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Cerejeira Fontes Architects
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Imago is an architectural design and engineering firm located in Braga, Portugal.
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Lisa Sigfridsson´s website. Have a look!

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Depois da Abertura do I Fórum Missionário, o Presidente República visitou a Capela Imaculada.
http://www.presidencia.pt/?idc=10&idi=118372


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Câmara Municipal de Evora-

2.º ENCONTRO DE REABILITAÇÃO URBANA
NOVAS DINÂMICAS URBANAS

10h00 | Prof.º Fernando Matos Rodrigues e Prof.º António J. Cerejeira Fontes | LHBP
Ilha da Bela Vista
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O Tema geral é Internacionalização da Arquitetura Portuguesa.
http://www.archisummit.pt/

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Órgão de tubos para a Capela de S. Paulo e S. Pedro do Seminário Conciliar de Braga.
Obra da Bottega Organara Giovanni Pradella.
http://www.pradella-organi.it/nuovi
Desenho da caixa em colaboração com o arquitecto António Jorge Cerejeira Fontes.
Fotografias: Joaquim Félix de Carvalho
Pipe organ for the St. Paul and St. Peter's Chapel of the Conciliar Seminary of Braga.
Manufactured by Bottega Organara Giovanni Pradella.
http://www.pradella-organi.it/nuovi
Drawings of the “box”, in collaboration with the architect António Jorge Cerejeira Fontes.
Photos: Joaquim Felix de Carvalho
https://www.youtube.com/watch?v=WSFtOuhfo8Q
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Capela de S. Paulo e S. Pedro do Seminário Conciliar de Braga.
4 Photos - View album

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Estações visíveis e invisíveis
Uma artista recebe a tarefa de dar forma à Via Sacra numa igreja em Braga. Deverá haver certo número de quadros, de determinado formato, numa parede de pedra de determinadas dimensões. A história já foi contada muitas vezes, todos a conhecemos bem. E a mensagem é tremenda:
Tanto amou Deus o mundo, que lhe entregou o seu Filho Unigénito, a fim de que todo o que nele crê não se perca, mas tenha a vida eterna
Estes são os parâmetros.
Como dar-lhes seguimento? A tarefa é, no mínimo, um desafio.
Primeiro: Não entrar em pânico. Sim, todos os grandes mestres já pintaram uma Via Sacra. Agora é a tua vez de o fazer. Acalma-te, mantém a concentração, trabalha passo a passo.
Segundo: A parede não é grande o suficiente para albergar as catorze estações da Via Sacra tradicional. Tens de escolher apenas alguns momentos essenciais e concentrar-te neles. A vantagem desta opção é que te obriga a tornar a mensagem mais clara.
Terceiro: Também deves escolher o tipo de linguagem e o respetivo nível de abstração, concentrando-te sempre no essencial. Nada de pormenores desnecessários, mas sem perder a força da mensagem.
Quarto: Agora, mãos à obra! E certifica-te de que se torna poderosa e bela.
Que estações escolher foi fácil, as opções surgiram intuitivas, naturais. As estações escolhidas, sem as quais a história não seria o que é, contêm um significado mais profundo, impelem à progressão da mensagem.
Sem a decisão de Pôncio Pilatos, que não foi capaz de se opor à forte determinação dos Sumos sacerdotes, nada teria acontecido. O facto de Jesus carregar o seu castigo às costas pelas ruas de Jerusalém, para que todos o vejam, é, claro, o núcleo por excelência da história. Ao longo do caminho ele cai, mas encontra compaixão e auxílio em Verónica e Simão de Cirene. E a sua mensagem no episódio das mulheres de Jerusalém, “não choreis por mim, chorai antes por vós mesmas e pelos vossos filhos”, é pungente para as mães de todos os tempos. A crucifixão e morte de Jesus correspondem ao cumprimento do plano de Deus. Maria, mãe, está aos pés da cruz, depois de tudo o que acontecera, e segura o corpo do filho, como vemos representado na célebre Pietà.
Estas são as sete estações agora existentes na parede da Capela Imaculada do Seminário Menor de Braga.
A primeira das estações a ser preterida foi aquela em que Jesus encontra a sua Mãe. Tal ficou a dever-se ao facto de ambos se encontrarem – em certo sentido – posteriormente, na cena da Pietà, a que se crê corresponder a mais profunda mensagem de amor no meio da dor e da morte. As três quedas de Jesus puderam ser representadas, por seu turno, numa única imagem. As outras estações suprimidas foram-no por ser possível fazê-lo sem condicionar a mensagem. Finalmente, as duas estações relativas aos encontros com Simão de Cirene e Verónica foram fundidas em virtude de conterem a mesma mensagem – a da prática da compaixão.
Estas escolhas foram necessárias devido às limitações do espaço, o que acabou por permitir colocar o foco no cerne da mensagem.
Ao longo da realização deste trabalho, também a artista foi confrontada com várias questões pessoais relativas ao significado destes acontecimentos. Poder refletir acerca delas foi uma dádiva, tal como o foi o recente encontro, acerca dos quadros e do seu significado, com os alunos do Seminário Menor. Alunos a quem estes quadros passam a pertencer também. É, de resto, o momento certo para o fazer, o do jejum pela Páscoa que se aproxima.

Texto: Lisa Sigfridsson
Trad.: Joana Jacinto
Fotos: Joaquim Félix
Publicado em SNPC 03.03.2016
Continuar ler:
http://www.lisasigfridsson.se/?page_id=1792
 
http://www.snpcultura.org/sobre_a_pintura_da_via_sacra_da_capela_imaculada.html
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2016-03-15
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