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J. E. Guimaraes
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MARIO CAMUS EXPÕE A CASA DE BERNARDA E LORCA

A peça "La casa de Bernarda Alba" — obra derradeira de Federico García Lorca — foi concluída pouco antes do assassinato do autor, fuzilado por milícia fascista no período inicial da sangrenta guerra civil que cindiu a Espanha de 1936 a 1939. É texto fundamental da literatura, não apenas de seu país. Lê-lo significa se impregnar com palavras e gestos que jamais desocuparão a memória. Apesar do reduzido espaço proporcionado à movimentação dos personagens, não deve ser fácil adaptá-lo às telas. Ao que se sabe, fizeram-no os mexicanos Julio Castillo e Gustavo Allatriste, respectivamente em 1974 e 1982. Em 1991 houve uma coprodução entre britânicos e estadunidenses sob direção de Stuart Burge e Núria Espert. Nesse mesmo ano, na Índia, veio à luz "Rukmavati Ki Haveli" por conta de Govind Nihlani. As dificuldades, decerto, decorrem tanto da ambientação fechada — favorável ao teatro filmado — como das exigências de dar vida não somente aos personagens, mas ao espaço físico. A casa é testemunho vivo das ações e anseios de Bernarda, filhas e criadas. As dependências internas e externas respiram intensamente. Em 1992, com muitas reservas, fui apresentado à produção espanhola dirigida por Mario Camus: "A casa de Bernarda Alba" ("La casa de Bernarda Alba", 1987). Fiquei sinceramente maravilhado. A “Espanha profunda” — estrutura moldada pelos rigores da moral católica medieval e legitimadora dos mores do patriarcado rural da Andaluzia natal de Lorca — teve tradução brilhante pelo cineasta. A abordagem, por mais convencional que pareça, soube equilibrar as exigências das interpretações com a pulsação dos ambientes. Irene Gutiérrez Caba está soberba como a tirânica matriarca do título, ciosa controladora dos desejos castrados de cinco filhas adultas trancafiadas por exigências de um luto prolongado. Florinda Chico no papel da impotente governanta Poncia é outra fonte de brilho. O filme é poderosa encenação de uma tragédia com personagens subjugados pelas cruéis exigências de regras e rituais que zombam da fragilidade de desejos e vontades.
Leia mais em:
https://cineugenio.blogspot.com/2018/06/mario-camus-expoe-casa-de-bernarda-e.html
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Olá! Hoje, na quarta publicação em homenagem ao premiado escritor brasileiro João Guimarães Rosa (1908-1967), no Falas ao Acaso, é a vez da sutileza e da beleza do mundo animal em cinco poemas curtos: RIQUEZA, PUDOR ESTOICO, TAUMATURGO, ORAÇÃO, TURISMO ACIDENTAL.
https://falasaoacaso.blogspot.com/2018/07/joao-guimaraes-rosa-5-poemas-curtos.html
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A pesada e pretensiosa comédia "HISTÓRIA DO MUNDO: PARTE I" ("History of the world: part I"), de 1981, dirigida por MEL BROOKS, é, pode-se dizer, o começo da decadência do cineasta. Foi um fracasso tão estrondoso que resultou no cancelamento já iniciado da PARTE II.

Apreciação ao filme:

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LES QUATRE CENTS COUPS

Direção de François Truffaut: "Os incompreendidos" ("Les quatre cents coups", 1959).

Jean-Pierre Léaud como Antoine Doinel.
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LULABI

Woody Strode como Maurice Lalubi em "Sentado à sua direita" ("Seduto alla sua destra", 1968), de Valerio Zurlini.
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ZÉ e ROSA

Direção de Anselmo Duarte: "O pagador de promessas" (1962).

Indicado ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro.

Venceu a Palma de Ouro em Cannes e o Prêmio Especial do Júri no Festival de Cartagena. Foi Melhor Filme e Melhor Trilha Musical no San Francisco Film Festival.

Leonardo Villar interpreta Zé do Burro.
Glória Menezes no papel de Rosa.

Link para o filme completo no YouTube: https://www.youtube.com/watch?v=vUyDvdB-0u8
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