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jorge pimenta
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Aroma de cereja a escalar a pele
Chegaste vestida de luz, gomo de
cereja na mediania das cores, mas eu era já tarde de mais, apenas cinza a pentear
silêncios. À distância do tempo, fomos derrotados
por estações defeituosas, um poema mal escrito e todos os frutos apodrecidos
antes da boca, ...

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À velocidade da solidão
Por fim, relembras... recordas o
tempo em que escrevias vozes em cada verso, mulheres mordendo a noite, copos
acesos de rimas à espera que os lençóis estendessem as mãos para as magnólias
de um tempo que adivinhavas eterno. Sim, escrevias, e no bailado de t...

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chuva ácida
queria fechar-se inteiro num poema [...] quero eu dizer: todo vivo moribundo morto e a sombra dos elementos por cima herberto helder, a morte sem mestre fotografia de jorge pimenta ofereço-te a insónia mãos que transpiram e um par de olhos pousados em nuven...

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Escondido na luz pálida do fim do tempo
há certos momentos que, ao contrário do que
pensas, fazem parte da tua vida
presente e não do teu passado. E
abrem-se no teu sorriso mesmo quando,
deslembrado deles, estiveres sorrindo a
outras coisas. Mário Quintana fotografia de jorge pimenta Éramos demas...

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Telhados dele, telhados dela
Éramos perpétuos um no outro. José Luís Peixoto, Cemitério de Pianos fotografia de jorge pimenta São eles, os telhados, a lavar-lhes retinas ao anoitecer. Na obscuridade, mordem-lhes os dedos com figos e pão, enquanto cospem sílabas impronunciáveis com que ...

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Ode às mil e uma noites
fotografia de jorge pimenta És tu a ode onde aprendo a superfície do mundo, tu, corpo a serpentear pelas árvores enquanto metáforas te escalam a pele em absoluta nudez. Num gesto invisível, libertas as mãos, mãos estreitas, profundas, mais largas do que o a...

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os livros e os olhos: cântico para clamores e ventres raspados
é lenta a
revoada de páginas, dois gomos de
tangerina e um leve
fio a escorrer pelos dedos, aço, dizes
tu; nuvens,
sei-o eu; mas entre um
e outro toda a
espessura das coisas já gasta em
saliva com que percorres
mundos de papel que nos cabem, sem míngua
ou e...

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urban-idades
I. são assim as cidades são assim as cidades telhados do tamanho da idade a erguer-se como pombos com sílabas nas asas e nomes que não envelhecem no peito. são sons, ruído, vertigem e velocidade mas dentro do teu olhar sonâmbulo apenas a embriaguez de um se...
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