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Vamos então às conclusões do nosso artigo. O que foi discutido ao longo dos cinco vídeos anteriores foi uma análise de sensibilidade nos resultados da cava final em termos das reservas encontradas e fluxo de caixa não descontado. Foram identificados valores similares em termos de fluxo de caixa, mas com resultado mais preciso quando nós utilizamos superfícies por não haver os erros associados às aproximações dos ângulos – erros bastante discutidos nos vídeos anteriores.

Fica uma conclusão mais importante do que os números obtidos aqui: as superfícies definem o que vai ser minerado, não são os blocos que definem onde está a superfície. Então, quando existe um algoritmo que utiliza blocos, um algoritmo bem definido que vem lá da década de 60; muitos algoritmos até hoje são baseados nesse tipo de tecnologia – mas ele é uma aproximação da realidade. Eu defendo que uma aproximação mais real da realidade é utilizar superfícies porque o que nós vamos minerar nos final são superfícies, então vamos tentar trazer para o modelo matemático a representação de superfície e não simplesmente trabalhar com blocos e depois nós avaliamos o que isso acontece na prática em termos de superfície e aí acabam acontecendo essas diferenças geotécnicas em que nós não conseguimos uma aproximação fiel e sem erros quando nós tratamos de blocos.

Em um comparativo rápido, no algoritmo utilizado pelo Whittle baseado em precedências versus o algoritmo do SimSched utilizando superfícies, no caso do Whittle é baseado em teoria de Graphos/ método de Lerchs-Grossmann e o SimSched é baseado em programação inteira-mista fazendo uso também de algumas eurísticas para acelerar o processo.  Os erros em relação aos ângulos identificados nos exercícios anteriores chegaram até próximos de 8 graus no caso do Whittle, contra nenhum, zero graus no caso do SimSched pela própria concepção do uso de superfícies.

As diferenças em relação às reservas reportadas variam mais de 10% no caso do Whittle, se você varia o parâmetro do número de níveis utilizados na aproximação dos ângulos. Todos os parâmetros mantidos constante, modificando somente o número de níveis utilizados na aproximação, nós obtivemos mais de 10% de diferença no cálculo das reservas, enquanto não existe essa diferença no caso das superfícies, para qual há um único resultado, não existe esse parâmetro. Já na questão do fluxo de caixa, as variações não chegaram a 3%, foram relativamente baixas, não há esse tipo de variação nas superfícies. Quando existe uma complexidade maior os erros são maiores, enquanto na superfície os critérios são sempre os mesmos, independente da complexidade da jazida. No caso da transição, onde existem as transições, o Whittle, por um algoritmo não público, entrega resultados com paredes mais íngremes, enquanto o SimSched utiliza um critério claro que é a média dos ângulos entre as duas regiões passadas.

Para quem ainda não teve oportunidade, pode fazer o cadastro no site SimSched.com e terá acesso ao software gratuito para otimização de cava – basta registrar o seu e-mail lá no site e, se você nos ajudar a indicar esse software, você tem a possibilidade de estender a sua licença por um período maior. Acessando o site você terá maiores detalhes.

Muito obrigado pela atenção. Concluo com os nossos contatos – Filipe Beretta e Alexandre Marinho.

Um abraço!
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