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Fernando Santos
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Durante várias horas, ontem, os grandes sites reproduziram uma nota da Reuters de que o Comitê Olímpico dos EUA teria “liberado” os atletas daquele país para não comparecerem aos Jogos Olímpicos no Rio de...
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Aldo Mariátegui, um jornalista “poderoso” do Peru, onde funciona como um dublê de colunista a la Merval Pereira e dirigente de empresas de comunicação, ficou com cara de palerma no programa Sin Medias Tintas,...
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A saída para Dilma, Lula e PT é explicar a crise ao povo

Talvez o mais revoltante e deprimente em toda essa situação política, econômica e institucional que o Brasil atravessa nem sejam os efeitos desses problemas sobre a vida da população, mas, sim, termos que aturar as mentiras, a prepotência e a hipocrisia dos autores de todos esses problemas.

Não, eu não acho que os autores de todos os problemas que o Brasil atravessa sejam os petistas (governo e partido). Se eles têm alguma culpa é a de não terem enfrentado os fascistas da mídia e da oposição formal enquanto tinham meios para tanto.

A culpa por tudo que está acontecendo de ruim na economia é dos fascistas que controlam Globo, Folha, Veja, Estadão, PSDB, DEM e a Operação Lava Jato – esta, uma arma política construída por essas entidades em conluio com setores do Judiciário, do Ministério Público e da Polícia Federal.

E quem diz que a Lava Jato e seus mentores intelectuais são os responsáveis pelo naufrágio da economia brasileira não é este blogueiro, mas a diretora-gerente do FMI, Christine Lagarde, quem, em outubro passado, em coletiva de imprensa, falou sobre as “sérias dificuldades econômicas” do Brasil e sobre as “incertezas” geradas na esteira da crise política, que, segundo ela, têm como centro a investigação na Petrobras.

Quase meio século depois de sua última realização no Brasil, o Fundo Monetário Internacional e o Banco Mundial voltaram a se reunir em um país da América Latina – desta vez (outubro de 2015) foi no Peru. Antes de sua chegada a Lima, Lagarde deu entrevista a editores do Grupo de Diários América (GDA), que inclui veículos brasileiros.

Vale, pois, rever o que disse Lagarde. Suas palavras textuais dizem exatamente o que o Blog afirmou acima.

“(…) É óbvio que o Brasil enfrenta sérias dificuldades econômicas. A previsão é que a economia sofra forte contração este ano (2015) devido à queda do investimento e do consumo, sendo provável que permaneça em território negativo em 2016. Além disso, a crise política provocada pela investigação em curso na Petrobras criou incertezas que, por sua vez, afetaram a confiança de consumidores e empresas. Portanto, não há dúvida de que o país atravessa tempos difíceis e que isso já está se traduzindo em um aumento das taxas de desemprego e na deterioração das condições creditícias (…)”

O que disse Lagarde só é novidade para os pistoleiros da grande mídia, os “calunistas” de sempre, que atribuem os problemas econômicos do país a uma suposta “incompetência” do governo petista mesmo que não só o FMI, mas inúmeros pesos-pesados da economia nacional e internacional vivam afirmando que a Lava Jato é que está triturando a economia brasileira.

Como já foi dito incontáveis vezes nesta página, a sabotagem do ambiente de negócios não começou agora e, sim, em 2013, com os protestos por 20 centavos que paralisaram o Brasil, afundaram a estabilidade política do governo e, assim, abriram as portas para o surto fascista que se apossou do país.

A Operação Lava Jato, porém, exacerbou aquele problema ao impensável. Essa operação policialesca e politizada acaba de aniversariar – já tem 2 anos, tendo começado no ano seguinte à sabotagem da economia pela “esquerda”, com os protestos de junho de 2013.

Nesses 24 meses, a operação da PF simplesmente paralisou os investimentos e pulverizou a confiança dos agentes econômicos.

Com a tentativa de golpe, sem saber que governo o país teria seis meses à frente ninguém mais investiu um centavo em nada – e o mais irônico é que o fatídico 2015 passou e o governo não caiu.

E o pior é que não se vislumbra, neste momento, um mísero feixe de luz no fim do túnel. As manchetes repetitivas trazendo notícias de novas desgraças econômicas garantem que o governo continuará nesse cai-não-cai e que, nesse meio tempo, ninguém vai investir um centavo no país.

Com isso, não há ajuste fiscal que dê conta. Você poupa dez, mas como a arrecadação não para de cair logo terá que poupar duas vezes dez, três vezes dez…

A direita fica exultante. Quanto mais a recessão se aprofundar mais acha que haverá garantia de que o povo não votará de novo no PT – o que é uma bobagem, porque essa mesma direita está construindo um ambiente em que reerguer a economia e melhorar a vida do povo será dificílimo.

Do lado da população, há uma situação de virtual pânico. O medo do futuro impede o raciocínio. As pessoas ficam furiosas e não querem saber de nada, querem um culpado para malhar. E nada mais.

Nesse aspecto, o governo, o PT e o próprio Lula, acuados, colaboram com seus algozes, pois não sabem como se posicionar. Ou melhor: há medo de se posicionarem como deveriam – o que, aliás, é inexplicável porque não têm mais nada a perder.

E como deveriam se posicionar: ora, perdido por um, perdido por mil. Vamos ao ataque. Vamos falar a verdade.

O programa do PT que está no ar peca pela falta de lógica. Não explica a crise e propõe às pessoas que “trabalhem”, o que pode ser muito mal interpretado. O programa deveria explicar a crise. Explicar por que a economia afundou e pedir às pessoas que não façam o jogo da direita.

Tudo que foi explicado acima deveria ter sido explicado lá atrás. Há muitos elementos que permitem mostrar que dos 14 anos de governos do PT, durante 13 os salários se valorizaram, o desemprego caiu, a pobreza e a miséria despencaram, a desigualdade se reduziu drasticamente.

Expor esse fato inegável faria as pessoas pensarem. Por que não foi feito? Mistério…

Seja como for, nunca é tarde. Claro que o PT só terá espaço na tevê de novo no segundo semestre, mas, até lá, o partido pode começar a discutir e a reunir dados para fazer uma bela e esclarecedora campanha publicitária.

Enquanto isso, o partido pode fazer seminários, atos públicos e atacar pesado na internet, mostrando como foi que a direita conseguiu arrasar a economia brasileira simplesmente gerando incerteza nos investidores através da mídia, da PF e do MP.

Claro que a CUT, o MST e outros movimentos sociais poderiam parar de ficar brigando com os fatos (com a necessidade de ajustar as contas do país) e se dedicarem a entender e a explicar à sociedade porque a economia afunda.
Enfim, o fato é que os brasileiros estão sendo cúmplices da própria desgraça.

Estão ajudando a direita a sabotar o país ao comprarem seu discurso antipetista. Ao apoiar as teses políticas fascistas, a população ajuda a deprimir a economia, põe seus empregos e salários em xeque, enfim, os brasileiros, ao apoiarem as teses políticas da direita, estão pondo a corda no próprio pescoço.
Isso é o mais doloroso.

Agora, pois, é hora de ter coragem. Chegou a hora de denunciar por que a economia não melhora.

Ah, mas muita gente não vai acreditar, dirão os medrosos. E daí? Muita gente não é todo mundo. Há, sim, gente que pensa, gente inteligente que vai entender o que a diretora-gerente do FMI explicou com tanta simplicidade. E como Lagarde há muitos outros experts da economia mundial e nacional dizendo a mesma coisa.

É só mostrar os fatos que muito formador de opinião irá entender e daí para frente se produzirá um círculo virtuoso. Mas para qualquer coisa dar certo nesta vida, há que tentar. E para tentar qualquer passo ousado, nesta vida, é preciso coragem.


http://www.blogdacidadania.com.br/2016/02/a-saida-para-dilma-lula-e-pt-e-explicar-a-crise-ao-povo/
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Chegou a hora de denunciar por que a economia não melhora. Ah, mas muita gente não vai acreditar, dirão os medrosos. E daí? Muita gente não é todo mundo. Há, sim, gente que pensa, gente inteligente que vai entender o que a diretora-gerente do FMI explicou com tanta simplicidade no ano passado: a Lava Jato e as tentativas de golpe estão afundando a economia. O povo não sabe disso. Ninguém vai informá-lo?
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Fernando Santos

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TV Globo tem fracasso retumbante em 2015: Faturamento despenca 7%.

Os negócios da TV Globo vão de mal a pior. Em 2015 o faturamento caiu 7%.

É isso mesmo: a TV Globo faturou 7% a menos em 2015 do que faturou em 2014.

Note que o desempenho é muito pior do que o do PIB brasileiro. Não é só a economia brasileira como um todo que afetou a Globo. É o mau desempenho financeiro da própria Globo que entra na conta para derrubar o PIB do Brasil.

O estudo que chegou a este número foi feito pela própria emissora e divulgado pelo colunista Daniel Castro.

A TV aberta como um todo, incluindo todas as outras emissoras, foi pior ainda: queda de 8,5% no faturamento. O mercado publicitário como um todo (incluindo internet, revistas e jornais) retraiu 11%. Não foram divulgados os números em separado, mas é certo que o péssimo desempenho dos jornais, revistas e tv não pode ser confundido com o desempenho muito melhor do meio internet.

Em um cenário que pode ser considerado otimista, a emissora prevê "crescimento" zero em 2016. Isso contando com o incremento extra das cotas de patrocínio das Olimpíadas.

Na minha opinião a emissora está sendo otimista demais, mesmo considerando que a economia brasileira começa a dar sinais de recuperação. O faturamento da tv continuará caindo ladeira abaixo. Por vários motivos:

1) A banda larga vai se expandir com crise ou sem crise. As teles estão perdendo receita na telefonia de forma acelerada e precisam desesperadamente vender mais e mais banda larga, que é o que os clientes querem comprar. A operadora de telefonia que não fizer isso, quebrará. E quanto mais banda larga, menos audiência terá a Globo.

2) Como se não bastasse a Netflix tirar audiência da tv, a empresa indiana Dish Flix está vindo para o Brasil dizendo que terá preços abaixo da Netflix. Na Índia oferece pacotes de filmes descarregados por mini-parabólicas de satélite (sem precisar de banda larga) pelo equivalente a R$ 6,00 por mês. Vai mexer com o mercado de tv paga e tv aberta.

3) A TV paga passou a perder assinantes no fim do ano passado. Em parte tem a ver com a crise, pois quem fica desempregado corta a TV paga, mas em parte também os pacotes oferecidos são caros. Enquanto a Netflix custa R$ 20 por mês, pacotes com alguma variedade de filmes e séries na tv por assinatura custam pelo menos quatro vezes mais. Para voltar a crescer e recuperar clientes as operadoras de tv paga terão de oferecer pacotes a preços mais populares, e pararem de querer empurrar telefone fixo (que ninguém quer mais) em pacotes combos. Com o barateamento da tv por assinatura a Globo perde audiência.

4) Os anúncios nos intervalos comerciais de tv dão cada vez menos retorno em vendas para os anunciantes. Como se não bastasse muita gente usar o controle remoto e mudar de canal no intervalo, mesmo quando um programa de tv faz sucesso, no intervalo as pessoas ficam comentando no facebook, no twitter, etc. Quem anuncia nestas redes sociais acaba tendo mais retorno em vendas do que anunciar na tv.

5) O demo-tucanismo, o golpismo, o ódio à política boa para pobres e trabalhadores, e a parcialidade da TV Globo espanta cada vez mais boa parte dos telespectadores conscientes. 

6) A mentalidade de colonizada da TV Globo espanta telespectadores nacionalistas e quem deseja estar bem informado. Até hoje a ficha da Globo ainda não caiu que, desde de 2014, a maior economia do mundo por Poder de Paridade de Compra já é a China e não os Estados Unidos. E isso com dados oficiais do FMI e do Banco Mundial. A gente quase não vê falar da China no péssimo jornalismo da Globo.

7) A pauta do "quanto pior, melhor" e a apologia da crise que se vê na tela Globo, inclusive em programas como o do Faustão, espanta tudo quanto é brasileiro que deseja melhorar de vida e deseja um país melhor.

8) A programação da Globo não atende mais a diversidade nacional. No futebol a Globo dá preferência só ao Flamengo e Corinthians, desagradando todas as outras torcidas. E mesmo flamenguistas e corintianos reclamam do futebol começar tarde da noite, depois da novela. O modelo de rede com programação centralizada no eixo Rio-São Paulo também não atende o telespectador do Nordeste, do Norte, Centro-Oeste e Sul. Além disso a programação da Globo há anos está repetitiva, cansativa, maçante e sem novidades interessantes.

Tenho a ligeira desconfiança de que 2016 pode ser o pior ano da história da Globo. Isso enquanto 2017 não vem.

http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com.br/2016/02/tv-globo-tem-fracasso-retumbante-em.html#more
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É possível que alguém possa chamar de “benfeitorias” fazer uma horta, plantar uma mudas de árvore e criar patos? Pois o Estadão chama, na matéria em que diz que “Segundo relatos, ex-primeira-dama e Lula...
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Amanhã ocorre a segunda eleição primária da sucessão norte-americana e todas as pesquisas apontam para uma vitória folgada de Bernie Sanders em New Hampshire sobre a favorita Hillary Clinton. É um estado pequeno, com...
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Em quatro anos, "Jornal Nacional" perde 28% de seu público


Apenas entre 2012 e 2015, o "Jornal Nacional", perdeu 28 em cada 100 telespectadores que antes acompanhavam ao telejornal da Globo todas as noites em todo o Brasil.

A queda de audiência, apontada por dados consolidados obtidos por esta coluna, mostram que a participação do "JN" no universo de TVs ligadas, nas 15 principais regiões metropolitanas do país, caiu de 53,7% em 2012 para 38,9% no ano passado.

Em pontos, no Painel Nacional de Televisão, o "JN" caiu de uma média de 31,8 pontos em 2012 para 24,8 pontos no ano passado. Cada ponto no PNT equivale a cerca de 240 mil domicílios.

O telejornal da Globo ainda é líder inconteste de audiência no país, mas, ano após ano, vem perdendo público e importância.

Dez ou 15 anos atrás era impensável a qualquer pessoa que quisesse ser bem informada deixar de assistir ao "JN". O resultado atual mostra mudança clara nesse quadro.

Vale dizer também que o "JN" está perdendo público para seus concorrentes diretos: por exemplo, desde 2012, o share do "Jornal da Record" cresceu 91% (de 10,4% para 19,8%). O telejornal do SBT  também cresceu 3%; já o "Jornal da Band" percentualmente cresceu 49% em seu share desde 2012: de 2,3% para 3,5%.

No horário do "JN" também a participação da TV paga disparou nos últimos quatro anos: passou de 13,3% para 20,5% em 2015. Da Coluna de Ricardo Feltrin


http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com.br
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Não vai dar em nada! PSDB está acima da lei Interceptações da Operação Alba Branca indicam qu...
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Jacques Távora Alfonsin: Onde os direitos humanos sociais não chegam, a misericórdia chega?


Jacques Távora Alfonsin

Vanesa Sartori é uma vereadora na cidade de Malvinas Argentinas, atualmente envolvida em uma luta política extraordinariamente importante para impedir a instalação de uma fábrica processadora de milho transgênico que a multinacional Monsanto está empenhada em criar, desde 2012, na cidade onde ela exerce o seu mandato.

Catequista e psicóloga, denunciou o fato em uma carta enviada para o próprio Papa Francisco, no dia 10 de janeiro passado, conforme noticia a Carta Maior de 24 do mesmo mês, dizendo, entre outras coisas:

“…o motivo principal, mas não o único, pelo qual escrevo é para comentar e compartilhar o estado de preocupação que temos como vizinhos da cidade, devido a uma nova tentativa da Monsanto para instalar a em nossa cidade a maior fábrica processadora de milho transgênico do mundo a 900 metros das nossas casas e escolas”. {…) “Creio que não é necessário recordar quem é a Monsanto, basta dizer que é uma das empresas que mais tem destruído e contaminado o planeta, adoecendo centenas de pessoas, matando milhares. Uma empresa que se caracteriza por corromper governos e ocultar informação sobre os efeitos reais dos seus produtos” {…} “…desde que o presidente Mauricio Macri assumiu o país foi palco de vários atropelos aos direitos sociais, civis, trabalhistas e constitucionais”; “enquanto isso, em Buenos Aires, o atual ministro de agricultura é um ex-gerente da Monsanto”.

No dia 16 do mesmo janeiro, o Papa Francisco, por um simples e-mail, enviou a sua resposta: “Obrigado por sua carta e por todo o bem que você tem feito. A você, à sua família e à comunidade paroquial de Malvinas Argentinas lhes transmito a certeza de que levam minhas orações e as minhas bendições”. {…} “…não se esqueçam de rezar por mim.

Não se pode, sem conhecimento de todos os detalhes processuais de uma ação judicial, com os direitos todos ali em causa, formar-se qualquer juízo sobre sua procedência, ou não. Embora à distância, porém, a notícia em si já enseja antecipar-se o peso que a velha polêmica, presente em todas as ações submetidas ao Poder Judiciário, relacionadas com direitos humanos sociais implicados na defesa do meio ambiente e da saúde pública, vai aparecer na sentença do caso denunciado pela vereadora. Quando esses direitos se encontram em qualquer conflito, a aplicação das leis onde estão previstos frequentemente hesita e as vezes fica até dependente de algumas alternativas praticamente inseparáveis de valores, sejam esses financeiros (prestações em dinheiro, a cargo do Poder Público) ou éticos, axiológicos (urgências de satisfação imediata de uma necessidade ligada à vida ou à dignidade das pessoas, porventura presentes no caso).

Na carta da vereadora Vanesa para o Papa aparece bem acentuada essa segunda hipótese. Para ela, a fábrica está pondo em risco não só o meio ambiente, sabidamente um bem adscrito a um interesse difuso e, por isso mesmo, não só titulado pelo povo da cidade de Malvinas e da Argentina, como também o da saúde das pessoas afetadas diretamente pela produção do tal milho transgênico, uma questão, por sinal, ainda de muita discussão no Brasil, sobre a obrigatoriedade ou não de a rotulagem dos produtos transgênicos postos a venda advertirem compradoras/es de serem compostos com aquele risco.

As vitórias administrativas e judiciais alcançadas por empresas como a Monsanto, em matéria onde esteja em causa o meio ambiente, devem-se muito aos valores financeiros da chamada liberdade de iniciativa econômica, cujos limites têm um poder de reconhecimento legal sabidamente elástico, não raro de dimensões planetárias, hoje identificados na chamada globalização dos mercados. Esse poder, predominantemente privado, é muito superior ao dos direitos sociais, pois a propriedade sobre dinheiro age onde bem deseja, não dependendo do Estado, como acontece com os direitos sociais, embora a possibilidade da validade desses ser imposta, também, entre particulares, possa ser considerada crescente. A balança que pesa essa diferença de poder, especialmente delicada quando entram em conflito direitos patrimoniais e direitos sociais, muito raramente decide em desfavor dos primeiros, pois, enquanto esses são atribuídos pelo poder do dinheiro que os adquire, os sociais, embora considerados inerentes à vida das pessoas e, portanto, não adquiridos como os patrimoniais, ficam dependentes do reconhecimento, caso a caso, dessa mesma condição, ou seja, a de serem inerentes.

A dignidade humana, como fundamento deles, não aparece em nenhum documento, registro e em nenhuma nota fiscal, como ocorre com os direitos patrimoniais. Por isso mesmo, esse reconhecimento não escapa da escala subjetiva de valores éticos de quem os julga, aí surgindo uma distância abissal entre a sua eficácia (reflexo efetivo de sua existência e validade na concretude dos seus efeitos previstos legalmente) e a dos direitos patrimoniais, sempre retornando a se acender, caso a caso, a discussão sobre se, porque, quando e como podem, ou não, ser reclamados em juízo. Justamente por não serem exclusivamente individuais, o grau do respeito a eles devido, transcende uma simples questão posta entre autor/es e réu/s, não tendo como fugir da sensibilidade social das/os juízas/es, dos valores humanos, éticos, culturais, inspiradores das suas sentenças, hipótese para a qual nenhuma lei (ressalvada justamente a lei moral) tem capacidade segura de garantir com precisão.

Hans Kelsen, quando escreveu a sua Teoria Pura do Direito, independentemente de toda a polêmica posterior que criou com ela, deixou as mentes e as mãos de juízas/es livres de se preocuparem com isso: “Na medida em que a ciência jurídica em geral tem de dar resposta à questão se saber se uma conduta concreta é conforme ou é contrária ao Direito, a sua resposta apenas pode ser uma afirmação sobre se essa conduta é prescrita ou proibida, cabe ou não na competência de quem a realiza, é ou não permitida, independentemente do fato de o autor da afirmação considerar tal conduta como boa ou má moralmente, independentemente de ela merecer a sua aprovação ou desaprovação” (Coimbra: Armênio Amado Editor, 1974).

Embora a história do direito registre uma torrente de opiniões doutrinárias e muitos julgamentos convincentes, rejeitando essa lição, o dogma do chamado “respeito à lei”, como lá se defende, além de servir para “explicar” muita sentença injusta, tem dispensado o trabalho judicial de questionar a sua legitimidade, coisa que os limites de uma crítica como essa aqui nem permite aprofundar.

A resposta enviada pelo Papa à vereadora de Malvinas Argentinas, entretanto, autoriza imaginar-se que ela já contava previamente com a adesão do Papa à sua luta política. No ano passado, o Papa instituiu um “Ano da Graça da Misericórdia”, a ser encerrado em 20 de novembro deste 2016. É suficiente ler a sua mensagem, disponível na internet (site da CNBB, entre outros publicados pelas Igrejas), para perceber-se a fidelidade do Pontífice à própria etimologia da palavra misericórdia. A sua é do latim, “miserere”, ou seja, ter compaixão de miseráveis e pobres e “cordis”, de coração. São sete as “obras de misericórdia corporais”, que o Papa convida quem quiser ouvi-lo a praticar neste ano: dar de comer a quem tem fome, dar de beber a quem tem sede, vestir os nus, dar pousada aos peregrinos, assistir aos enfermos, visitar as/os presas/os e enterrar os mortos. Misericórdia, então, é muito mais do que o senso comum generalizado lhe atribui, como um sinônimo limitado de perdão. Esse constitui apenas uma das outras sete obras, mas aí espirituais.

Quais dessas necessidades corporais, essencialmente ligadas à vida, não têm a sua satisfação prevista como conteúdo de direitos humanos, tanto individuais quanto sociais? O ordenamento jurídico que os prevê garante sua “saída” em lei, mas garante a sua “chegada” em todas as pessoas? Não! Mas as obras de misericórdia sim, quando assumidas individual e socialmente, a solidariedade histórica de iniciativas desse tipo o confirmam. A aplicação da lei, então, como prevista exclusivamente no ordenamento jurídico, na medida em que reconhecesse a sua insuficiência, poderia supri-la com o apoio do “Direito achado na rua”, do “pluralismo jurídico”, do tão combatido direito alternativo, todos aqui tantas vezes lembrados, escolas de direito radicalmente democráticas e abertas a valores humanos como aqueles preconizados nessas obras lembradas pelo Papa. O protagonismo popular, sujeito dessas iniciativas, poderia ser reconhecido pelo Estado, como já está acontecendo em algumas faculdades de Direito, pela ponte que elas fazem com o poder deste, ressalvado melhor juízo, como parte integrante da “comunidade aberta dos intérpretes da Constituição”, na forma defendida por Peter Haberle, por exemplo.

A vereadora Vanesa Sartori, de Malvinas Argentinas, não está só, portanto, como o Papa também não está. Na reunião que manteve com os movimentos populares, em sua visita a Bolívia, no ano passado, deixou claro: “Vós, os mais humildes, os explorados, os pobres e excluídos, podeis e fazeis muito. Atrevo-me a dizer que o futuro da humanidade está, em grande medida, nas vossas mãos, na vossa capacidade de vos organizar e promover alternativas criativas na busca diária dos “3 Ts” (trabalho, teto, terra), e também na vossa participação como protagonistas nos grandes processos de mudança nacionais, regionais e mundiais.” “Não se acanhem!” “…a nossa fé é revolucionária, porque a nossa fé desafia a tirania do ídolo dinheiro.”

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