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Esse é o quarto vídeo da nossa série. Nos vídeos anteriores nós falamos sobre o que é uma otimização de cava, como funciona o método de aproximação de ângulos utilizando a precedência de blocos e como funciona o método utilizando uma representação através de superfícies.

Agora, nós vamos pegar um caso prático e aplicar os dois métodos distintos. Para a questão da precedência de blocos nós vamos utilizar o software da Geovia – Whittle e para demonstrar como funciona o método de superfícies nós vamos utilizar o software da MiningMath chamado SimSched – um software gratuito que está sendo lançado recentemente. Hoje nós estamos em setembro, ainda no ano de 2014 vai ser disponibilizado o software para acesso dos usuários.

Os parâmetros mais importantes que eu vou destacar aqui é a questão geotécnica e nós vamos fazer alguns exercícios modificando os parâmetros geotécnicos. O caso base considera o estéril com 40 graus, a mineralização 1, em vermelho, com 45 graus e a mineralização 2, em azul, com 50 graus. Ao rodar otimização de cava, um caso utilizando a precedência de blocos, Whittle, e as superfícies no caso do SimSched nós temos estes resultados: repare que no caso da precedência de blocos nós precisamos definir o número de níveis que serão verificados para aproximar os ângulos, conforme expliquei no vídeo 2. Então temos aqui, 10, 20 e 40 níveis – quanto maior a quantidade de níveis avaliados, menor é o erro cometido na aproximação dos ângulos. E o método de superfícies não possui esses erros porque nós estamos avaliando simplesmente células adjacentes da superfície. 

Em termos de resultados, todos apresentados aqui, eles são muito similares, no objetivo de maximização do fluxo de caixa não descontado os valores também estão próximos. Eu apenas ressalto a questão de que, se eu vario o número de níveis, aceito cometer um erro maior, eu tendo a ter um resultado maior; à medida que eu vou ficando mais conservador eu não aceito esses erros, a parede da mina fica menos inclinada e então eu vou obter um valor menor. No caso da superfície, mesmo com erro zero, nós conseguimos um resultado até próximo dos casos com erro mais alto. Fisicamente, vemos aqui os resultados: eles são bem próximos, há diferenças e alguns pontos aqui de dois níveis, de uma solução para a outra. 

Num próximo caso, vamos considerar o ângulo constante – todas as zonas com 40 graus. Nesse caso, repare que os erros são menores (o que antes eram 3 graus passou para 2 e os demais reduziram), as diferenças no resultado também reduziram, as conclusões são muito parecidas e, inclusive, fisicamente, as diferenças também se reduziram – não temos mais aquelas regiões com dois bancos de diferença, a maioria está bem próxima, independente do método e mesmo variando a questão dos níveis.

Por último, vamos pegar um caso abrupto em que tem essa variação de ângulos e aí nós vamos notar diferenças bem mais chocantes que nós vamos discutir mais em detalhes no próximo vídeo. Por enquanto eu vou dizer apenas que os erros aumentam – quanto maior for a complexidade geotécnica de uma jazida, maiores serão os erros no caso da precedência de blocos, enquanto no métodos das superfícies continuamos sem erros cometidos e em termos de valores temos resultados com o mesmo tipo de conclusão, bem parecidos entre os métodos. Mas a resposta física é bem diferente. Vamos explorar com mais detalhes no próximo vídeo.

Obrigado e até a próxima!
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