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Onaldo Alves Pereira
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Quão gracioso o Caminho que se desdobra em mil para não deixar ninguém de fora!
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Até 2014, e desde 13 de janeiro de 1974, li a Bíblia de capa à capa todo ano. Primeiro como algo mágico e terrível, chegava a passar noites sem dormir depois de certos textos sanguinolentos ou de ameaças; depois passei a lê-la devocionalmente e, nos últimos 20 anos, como objeto sério de estudo. Nesta última fase acerquei-me de várias traduções em diversas línguas e de um sem número de comentários - quase todos tentando aguar o texto, dizer que a coisa não é bem assim. 
Em 2014 Javé irou-se contra mim pelas minhas inúmeras iniquidades e irreverências contra a sua palavra e me castigou feio: adoeci, perdi o Dérich medonhamente, tive que me mudar de meu paraíso. Resultado, atrasei a leitura da palavra dele (acho que ele queria que eu desistisse de vez) e só terminei hoje, definitivamente... não começo de novo e estou em êxtase de liberdade!
Nas últimas duas dezenas de anos, li a Bíblia para tentar entender os seus adeptos e, a assim chamada civilização ocidental. Li, também, sem o mesmo empenho e tremor, os livros sagrados das outras religiões. Terminei de reler o colossal e mais ou menos interessante Adi Granth Sahib, dos sikh.
Da Bíblia, só um pedaço de versículo me aquece o coração: "Eis que assentarei as tuas pedras com argamassa colorida..." Isaías 54:11 Enternece-me profundamente Jeová preocupado com esse enfeite: "argamassa colorida", posso até ver! Jeová não é de todo irrecuperável! 
O restante do "bom livro" me assusta e irrita. 
Que me perdoem os crentes, e não me entreguem a Javé! De novo não!
Onaldo
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Até 2014, e desde 13 de janeiro de 1974, li a Bíblia de capa à capa todo ano. Primeiro como algo mágico e terrível, chegava a passar noites sem dormir depois de certos textos sanguinolentos ou de ameaças; depois passei a lê-la devocionalmente e, nos últimos 20 anos, como objeto sério de estudo. Nesta última fase acerquei-me de várias traduções em diversas línguas e de um sem número de comentários - quase todos tentando aguar o texto, dizer que a coisa não é bem assim. 
Em 2014 Javé irou-se contra mim pelas minhas inúmeras iniquidades e irreverências contra a sua palavra e me castigou feio: adoeci, perdi o Dérich medonhamente, tive que me mudar de meu paraíso. Resultado, atrasei a leitura da palavra dele (acho que ele queria que eu desistisse de vez) e só terminei hoje, definitivamente... não começo de novo e estou em êxtase de liberdade!
Nas últimas duas dezenas de anos, li a Bíblia para tentar entender os seus adeptos e, a assim chamada civilização ocidental. Li, também, sem o mesmo empenho e tremor, os livros sagrados das outras religiões. Terminei de reler o colossal e mais ou menos interessante Adi Granth Sahib, dos sikh.
Da Bíblia, só um pedaço de versículo me aquece o coração: "Eis que assentarei as tuas pedras com argamassa colorida..." Isaías 54:11 Enternece-me profundamente Jeová preocupado com esse enfeite: "argamassa colorida", posso até ver! Jeová não é de todo irrecuperável! 
O restante do "bom livro" me assusta e irrita. 
Que me perdoem os crentes, e não me entreguem a Javé! De novo não!
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Vieram com o crepúsculo e, na barra do dia, ainda chegavam.
Abrão chegou com Sara e ela disse:
- Dissemos a Deus que ficamos em Ur. Lá para onde queríamos ir já tem muita gente. Tomar terra dos outros não deu certo!
Na sua vez, Zarathushtra ponderou:
- Vou retirar o que escrevi contra os nômades dos Gathas, isto só gerou preconceito e violência!
Sidarta Gautama proclamou:
- Nem tudo é só sofrimento, mas também bondades e gozo! O nirvana é o equilíbrio dessa complexidade.
Moisés:
- Convenci Jeová a mudar o coração do Faraó a favor dos israelitas, libertando-os da escravidão e deixando que ficassem no Egito. Canaã já tem seu povo!
Jesus:
- Decidi não morrer na cruz; Deus não quer sacrifício. Também mudei meu discurso, para não dizer que sou o único caminho. O mundo será melhor assim!
Maomé:
- Não há Deus a não ser Alá e, todos os Deus e Deusas são Alá! Não é necessário profeta para dizer isto!
Bahá'u'lláh, Meher Baba, Sai Baba, Osho e outros, anunciaram juntos:
- A humanidade não carece de avatares, nem de mestres ou profetas. Deus É em todos os seres e, no Seu sorriso todos habitam. Nada há que revelar! 
Krishna, Bastet, Oxalá, Tupave, Aracy, o Grande Espírito, Altjira, Akna, Hunab Ku, Rudá, Nabia, Ngai, Roog e milhões de outras experiências numinosas da humanidade, em um coral com todas as vozes e línguas cantaram:
- A bondade é do mundo, dele suas belezas. Para os seres fartura, alegria e apreciação. Na dor de se ser criado o amor é amado. Somos o Ser que se vê como obra prima do amor.
Pudessem mudar os mitos e a história... E os estão mudando!
Onaldo
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É dando que se recebe. Dai e dar-se-voa-á. Para muita gente essas palavras são inspiração e estímulo à prática do bem. Para mim também foi assim, até que meus olhos se abriram e vi o quanto elas barateiam o ser humano e o amor divino. 
De repente imaginei: então é tudo uma troca, um toma lá dá cá?! Onde fica a gratuidade, o ato voluntário e desprendido, a apreciação do bem por ser o bem?
Claro que o bem só é bem quando feito sem expectativa de recompensa ou reconhecimento. Uma doação em que o doador vai junto. O dar-se mesmo em meio à contradição e rejeição. Sem esperar que Deus o abençoe por aquilo, ou que seu carma melhore.
O resto é barganha vergonhosa e show religioso!
Onaldo
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A palavra religião não satisfaz. Espiritualidade também não. Vivemos algo mais inteiro e pleno, envolvendo o corpalma, não apenas um aspecto da pessoa. 
Religião vem de religar. Religar o que?! Se nunca nos separamos de Deus, do seres com quem formamos o mundo e muito menos de nós mesmos. 
A ideia de separação é um truque que cria emprego para os intermediários que logo surgem, vendendo as suas "colas", que vão de sangue à obediência a um suposto mestre, senhor, profeta ou deus-homem - curiosamente, as mulheres sempre ficam fora do negócio. Talvez porque sejam mais honestas. 
Espiritualidade denota um dualismo: corpo passageiro e um espírito imortal, e também, tende a precisar de atravessadores.
Talvez possamos dar o nome de apreciação ao que vivemos. Apreciamos Deus - o Numinoso - a Vida em nós e, queremos cultivar a plenitude disso, com todos os temperos que nos apetecem e, as suas bondades. 
Ainda uso a palavra religião, mas sempre no sentido de integridade, de consciência de Quem Somos na Vida, em Deus. Uma experiência direta, sem intermediários. 
Estou em busca de um novo vocabulário para falar das coisas que nos "calam"...
Onaldo
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