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Catarina Reis
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Já fiz mais com menos, Já tremi por dez anos, Já sucumbi às fraquezas da alma, Nas tardes chuvosas de Agosto. Já beijei todas as dicotomias. E já fui alta o suficiente, para cair com dor e voltar ao início. Já calejei. E não há mão que me toque agora, que n...

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És fruta fresca, Primavera. Não havias firmado, E por ti na terra fremiam flores. Não te tomei do sabor, Nem me cheguei perto, ainda. Ainda. Não me apresso. Não te meço distante, Não me despeço. Confiante, Sei-te, ser eterno. Antecipo, E submissa, Rego a te...

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Vem depressa! Urge o tempo! Que ansiedade! Não desaceleres, não te deixes abrandar! Por favor! Vem! Com as faltas e os excessos! Chegou a hora! Tráz-te inteiro! Contrafeito e ilegal, acre perigo, vem em bebandada que cá te espero. Vem falhado e fracassado, ...

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Vem devagarinho, Trémulo. Bem podes temer. A tempo calmo vai chegar-te o choro e o desespero. Sem troco, sem troça, traça-te as voltas e encurta-te as trocas. Mas, vem, vem. Devagarinho. E pelo caminho, Chora miúdinho, Que esse coração, como tu, pequenino, ...

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Tolos recatados. Soltos e a salvo. Feitos de azáfama e sofreguidão. Insatisfeitos desde o primeiro choro. Correm para lado nenhum e não param para cumprimentar a sorte de ser feliz no fracasso da fartura. Frenéticos, não guardam um suspiro para o deslumbram...

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O requinte não é humano, É a sensibilidade. Porque somos, todos, umas bestas sofridas: andamos sempre com uma lágrima no canto do olho para oferecer. E choramos quietinhos, lá do alto da elegância, com a primazia do decoro. Devoramos as armaduras de papel q...

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Este marasmo edificado, No pluralismo acidental. Faz-se alto o engenho e a demanda, Mas a fachada é espelhada, O que lá vai dentro, Fica no reflexo do que não entra. São quatro da manhã, E mais virão. Este cansaço alimenta, A mal e a par, Com os devaneios, ...

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Como as coisas ao longe são sempre mais bonitas: Quantos contos contam esses copos de vinho? Quantas tragédias tragaste? Escarlate. Denso, escuro, intenso, qual sangue. Alma humana. Engana. Engana-te por essas garrafas fora, não deixes azedar o suco, não ga...

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Solta a sensatez. Franca e a fresco, Silencia-te a saudade, Que tem frente frouxa, folga fraca, e freme por florir. Solta-te desse semblante soturno, Faz-te falta a firmeza fugida. Sumiu-se o sangue possante, Ficou-te, fraquejante, o fôlego frouxo, Fodasse!...
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