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Alma de Vento
Poeta - "Quem me devolverá o sangue do poema?" (RLF)
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LA LLUVIA - de Jorge Luis Borges

Bruscamente la tarde se ha aclarado
Porque ya cae la lluvia minuciosa.
Cae o cayó. La lluvia es una cosa
Que sin duda sucede en el pasado.

Quien la oye caer ha recobrado
El tiempo en que la suerte venturosa
Le reveló una flor llamada rosa
Y el curioso color del colorado.

Esta lluvia que ciega los cristales
Alegrará en perdidos arrabales
Las negras uvas de una parra en cierto

Patio que ya no existe. La mojada
Tarde me trae la voz, la voz deseada,
De mi padre que vuelve y que no ha muerto.


CHUVA

De repente a tarde clareou
Pois a chuva cai agora miudinha.
Cai ou caiu. A chuva é algo
Que certamente ocorreu já no passado.

Quem a ouve cair se relembra
Do momento da sorte venturosa
Lhe revelar uma flor de nome rosa
Com sua singular cor vermelha.

Esta chuva que cega os cristais
Regozijará em perdidos arrabaldes
As uvas tintas de uma latada em certo

Pátio que não existe mais. A molhada
Tarde me traz a voz, a voz desejada
Do meu pai de novo não morto.

*tradução livre de +Pedro Peres 

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Antologia de Ouro – Ano V – 2010
Antologia de Ouro – Ano VII – 2012
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Antologia de Ouro
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flor-de-sal

na secura dos dias
bebendo do vosso sal
humedeço as pétalas da alma

Grande 

é a poesia    apenas    em existir, 
nos corações dos poetas, 
a quem     de bom grado, 
se fazem felizes     escravos

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Grito

Gotas de chuva
Lágrimas de anjo
Lavem a alma abafada
No corpo carrasco.
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e na dor mais pungente esta premência de espalhar
das minhas lágrimas aromas de pétalas silvestres
inebriando as almas envolventes
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teu corpo quente
me chamando
provoca uma euforia
que dói
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Grito

Gotas de chuva
Lágrimas de anjo
Lavem a alma abafada
No corpo carrasco.
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o poema é a expressão
do pensamento pelos dedos
ele voa
enquanto
eles rastejam

se restassem dedos
e não fosse rasa a vida
no teu piano     a sonata
a tocaria      com a alma
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