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Seguindo com o quinto vídeo da nossa série. Nas oportunidades anteriores nós falamos sobre o que é uma otimização de cava, como funcionam os dois tipos de aproximação de ângulos através da precedência de blocos e da representação em superfícies e apresentamos um caso em que eu parei nesse ponto em que nós temos uma situação geotécnica mais complexa, onde o estéril (a parte com blocos cinza) deve respeitar 40 graus; o minério no tipo 1 – mineralização 1 – 60 graus e a mineralização 2, 30 graus.

Existe uma complexidade geotécnica aqui e, após rodar uma otimização de cava usando Whittle, que utiliza o método de precedência de blocos, com estes três parâmetros diferentes para o número de níveis nós vamos reparar que os erros são muito maiores justamente por essa complexidade de se definir as transições entre as diferentes zonas mineralizadas. Então, se você tem um caso mais complexo geotecnicamente e utiliza um software baseado na precedência de blocos, aquele exemplo que eu mostrei lá no segundo vídeo sobre como funciona a questão da precedência, passa a ser uma caixa preta – eu não encontrei nenhuma referência, em nenhum manual, nenhum artigo, de como é feita essa aproximação, de quais blocos serão retirados para se acessar um bloco inferior, considerando que existe essa variação geotécnica. 

Quando eu vou avaliar 35 níveis acima para retirar um bloco aqui embaixo, como é feita essa avaliação se existe essa transição entre as zonas?

No caso das superfícies a regra é muito simples (pelo menos no caso do SimSched a regra é clara): se eu tenho duas células adjacentes e elas estão em posições diferentes em termos de características geotécnicas, nós utilizamos o ângulo médio entre as duas áreas. Claro que, posteriormente, pode-se ser adotado simplesmente o ângulo mais conservador ou algum outro critério.

Em termos de resultados, nós vemos aqui que o resultado do SimSched, apesar de ter um erro zero, ele tem mais massa que todos os demais, por consequência ele minera até materiais de uma qualidade inferior – no conjunto da obra pegou mais minério e atingiu esse valor não descontado. Se nós analisarmos essa zona específica aqui, vamos notar essa questão da transição dos ângulos; nós estamos passando de uma região onde são 30 graus para uma que são 60 graus e repare que, antes de nós atingirmos a região de 60 graus, o resultado do Whittle já está com uma parede aqui que, aproximadamente, parece ter 60 graus de inclinação. Mas isso aqui é extremamente otimista, isso não acontece, eu não passei ainda para a zona de 60 graus e já tenho uma parede de 60 graus, enquanto estou mostrando aqui o caso do SimSched em que nós estamos em uma transição onde eram 30 graus, aqui passou para 60, e nesse transição de uma zona para a outra está sendo utilizado um ângulo mais conservador – uma média entre 60 e 30, no caso 45 graus.

Para ter uma comparação justa o que nós fizemos: pegamos as superfícies do Whittle e aplicamos algumas correções nela para que ela passe a não ter mais erros. Então foi uma manipulação bem pequena (note que visualmente nem aparenta que foi modificado do caso anterior) mas pelo menos em termos de valor nós agora vamos fazer uma comparação justa: em todos os casos sem nenhum erro, nós verificamos que, após retirar os erros cometidos pelo Whittle pela precedência de blocos, os valores continuam muito próximos, mas, o método da superfície está obtendo um valor superior ao método utilizando precedência de blocos.

No próximo vídeo nós vamos tirar algumas conclusões finais desse trabalho. Um abraço.
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