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Fernando Santos
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Fernando Santos

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Distritão perdeu 
e, com ele, Cunha
” Conseguimos barrar o sistema que o PMDB e o DEM tanto tentaram emplacar”, manifestou-se Alessandro Molon (PT-RJ)

Na noite desta terça-feira (26), durante a votação da proposta de reforma política, o plenário da Câmara dos Deputados rejeitou o sistema eleitoral conhecido como “distritão”, que era apoiado pelo presidente da Casa, Eduardo Cunha, o vice-presidente da República Michel Temer e parte do PMDB.

Para ser aprovada, a proposta precisava de, pelo menos, 308 votos e obteve 210. Foram 267 votos contra.

No modelo, são eleitos os candidatos mais votados em cada estado ou município, sem levar em conta o partido.

Na votação, partidos como PT,  PSOL, PDT, PPS e PSB se posicionaram contra o distritão.

O PSDB, que não apoiava o sistema, liberou a bancada.

PCdoB, SD, DEM, PTB, PP e PMDB apoiaram.


“Distritão derrotado. Conseguimos barrar o sistema que o PMDB e o DEM tanto tentaram emplacar. Sistema atual deve ser melhorado, não trocado pelo Distritão, que enfraquece partidos e favorece famosos e quem tem dinheiro”, manifestou-se Alessandro Molon (PT-RJ) pelas redes sociais.

Ontem, o deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ) denunciou a iniciativa como manobra de Cunha para aprovar o que ficou conhecido como Distritão, sistema de votos defendido por parte do  PMDB.

“Cunha deseja a todo custo aprovar o sistema eleitoral batizado aqui de ‘distritão’, que é o pior dos sistemas possíveis, em vigor apenas no Afeganistão. Trata-se de um sistema em que é eleito apenas quem tem dinheiro e popularidade prévia: se aprovado, o parlamento ficará mais cheio de pastores fundamentalistas e comerciantes da fé, empresários ricos, apresentadores de programas sensacionalistas de tevê e rádio e jogadores de futebol do que já está no momento; além disso, se aprovado, qualquer governo terá que lidar com um varejo de deputados defendendo interesses privados que só poderá ser vencido mediante “mensalões” e outros esquemas hoje repudiados pela mídia em suas investidas contra o governo do PT”, classificou o deputado.

“O que Cunha propõe – com a complacente cobertura de boa parte da mídia de propriedade privada – é uma contra-reforma política que apenas colocará mais raposas (organizações empresariais, banqueiros, especuladores financeiros, porta-vozes das indústrias farmacêutica, automobilística, de bebidas e armamentista e do agronegócio, empreiteiras e construtoras) livres no galinheiro”, continuou Wyllys.

Outras votações

A Câmara também rejeitou a proposta de lista fechada lista nas eleições para deputado federal, deputado estadual e vereador. 

Pela proposta, o partido faria uma lista de candidatos e o eleitor votaria somente legenda. 

A proposta de voto distrital misto também foi rejeitada.

 

Alisson Matos, editor do Conversa Afiada

http://www.conversaafiada.com.br/politica/2015/05/26/distritao-perdeu-e-com-ele-cunha/
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Conseguimos barrar o sistema que o PMDB e o DEM tanto tentaram emplacar, manifestou-se Alessandro Molon (PT-RJ)
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Metrô tucano: 
menos de 2 km por ano
Por que eles não vaiam a “jestão” tucana ?

Saiu na Fel-lha (ver no ABC do C Af):



SOB GESTÕES TUCANAS, METRÔ DE SP CRESCE TÃO DEVAGAR QUANTO ANTES


O ritmo de expansão do metrô de São Paulo desde 1995, quando o PSDB assumiu o governo do Estado, tem sido tão lento quanto o das gestões anteriores e muito inferior ao de outros países em condições comparáveis.

Dados obtidos pela Folha por meio da Lei de Acesso à Informação apontam que a gestão tucana investiu R$ 30 bilhões em trilhos, trens e estações do metrô nos últimos 20 anos, quando inaugurou 37,2 km de linhas e 27 estações.

Isso significa uma entrega de menos de 2 km de novas linhas por ano. Trata-se de um valor semelhante ao obtido entre 1974, quando o metrô entrou em operação, e 1994, quando governos da Arena, PDS e PMDB inauguraram 43,4 km e 41 estações. 

(…)


http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2015/05/26/metro-tucano-menos-de-2-km-por-ano/
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Veja demite 49 jornalistas. 
Isso sim é crise!
De tanto esbravejar sobre a desgraceira do país, porém, parece que o Grupo Abril é quem está falindo.

O Conversa Afiada reproduz artigo de Altamiro Borges, extraído do Blog do Miro:



“VEJA” DEMITE 49 JORNALISTAS. É A CRISE!


Por Altamiro Borges

Se dependesse da revista “Veja”, com seu famoso complexo de vira-lata, o Brasil já teria sido extinto do mapa mundial. Nas suas “reporcagens” e capas assustadoras, é só desgraça. Nada presta. É caos econômico, corrupção desenfreada, incompetência hereditária e tudo de mau. De tanto esbravejar sobre a desgraceira do país, porém, parece que o Grupo Abril, que edita o panfleto terrorista, é quem está falindo. Já extinguiu inúmeros títulos, vendeu o filão da editora de livros e demitiu centenas de funcionários. Nesta semana, para agravar ainda mais o cenário, a empresa da famiglia Civita anunciou o facão sumário de 45 profissionais da intocável revista “Veja”, algo inédito na história recente.

Surpreso com as dispensas, o Portal dos Jornalistas informou: “Nas várias reestruturações efetivadas pela Editora Abril nos últimos dez ou 20 anos, um único núcleo da empresa manteve-se praticamente intacto e imune às crises de qualquer natureza: a revista Veja, menina dos olhos de Roberto Civita, que nunca deixou chegar à publicação cortes mais profundos. Com a morte dele e o agravamento da crise do mercado editorial, particularmente no segmento de revistas, essa blindagem perdeu vigor e a revista, após anos de certa segurança, sofreu este ano cortes importantes, como o anunciado semanas atrás, com várias demissões e o fechamento das Vejinhas BH e DF”. O relato dramático prossegue:

“Agora, nos últimos dias, discretamente a revista negociou também as saídas das editoras executivas Vilma Gryzinski, que cuidava dos núcleos de comportamento, estilo e moda, e Isabela Boscov, que ali começou em setembro de 1999, respondendo inicialmente pela parte de cinema, e que, a partir de 2010, também acumulou as funções de editora executiva. Além delas, também saiu a editora Karina Pastore, do núcleo de saúde, e o colunista Leonel Kaz… Dois outros editores executivos haviam saído numa fase anterior: Carlos Graieb, quando foi convidado a assumir a direção de redação da Veja.com, e Jaime Klintowitz, que exatamente um ano atrás se aposentou”.

Dos cinco editores executivos que a revista possuía até 2012, resta agora apenas Diogo Xavier Schelp. Ainda segundo o portal, as mudanças ainda “não chegaram a andar de cima, preservando a direção de redação (Eurípedes Alcântara) e os redatores-chefes Fábio Altman, Lauro Jardim, Policarpo Júnior (Brasília) e Thaís Oyama. Embora tenham sido passos discretos, estima-se que o corte total, ao longo das últimas semanas, atingiu 32 pessoas em São Paulo e 49 em todo o Brasil. A revista também negociou uma redução da ordem de 10% nos frees de vários de seus colunistas”. Será que Reinaldo Azevedo, Augusto Nunes e outros pitbulls da revista também foram prejudicados nos seus salários? Até agora eles não postaram nenhuma matéria venenosa sobre a grave crise… da “Veja”.

http://www.conversaafiada.com.br/pig/2015/05/26/veja-demite-49-jornalistas-isso-sim-e-crise/
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De tanto esbravejar sobre a desgraceira do país, porém, parece que o Grupo Abril é quem está falindo.
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Belo Monte derrota 
os bagrólogos entreguistas
E transforma a vida de 11 cidades do Pará

No Portal Brasil:




BELO MONTE TRANSFORMA A VIDA DE 11 CIDADES DO PARÁ



Para abrigar a 4ª maior hidrelétrica do mundo, Altamira e municípios vizinhos estão recebendo investimentos de R$ 3,7 bilhões em projetos nas áreas social e ambiental


A hidrelétrica de Belo Monte, no rio Xingu (PA), está com 77% das obras realizadas. Em novembro deste ano, começa a funcionar uma usina menor, que representa 3% da capacidade total. A primeira das 18 máquinas da unidade maior entra em operação em março de 2016. Até lá, no entanto, Altamira e outros dez municípios do Pará já sentem os efeitos positivos levados pelo empreendimento gigantesco da usina.

Os municípios da região receberão, ao todo, R$ 3,7 bilhões de investimentos nas áreas social e ambiental. É a contrapartida por abrigar a quarta maior hidrelétrica do mundo, capaz de gerar 11 mil MW (megawatts) de energia e atender 60 milhões de pessoas no Brasil. “É um projeto complexo e feito, por exemplo, para não alagar um milímetro de terra indígena”, diz o presidente da Norte Energia, Duílio Diniz de Figueiredo.

Quando venceu a disputa pela usina de Belo Monte, a Norte Energia se comprometeu a realizar o ambicioso plano de compensação para minimizar eventuais impactos sociais e ambientais. O exemplo a ser evitado é o da rodovia Transamazônica, inaugurada em 1972 e que não beneficiou a região. “Com 103 anos, a cidade de Altamira tinha esgoto a céu aberto e só dez por cento de água”, assinala o executivo da empresa.

O projeto de saneamento em Altamira prevê R$ 300 milhões de investimento para seus 106 mil habitantes, seguindo a tecnologia usada em Paris. Haverá oito reservatórios de água potável. Os municípios da região receberão um total de R$ 485 milhões para rede de água e esgoto. Segundo o presidente da Norte Energia, Altamira ainda se livrou do lixão no centro da cidade. No lugar, foi construído um moderno aterro com gramado.

Leitos de UTI

Além do saneamento básico, a região de Altamira está ganhando uma rede mais robusta de atendimento de saúde. O projeto inclui quatro novos hospitais e a reforma de outros três – totalizando 104 leitos e uma Unidade Terapia Intensiva (UTI). Foram construídas 30 Unidades Básicas de Saúde (UBS) na região. “Já aparecem resultados desse esforço. Entre 2011 e 2015, os casos de malária tiveram queda de 96%”, informa Duílio Diniz.

A cidade também ganhou um edifício onde será instalada a futura Escola de Medicina. Na área de Educação, foram construídas ou reformadas 270 salas de aula, beneficiando um contingente de 22 mil estudantes. Outras 108 salas passaram por ampliação. E, para melhorar a segurança, a região está recebendo R$ 100 milhões para coletes salva-vidas, compra de um helicóptero e reforma da cadeia pública.

Povos indígenas

Um mal-entendido recorrente é que a usina de Belo Monte afetaria negativamente os povos indígenas do rio Xingu. A região tem 34 aldeias-mãe que ficam num raio de 500 quilômetros em torno de Altamira. O projeto de compensação social e ambiental prevê um investimento de R$ 212 milhões em benefícios às aldeias, informa o presidente da Norte Energia. São 711 casas construídas, compra de 370 barcos, além da instalação de postos de saúde e escolas.

As compensações sociais e ambientais mostram a responsabilidade de que toca um grande projeto em uma das regiões (a Amazônia) mais importantes do mundo na atualidade. E os números de Belo Monte são todos grandiosos. Só de trabalhadores na obra são 25 mil pessoas envolvidas direta e indiretamente. Um dos pontos relevantes é que 60% destas pessoas são paraenses, estimulando o emprego local.



Em tempo: Em 2010, o americano James Cameron, que dirigiu os filmes Titanic e Avatar, criticou a construção da usina. À época, ele disse que pediria o apoio de congressistas norte-americanos na luta contra o projeto.

Em tempo2: No ano passado, o consórcio formado pelas empresas brasileiras Furnas e Eletronorte e a chinesa State Grid  foi o vencedor do leilão da linha de transmissão que irá escoar a energia produzida pela hidrelétrica de Belo Monte, no Pará, para a Região Sudeste.

A nova linha de transmissão de energia elétrica vai ligar a Usina de Belo Monte, no Xingu (Pará), à sub-estação de Estreito na cidade de Ibiraci (Minas Gerais).

Com  cerca de 2.100 quilômetros de extensão, a linha de transmissão tem tecnologia inédita no Brasil pois é de ultra-alta tensão, de 800 kilovolts (kv), permitindo o transporte de energia com redução de perdas.

http://www.conversaafiada.com.br/economia/2015/05/25/belo-monte-derrota-os-bagrologos-entreguistas/
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Randolfe Rodrigues denuncia arbítrio e truculência de Eduardo Cunha

por Randolfe Rodrigues*

O deputado Eduardo Cunha afronta os parlamentares, rebaixa a Câmara dos Deputados, constrange o Congresso Nacional e espanta a Nação brasileira com sua mais recente demonstração de arbítrio e truculência.

Desrespeitando os 68 deputados federais de vários partidos da Comissão Especial que, durante três meses, debateram com seriedade a esperada Reforma Política, o deputado Cunha acaba de cancelar, arbitrariamente, a reunião final que faria a avaliação do relatório a ser encaminhado ao plenário.

Pior: o deputado Cunha destituiu, na prática, a Comissão Especial, chamando a Reforma Política para uma precoce votação em plenário nesta terça-feira (26).

Será uma votação apressada, estouvada, sobre mudanças fundamentais da vida brasileira, com impacto direto para os cidadãos e eleitores que todos representamos nas diferentes instâncias do Legislativo brasileiro – no plano municipal, estadual e federal.

A Reforma Política implica discussão séria sobre fatos de repercussão permanente, como o financiamento das campanhas eleitorais, a reeleição e o sistema proporcional ou não na eleição de deputados e vereadores, entre outras questões relevantes.

São mudanças que devem refletir a vontade do povo brasileiro, aqui representado no Congresso Nacional pela vontade majoritária, soberana e democrática dos Deputados Federais.

O gesto antidemocrático e personalista do deputado Cunha se explica por seu receio de que seja derrotado em questões pontuais de sua exclusiva preferência, como a instituição do nefando ‘distritão’, modelo que acaba com o sistema proporcional de eleição e massacra as siglas partidárias, e a manutenção do contaminado sistema de financiamento privada das campanhas eleitorais, matriz de corrupção sistêmica comprovada nas investigações da Polícia Federal sobre a Operação Lava Jato.

O deputado Cunha deve entender que, embora presidente da Câmara, ele é apenas um parlamentar entre 513 deputados federais.

O deputado Cunha precisa compreender que sua vontade pessoal e seu arbítrio não podem sufocar a vontade da maioria e não podem comprometer o futuro do País.

Como diz o frustrado relator da Comissão Especial, deputado Marcelo Castro, o trabalho exaustivo cumprido durante três meses por 68 parlamentares será substituído, de repente, pelo relatório oral de cinco minutos em plenário executado de forma submissa por um deputado da exclusiva e absoluta confiança do deputado Cunha.

A Câmara dos Deputados e o Congresso Nacional não são quintais do arbítrio e da truculência do deputado Cunha.

A Câmara, o Congresso e o Brasil merecem respeito, deputado Cunha!

Minha solidariedade aos nobres Deputados Federais e à Câmara dos Deputados, tão desrespeitada nesse momento de barbárie pessoal e violência institucional exercida justamente pelo parlamentar que deveria defender a instituição e a democracia.

Deputado Cunha, uma advertência final ao Senhor: os seus brutais métodos políticos, aqui no Senado Federal, não passarão!

http://www.viomundo.com.br/denuncias/randolfe-rodrigues-denuncia-arbitrio-e-truculencia-de-eduardo-cunha.html
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A luta contra a corrupção passa por uma verdadeira reforma política 

Publico abaixo o texto da deputada federal Jandira Feghali (pcdb rj), que me representa. 

Eu acrescentaria algumas coisas como: estender as campanhas para períodos maiores, e regulamentar os debates eleitorais. 

Por que não há debate entre candidatos ao legislativo na tv, em horário nobre?

O voto não é o fundamento da democracia? Por que os debates presidenciais são exibidos em horários não amigáveis?

*

É agora

Por Jandira Feghali

O Brasil gasta, em média, mais de R$ 1 milhão para eleger um representante da Câmara Federal. Se for um senador, essa quantia chega a R$ 4,5 mi, e governador, o valor sobe para mais de R$ 23 mi. O total do custo das campanhas em 2014 passou de R$ 5 bilhões – maior que o PIB de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Brasília, Porto Alegre e Curitiba somados.
Estima-se que 90% destas doações foram feitas pelo setor empresarial, de acordo com o Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral. Um dado revelador é que essas contribuições vieram de um grupo pequeno, lideradas por três empresas cabeças (JBS, OAS e Ambev), que não representa nem 1% do total das empresas no país.

Este tipo de relação empresarial movimenta as campanhas no país há três décadas e vem firmando o peso do poder econômico nas decisões do poder público. Bancadas parlamentares chegam a ter suas campanhas inteiras financiadas pelo dinheiro de empresários. Os comportamentos aéticos de muitos têm relação direta com esses interesses.

A realidade é que campanhas no Brasil são caras. E para manter esses custos, as disputas tornaram-se hollywoodianas. As chances são mínimas para candidatos sem apoio de máquinas públicas, com menos recursos, ou que não sejam celebridades com intensa exposição midiática. Neste jogo, lideranças políticas com base social estão, cada vez mais, marginalizadas.

O resultado disso tudo é a baixa representatividade popular e as distorções que revelam um Congresso com 10% de mulheres, 4% de afrodescendentes e somente um parlamentar homossexual declarado. Essa Legislatura não reflete verdadeiramente o rosto de nossa sociedade.
Na eminência de apreciar a reforma política na Câmara dos Deputados, só há saída deste grave cenário com a aprovação de quatro pilares: defesa do sistema proporcional, eliminar o financiamento empresarial, garantia de mecanismos de participação popular e estabelecimento de limite para gastos nas campanhas.

É preciso também modificar a Lei Eleitoral para garantir ao menos a cota de 30% das vagas pra mulheres. Não há como construir uma sociedade justa se mais da metade da população na sua representação política nacional não é realmente refletida. Essa distorção precisa ser combatida por todos nós.

O único projeto de lei que concentra essas regras é o apoiado pela Coalizão pela Reforma Políticas Democrática e Eleições Limpas, grupo formado por mais de 100 entidades nacionais, a exemplo da OAB e CNBB.
Está em nossas mãos, deputados e deputadas, levar à frente a votação de uma reforma política democrática. Não se faz o futuro de uma nação sem a coragem de extirpar das eleições a mão do poder econômico e estabelecer regras claras para uma melhor representatividade. A contagem regressiva já acabou.

É agora.

¹Médica, deputada federal (RJ) e líder do PCdoB

http://www.ocafezinho.com/
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Crônicas políticas, por Miguel do Rosário
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Chico: eles têm 
medo de o Lula voltar
Por isso eles falam grosso com a Bolívia e fino com os americanos

A partir da Agência PT de Notícias:



CHICO BUARQUE: O ALVO NÃO É A DILMA, MAS O LULA



Para o cantor e compositor, oposição e manifestantes têm medo de que Lula volte a se candidatar em 2018



O cantor e compositor Chico Buarque afirmou, em entrevista ao site “El País Brasil“, que o alvo dos manifestantes e da oposição do País é o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e não a presidenta Dilma Rousseff.

“O alvo não é a Dilma, mas o Lula; têm medo que Lula volte a se candidatar”, disse.

Ao avaliar a atual situação política do País, Chico disse considerar que os manifestantes que vão às ruas não têm um objetivo concreto ou claro.

“Entre aqueles que saem às ruas há de tudo, incluindo loucos pedindo um golpe militar. Outros querem acabar com o Partido dos Trabalhadores, querem enfraquecer o governo para que, em 2018, o PT chegue desgastado nas eleições”, avaliou o cantor.

Além disso, Chico disse não ter problemas em tomar “partido” e relembrou que sempre apoiou o Partido dos Trabalhadores, a presidenta Dilma Rousseff e antes, o presidente Lula.

“Apesar de não ser membro do partido, de ter minhas desavenças e de votar em outros candidatos e outros partidos em eleições locais”, explicou.

Para o cantor, as gestões do PT na Presidência da República conseguiram “atenuar” problemas do Brasil como a miséria e a desigualdade.

“O PT não resolveu tudo, mas conseguiu atenuar. Isso é inegável. O PT tem melhorado as condições de vida da população mais pobre”, defendeu.

http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2015/05/26/chico-eles-tem-medo-de-o-lula-voltar/
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Por isso eles falam grosso com a Bolívia e fino com os americanos
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Janio sobre Cunha: 
uma vontade basta
A vontade de Eduardo Cunha não tem admitido concessões mais do que aparentes.

O Conversa Afiada reproduz importante passagem do artigo de Janio de Freitas, extraído da Fel-lha (ver no ABC do C Af):



UMA VONTADE BASTA


(…)

Algumas conclusões não coincidiram com o desejo pessoal do presidente da Câmara, Eduardo Cunha. O relator Marcelo Castro fez alterações obedientes, mas sobrou alguma coisa inalterada.

Eduardo Cunha não admitiu que a comissão votasse o relatório, levando-a a adiar a decisão. Já que o relator se recusava aos gestos finais de servidão, Eduardo Cunha fez saber que iria substituí-lo. Logo, porém, optou por outra exorbitância: levaria o projeto para votação direta do plenário, com a já conhecida manipulação de sua tropa, desprezando o relatório e a opção final da comissão sobre os temas nela discutidos.

Nada do que tenha sido negociado ontem, sobre o encaminhamento a prevalecer, merece confiança até hoje. A vontade de Eduardo Cunha, já se viu bastante, não tem admitido concessões mais do que aparentes.

(…)

A divergência começou entre peemedebistas, e peemedebistas vão fazer o número para decidi-la. Nele, Eduardo Cunha não opina: manda na maioria. Como se dá com quase todas as bancadas pequenas. E pronto. Temos um instantâneo da republiqueta que, desse modo, define a cara de sua democracia. 

(…)


Em tempo: o deputado Jean Wyllys criticou Eduardo Cunha em mensagem postado no Facebook:



OS DESMANDOS DO PRESIDENTE DA CÂMARA, EDUARDO CUNHA, PASSARAM DOS LIMITES!


Estava agendada para agora (a partir das 18h) a sessão da Comissão de Reforma Política que votaria o relatório do deputado Marcelo Castro (PMDB) – este relatório embora não seja aquilo que nós do PSOL e organizações da sociedade civil como OAB, CNBB, MCCE e outras de igual relevância queremos é, contudo, fruto de exaustivas discussões, audiências públicas e oitivas realizadas pela comissão especial ao longo dos últimos meses.

Eis que, a caminho do plenário onde se realizaria a sessão, sou surpreendido com a informação de que esta fora cancelada por decisão de Eduardo Cunha, que não está contente com o relatório do deputado Marcelo Castro.

Segundo informações que circulam pelos corredores da Câmara, Cunha reuniu, na residência oficial do presidente, um grupo reduzido de deputados aliados seus e, com estes, decidiu que o relatório de Castro não seria votado na comissão especial, mas, sim, no Plenário da Câmara amanhã. As mesmas informações antecipam que Cunha destituirá Marcelo Castro da função de relator e nomeará Rodrigo Maia (DEM-RJ), seu aliado, o novo relator da matéria em plenário.

Cunha já tinha humilhado o deputado Marcelo Castro antes em entrevista a O Globo, tratando-o como um qualquer sem condições de produzir o relatório que ele, Cunha, desejava. Castro se calou diante da humilhação.

Eduardo Cunha deseja a todo custo aprovar o sistema eleitoral batizado aqui de “distritão”, que é o pior dos sistemas possíveis, em vigor apenas no Afeganistão. APENAS NO AFEGANISTÃO! Trata-se de um sistema em que é eleito apenas quem tem dinheiro e popularidade prévia: se aprovado, o parlamento ficará mais cheio de pastores fundamentalistas e comerciantes da fé, empresários ricos, apresentadores de programas sensacionalistas de tevê e rádio e jogadores de futebol do que já está no momento; além disso, se aprovado, qualquer governo terá que lidar com um varejo de deputados defendendo interesses privados que só poderá ser vencido mediante “mensalões” e outros esquemas hoje repudiados pela mídia em suas investidas contra o governo do PT. Já pensaram nesse horror?! Os partidos desaparecerão, as ideologias políticas idem e os movimentos sociais não terão qualquer chance de eleger representantes!

Ou seja, o que Cunha propõe – com a complacente cobertura de boa parte da mídia de propriedade privada – é uma contra-reforma política que apenas colocará mais raposas (organizações empresariais, banqueiros, especuladores financeiros, porta-vozes das indústrias farmacêutica, automobilística, de bebidas e armamentista e do agronegócio, empreiteiras e construtoras) livres no galinheiro.

http://www.conversaafiada.com.br/politica/2015/05/26/janio-sobre-cunha-uma-vontade-basta/
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A vontade de Eduardo Cunha não tem admitido concessões mais do que aparentes.
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Ajuste: com FHC, 
medidas recessivas eram regra
Situação ocorrida em 1999 surpreendeu o país após as eleições, com plano econômico ortodoxo.

O Conversa Afiada reproduz artigo de Marcio Pochmann, extraído da Rede Brasil Atual:



OPOSIÇÃO CRITICA AJUSTE FISCAL, MAS NA ÉPOCA DE FHC MEDIDAS RECESSIVAS ERAM REGRA


Situação ocorrida em 1999, primeiro ano do segundo mandato do presidente Fernando Henrique Cardoso, surpreendeu o país após as eleições, com plano econômico ortodoxo

por Marcio Pochmann*

Na medida em que o governo federal vai apresentando o conjunto de propostas de ajustes da economia brasileira elevam-se as críticas da oposição, que chegam a identificar, inclusive, como “traição” ao discurso da então candidata Dilma em 2014. A despeito disso, cabe lembrar a situação ocorrida em 1999, primeiro ano do segundo mandato do presidente Fernando Henrique Cardoso (1999-2002).

Nas eleições presidenciais de 1998, por exemplo, o então candidato Cardoso jamais ousou mencionar tanto a degradação econômica que ocorria no Plano Real, como as negociações em segredo que ocorreram entre o governo brasileiro e o Fundo Monetário Internacional (FMI). Imediatamente ao encerramento das eleições, o Brasil foi surpreendido com o pacote econômico ortodoxo anunciado a partir de novembro de 1998.

Ademais da mudança da equipe econômica, com a demissão de Gustavo Franco, presidente do Banco Central, um conjunto de medidas recessivas foram implementadas, mesmo após o candidato Cardoso afirmar que a economia brasileira seguia perfeitamente bem sob o seu comando. Pelo acordo com o FMI, que liberou o ingresso de US$ 59,5 bilhões para salvar as contas externas, o Brasil perdeu a soberania da política econômica interna, tratando de aplicar o ajuste econômico que transferiu para a parte mais frágil da sociedade o seu maior ônus. A taxa de inflação, por exemplo, aumentou de 2,5%, em 1998, para 8,4%, em 1999, enquanto a taxa de juros aumentou de 7,5% para 13,3%.

Apesar dos aumentos de impostos sobre a população, capaz de elevar a Carga Tributária Bruta de 26,9% do Produto Interno Bruto (PIB) para 27,5% entre 1998 e 1999, a Dívida Pública aumentou 10% (de 42,6% do PIB para 46,9%). Mesmo assim, a superávit primário nas contas públicas saltou de 0% do PIB para 3,2% no mesmo período de tempo.

Para isso, o governo Cardoso cortou parte significativa do gasto público. O financiamento para aquisição da casa própria pela Caixa Econômica Federal refluiu tanto que a quantidade habitacional construída passou de 235,7 mil unidades em 1998 para 144 mil em 1999 (redução de 38,9%). O crédito total também encolheu significativamente (11,1%), decaindo de 28% do PIB para 24,9% no mesmo período de tempo.

A despesa com pessoal e encargo do governo federal decresceu 8,1%, pois passou de 4,9% do PIB em 1998 para 4,5% em 1999. O gasto social federal em relação ao PIB também retrocedeu de 12,3% para 12,2% no mesmo período.

O resultado da opção recessiva adotada em 1999 não tardou a aparecer, indicando os segmentos sociais mais atingidos frente à queda do PIB per capita em 1,8% e a redução da participação dos salários na renda nacional em 3%. De imediato, o aumento de 4,6% na taxa nacional de pobreza, que saltou de 32,5% da população para 34% entre 1998 e 1999.

No mesmo sentido, houve o crescimento da taxa de desemprego em 9% nas regiões metropolitanas, pulando de 11,1%, em 1998, para 12,1%, em 1999. Somente em 1999, o país registrou o saldo negativo de quase 200 mil empregos formais, segundo o Ministério do Trabalho. Para além da pobreza e desemprego, nota-se a redução do valor real do salário mínimo em 3,5% no ano de 1999, assim como a queda no valor médio real dos benefícios da Previdência Social em 2,5%.

* Professor do Instituto de Economia e do Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho da Universidade Estadual de Campinas

http://www.conversaafiada.com.br/economia/2015/05/26/ajuste-com-fhc-medidas-recessivas-eram-regra/
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Situação ocorrida em 1999 surpreendeu o país após as eleições, com plano econômico ortodoxo.
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Grupo da USP denuncia Abril, Globo e projeto tucano de censura a professores: Macartismo e pantomima fascistoide

Grupo de Estudos sobre Marx (GMarx) – USP *, sugerido por Antônio David e Carlos Quadros

O que seria o “ensino ideológico”? O que seria o “assédio ideológico”?

Estas duas questões se colocam com a tramitação na Câmara dos Deputados do Projeto de Lei (PL) 1411/2015, o qual prevê condenação ao “assédio ideológico” no ensino no Brasil. O PL é de autoria de Rogério Marinho (PSDB). Nas suas palavras: “A escola e o ambiente acadêmico precisam ser blindados de qualquer assédio ideológico e partidário, um crime covarde. É preciso garantir a liberdade de aprender”.

No Rio de Janeiro, o Deputado Flavio Bolsonaro já tinha apresentado em 2014 o PL “Escola sem Partido” para defender o “direito dos pais a que seus filhos menores não recebam a educação moral que venha a conflitar com suas próprias convicções“.

Sabemos que certos “moralistas” querem mesmo é um homeschooling homofóbico e racista. O ridículo das propostas costuma levá-las ao esquecimento em condições “normais”, mas num ambiente político em que o Congresso Nacional reverte até direitos trabalhistas e sociais que também julgávamos conquistados, qualquer pantomima fascistoide de um parlamentar nos preocupa.

O ambiente escolar e acadêmico são alvos privilegiados do assédio ideológico e partidário, ao menos nas gestões tucanas em São Paulo e no Paraná.

O aparelhamento (e sucateamento) da Universidade de São Paulo após vinte anos de governo do PSDB é notável, como, ademais, se dá em outras instâncias do estado. Estão frescas na memória de muitas e muitos as cenas bárbaras protagonizadas pela polícia de Beto Richa nas ruas de Curitiba contra os professores em greve. Não houve qualquer panelaço revoltado em seu nome!

A PM de Alckmin não fica para trás: a forte repressão das greves estudantis de 2009 e 2011 na USP com direito a cavalaria, esquadrão anti-bombas, choque e soldados suficientes para cercarem homem a homem o prédio da reitoria e o CRUSP foi digno da ditadura militar, deixando claro um dos mecanismos de funcionamento da democracia racionada.

Tampouco estes estudantes tiveram qualquer solidariedade, antes sofreram represálias da grande imprensa e dos sensacionalistas! A tática do governador agora é, para além da repressão, a negação da existência da greve de professores (assim como o faz com a crise hídrica). A negação é um dos estágios do luto…

Outra expressão da manipulação ideológica no ambiente acadêmico se dá através dos critérios das agências de fomento à pesquisa.

A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), por exemplo, também é uma instituição dos vinte anos de aparelhamento do estado pela direita tucana.

A seleção ideológica de direita ali se vale de camuflagem científica, a qual se opera através da desqualificação de estudos marxistas, os quais são acusados de não serem científicos por conterem princípios ideológicos.

Misturam-se a ignorância e a má fé nesta argumentação!

Toda e qualquer abordagem científica carrega ideologia em seu bojo. O referencial teórico marxista é caracterizado por um severo grau de cientificidade, justamente por reconhecer e assumir que é construído através de uma visão de mundo e com vistas a uma intervenção neste mundo.

Retornemos ao “ensino ideológico”.

De acordo com a direita brasileira, todo e qualquer ensino questionador, orientado teoricamente, com posição política do docente assumida, seria ideológico.

Ora, reproduzir o senso comum e impedir que as coisas mudem, não é um assédio ideológico? Não é uma posição política? A manutenção do status quo, ainda que dissimulada por um falacioso discurso de neutralidade, é sem dúvida um assédio ideológico. A ideologia, como a política, está em tudo!

Na justificação do PL 1411/2015, assim escreveu o deputado Rogério Marinho:

“A forma mais eficiente do totalitarismo para dominar uma Nação é fazer a cabeça de suas crianças e jovens. Quem almeja o poder total, o assalto à Democracia, precisa doutrinar por dentro da sociedade, estabelecer a hegemonia política e cultural, infiltrar-se nos aparelhos ideológicos e ser a voz do partido em todas as instituições. Para eles, é preciso calar a pluralidade, a dúvida saudável e substituir a linguagem, criando um ambiente onde proliferam mitos, inversões, clichês, destruição de reputações e conflitos desnecessários. Para o totalitarismo vingar, é preciso destruir a coesão social e as tradições da sociedade. Por isso, partidos autoritários necessitam calar a imprensa e os meios de comunicação, dominar o sistema de ensino, estabelecer a voz única, enfim, a hegemonia decantada por Antônio Gramsci (filósofo e político Italiano – 1891-1937). Esse expediente estratégico foi utilizado para a conquista e manutenção de poder dos fascistas, nazistas, comunistas e ditadores por várias nações. Hegemonia política significa que a voz do partido deve ser ecoada em todos corações. Por isso, a propaganda desonesta, o marketing mentiroso, a idolatria por indivíduos, a falsificação da realidade e a tentativa de reescrever a História, forjando o passado.” Narciso apenas consegue enxergar o seu espelho!

O projeto de lei deste parlamentar tucano não se caracteriza, justamente, por calar a “pluralidade” e a “dúvida saudável” ao censurar os profissionais formados para suscitar o espírito crítico na escola, seu lugar de excelência?

Talvez a tarefa de pensar e intervir na sociedade para o deputado caiba apenas aos meios de comunicação amigos de seu partido. O pensamento único se manifesta neste assédio ideológico que é tal PL!

É a “falsificação da realidade” que Marinho acusa. Assalto à democracia através da mentira e deturpação conceitual (comentar a sua leitura capciosa de Gramsci seria desperdício de tinta).

A Revista Veja, anos atrás, veiculou matéria denunciando o que chamou de “doutrinação marxista”.

Quando tentaram restringir a sala de aula brasileira de “conteúdos políticos”, em nome da defesa nacional contra “o perigo vermelho”, o que se viu foi a exclusão da Filosofia e da Sociologia do currículo, bem como a deturpação da disciplina de História, em nome das intervenções ideológicas, travestidas de disciplinas escolares, chamadas de Educação Moral e Cívica e Organização Social e Política Brasileira.

Duplo assédio: ideológico no colégio, físico e direto nas ruas! Aquelas disciplinas só serviram a um fim: produzir livros didáticos de baixa qualidade escritos por militares que se locupletaram juntamente com empresas editoriais.

A Rede Globo, com as palavras de Ali Kamel, também denunciou “conteúdo subversivo” em seus órgãos. Os interesses da Editora Abril e da Globo conseguem ser menos nobres ainda do que os dos setores golpistas em 1964!

A sua estratégia macarthista, para além de agradar o gosto de seu público imbecilizado, corresponde aos interesses de grandes grupos produtores de material didático, em que se incluem os próprios conglomerados citados, tendo em vista retirar de mercado livros já consolidados no Ensino de História.

A escola também é, por definição, um espaço de formação, tal qual a família ou a religião do aluno (para aqueles que professam alguma fé). E formação é um momento de construção de pensamento crítico.

Enganam-se, e enganam aos outros, aqueles que acreditam que a liberdade de aprendizado se opera em uma sala de aula censurada. A ideologia hegemônica não é imposta por professores e professoras, de resto espancados e mal pagos, mas sim por organismos midiáticos que, apoiados em concessões públicas ou em vultosas assinaturas para distribuição de seus escritos no ensino básico, possuem a plena liberdade para a mentira. Eis o real assédio!

Contra a escola sem partido, preferimos a sala de aula sem censura!

PS do Viomundo: O Gmarx surgiu em 2009 como grupo de pesquisa com o objetivo de discutir os vários marxismos no âmbito da Universidade. Ele congrega estudantes de graduação e pós-graduação, professores universitários, mas também estudantes ou autodidatas de fora da universidade.

O Gmarx se posiciona publicamente na defesa dos valores humanistas, da educação pública gratuita para todas as pessoas, a favor de cotas e procura integrar prioritariamente mulheres e negros, reconhecendo suas dificuldades em atingir tais objetivos.

http://www.viomundo.com.br/denuncias/grupo-da-usp-denuncia-abril-globo-e-projeto-tucano-de-censura-a-professores-brasileiros.html
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Altamiro Borges: Que a derrota do ajuste fiscal na Espanha sirva de alerta a Dilma

por Altamiro Borges, em seu blog

A partir da eclosão da crise capitalista em 2008, o velho continente passou por um traumático processo de ajuste fiscal.

Imposto pela famigerada “troika” – formada pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), Banco Central Europeu e Comissão Europeia –, a política de austeridade causou as maiores vítimas nos primos pobres da região, rotulados pejorativamente de Piigs (Portugal, Irlanda, Itália, Grécia e Espanha).

Tristes recordes foram batidos nestas nações: desemprego, despejos, suicídios, precarização do trabalho. Houve forte resistência dos trabalhadores.

Portugal e Grécia lideraram inúmeras greves gerais. Já na Espanha, a “revolta dos indignados” tomou as principais cidades do país no início de 2011.

Fruto deste processo de acirramento da luta de classes, num cenário bastante complexo e contraditório, agora as vítimas destes países começam a dar o troco com base na centralidade dos processos eleitorais.

A Grécia foi o primeiro país a derrotar nas urnas os porta-vozes dos rentistas. A avassaladora vitória do Syriza, em janeiro passado, representou um expressivo não à política de austeridade da “troika”.

O novo governo da chamada “esquerda radical” ainda tateia o difícil terreno, mas já sinalizou que está disposto a enfrentar os banqueiros.

No início de maio, o primeiro-ministro Alexis Tsipras ameaçou novamente suspender o pagamento de 1,6 bilhão de euros ao FMI. O clima é de tensão na Grécia!

Já neste fim de semana, foram os espanhóis que surpreenderam o mundo nas suas eleições locais.

Uma aliança dos “indignados” venceu o pleito na decisiva prefeitura de Barcelona; outro bloco de esquerda quase conquistou Madri.

Os partidos responsáveis pelo arrocho fiscal – em especial o direitista PP (Partido Popular), mas também o socialdemocracia PSOE – sofreram a pior derrota desde a redemocratização da Espanha em 1982.

Prova do fiasco dos neoliberais assumidos e fingidos: nas eleições municipais anteriores, de 2011, PP e PSOE juntos somaram 65,33% dos votos, com vantagem para o PP (37,54% x 27,79%). Já no domingo, os dois não passaram de 51% (26% e 25%) – sendo que a queda do PP foi de 11%.

Na capital espanhola, a aliança “Ahora Madrid”, que reúne o Podemos – nascido da “revolta dos indignados” – e várias outras siglas de esquerda, deixou de conquistar a prefeitura por apenas um vereador.

Madri é governada pelo PP há 24 anos, que deverá fazer, no regime parlamentarista, o novo prefeito da capital. Mas o susto dos conservadores foi enorme.

Quase a aliança “Ahora Madrid” elegia Manuela Carmena, uma juíza que se destacou durante a ditadura de Francisco Franco como defensora dos perseguidos políticos.

Já em Barcelona, outra mulher – que também foge ao figurino da política tradicional – encabeça chapa vitoriosa. Ada Colau se projetou na luta contra os humilhantes despejos na cidade.

O jornal “El País”, que fez de tudo para invisibilizar a revolta dos indignados e que não esconde suas ligações com os partidos tradicionais, sentiu o baque das eleições de domingo.

Em artigo publicado nesta segunda-feira (25), o diário conservador lamentou a derrota dos velhos políticos. “O presidente do governo [primeiro-ministro] Mariano Rajoy ficou isolado, porque já não resta nenhum outro dirigente da sua geração, seja na cúpula do seu partido, no governo ou nas direções regionais… São tantas as quedas que o PP de Rajoy fica numa situação de extrema debilidade política e institucional”.

O jornal já prognostica que as forças de direita poderão ser derrotadas nas eleições nacionais marcadas para novembro.

Em tempo: O surpreendente resultado das eleições na Espanha deveria servir de alerta para alguns integrantes do governo Dilma Rousseff, hoje tão seduzidos pelas políticas de austeridade fiscal!

http://www.viomundo.com.br/politica/altamiro-borges-derrota-do-ajuste-fiscal-na-espanha-deveria-servir-alerta-ao-governo-dilma.html
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Fernando Santos

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Imposto sobre grandes fortunas seria mordidinha de 1,5%
Pela primeira vez na história, um jornal – a Folha – dá informações realistas sobre o imposto de grandes fortunas.

O Globo e a Globo nunca deram.

Não é nenhum bicho papão.

Todos os países avançados tem. É uma mordidinha de 0,5% a 1,5%, e significaria uma arrecadação de até 10 bilhões de reais/ano, para o Estado brasileiro.

Os poucos países que não tem, como a Inglaterra e EUA, pegam os ricos através de um pesadíssimo imposto sobre as heranças, de 40%.

A matéria da Folha diz que o atual ministro da Fazenda, Levy, acha o imposto sobre grandes fortunas uma medida ineficiente. E que o ministro anterior, Guido Mantega, ao contrário, havia encaminhado uma proposta nesse sentido.

Éramos felizes com Mantega e não sabíamos!

Mas os paneleiros de São Paulo adoram o Levy e xingam o Mantega nos restaurantes italianos.

Xingam o Padilha também.

Pegunta: paneleiros pertencem a raça humana? Se sim, por que eles aplaudem a sonegação das grandes empresas, um crime que roubou 700 bilhões de reais de um ano e meio até hoje, e xingam o ex-ministro da Saúde por causa do Mais Médicos, que leva médicos a 60 milhões de pessoas?

Ah, Brasil! Ah, Brasil!

O tempora! O mores!

Por falar nisso, chegam, do Senado, informações ao blog de que a CPI do Carf, que investiga uma corrupção fiscal de quase 20 bilhões de reais, está avançando. Houve reunião há pouco do presidente (senador Ataídes de Oliveira, PSDB-TO), vice-presidente (senador Donizeti Nogueira, PT-TO) e relatora (Vanessa Grazziotin, PCdoB-AM) da CPI com Frederico Paiva, procurador responsável pela Zelote.

A foto no alto do post é dessa reunião, e mostra, da esquerda para a direita: a senadora Vanessa, o procurador, o vice-presidente da CPI. O homem de chapéu é o presidente da Comissão, o senador Ataídes.

A mesma fonte informa que já houve conversas entre a CPI e a corregedoria do Ministério da Fazenda, que está investigando o caso e também faz parte da força-tarefa que compõe a Zelotes.

A Zelotes é fruto de um trabalho em conjunto da Corregedoria do Ministério da Fazenda, setor de inteligência da Receita, Polícia Federal e Ministério Público.

Abaixo, a matéria da Folha citada no início do post.

Saiu na Folha.

Levy barrou taxação de grandes fortunas projetada por Mantega

LEONARDO SOUZA
DO RIO

26/05/2015 02h00

Se fosse aplicado um Imposto sobre Grandes Fortunas (IGF) aos 200 mil contribuintes mais ricos do país, como tem defendido a bancada do PT no Congresso, o governo poderia arrecadar até R$ 6 bilhões por ano, segundo estudo feito no Senado a pedido da senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR).

O valor é semelhante à economia que o governo pretende obter, por exemplo, com a revisão das normas para a concessão do seguro-desemprego, uma das principais medidas do pacote fiscal.

Segundo a Folha apurou, o IGF, previsto na Constituição de 1988 mas nunca instituído, estava entre as medidas preparadas pela equipe do ex-ministro Guido Mantega (Fazenda) para depois das eleições de 2014. Levy, no entanto, é contra o IGF, por considerá-lo ineficiente.

Diante da forte repercussão negativa da revisão dos direitos trabalhistas e previdenciários, os congressistas do PT passaram a exigir da Fazenda um projeto para taxar o “andar de cima”.

Foi nesse contexto que a senadora Gleisi Hoffmann solicitou o estudo.

De acordo com o trabalho da consultoria do Senado, o tributo tem eficácia controversa. Na Europa ocidental, só Bélgica, Portugal e Reino Unido nunca o adotaram. O Reino Unido, contudo, assim como os EUA, tem uma carga de até 40% sobre heranças.

Na América do Sul, Uruguai, Argentina e Colômbia também contam com o IGF.

O tributo costuma ser adotado a partir de um determinado valor de patrimônio tangível, como imóveis, ações e aplicações financeiras. As alíquotas normalmente variam entre 0,5% e 1,5%. O limite máximo na França é de 1,8%.

Para chegar ao valor de até R$ 6 bilhões, os consultores do Senado se basearam em declarações de IR das pessoas físicas de 2013 e num relatório do banco Credit Suisse sobre a riqueza mundial.

Segundo o Credit Suisse, o 0,2% mais rico da população brasileira, cerca de 221 mil contribuintes, detinham em 2013 mais de US$ 1 milhão, o que corresponderia hoje a pouco mais de R$ 3 milhões.

Se fosse aplicada sobre essa base mínima uma alíquota de 1,5%, chegaria-se a algo próximo a R$ 10 bilhões.

Os técnicos do Senado ressaltaram, porém, que fatores como transferência de recursos para outros países e imóveis declarados abaixo do mercado poderiam diminuir drasticamente esse número.

A pedido da Folha, dois economistas avaliaram os cálculos do Senado e concluíram que o valor de R$ 6 bilhões é factível, apesar da precariedade dos dados disponíveis no Brasil.

O economista José Roberto Afonso, do IBRE/FGV, defende que antes de criar um IGF o governo deveria corrigir distorções nos impostos sobre propriedade, como o ITR (Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural) e IPTU. “O governo federal cobra menos ITR que o IPTU pago pelo bairro de Copacabana. Isso é ridículo, e ninguém fala.”

Para o economista Mansueto Almeida, especialista em contas públicas, o tributo sobre heranças é mais eficaz que o IGF, por reduzir a distância econômica entre classes das gerações futuras.

http://www.ocafezinho.com/2015/05/26/imposto-sobre-grandes-fortunas-seria-mordidinha-de-15/#more-28679
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