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Olá! Meu nome é Thales de Araújo. Com esse vídeo, darei sequência a série de vídeos sobre o artigo “sequenciamento direto de blocos”. 

No vídeo anterior falei um pouco sobre os passos que são seguidos em um planejamento de lavra em mina a céu aberto utilizando a tecnologia de sequenciamento direto de blocos. 

Falei sobre sua robustez e flexibilidade no tratamento de problemas mais complexos, em apenas uma única etapa de otimização, abrindo a possibilidade para que soluções de maior valor econômico sejam encontradas.

Tratarei agora sobre os resultados apresentados no artigo. Para as 3 tecnologias, foi utilizado a base de dados do depósito Marvin, disponível como exemplo a partir da instalação do software Whittle. 

Esse mesmo depósito encontra-se disponível, também, no repositório de dados MineLib, porém possui uma simplificação em relação ao original, que foi mantida para viabilizar as comparações. 

No processo de simplificação do modelo, os blocos passaram a ter somente uma litologia, a predominante, bem como um teor médio, implicando em um aumento da diluição. Além disso, não foram considerados parâmetros operacionais, só de produção. 

Os principais parâmetros utilizados para as gerações das cavas finais e sequenciamentos de lavra estão mostrados na tabela. 

Pode-se ver...

• Os custos de mina, remanuseio e de processo;
• As recuperações de cobre e ouro;
• Os preços, custos e a taxa de desconto.

Além disso, foi considerado um ângulo geral de talude de 45 graus. 

Primeiramente vou mostrar os resultados obtidos no planejamento de lavra de mina a céu aberto convencional utilizando o software Whittle. 

No Whittle, para a definição das precedências entre os blocos, foram utilizados oito bancos, para um erro médio menor que 1 grau no ângulo geral de talude. 

Uma discussão mais detalhada sobre esse assunto específico pode ser encontrada na série de vídeos sobre o artigo – Os impactos das aproximações de ângulos de talude na otimização de cava, disponíveis no site da MiningMath.

Após as inserções dos parâmetros, foram geradas a cava final matemática e 85 cavas aninhadas. Nesse slide são mostradas as 85 cavas aninhadas na tabela.
É possível observar os diferentes fatores de receita. Por exemplo, para a cava 1, o preço de venda é de 56,6% do preço de venda informado (fator aplicado tanto para o ouro quanto para o cobre). 

Nesse preço de venda com fator, por ser um preço de venda menor, é gerada uma cava que possui apenas 70 Mt de minério e um fluxo de caixa não descontado com um pouco mais de $386 Mi. 

Na outra ponta, a cava 85 com preço de venda ligeiramente menor que a cava final, fator de 0,997, possui um fluxo de caixa não descontado maior do que $1,4 bi e com cerca de 308Mt de minério.

Foi escolhida a cava com fator igual a 1, de maior valor para o fluxo de caixa não descontado e operacionalizada. 

Nos próximos vídeos mostrarei os resultados dos sequenciamentos realizados no planejamento de lavra convencional. Um grande abraço e até lá!
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