando para um mergulho na piscina de plástico que havia nos fund...
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