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Estamos aí de volta com o terceiro vídeo da nossa série. Nos dois vídeos anteriores nós abordamos a questão do que se trata uma otimização de cava e como funciona o método de aproximação de ângulos baseado na precedência de blocos. Mostramos o exemplo do Whittle; quem não assistiu aos vídeos anteriores recomendo que o faça antes de assistir a este.

Então, qual é a conclusão? Se eu tenho uma resposta como esta, onde os blocos cinza são a seleção de blocos a ser extraída, considerando um ângulo de 45 graus, é bem razoável obter uma solução como essa – repare que, a cada 50 metros, se eu andar dois blocos para a direita aqui, eu tenho 50 metros também na vertical, considerando 10 metros a elevação de cada banco. Então nós estamos aproximadamente respeitando os 45 graus exigidos. Aqui é só um exemplo hipotético, para mostrar como funciona uma aproximação quando nós estamos tratando de um método de precedência de blocos. Mas, se formos ser bem rigorosos e pegarmos a base desse bloco aqui (vamos considerar que a superfície minerada chegou até esse ponto e comparando com a superfície minerada chegando até esse outro nível) e pegarmos o centro de cada uma das partes apenas para ter uma noção de inclinação de ângulo, nós temos mais que 45 graus nessa parte da mina. Então essa aproximação, considerando sempre a base dos blocos, é uma aproximação discreta, no sentido de que eu tenho que andar uns passos do próprio modelo, cada 10 metros, e isso naturalmente vai ter seus pontos fracos porque não é uma aproximação contínua, é uma aproximação discreta.

Então, se eu quisesse ser muito cuidadoso, eu não poderia aprofundar tanto essa mina; eu precisaria parar antes para poder garantir que todos os pares de situações do meu gride, ou até onde a superfície pode chegar, respeitariam os 45 graus. Mas, eu estaria sendo muito pessimista; em todos os casos aqui nesse exemplo eu teria uma inclinação inferior a 45 graus não atingindo uma profundidade razoável por uma questão de ser muito conservador. São consequências de utilizarmos o método de aproximação pela precedência dos blocos.

Quando nós falamos de superfícies, estou colocando aqui estas linhas vermelhas como sendo uma representação na forma de um gride. Para quem utiliza softwares, por exemplo, como Gemcom, tem um tipo de objeto que se chama ‘Seg Surface Elevation Grid’ que é um gride - para cada coluna do modelo de blocos existe uma elevação que define onde está a superfície naquele ponto. Então aqui, seguindo essa mesma representação (outros softwares têm outros nomes, eu citei apenas um exemplo) nós temos a terceira dimensão linear, contínua, então nós podemos assumir valores e elevações intermediárias. Repare que, uma solução como essa, aonde a superfície chega até estes pontos, se nós pegarmos aqui uma aproximação do ângulo, nós vamos sempre respeitar os 45 graus. Repare que eu poderia ter outra situação, outra representação de uma superfície, pegando até onde a superfície chegou no gride e respeitando sempre os 45 graus. Não existe um erro de aproximação da superfície – o que nós vamos minerar no final é uma superfície e os blocos são apenas uma consequência disso. Então repare que o centroide, pegando o centroide dos blocos que estão acima da superfície, são os blocos que serão minerados. Primeiro eu defino a superfície, depois vejo quais são os blocos, enquanto no outro método eu defino quais são os blocos e depois eu avalio qual vai ser a superfície. 

Depois continuaremos nesse mesmo tópico. Obrigado pela atenção!
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