Profile cover photo
Profile photo
Audinê Rocha
20 followers -
O DIREITO DO SER EM SOCIEDADE É DEVER SER DIREITO..
O DIREITO DO SER EM SOCIEDADE É DEVER SER DIREITO..

20 followers
About
Posts

Justiça subjetiva é perigosa


A forma de justiça que conhecemos na contemporaneidade nem sempre foi desta forma. Aqui menciono um ciclo de intolerâncias que ao meu entender almejavam possíveis ideais harmônicos de sociedade politicamente organizada.
Os anais da história nos apontam um dos primórdios modelos de justiça, a justiça privada ou período da autodefesa. Em antanho os humanos se posicionavam de forma defensiva de modo que prevalecia a lei do mais forte, pois quando sofriam uma ameaça de direito ou lesividade a este, logo respondiam instintivamente praticando com uso da força, o exercício arbitrário das próprias razões. Estabelecendo uma espécie de justiça íntima e subjetiva.

A região onde transcorreu esse momento histórico é a antiga mesopotâmia, a então denominada suméria. Situada na região sul do continente asiático. O povo sumério, acádios, assírios dentre outros se organizaram nas proximidades dos rios Eufrates, Tigre e Nilo. Pois ali tinham uma sociedade voltada para as atividades de plantio e criação de animais, ficando conhecida como civilização hidráulica, onde sua organização sociopolítica tinha como escopo o controle das águas e da agricultura.
Desse modo não demorou muito para eclodir o crescimento populacional, sustentado pelo grande processo de imigração que ali se instalou. Em decorrência disso, houve a necessidade de criar um modelo mais evoluído de controle social, assim o então rei Hamurabi na cidade Babilônica fundou uma dinastia, e logo se viu obrigado a criar um compilado de regras que representariam o modelo de justiça a ser seguido. Que ficou conhecida como código de hamurabi, onde imperava a lei de talião, ou seja, “olho por olho dente por dente”.

O único problema eram as mutilações que ocorriam de forma assustadora, pois não havia justiça, considerando que as penas aplicadas não reparavam o dano, mas causava outro àquele que por ventura descumprisse as leis.
Tais cominações estavam deformando as pessoas daquela sociedade, porque as penas eram em sua maioria de amputação de membros, supressão de sentidos ou penas de morte.

A narrativa histórica do período e a citação da civilização acima é uma forma de relembrar o momento que deu inicio ao processo de organização social da humanidade. Tendo em vista que ali se instalava o berço da civilização do homo sapiens sapiens.
A proposta deste escrito é demonstrar o quão à sociedade contemporânea se revela ignorante no que diz respeito a evolução da justiça, pois no cotidiano das diversas áreas da sociedade a violência ganha espaço, nos remetendo ao tão sofrido período da vingança privada. Nesse sentido, não raras vezes percebo julgamentos feitos por cidadãos que isoladamente aplicam penas fundadas em ideais subjetivos particulares, sejam eles; morais, ideológicos, de pensamentos minoritários ou por incrível que pareça de posições econômicas e sociais, criando uma espécie de justiça particular fundada num ressentimento odioso.

O ordenamento de órgãos que em conjunto formam o sistema de justiça da atualidade atingiu um elevado grau de segurança jurídica, tendo em vista a utilização do Direito e do Processo como ciência autônoma, responsáveis pela gestão dos litígios inerentes a vida em sociedade. Não obstante, há uma gama de lacunas que precisam ser aprimoradas, até mesmo para atender o real objetivo proposto pelo contrato social.
Nesse sentido não acredito que a evolução que alcançamos possa ser desconstruída com uma visão subjetiva fundada apenas no pensamento particular, desconsiderando a ciência do direito e a ciência processual que construiu e ainda está em constante transformação doutrinária na tentativa de atender o demasiado humano na sua insaciável busca pelo que é supremo.

O julgamento feito individualmente incorre no erro daquele que julga, pois este empresta a opinião particularizada da sua percepção de mundo, levando em conta o que compreendi como injusto.
Destarte, o pensamento de justiça não é estanque como muitos imaginam ser, mas sim um elemento nuclear do Direito, o “dever ser”. Desta maneira, o julgamento de cunho comum tem o condão de aflorar o instinto do caos e da barbaria, que adormece intrinsecamente em nossa natureza, contribuindo apenas para o enfraquecimento da única ferramenta responsável para conter a selvageria do homem, a denominada justiça pública.




Para além do ôntico...

O subjetivismo é individual e particular, pertence apenas àquele que percebe segundo sua própria realidade. Já o julgamento é delicado por si só. Uni-los sem escrúpulos ocasiona um único resultado, o ERRO!
Add a comment...

O humano ama com paixão a passagem pela vida

Uma mente sã jamais aceitará o fim da vida, mesmo que o corpo sofra com dores e pertubações. 
O choro de alguém que não quer deixar de existir demonstra o quanto o corpo e a alma se unem hamoniosamente na trajetoria de uma vida.
A razão é cultuada como um Deus para aqueles que desejam fortemente coexistirem.
Add a comment...

A ética é um conceito intimamente ligado as relações sociais. Embora tenha principíos universais, não pode ser considerada absoluta, pois acompanha as evoluções da sociedade. 
O homem é, e sempre será considerado um ser social. Sua capacidade de formação e entendimento são construídas por meio de suas relações interpessoais. Entretanto nesse ambiente diversificado de covivência e interação, surgem os conflitos de direito, pois o convívio em sociedade exige tolerâncias e renúncias individuais.
Durante quase um século de conjecturas e pesquisas, alguns pensadores observaram que determinados princípios éticos têm aplicabilidade universal, assim sendo: bondade, honestidade e responsabilidade. Sem exceção, todos, podem ser exigidos em qualquer época ou contexto, independentemente de culturas.
E perceptível que na contemporaneidade esses preceitos estão cada vez mais frágeis e esquecidos. Fenômeno que contribui significativamente com o aumento da violência e instabilidade social.
Considerar cada disputa desnecessária, que indiscriminadamente é fundada na intolerância e no egoísmo, perceberemos que o bom e tão discutido direito é banalizado. Apregoado com tanta veemência sem nenhum entendimento do que vem a ser esse evoluído desenvolvimento humano. Impor ao outro sem considerar que o mínimo de quem o faz, é o máximo para quem se põe em sujeição, cria a verdadeira insegurança nas relações humanas.
Tudo isso se resume na falta de ética, mas não um preceito vago, sem considerar às necessidades e anseios individuais. Mas sim um valor livre de vícios e equívocos, um simples pensar que ao destinar algo para alquém, faça surgir uma simples reflexão... "se fizessem o mesmo comigo, tal fato seria escusável,". Se a resposta for sempre não! então, considere com seriedade.
Portanto a ética é um valor de direito, sendo o próprio direito considerado. Pratica-la é renunciar o mal do subjetivismo interno, para compreender que nós também somos o outro, só que presos em um outro espelho de existência.
O Humano...
Add a comment...

Todas as circunstâncias da vida humana, depende antes de qualquer afirmação, do ângulo ao qual se faz qualquer observação. Além disso é extremamente importante considerar a construção do ser que se coloca na posição de julgador. Porque quem observa com o intuito de tecer alguma afirmação acerca de alguém se eleva a condição superior em detrimento de quem está sendo descrito ou pré-determinado. Nesse sentido nada existe por si só em sua forma. Todas as coisas sofrem uma lenta, gradual e intensa transformação.
O cosmo em sua infinitude. O planeta terra em sua diversidade bela e natural. A vida em sua grandeza. A história com seus pressupostos fáticos. A construção sociocultural com suas varias facetas epocais, e é claro, o Humano que em sua prepotência e ignorância( desconhecimento da infinitude da vida) se julga maior do que sua própria condição naturalística, tudo isso depende de uma desorganização múltipla e microscopia que através do caos se torna, como um todo nessa maravilhosa existência.
A vida é muito maior e melhor do que qualquer problema social, depende do grau de energia que você deposita nas mazelas socioeconômicas.
A sociedade é uma construção do homem para viver em grupo, mas antes disso ele é uma existência no meios de infinitas outras... A ganância associada a perda da capacidade dos sentidos os levam aos maiores erros.
Add a comment...

Simples, mas com vasta amplitude!


Praticar sabedoria é realizar simples ações, porque a vida experimentada com harmonia faz bem ao interior do ser, ajudando-o a viver melhor com quem faz parte do seu mundo. Desse modo, pequenos gestos nos ajundam a construir uma bela história, sem manchas indesejáveis no seu verdadeiro álbum de existência.

"A GLORIOSA VIDA"


Pequenos gestos podem fazer muitas pessoas felizes.
Add a comment...

Invisibilidade Social!

É muito costumeiro o descaso para com aqueles, que não têm um status social relevante. É perceptível a falta de alteridade entre os membros de uma mesma sociedade.

A invisibilidade social é vivenciada entre as pessoas, nos mais diversificados ambientes de uma sociedade, seja no trabalho, em escolas, ruas ou faculdades. Situação que contribui com a anulação do individuo perante seu semelhante.
Considerando o contexto brasileiro, percebemos que há uma parcela de pessoas que exercem funções relevantes, e que, por consequente detêm um poder aquisitivo favorável em relação a outras funções.
A título de exemplo; um indivíduo, que trabalhe em uma instituição bancária, exercendo um cargo com um salário consideravelmente alto, na maioria das vezes, tende a passar por aquele que trabalhe na coleta seletiva, e o ignorar. Não, que esta ultima função, enseje menos importância, do que a primeira, mas infelizmente quem a exerce não é visto como um sujeito de direitos. Mas sim como alguém que não teve oportunidade, e como isto, pelo menos em nosso contexto, dependa da sorte do indivíduo de nascer em família rica, então nesse sentido só lhe resta esta opção.
Assim muitas pessoas acometidas de um sentimento de superioridade social, desviam-se de um poste, mas acabam por esbarrar em uma pessoa que trabalhe na limpeza urbana, por pensar que esta não deve ser tratada com dignidade e respeito. Hoje percebo que por trás desse juízo de valor se estabelece inúmeras intenções egoístas. Pois o tratamento sempre é pelo que o outro pode proporcionar, e não na pessoa que é. 
Triste é perceber que uma sociedade contemporânea que se julga, desenvolvida, moral e intelectualmente não consegue sentir que as relações humanas estão enfraquecendo ao longo do tempo. Embora, na minha humilde opinião as pessoas que exerçam trabalhos dignos e honestos, não mereçam ser tratados com ofensas e descasos. Afinal o que importa não é a condição financeira que o emprego proporciona, e sim a função social que cada um exerce dentro de suas atividades.
O sistema que estrutura essa complexa sociedade, infelizmente não consegue desconstruir esse paradigma social. Pois a todo tempo pessoas se sentem invisíveis perante as outras, e isso, por uma questão de desigualdade social, onde o sistema que regula o modo de funcionamento dessa sociedade falha em sua missão.
Add a comment...

A morte da absoluta verdade está na busca pelo conhecimento, pois este transforma a maneira do indivíduo perceber a única vida que possui. Agindo como se fosse uma chave, que aos poucos abre a grande porta do calabouço. Nos proporcionando uma visão do que há além do oceano. Nos libertando da imensa prisão sem janelas. Prisão que nada mais é, do que à existência automata do ser...
 
O questionamento, à dúvida, à curiosidade, à energia de viver, tudo isso, contribui nos transportando para fora dos muros que nos aprisionam. Desse modo, existe sim! uma vida pós mortem.
 Uma vida cheia de aventuras e novas descobertas, que sempre esteve a frente de nossos olhos, mas que no entento era imperceptível por ser obstruída pela muralha de fumaça, que muitas vezes é reproduzida pela pretensiosa verdade que nos é imposta.
Impedindo o ser humano de contemplar à vida que transcende uma única e absluta afirmação.

 O mais interessante é a energia vital que cresce a cada novo conhecimento. Uma vontade inexplicável na busca pelo desconhecido, pelo simples fato de aprender. Coadjuvando o ser a compreender-se como um pequeno mundo, cheio de incertezas, mas que anseia por mais de uma resposta. Afinal de contas é um ente altamente complexo por natureza. Um mundo introvertido de energia, que doa, recebe e dividi o equilibrio existencial com um universo muito maior e melhor, do que uma única ideia possa nos apresentar.
Add a comment...

Na contemporaneidade houve uma valorização dos ideais humanistas, e o que mais se destaca é a tão gloriosa liberdade. Nesse sentido é um dos valores mais discutido em todo contexto mundial.
 Mas afinal, o que vem a ser essa famosa liberdade?

 Por muitos séculos à humanidade tentou definir esse conceito, mas esbarrou nas diferenças culturais, onde cada local apregoava uma definição para atender suas necessidades. Em antanho, muitos povos justicavam ás restrições de liberdades na servidão, ora por ordem divina, ora por serem detentores de poder. O implacável dilema, é a composição do processo civilizatório, reponsável para introduzir a complexidade do ser em contato com seu semelhante. Embora muitos estudiosos de antropologia, contestem que essa construção civilizatória já ocorrera desde os primórdios, com a união de pequenos grupos humanos que se coabitavam para sobreviverem. Assim à liberdade em questão é a de compreensão do ser, enquanto indivíduo social. Ou seja, à faculdade que cada um detém para agir como bem enterder, escolhendo aquilo que menlhor lhe convém. Mas como assim? se a discussão  da definição do conceito de liberdade é exclusivamente contemporânea, esta então não existe!
É isso mesmo... na concepção de Estado esse conceito nada mais é, que a concessão do direito de ser livre para um ente de poder, que regulará ás ações que atendem a um fim social, nesse sentido o ser contemporâneo só pode ser livre até onde determina o Estado. Embora tal concessão anteceda uma espécie de necessidade de segurança coletiva. Acaba por instituir regras de convívio.

 Contudo no contexto atual, para haver um respeito recíproco entre as pessoas, deve introverter-se um sentimento de que, eu só existo enquanto tem o outro, pois se ali ele não estivesse, como existente seria. Respeitar o outro em sua plenitude é compreender à vida em seu semelhante, pois afinal sozinho o homem não resistirá.

"Liberdade construção do ser. Sociedade inerente à sobrevivência do Homem enquanto ser coletivo".
Add a comment...

Post has attachment
"PARA REFLETIR"

Planeta Azul, nossa casa!

Qual será o destino desse maravilhoso planeta azul, que por tantos milênios nos serviu como uma imensa fonte de energia vital? 
Como não entristecer com a possível destruição desse magnífico elemento que compõe o resplandecente cosmo.

As vezes observo que as pessoas ignoram a realidade que bate cada vez mais forte em nossas vidas. 
Será que esse planeta vai suportar tantas degradações? será que essa ideia de aquecimento global, extinção de água doce, e à aniquilação de espécimes que são responsáveis pela organização biológica e natural do fantástico ecossistema, irão resistir às intempéries causadas pelo homem.
A falta de consciência e a hipocrisia humana, formadoras do grande impacto coletivo, tende a torna-se isenta da responsabilidade que reside em cada ato. As ações que isoladas ou simultaneamente contribuem de maneira significativa para o colapso deste belo planeta. No entanto as prerrogativas que mais têm coerências com essas atitudes é a ignorância e a falta de alteridade com as próximas gerações, pois mesmo que o indivíduo que jogue uma sacola no meio ambiente pense que não há mal nessa atitude, que o afete, ignora o seu semelhante com assentimento do resultado, atuando como protagonista da extinção desse exuberante planeta.
Vamos agir enquanto podemos, porque quando ás verdadeiras mazelas aflorarem não adiantará perceber a existência na dor...
Photo
Add a comment...

A certeza de que a energia que nos mantêm vivos, ainda permanecerá em sintonia com o universo no amanhã, é que nos proporciona um viver além do presente.
Add a comment...
Wait while more posts are being loaded