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Nilva Moraes Ferreira
Tudo vale a pena quando a alma não é pequena ( Fernando Pessoa)
Tudo vale a pena quando a alma não é pequena ( Fernando Pessoa)
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Os “filhos do excesso”
 
Ao longo da vida, vamos conscientizando de que a missão paternal ou maternal de adequar a prole à realidade de uma vida relativamente livre de problemas e dificuldades e bem sucedida a qualquer custo - idealizada pela maioria das famílias - não é uma das mais fáceis e nem tão bem acertadas neste mundo. Principalmente, quando esse reinado é exercido pelos filhos x o controle excessivo dos pais, como é hoje. Sendo os mesmos o centro das atenções, acobertados de muito amor, zelo, exagerada preocupação e superproteção por parte dos adultos, que os eximem de qualquer responsabilidade, ficando inteiramente disponíveis por tudo que eles desejarem.
 
E esse estilo, embora, já há algumas décadas, venha dominando essa nova geração, o que percebemos é que em vez de beneficiá-la, tem lhe transmitido vibrações até negativas, prejudicando a autoestima, a espontaneidade, a determinação, a criatividade e a autoconfiança da mesma. Que, por crescer ganhando tudo pronto e quase tudo ao seu bel prazer, tem lhe gerado “uma falsa sensação de poder e autonomia que, em um momento mais adiante, se traduzirá em uma profunda insegurança”, segundo (Vera Blondina Zimmermann, psicóloga do Centro de Referência da Infância e Adolescência da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
 
Gerando sofrimento em ambas as partes. Tanto nos filhos quanto nos pais. Nos filhos, por causar certo tédio e apatia, segundo o escritor Carl Honoré, autor do livro “Os filhos do Excesso”, ”por terem suas vidas gerenciadas, organizadas, controladas e programadas pelos adultos, como se fosse um troféu, um produto ou um pedaço de argila que você pode moldar como uma obra de arte”. E, nos pais, grande ansiedade por terem que orientar e comandar “sobre o quê e como fazer tudo”, e, ainda, segundo Damázio, citado por Aretusa Santos e Bianca Recker Lauro – UFJF, por “toda nossa prática ser no sentido de transformar a criança no adulto e, pior, no adulto que já somos, que idealizamos e que desejamos; ajustando-a aos nossos planos e anseios, sob nossa ótica e aspirações, segundo nossos próprios objetivos [...] toda criança, o que significa todo novo indivíduo (e toda uma nova geração de indivíduos), traz em potencial uma rica gama de possibilidades renovadoras, ainda que a sociedade opere dominantemente com padrões de repetição. Ou seja, a novidade sempre aparece. É por essas e por outras que não permanecemos nas cavernas.”
 
 
Em geral, essa prática ocorre, e não é de agora. Os pais sempre protegeram os filhos e tentaram prendê-los o máximo possível perto deles. Proteger filhos é um instinto natural de toda mãe e de todo pai. Os pais de antigamente preferiam que suas filhas casassem com vizinhos ou parentes para terem a família sempre próxima deles. No entanto, atualmente, percebemos que tem mais excessos. Excesso em tudo: De zelo, dificultando o desenvolvimento da capacidade de resistir às adversidades e com isso a maturidade é mais tardia; excesso de cuidados – os pais não podem perdê-los de vista por nenhum segundo; excesso de presentes – os pais trabalham duro, mesmo os assalariados, para dar do bom e do melhor; os filhos são muito mais dependentes – são poupados dos afazeres domésticos que poderiam contribuir.
 
 
E, tudo isso, os pais fazem por muito amor. Por não “agüentar ver um filho sofrer sem fazer as coisas por ele” (Içami Tiba). Por desejarem tê-lo sempre “debaixo de suas asas”. Sempre “a frente de seus olhos”. E ainda: “Por não conseguirmos relaxar um pouco e ter o equilíbrio entre fazer muito e nada fazer para nossos filhos; por não permitirmos que eles sejam protagonistas de sua própria vida, e por não pararmos de criar um filho como quem gerencia um projeto”, segundo o escritor Carl Honoré, citado anteriormente. E ainda, por estarem, sempre, em busca da felicidade e do sucesso dos filhos. Sucesso pode ser “no fundo de sua alma ser feliz”, mas fica claro em suas expectativas e falas ter uma boa vida, uma boa profissão que ganhe muito dinheiro.
 
 
 
Pensando nisso, apesar de ninguém ter uma receita pronta, é importante usar do bom senso que todo pai e toda mãe têm e saber dosar/limitar essa busca incessante pela facilidade, e procurar observar e conhecer melhor seu filho ou sua filha, naturalmente, no dia a dia, observando quais são seus pontos fortes e fracos, ou seja, suas preferências, habilidades e aptidões ou inabilidades. Identificando, em cada um, qual das oito inteligências múltiplas seu filho ou filha é mais desenvolvido (a), desde criança, para melhor preparo educacional. Não se atendo, desse modo, apenas aos seus sonhos ou no que lhe é mais rentável, mas principalmente às vontades e expectativas de cada um, de acordo com o que tem maior desenvoltura. De forma que possa desenvolver/seguir, no momento e na velocidade certa, o que é de seu agrado, no futuro; se é Lógica, Linguística, Corporal, Naturalista, Intrapessoal, Interpessoal, Espacial e Musical. O desenvolvimento de cada inteligência será determinado tanto por fatores genéticos e neurobiológicos quanto por conta de fatores ambientais.
 
 
Finalmente, é importante destacar que, embora, essa preparação seja determinada por vários fatores já ditos anteriormente nas entrelinhas, a religiosidade também faz parte desse processo. Segundo Pe. Roger Matheus dos Santos, vice-presidente da Mantenedora do Colégio Pe. Anchieta, da Diocese de Taubaté (SP), “nossa atual geração já nasce e mal abre os olhos já está com seus dedinhos virando as telas de nossos tablets e smartphones. Jesus nos disse que nós não podemos ser do mundo, mas nós estamos no mundo. Se estamos no mundo, precisamos aprender a lidar com ele, e a catequese passa atualmente por este desafio. E será muito difícil para um jovem viver o adágio popular: “faça o que eu mando, mas não faça o que eu faço”. Portanto, o que se espera dos pais na educação de seus filhos no caminho da Evangelização é que primeiramente os pais sejam evangelizados. E este princípio é válido também para os professores em relação aos seus alunos”. Pensando bem esse ditado popular deve ser válido para tudo e para todos. Não basta só saber para educar bem, é preciso ser. As crianças aprendem através dos exemplos que elas têm.
 
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Volta às aulas....Como torná-las mais agradáveis?


Mais um ano letivo se inicia para crianças, adolescentes e adultos. Sempre, no começo há certa preguicinha, meio a um pouco de curiosidade quanto...se há professores novos...colegas novos..., e o mais importante - uma proposta nova trabalhada de maneira contextualizada, de forma que os impulsiona/sacode, nas carteiras, provocando nos mesmos o desejo e a busca pelo saber.  

Na escola, todos estão preparados à espera do seu grande público-alvo. A maioria da turma vem alegre, de certa forma, esperançosa, adentrando o corredor da instituição. Uns vêm caminhando de passos mais lentos, outros mais apressados. Cada um do seu jeito. A professora mais bem vestida do que de costume já os espera na porta da sala. Sabe que a aparência será a primeira coisa avaliada pelos alunos nos primeiros dias. As carteiras já estão arrumadas, dispostas em círculo, haja vista que o momento permite o estabelecimento de vínculos, tão importantes quanto necessários para a socialização.

Para a professora, o início do ano também não é diferente, tem um gostinho de novidade e de surpresas. Com apenas um olhar ela percebe muitos alunos veteranos, mas muitos novos...E isso a deixa feliz e ansiosa. Ela pensa: “Será como são? O que esperam de mim?” Começam as apresentações. Primeiro, a professora se apresenta, falando seu nome, a disciplina que “dá” e seu estilo de trabalhar. É importante neste primeiro dia esclarecer sobre o que e como serão trabalhados os conteúdos, projetos, trabalhos, leitura de livros literários que serão adotados no decorrer do ano e, consequentemente, estabelecer com eles as regras de comportamento e como serão avaliados, no dia a dia. Depois, cada aluno se apresenta, dizendo o nome e falando de suas expectativas para o ano que começa.

A maioria dos estudantes, sempre, chega com boas perspectivas. Quase todos muito educados...alguns são mais eufóricos, outros, os novos, meio acanhados, mas animados, dá para perceber nos olhos de todos. A professora, embora seja nova de sala, sabe por vozes dos mais experientes que “nos, primeiros dias, a escola pode encantar ou desencantar os alunos”. O mistério está em saber recepcioná-los com certa autonomia para mantê-los até o final do ano com a mesma disposição. É a primeira impressão que faz gerar a seiva que os vigorará o ano todo. Sem essa perspectiva inicial fica abafado o quê os conecta com a curiosidade e o desejo de busca, de confiança no professor; de boas expectativas, da escola, como um todo.       

Sabendo disso, tanto a escola / equipe quanto a professora prepara...lê...planeja uma ou duas semanas antes. Tudo começa pela semana pedagógica, na qual a equipe docente, ao lado da coordenação e do (a) gestor (a) dedica-se à tarefa de planejar acerca de tudo aquilo que será desenvolvido durante o ano. Ensinar é como cozinhar, não basta a comida ficar saborosa, tem que cheirar, ter boa apresentação. “Por mais delicioso que seja um prato tal, ninguém irá querer provar se tiver aparência ruim”.  

Lembro-me do meu primeiro dia de aula como professora, preparei o texto “Parábola do Semeador” para turmas de 5º e 6º anos. Tinha como objetivo fazer a leitura e análise do texto, e em seguida realizar o debate/a discussão sobre o tema, com a participação de todos; e no final cada um faria a produção escrita. Assim, a nova colega também fez, sabia que teria que preparar bem, plantar uma boa semente. Que ali tinha vários tipos de solo. Mas não podia perder a esperança mesmo que os resultados não fossem iguais. Tinha como princípio que se a semente fosse bem semeada, o solo ia produzir bem e juntos fariam uma boa colheita.

 


Assim, lançou a sua primeira semente. Procurando, na medida do possível, interagir com os estudantes, dar atenção personalizada a cada um deles. Fazendo gerar uma boa discussão e produção oral na sala. Quando notava que um estudante se distraía, não se irritava; sem levantar a voz, aproximava do mesmo e perguntava “como podia ajudá-lo ou se o mesmo estava tendo alguma dificuldade?”. Só falava quando havia silêncio. Sempre com uma abordagem mais positiva. Sem acusar o estudante de estar atrapalhando ou de não estar participando. Assim, ela administrava a sua classe.

É interessante observar que quando o/a professor (a) abre espaço, incentiva (sem impor) para os alunos também falarem; e consegue conduzir bem a sua turma, ele ou ela conseguirá desenvolver melhor conexão entre os mesmos (alunos). E além da generosidade e da troca de conhecimentos, a função básica do conhecimento fica definida. É através da manifestação, da opinião expressada que eles se revelam / deixam as suas marcas / expõem os seus conhecimentos prévios, as suas dificuldades. E mais, aprendem a argumentar / defender os seus próprios pontos de vista e passam a ouvir melhor os outros; constituindo-se como sujeitos, se estabelecendo no contexto da coletividade, sem ser sempre assujeitados. Dando mais significado a sua própria existência ali.

A revelação do pensamento os vincula uns aos outros. O professor posiciona-se melhor quando todos participam. É o peneirar, o somar de uma fala e de outras que os colocam à frente da porta do conhecimento, de forma mais natural, fazendo com que aprendam mais e passem a procurar por informações adicionais (pesquisas) a respeito daquilo que está sendo estudado. Evitando, dessa forma, o tão conhecido desinteresse / falta de participação, falta de opinião, falta de coerência e a não reflexão dos mesmos pelas aulas de: Leitura e Redação, História, Geografia, etc. E, ainda, muda a velha prática do professor de conduzir tudo sem a participação do aluno, determinando o que é certo e o que é errado; muitas vezes, tendo como maior condutor o livro didático. Que propõe um curso pronto, tendo o professor como o seu “repassador de conteúdos”, da forma que lhe apresenta. Dando preferência maior pelas atividades relacionadas às estruturas dos textos e gramática. Sem tarefas criativas e puramente repetitivas.

Enfim, desse modo, acredito que os professores poderão tornar as aulas muito mais agradáveis, principalmente, se forem mais receptivos às falas dos alunos e promoverem aulas que tenham maior participação dos mesmos desde a mais tenra idade escolar. Contribuindo, desse modo, para a formação de bons leitores, produtores de sentido, assim, como é a língua no mundo, com pessoas falando, discordando, acrescentando o quê sabem, o que é pessoal, o que faz sentido para a sua própria vida. Mesmo que estes ainda não sejam leitores preparados, de respostas prontas, certinhas vale a pena o professor considerar/ valorizar suas leituras.


Abraços
+Nilva Moraes Ferreira
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Oi, gente!! Quanto tempo!? Estive  um pouco sumida, não, ou vcs nem sentiram a minha falta?  Mas andei fazendo muitas coisas interessantes. Continuei escrevendo para um blog, li bastante, mais de 5 livros; e cuidei do meu segundo netinho que nasceu. Para começar...
recebi este texto de uma amiga e fiquei encantada, por isso resolvi compartilhá-lo com vocês. 

PAI, COMEÇA O COMEÇO!

Quando eu era criança e pegava uma tangerina para descascar, corria para meu pai e pedia: – “Pai, começa o começo!”. O que eu queria era que ele fizesse o primeiro rasgo na casca, aquele mais difícil e resistente para as minhas pequenas mãos. Depois, sorridente, ele sempre acabava descascando toda a fruta pra mim. Mas, outras vezes, eu mesmo tirava o restante da casca a partir daquele primeiro rasgo providencial que ele havia feito.

Meu pai faleceu há muito tempo e não sou mais criança. Mesmo assim, sinto grande desejo de tê-lo ainda ao meu lado para, pelo menos, “começar o começo” de tantas cascas duras que encontro pelo caminho.

Hoje, minhas “tangerinas” são outras. Preciso “descascar” as dificuldades do trabalho, os obstáculos dos relacionamentos com os amigos, os problemas no núcleo familiar, o esforço diário que é a construção do casamento, os retoques e pinceladas de sabedoria na imensa arte de viabilizar filhos realizados e felizes, ou então, o enfrentamento sempre tão difícil de doenças, perdas, traumas, separações, mortes, dificuldades financeiras e, até mesmo, as dúvidas e conflitos que nos afligem diante de tantas decisões e desafios que enfrentamos.

Em certas ocasiões, minhas tangerinas transformam-se em enormes abacaxis…

Lembro-me, então, que a segurança de ser atendido pelo papai quando lhe pedia para “começar o começo” era o que me dava a certeza que conseguiria chegar até ao último pedacinho da casca e saborear a fruta.

O carinho e a atenção que eu recebia do meu pai me levaram a pedir ajuda a Deus, meu Pai do Céu, que nunca morre e sempre está ao meu lado. Meu pai terreno me ensinou que Deus, o Pai do Céu, é eterno e que Seu amor é a garantia de nossas vitórias.

Quando a vida parecer muito grossa e difícil, como a casca de uma tangerina para as mãos frágeis de uma criança, lembre-se de pedir a Deus:

“Pai, começa o começo!”. Ele não só “começará o começo”, mas resolverá toda a situação para você.

Não sei que tipo de dificuldade eu e você estamos enfrentando ou encontraremos pela frente. Sei apenas que vou me garantir no Amor Eterno de Deus para pedir, sempre que for preciso: “Meu Pai, começa o começo."



( Texto lido pelo Padre Fábio de Melo no Programa Direção Espiritual )

Oi, gente!! Quanto tempo!? Estive  um pouco sumida, não, ou vcs nem sentiram a minha falta?  Mas andei fazendo muitas coisas interessantes. Continuei escrevendo para um blog, li bastante, mais de 5 livros; e cuidei do meu segundo netinho que nasceu. Para começar...
recebi este texto de uma amiga e fiquei encantada, por isso resolvi compartilhá-lo com vocês. 

PAI, COMEÇA O COMEÇO!

Quando eu era criança e pegava uma tangerina para descascar, corria para meu pai e pedia: – “Pai, começa o começo!”. O que eu queria era que ele fizesse o primeiro rasgo na casca, aquele mais difícil e resistente para as minhas pequenas mãos. Depois, sorridente, ele sempre acabava descascando toda a fruta pra mim. Mas, outras vezes, eu mesmo tirava o restante da casca a partir daquele primeiro rasgo providencial que ele havia feito.

Meu pai faleceu há muito tempo e não sou mais criança. Mesmo assim, sinto grande desejo de tê-lo ainda ao meu lado para, pelo menos, “começar o começo” de tantas cascas duras que encontro pelo caminho.

Hoje, minhas “tangerinas” são outras. Preciso “descascar” as dificuldades do trabalho, os obstáculos dos relacionamentos com os amigos, os problemas no núcleo familiar, o esforço diário que é a construção do casamento, os retoques e pinceladas de sabedoria na imensa arte de viabilizar filhos realizados e felizes, ou então, o enfrentamento sempre tão difícil de doenças, perdas, traumas, separações, mortes, dificuldades financeiras e, até mesmo, as dúvidas e conflitos que nos afligem diante de tantas decisões e desafios que enfrentamos.

Em certas ocasiões, minhas tangerinas transformam-se em enormes abacaxis…

Lembro-me, então, que a segurança de ser atendido pelo papai quando lhe pedia para “começar o começo” era o que me dava a certeza que conseguiria chegar até ao último pedacinho da casca e saborear a fruta.

O carinho e a atenção que eu recebia do meu pai me levaram a pedir ajuda a Deus, meu Pai do Céu, que nunca morre e sempre está ao meu lado. Meu pai terreno me ensinou que Deus, o Pai do Céu, é eterno e que Seu amor é a garantia de nossas vitórias.

Quando a vida parecer muito grossa e difícil, como a casca de uma tangerina para as mãos frágeis de uma criança, lembre-se de pedir a Deus:

“Pai, começa o começo!”. Ele não só “começará o começo”, mas resolverá toda a situação para você.

Não sei que tipo de dificuldade eu e você estamos enfrentando ou encontraremos pela frente. Sei apenas que vou me garantir no Amor Eterno de Deus para pedir, sempre que for preciso: “Meu Pai, começa o começo."



( Texto lido pelo Padre Fábio de Melo no Programa Direção Espiritual )


Oi, gente!! Quanto tempo!? Estive  um pouco sumida, não, ou vcs nem sentiram a minha falta?  Mas andei fazendo muitas coisas interessantes. Continuei escrevendo para um blog, li bastante, mais de 5 livros; e cuidei do meu segundo netinho que nasceu. Para começar...
recebi este texto de uma amiga e fiquei encantada, por isso resolvi compartilhá-lo com vocês. 

PAI, COMEÇA O COMEÇO!

Quando eu era criança e pegava uma tangerina para descascar, corria para meu pai e pedia: – “Pai, começa o começo!”. O que eu queria era que ele fizesse o primeiro rasgo na casca, aquele mais difícil e resistente para as minhas pequenas mãos. Depois, sorridente, ele sempre acabava descascando toda a fruta pra mim. Mas, outras vezes, eu mesmo tirava o restante da casca a partir daquele primeiro rasgo providencial que ele havia feito.

Meu pai faleceu há muito tempo e não sou mais criança. Mesmo assim, sinto grande desejo de tê-lo ainda ao meu lado para, pelo menos, “começar o começo” de tantas cascas duras que encontro pelo caminho.

Hoje, minhas “tangerinas” são outras. Preciso “descascar” as dificuldades do trabalho, os obstáculos dos relacionamentos com os amigos, os problemas no núcleo familiar, o esforço diário que é a construção do casamento, os retoques e pinceladas de sabedoria na imensa arte de viabilizar filhos realizados e felizes, ou então, o enfrentamento sempre tão difícil de doenças, perdas, traumas, separações, mortes, dificuldades financeiras e, até mesmo, as dúvidas e conflitos que nos afligem diante de tantas decisões e desafios que enfrentamos.

Em certas ocasiões, minhas tangerinas transformam-se em enormes abacaxis…

Lembro-me, então, que a segurança de ser atendido pelo papai quando lhe pedia para “começar o começo” era o que me dava a certeza que conseguiria chegar até ao último pedacinho da casca e saborear a fruta.

O carinho e a atenção que eu recebia do meu pai me levaram a pedir ajuda a Deus, meu Pai do Céu, que nunca morre e sempre está ao meu lado. Meu pai terreno me ensinou que Deus, o Pai do Céu, é eterno e que Seu amor é a garantia de nossas vitórias.

Quando a vida parecer muito grossa e difícil, como a casca de uma tangerina para as mãos frágeis de uma criança, lembre-se de pedir a Deus:

“Pai, começa o começo!”. Ele não só “começará o começo”, mas resolverá toda a situação para você.

Não sei que tipo de dificuldade eu e você estamos enfrentando ou encontraremos pela frente. Sei apenas que vou me garantir no Amor Eterno de Deus para pedir, sempre que for preciso: “Meu Pai, começa o começo."


( Texto lido pelo Padre Fábio de Melo no Programa Direção Espiritual )


Oi, gente!! Quanto tempo!? Estive  um pouco sumida, não, ou vcs nem sentiram a minha falta?  Mas andei fazendo muitas coisas interessantes. Continuei escrevendo para um blog, li bastante, mais de 5 livros; e cuidei do meu segundo netinho que nasceu. Para começar...
recebi este texto de uma amiga e fiquei encantada, por isso resolvi compartilhá-lo com vocês. 

PAI, COMEÇA O COMEÇO!

Quando eu era criança e pegava uma tangerina para descascar, corria para meu pai e pedia: – “Pai, começa o começo!”. O que eu queria era que ele fizesse o primeiro rasgo na casca, aquele mais difícil e resistente para as minhas pequenas mãos. Depois, sorridente, ele sempre acabava descascando toda a fruta pra mim. Mas, outras vezes, eu mesmo tirava o restante da casca a partir daquele primeiro rasgo providencial que ele havia feito.

Meu pai faleceu há muito tempo e não sou mais criança. Mesmo assim, sinto grande desejo de tê-lo ainda ao meu lado para, pelo menos, “começar o começo” de tantas cascas duras que encontro pelo caminho.

Hoje, minhas “tangerinas” são outras. Preciso “descascar” as dificuldades do trabalho, os obstáculos dos relacionamentos com os amigos, os problemas no núcleo familiar, o esforço diário que é a construção do casamento, os retoques e pinceladas de sabedoria na imensa arte de viabilizar filhos realizados e felizes, ou então, o enfrentamento sempre tão difícil de doenças, perdas, traumas, separações, mortes, dificuldades financeiras e, até mesmo, as dúvidas e conflitos que nos afligem diante de tantas decisões e desafios que enfrentamos.

Em certas ocasiões, minhas tangerinas transformam-se em enormes abacaxis…

Lembro-me, então, que a segurança de ser atendido pelo papai quando lhe pedia para “começar o começo” era o que me dava a certeza que conseguiria chegar até ao último pedacinho da casca e saborear a fruta.

O carinho e a atenção que eu recebia do meu pai me levaram a pedir ajuda a Deus, meu Pai do Céu, que nunca morre e sempre está ao meu lado. Meu pai terreno me ensinou que Deus, o Pai do Céu, é eterno e que Seu amor é a garantia de nossas vitórias.

Quando a vida parecer muito grossa e difícil, como a casca de uma tangerina para as mãos frágeis de uma criança, lembre-se de pedir a Deus:

“Pai, começa o começo!”. Ele não só “começará o começo”, mas resolverá toda a situação para você.

Não sei que tipo de dificuldade eu e você estamos enfrentando ou encontraremos pela frente. Sei apenas que vou me garantir no Amor Eterno de Deus para pedir, sempre que for preciso: “Meu Pai, começa o começo."



( Texto lido pelo Padre Fábio de Melo no Programa Direção Espiritual )


Talvez vc nem leia este texto, porque a imagem das mãos calejadas, que acompanhava o texto, não foi possível copiar, e mais acostumado em só curtir, não terá tempo  de ler este texto, que embora interessante, é muito longo.

Hoje, é Dia Mundial do Voluntariado

Parabéns a todos aqueles que prestam serviços sociais voluntários, sem remuneração alguma; dedicando parte do seu tempo em benefícios da comunidade. Sejam em causas de caráter social, profissional, religioso, cultural, filosófico, político e emocional.

E para homenagear esses voluntários, compartilho este texto, que é um grande lição de vida para nós, que somos pais e filhos e também voluntários que apreciam/reconhecem a ajuda dos mesmos e dos outros. Que conhecem os sofrimentos das pessoas para fazer as coisas, e que não colocam o dinheiro como seu único objetivo na vida.

LEIA ESTE TEXTO:

LIÇÃO DE VIDA

Um jovem foi se candidatar a um alto cargo em uma grande empresa . Passou na entrevista inicial e estava indo ao encontro do diretor para a entrevista final. O diretor viu seu CV, era excelente. E perguntou-lhe:
- Você recebeu alguma bolsa na escola? - o jovem respondeu - Não.
- Foi o seu pai que pagou pela sua educação?
- Sim - respondeu ele.
- Onde é que seu pai trabalha?
- Meu pai faz trabalhos de serralheria.
O diretor pediu ao jovem para mostrar suas mãos.
O jovem mostrou um par de mãos suaves e perfeitas.
- Você já ajudou seu pai no seu trabalho?
- Nunca, meus pais sempre quiseram que eu estudasse e lesse mais livros. Além disso, ele pode fazer essas tarefas melhor do que eu.
O Diretor lhe disse:
- Eu tenho um pedido: quando você for para casa hoje, vá e lave as mãos de seu pai. E venha me ver amanhã de manhã.
O jovem sentiu que a sua chance de conseguir o trabalho era alta!
Quando voltou para casa, ele pediu a seu pai para deixá-lo lavar suas mãos.
Seu pai se sentiu estranho, feliz, mas com uma mistura de sentimentos e mostrou as mãos para o filho. O rapaz lavou as mãos de seu pai lentamente. Foi a primeira vez que ele percebeu que as mãos de seu pai estavam enrugadas e tinham muitas cicatrizes. Algumas contusões eram tão dolorosas que sua pele se arrepiou quando ele a tocou.
Esta foi a primeira vez que o rapaz se deu conta do significado deste par de mãos trabalhando todos os dias para pagar seus estudos. As contusões nas mãos eram o preço que seu pai teve que pagar por sua educação, suas atividades escolares e seu futuro.
Depois de limpar as mãos de seu pai, o jovem ficou em silêncio organizando e limpando a oficina do pai. Naquela noite, pai e filho conversaram por um longo tempo.
Na manhã seguinte, o jovem foi encontra-se com o Diretor.
O diretor percebeu as lágrimas nos olhos do moço quando ele perguntou:
- Você pode me dizer o que você fez e aprendeu ontem em sua casa?
O rapaz respondeu:
- Lavei as mãos de meu pai e também terminei de limpar e organizar sua oficina. Agora eu sei o que é valorizar, reconhecer. Sem meus pais, eu não seria quem eu sou hoje... Por ajudar o meu pai agora eu percebo o quão difícil e duro é para conseguir fazer algo sozinho. Aprendi a apreciar a importância e o valor de ajudar a família.
O diretor disse:
- Isso é o que eu procuro no meu pessoal. Quero contratar uma pessoa que possa apreciar a ajuda dos outros, uma pessoa que conhece os sofrimentos dos outros para fazer as coisas, e que não coloca o dinheiro como seu único objetivo na vida. Você está contratado.
Uma criança que tenha sido protegida e habitualmente dado a ela o que quer, desenvolve uma mentalidade de "Tenho direito" e sempre se coloca em primeiro lugar. Ignora os esforços de seus pais.
Se somos esse tipo de pais protetores, estamos realmente demonstrando amor ou estamos destruindo nossos filhos?
Você pode dar ao seu filho uma casa grande, boa comida, educação de ponta, uma televisão de tela grande... Mas quando você está lavando o chão ou pintando uma parede, por favor, o faça experimentar isso também . Depois de comer, que lave os pratos com seus irmãos e irmãs. Não é porque você não tem dinheiro para contratar alguém que faça isso; é porque você quer amar do jeito certo. Não importa o quão rico você é, você quer entender. Um dia, você vai ter cabelos brancos como a mãe ou o pai deste jovem.
O mais importante é que a criança aprenda a apreciar o esforço e ter a experiência da dificuldade, aprendendo a capacidade de trabalhar com os outros para fazer as coisas.
(Tradução da postagem de Adri Gehlen Korb)
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Talvez vc não leia este texto, porque a imagem das mãos calejadas, que acompanhava o texto, não foi possível copiar, e mais acostumado em só curtir, não terá tempo  de ler este texto, que embora interessante, é muito longo.

Hoje, é Dia Mundial do Voluntariado

Parabéns a todos aqueles que prestam serviços sociais voluntários, sem remuneração alguma; dedicando parte do seu tempo em benefícios da comunidade. Sejam em causas de caráter social, profissional, religioso, cultural, filosófico, político e emocional.

E para homenagear esses voluntários, compartilho este texto, que é um grande lição de vida para nós, que somos pais e filhos e também voluntários que apreciam/reconhecem a ajuda dos mesmos e dos outros. Que conhecem os sofrimentos das pessoas para fazer as coisas, e que não colocam o dinheiro como seu único objetivo na vida.

LEIA ESTE TEXTO:

LIÇÃO DE VIDA

Um jovem foi se candidatar a um alto cargo em uma grande empresa . Passou na entrevista inicial e estava indo ao encontro do diretor para a entrevista final. O diretor viu seu CV, era excelente. E perguntou-lhe:
- Você recebeu alguma bolsa na escola? - o jovem respondeu - Não.
- Foi o seu pai que pagou pela sua educação?
- Sim - respondeu ele.
- Onde é que seu pai trabalha?
- Meu pai faz trabalhos de serralheria.
O diretor pediu ao jovem para mostrar suas mãos.
O jovem mostrou um par de mãos suaves e perfeitas.
- Você já ajudou seu pai no seu trabalho?
- Nunca, meus pais sempre quiseram que eu estudasse e lesse mais livros. Além disso, ele pode fazer essas tarefas melhor do que eu.
O Diretor lhe disse:
- Eu tenho um pedido: quando você for para casa hoje, vá e lave as mãos de seu pai. E venha me ver amanhã de manhã.
O jovem sentiu que a sua chance de conseguir o trabalho era alta!
Quando voltou para casa, ele pediu a seu pai para deixá-lo lavar suas mãos.
Seu pai se sentiu estranho, feliz, mas com uma mistura de sentimentos e mostrou as mãos para o filho. O rapaz lavou as mãos de seu pai lentamente. Foi a primeira vez que ele percebeu que as mãos de seu pai estavam enrugadas e tinham muitas cicatrizes. Algumas contusões eram tão dolorosas que sua pele se arrepiou quando ele a tocou.
Esta foi a primeira vez que o rapaz se deu conta do significado deste par de mãos trabalhando todos os dias para pagar seus estudos. As contusões nas mãos eram o preço que seu pai teve que pagar por sua educação, suas atividades escolares e seu futuro.
Depois de limpar as mãos de seu pai, o jovem ficou em silêncio organizando e limpando a oficina do pai. Naquela noite, pai e filho conversaram por um longo tempo.
Na manhã seguinte, o jovem foi encontra-se com o Diretor.
O diretor percebeu as lágrimas nos olhos do moço quando ele perguntou:
- Você pode me dizer o que você fez e aprendeu ontem em sua casa?
O rapaz respondeu:
- Lavei as mãos de meu pai e também terminei de limpar e organizar sua oficina. Agora eu sei o que é valorizar, reconhecer. Sem meus pais, eu não seria quem eu sou hoje... Por ajudar o meu pai agora eu percebo o quão difícil e duro é para conseguir fazer algo sozinho. Aprendi a apreciar a importância e o valor de ajudar a família.
O diretor disse:
- Isso é o que eu procuro no meu pessoal. Quero contratar uma pessoa que possa apreciar a ajuda dos outros, uma pessoa que conhece os sofrimentos dos outros para fazer as coisas, e que não coloca o dinheiro como seu único objetivo na vida. Você está contratado.
Uma criança que tenha sido protegida e habitualmente dado a ela o que quer, desenvolve uma mentalidade de "Tenho direito" e sempre se coloca em primeiro lugar. Ignora os esforços de seus pais.
Se somos esse tipo de pais protetores, estamos realmente demonstrando amor ou estamos destruindo nossos filhos?
Você pode dar ao seu filho uma casa grande, boa comida, educação de ponta, uma televisão de tela grande... Mas quando você está lavando o chão ou pintando uma parede, por favor, o faça experimentar isso também . Depois de comer, que lave os pratos com seus irmãos e irmãs. Não é porque você não tem dinheiro para contratar alguém que faça isso; é porque você quer amar do jeito certo. Não importa o quão rico você é, você quer entender. Um dia, você vai ter cabelos brancos como a mãe ou o pai deste jovem.
O mais importante é que a criança aprenda a apreciar o esforço e ter a experiência da dificuldade, aprendendo a capacidade de trabalhar com os outros para fazer as coisas.
(Tradução da postagem de Adri Gehlen Korb)
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