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Vradimir Maximo
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Toda Pessoa, Nasce para Cumprir sua Dívida no Mundo. Somos Libertos, Quando a Matéria Morre.
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A ideologia americana. Por Samir Amin
Hoje, os Estados Unidos da América são governados por uma Junta de criminosos de guerra que tomaram o poder através de uma espécie de golpe de Estado. Esse golpe pode ter sido precedido por (dúbias) eleições, mas não devemos esquecer-nos nunca de que Hitler também foi um político eleito. Nesta analogia, o 11 de Setembro preenche a função do “incêndio do Reichstag”, permitindo à Junta conceder às suas forças policiais poderes similares aos da Gestapo. Eles têm o seu próprio 'Mein Kampf' – o documento de 'National Security Strategy' - , as suas próprias associações de massas – as organizações “patrióticas” – e os seus próprios pregadores. É vital que tenhamos a coragem de dizer estas verdades, deixando de as mascarar com frases feitas sobre os “nossos amigos americanos”, as quais perderam já todo qualquer significado. 

A cultura política é um produto a longo termo da História. Como tal, é obviamente específica a cada país. A cultura política norte-americana é claramente diferente da que emergiu da história do continente europeu: foi moldada pela colonização da Nova Inglaterra por seitas protestantes extremistas, pelo genocídio dos povos indígenas, pela escravização dos africanos e pelo surgimento de comunidades etnicamente segregadas como resultado de sucessivas vagas de migração ao longo do século XIX. 

Um aspecto da Reforma foi obra das classes dominantes, conduzindo à criação de igrejas nacionais (Anglicanas e Luteranas) controladas por essas classes.

Essas igrejas representaram um compromisso entre a burguesia ascendente, a monarquia e os grandes senhores agrários, através do qual todos eles puderam conter a ameaça dos pobres e do campesinato. Marginalizou-se efectivamente a ideia católica da universalidade, estabelecendo igrejas nacionais que consolidaram de modo particular o poder da monarquia, reforçando o seu papel como árbitro entre as forças do antigo regime e as da burguesia ascendente.

O nacionalismo destas classes foi revigorado, assim se retardando a emergência de novas formas de universalismo, que viriam mais tarde a ser promovidas pelo socialismo internacionalista. 

Contudo, outros aspectos da Reforma foram impostos pelas classes baixas, que eram as principais vítimas das transformações sociais causadas pelo nascimento do capitalismo.

Esses movimentos recorreram a formas de luta tradicionais, conhecidas já dos movimentos milenaristas da Idade Média. Consequentemente, em vez de tomar a vanguarda, eles ficaram para trás, não respondendo às necessidades do seu tempo. As classes dominadas teriam de esperar até à Revolução Francesa – com as suas formas de mobilização seculares, populares e radicalmente democráticas – e o advento do socialismo para encontrar maneiras de formular efectivamente as suas exigências com respeito às novas condições em que viviam.

Os primeiros grupos protestantes modernos, pelo contrário, estavam mergulhados em ilusões fundamentalistas, o que por sua vez encorajou uma infinita replicação de seitas engajadas no mesmo tipo de visão apocalíptica que hoje prolifera por todo o território dos EUA. 

As seitas protestantes que foram forçadas a emigrar da Inglaterra no séc. XVII desenvolveram uma forma de cristianismo peculiar, distinta tanto do dogma católico como do ortodoxo. Na verdade, o seu tipo de cristianismo não era sequer partilhado pela maioria dos protestantes europeus, incluindo os anglicanos de que era composta a maioria da classe dominante britânica.

Em termos gerais, podemos dizer que o génio essencial da Reforma foi reclamar o Velho Testamento, que o Catolicismo e a Igreja Ortodoxa tinham marginalizado quando definiram o Cristianismo como um corte com o Judaísmo.

Os protestantes restauraram a Cristandade no seu lugar de sucessor legítimo do Judaísmo. 

A forma particular de protestantismo que achou o seu caminho até à Nova Inglaterra continua a enformar a ideologia americana até aos dias de hoje.

Primeiro, facilitou a conquista de um novo continente ancorando a sua legitimidade em referências tiradas das escrituras (a violenta conquista da terra prometida pelo Israel bíblico é um tema constantemente reiterado no discurso norte-americano). Mais tarde, os EUA alargaram a sua missão divina até abranger o globo inteiro.

Assim os norte-americanos acabaram por se encarar a si próprios como o “povo escolhido” – na prática, um sinónimo para o termo nazi herrenvolk .

É esta a ameaça que nos confronta hoje. E é por isto que o imperialismo norte-americano (não o “Império”) será ainda mais brutal que os seus predecessores, a maioria dos quais nunca reclamou ter sido investida com uma missão divina. 

Não me conto entre aqueles que acreditam que o passado se repete inexoravelmente. A história transforma os povos. Foi isso que aconteceu na Europa.

Infelizmente, contudo, a história da nação norte-americana, longe de contribuir para erradicar o horror das suas origens, contribuiu pelo contrário para reforçar a presença desse horror, perpetuando os seus efeitos. Isto é verdade tanto quanto à chamada “revolução” norte-americana como à posterior sedimentação do país por sucessivas vagas de migração. 

O genocídio dos norte-americanos nativos estava implícito na lógica da missão divina do novo povo escolhido. O seu massacre não pode ser simplesmente assacado à moralidade de um passado distante e arcaico. Bem até à década dos 1960's, o acto de genocídio era proclamado de forma aberta e orgulhosa.

Os filmes de Hollywood contrastavam o “bom” vaqueiro com o “mau” índio e este travesti do passado foi central na educação de gerações sucessivas. 

[*] Economista e ensaísta político de origem egípcia, autor de obras fundamentais do nosso tempo como 'L'Accumulation a l'échelle mondiale' (1970) ou 'Le Developpement inégal' (1973). Reside actualmente em Dakar (Senegal) onde é dirigente do Fórum do Terceiro Mundo.

Livros seus recentemente editados em Portugal são 'O Eurocentrismo', Dinossauro, 1999, e 'Os Desafios da Mundialização', Dinossauro, 2000. Este artigo foi publicado originalmente no semanário 'Al-Ahram' (Cairo) de 15-21 de Maio de 2003, podendo ser encontrado em http://weekly.ahram.org.eg/2003/638/focus.htm . Tradução de Ângelo Novo.

Textos de Samir Amin publicados anteriormente por resistir.info
A ambição desmedida e criminosa dos EUA,
A senilidade do capitalismo,
Imperialismo e globalização. 

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em vigor em 1º de dezembro

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De perito não tem nada profissional, apenas perícia política. Politicamente incorreto.

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