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Jucá tenta emplacar seu projeto de lei que favorece as construtoras e destrói o consumidor. Por José Cá

São tantas as contradições impostas em apenas uma semana pelo governo golpista de Michel Temer em relação ao programa que foi eleito pelo povo brasileiro em 2014 que a maioria passa despercebida pela opinião pública.

Uma delas, o Projeto de Lei nº 774/2015, do Senado Federal, é capitaneada pelo ministro do Planejamento, Romero Jucá. Como esperado, fere diretamente o cidadão comum que busca o sonho da casa própria.

O “presente” do então senador Jucá (PMDD-RR) às construtoras e incorporadoras imobiliárias foi apresentado na véspera do recesso legislativo, em meados de dezembro passado e ao apagar as luzes do Congresso Nacional.

O texto, aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) a toque de caixa, em abril deste ano, autoriza construtoras e incorporadoras a reter substancial quantia em caso de devolução de imóvel comprado na planta.

Não bastasse prejudicar descaradamente quem está pagando as prestações, trata-se de um flagrante desrespeito ao Código de Defesa do Consumidor.

A Lei-Jucá permite, por exemplo, que construtoras cobrem uma multa de 25% do valor que o consumidor pagou a ela mais 5% do valor de venda do imóvel em casos de cancelamentos de contratos imobiliários.

Além disso, o valor restante seria pago pela construtora em três parcelas.

A acintosa proposta que atende os interesses do “mercado”, em detrimento dos “consumidores”, possui diversos desencontros com a legislação.

De acordo com as decisões dos tribunais, em casos de cancelamento sem que haja falhas de ambas as partes, o consumidor deve receber de 85% a 90% do valor pago à incorporadora.

Além disso, a construtora deve devolver imediatamente o valor que cabe ao cliente em uma única parcela, de acordo com o Superior Tribunal de Justiça (STJ).

O número de cancelamento de contratos imobiliários aumentou por causa da crise econômica e da alta da taxa de juros.

Consumidores estão tendo dificuldades em prosseguir com a compra dos imóveis e acabam desistindo do negócio. Só em 2015, de cada 100 imóveis vendidos, 41 foram devolvidos, de acordo com a agência de classificação de riscos Fitch.

Sobre a iniciativa de Romero Jucá, vale destacar a opinião contrária de sua colega de bancada, Marta Suplicy (PMDB-SP).

Marta sustenta ser a redação original do PL é “prejudicial aos consumidores”, observando que o limite de 10% fixado em reiteradas decisões judiciais é plenamente adequado, caracterizando o percentual estipulado no projeto de Jucá como um verdadeiro enriquecimento ilícito das construtoras, “tendo em vista que o imóvel pode ser novamente negociado pelo preço médio de mercado sem qualquer depreciação”.

Sobre o tema, vale ressaltar também o que escreveu Marcelo Tapai, especialista em direito imobiliário e presidente do Comitê de Habitação da OAB/SP.

“O PL 774/2015 viola frontalmente a legislação, vai de encontro às leis de defesa do consumidor e civil e fere princípios intangíveis do direito e afronta súmulas de Tribunais Estaduais e do próprio Superior Tribunal de Justiça (STJ)”.

“O que pretende, de forma prática”, prossegue o especialista, “é que se a forma de agir das construtoras viola a lei, os respeitáveis legisladores, em vez de criarem mecanismos para coibir os exageros, optam por legalizar a conduta ilegal e permitir às empresas que continuem fazendo suas espúrias retenções, mas dentro da lei”.

As decisões judiciais tendem a garantir ao consumidor a devolução de percentuais entre 85% a 90% dos valores pagos, corrigidos monetariamente e em única parcela.

Conforme Marcelo Tapai, “retenções abusivas e restituição parcelada são ilegais, e o judiciário condena as empresas a seguir o que preceitua a legislação vigente”.

A rapidez com que o projeto de Jucá foi analisado e aprovado também chamou a atenção dos especialistas.

Apenas três dias após sua apresentação, recebeu parecer favorável do relator da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), senador Benedito Lira (PP-AL), e em mais seis dias já estava incluído na pauta para votação. Um tempo recorde.

Para variar, nada foi debatido com a população, beneficiando coincidentemente o segmento econômico que financiou as campanhas eleitorais do senador, o que leva o advogado Marcelo Tapai a levantar suspeitas quando ao mérito da iniciativa.

“Romero Jucá foi arrolado na investigação que apura eventuais desvios na construção da usina de Angra e envolve as construtoras”, diz Tapai.

O presidente do Comitê de Habitação da OAB/SP prossegue.

“Em depoimento prestado à Polícia Federal, Jucá admitiu que se encontrou com o empresário Ricardo Pessoa, envolvido nos esquemas da Lava Jato e lhe pediu R$ 1,5 milhão para a campanha do filho, que, segundo o empreiteiro, serviria para facilitar a contratação de obras na Eletronuclear”.

As dúvidas sobre a conduta dos senadores chegam ao relator da CCJ que votou favoravelmente à aprovação do parecer: como Jucá, Benedito Lira (PP-AL) também foi denunciado, junto com seu filho, o deputado federal Arthur Lira, por suposto envolvimento na Lava Jato – Arthur Lira também foi condenado em seu Estado natal por outro escândalo de corrupção- desvio de cerca de R$ 330 milhões dos cofres alagoanos.

Reforçando a suspeita do envolvimento dos parlamentares com as construtoras do esquema de corrupção que envolve as empreiteiras, Marcelo Tapai lembra que “em recente decisão, o STF (Superior Tribunal Federal) determinou o bloqueio de mais de R$ 4 milhões da conta de pai e filho e o MPF (Ministério Público Federal) afirma que o desvio promovido por ambos é de mais de R$ 8 milhões”.

O caso do projeto de Lei de Romero Jucá se soma a outra iniciativa do governo golpista para dificultar a vida de quem procura realizar o sonho da casa própria.

Num de seus primeiros atos como “presidente interino”, Temer abandonou a meta de contratar dois milhões de residências até o fim de 2018 para o programa Minha Casa, Minha Vida.

O ministro interino das Cidades, Bruno Araújo (PSDB-PE), estimou um prazo de 40 dias para estabelecer uma nova meta, que dependerá da análise que a equipe econômica de Temer fizer das contas públicas.

Além disso, as condições da terceira etapa do programa serão reavaliadas.

A ideia inicial, que não saiu do papel, era a de criar uma faixa intermediária, intitulada de faixa 1,5, para atender famílias com renda mensal de R$ 2.350,00, que teriam direito a subsídios na compra de imóveis e nos juros do financiamento.

Nascido em Recife, Romero Jucá tem uma longa folha de desserviço prestada aos brasileiros mais humildes.

De diretor da Secretaria da Educação do Estado a secretário extraordinário de coordenação da Prefeitura capital pernambucana, chegou à presidência do Projeto Rondon e depois da Funai (Fundação Nacional do Índio), que comandou entre os anos de 1986 a 1988.

Contrariando o que diz hoje como interino do Planejamento, nos cinco primeiros meses da sua gestão na Funai aumentou de forma afrontosa o número de funcionários, principalmente em sua base eleitoral na época, Recife.

Houve intervenção do Tribunal de Contas da União (TCU) por conta de irregularidades financeiras.

Depois de ter deixado o cargo, Jucá passou a ser investigado pelo Superior Tribunal de Justiça por ter permitido extração de madeira em área indígena, não sem antes ter sido quem mais desmarcou terras indígenas e acusado de tentar reduzir o território do Parque Yanomani em pelo menos 25%.

Foi pelas mãos do então presidente José Sarney que o “capitão do mato”, como Jucá é jocosamente chamado nas rodas políticas de São Paulo, alongou para Roraima após ter sido nomeado governador biônico em 1988.

Disputou e perdeu o governo do Estado em 1990, mas conseguiu eleger a então mulher, Maria Teresa, para a Prefeitura de Boa Vista em 1992.

Em 1994 chegou ao Senado e desde então ocupa a vaga de líder de Governo – FHC duas vezes, Lula e Dilma.

Seu nome aparece na Operação Lava Jato, que investiga os esquemas de corrupção na Petrobras, onde foi citado nos depoimentos de Paulo Roberto Costa, ex-diretor da estatal, além de ser suspeito de receber propinas na construção de Angra 3.

Da mesma forma, Jucá é citado na Operação Zelotes, que investiga um esquema de corrupção no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF).

Não queremos acusar o interino do Planejamento de usar o posto para tramar contra cidadãos que buscam o sonho da casa própria.

Mas fica o alerta quanto ao seu perfil pessoal e sobretudo como sua pretensa Lei beneficia construtoras e incorporados, lembrando que o gesto, se a intenção do país fosse encarar a corrupção de frente, deveria também entrar no hall das investigações da Polícia Federal.

Como bem ressaltou Marcelo Tapai, presidente do Comitê de Habitação da OAB/SP, “a desejada idoneidade proveniente das esperadas investigações seriam um importante elemento de prova da lisura das intenções de Jucá e dos demais legisladores”.

http://www.diariodocentrodomundo.com.br/juca-tenta-emplacar-seu-projeto-de-lei-que-favorece-as-construtoras-e-destroi-o-consumidor-por-jose-cassio/
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São tantas as contradições impostas em apenas uma semana pelo governo golpista de Michel Temer em relação ao programa que foi eleito pelo povo brasileiro em 2014 que a maioria passa despercebida pela opinião pública. Uma delas, o Projeto de Lei nº 774/2015, do Senado Federal, é capitaneada pelo ministro do Planejamento, Romero Jucá. Como esperado, fere diretamente o cidadão comum que busca o sonho da casa própria. O “presente” do então senador Ju...
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Tem cara e cheiro de golpe e, agora, há até prova de que o golpe é golpe

Todo santo dia um pistoleiro da mídia golpista escreve ou recita que o golpe não é golpe. O mais curioso é que esses pistoleiros chegam a reconhecer que o “motivo” alegado para o impeachment é fraco porque presidentes anteriores a Dilma também “pedalaram” e nada aconteceu simplesmente porque pedalada não é motivo para derrubar presidentes.

Vale ressaltar que aquilo que os pistoleiros da mídia chamam de “pedalada” é uma operação contábil feita para impedir que programas sociais e outras obrigações sociais inadiáveis do Estado deixem de ser cumpridas por problemas conjunturais de caixa. Trocando em miúdos: o governo fez empréstimos bancários por alguns dias para pagar beneficios sociais em dia.

Sim, é por isso que estão tentando cassar os 54 milhões de votos de Dilma Rousseff.

Mas o foco desta reflexão é outro. É a negativa pavloviana dos pistoleiros da mídia de que o golpe contra Dilma seja golpe quando até o líder da direita venezuelana – golpista como a nossa – teve que admitir que houve um golpe no Brasil.

O ex-candidato a presidente da Venezuela Henrique Capriles não condena o golpe contra Dilma por bondade, convenhamos, mas porque a direita venezuelana tem forte preocupação com sua imagem e, hoje, negar o golpe no Brasil pega muito mal no cenário internacional.

O golpe brasileiro está sendo visto em todo o mundo como golpe porque ele parece golpe, tem cara de golpe, porte de golpe, cheiro de golpe. Os golpistas usam terminologias golpistas e suas primeiras medidas e declarações foram golpistas.

O desmantelamento rápido e sem discussão de políticas que duraram mais de uma década é absolutamente concernente ao que fazem golpistas quando tomam de assalto o poder. Querem reinventar a realidade do país golpeado o mais rapidamente possível, tentando acelerar o caráter de irreversibilidade da aventura.

Mudanças drásticas como as promovidas pelo usurpador Michel Temer na política externa, na Cultura ou nos programas sociais são características dos golpes. Medidas como essas, que mexem com políticas consolidadas ao longo de mais de uma década, deveriam ser muito mais discutidas.

Para políticas tão importantes serem alteradas tão profundamente ou até anuladas, requerem legitimidade de quem promova tais atos, ou seja, exige um governo respaldado pelo voto popular.

O que, convenhamos, não é o caso de Temer. Apesar de ter sido eleito na chapa de Dilma, essa chapa foi eleita com um programa que Temer está jogando fora de cima a baixo. Sem apoio do voto popular.

Apesar de tudo que diz que o golpe é golpe, porém, as negativas continuam. Viraram um mantra. Quando as provas de que o golpe é golpe são expostas, é fácil visualizar mentalmente uma metáfora do comportamento da mídia golpista: um garotinho com os dedos enfiados nos ouvidos repetindo uma e outra vez: “lá-lá-lá, não é golpe, lá-lá-lá”

Agora, porém, surge até prova MATERIAL de que o golpe é golpe, ou seja, de que Temer e seu grupo político tentam tirar Dilma Rousseff do cargo para encerrar as investigações da Lava Jato.

A esta altura, todos já devem ter lido as muitas matérias sobre grampo de conversas do ministro do Planejamento Romero Jucá (PMDB-RR). Contudo, vale ver trecho de reportagem da Globo sobre essa bomba, sobre essa prova cabal de que o impeachment de Dilma Rousseff parece golpe, tem cara de Golpe, cheiro de golpe e, tem agora, prova de que é golpe.

https://youtu.be/5nf567-jO4U

Chega a ser cômico o cargo que o ministro do Planejamento, Romero Jucá, ocupa. As gravações de conversas tão pouco republicanas como as que se ouviu ele tendo mostram que o “planejamento” de que ele se ocupa é o de como parar investigações policiais contra si e seus comparsas. Agora existem até provas documentais de que o golpe é golpe.


http://www.blogdacidadania.com.br/2016/05/tem-cara-e-cheiro-de-golpe-e-agora-ate-prova-de-que-o-golpe-e-golpe/
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Em gravação, ministro do Planejamento Romero Jucá combinou derrubar Dilma para parar a Lava Jato

Em diálogos gravados, Jucá fala em pacto para deter avanço da Lava Jato: Delcidio foi preso por uma gravação que, segundo a PF e STF, ele queria  interferir na Operação Lava Jato... Agora pergunta-se. Romero Juca vai para cadeia também?

Gravações mostram que Jucá articulou impeachment para parar Lava Jato:Novo Abalo Político no Brasil: é Hora da Mídia Começar a Dizer “Golpe”?

Ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado:- Tem que ter um impeachment.

Romero JUCÁ - Tem que ter impeachment. Não tem saída.


Em conversas ocorridas em março passado, o ministro do Planejamento, senador licenciado Romero Jucá (PMDB-RR), sugeriu ao ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado que uma "mudança" no governo federal resultaria em um pacto para "estancar a sangria" representada pela Operação Lava Jato, que investiga ambos.

    JUCÁ - [Em voz baixa] Conversei ontem com alguns ministros do Supremo. Os caras dizem 'ó, só tem condições de [inaudível] sem ela [Dilma]. Enquanto ela estiver ali, a imprensa, os caras querem tirar ela, essa porra não vai parar nunca'. Entendeu? Então... Estou conversando com os generais, comandantes militares. Está tudo tranquilo, os caras dizem que vão garantir. Estão monitorando o MST, não sei o quê, para não perturbar.

    MACHADO - Eu acho o seguinte, a saída [para Dilma] é ou licença ou renúncia. A licença é mais suave. O Michel forma um governo de união nacional, faz um grande acordo(...) Esse país volta à calma, ninguém aguenta mais. Essa cagada desses procuradores de São Paulo ajudou muito. [referência possível ao pedido de prisão de Lula pelo Ministério Público de SP e à condução coercitiva ele para depor no caso da Lava jato]

Gravados de forma oculta, os diálogos entre Machado e Jucá ocorreram semanas antes da votação na Câmara que desencadeou o impeachment da presidente Dilma Rousseff. As conversas somam 1h15min e estão em poder da PGR (Procuradoria-Geral da República).

Machado passou a procurar líderes do PMDB porque temia que as apurações contra ele fossem enviadas de Brasília, onde tramitam no STF (Supremo Tribunal Federal), para a vara do juiz Sergio Moro, em Curitiba (PR).

Em um dos trechos, Machado disse a Jucá: "O Janot está a fim de pegar vocês. E acha que eu sou o caminho. [...] Ele acha que eu sou o caixa de vocês".

Na visão de Machado, o envio do seu caso para Curitiba seria uma estratégia para que ele fizesse uma delação e incriminasse líderes do PMDB.

Machado fez uma ameaça velada e pediu que fosse montada uma "estrutura" para protegê-lo: "Aí fodeu. Aí fodeu para todo mundo. Como montar uma estrutura para evitar que eu 'desça'? Se eu 'descer'...".

Mais adiante, ele voltou a dizer: "Então eu estou preocupado com o quê? Comigo e com vocês. A gente tem que encontrar uma saída".

Machado disse que novas delações na Lava Jato não deixariam "pedra sobre pedra". Jucá concordou que o caso de Machado "não pode ficar na mão desse [Moro]".

    O atual ministro afirmou que seria necessária uma resposta política para evitar que o caso caísse nas mãos de Moro. "Se é político, como é a política? Tem que resolver essa porra. Tem que mudar o governo para estancar essa sangria", diz Jucá, um dos articuladores do impeachment de Dilma. Machado respondeu que era necessária "uma coisa política e rápida".


"Eu acho que a gente precisa articular uma ação política", concordou Jucá, que orientou Machado a se reunir com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) e com o ex-presidente José Sarney (PMDB-AP).

Machado quis saber se não poderia ser feita reunião conjunta. "Não pode", disse Jucá, acrescentando que a ideia poderia ser mal interpretada.

O atual ministro concordou que o envio do processo para o juiz Moro não seria uma boa opção. "Não é um desastre porque não tem nada a ver. Mas é um desgaste, porque você, pô, vai ficar exposto de uma forma sem necessidade."

E chamou Moro de "uma 'Torre de Londres'", em referência ao castelo da Inglaterra em que ocorreram torturas e execuções entre os séculos 15 e 16. Segundo ele, os suspeitos eram enviados para lá "para o cara confessar".

Jucá acrescentou que um eventual governo Michel Temer deveria construir um pacto nacional "com o Supremo, com tudo". Machado disse: "aí parava tudo". "É. Delimitava onde está, pronto", respondeu Jucá, a respeito das investigações.

O senador relatou ainda que havia mantido conversas com "ministros do Supremo", os quais não nominou.  Jucá  diz ao aliado, que  eles teriam relacionado a saída de Dilma ao fim das pressões da imprensa e de outros setores pela continuidade das investigações da Lava Jato.

Jucá afirmou que tem "poucos caras ali [no STF]" ao quais não tem acesso e um deles seria o ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato no tribunal, a quem classificou de "um cara fechado".

Machado presidiu a Transpetro, subsidiária da Petrobras, por mais de dez anos (2003-2014), e foi indicado "pelo PMDB nacional", como admitiu em depoimento à Polícia Federal. No STF, é alvo de inquérito ao lado de Renan Calheiros.

Dois delatores relacionaram Machado a um esquema de pagamentos que teria Renan "remotamente, como destinatário" dos valores, segundo a PF. Um dos colaboradores, Paulo Roberto Costa disse que recebeu R$ 500 mil das mãos de Machado.

Jucá é alvo de um inquérito no STF derivado da Lava Jato por suposto recebimento de propina. O dono da UTC, Ricardo Pessoa, afirmou em delação que o peemedebista o procurou para ajudar na campanha de seu filho, candidato a vice-governador de Roraima, e que por isso doou R$ 1,5 milhão.

O valor foi considerado contrapartida à obtenção da obra de Angra 3. Jucá diz que os repasses foram legais.

LEIA TRECHOS DOS DIÁLOGOS

Data das conversas não foi especificada

SÉRGIO MACHADO - Mas viu, Romero, então eu acho a situação gravíssima.

ROMERO JUCÁ - Eu ontem fui muito claro. [...] Eu só acho o seguinte: com Dilma não dá, com a situação que está. Não adianta esse projeto de mandar o Lula para cá ser ministro, para tocar um gabinete, isso termina por jogar no chão a expectativa da economia. Porque se o Lula entrar, ele vai falar para a CUT, para o MST, é só quem ouve ele mais, quem dá algum crédito, o resto ninguém dá mais credito a ele para porra nenhuma. Concorda comigo? O Lula vai reunir ali com os setores empresariais?

    MACHADO - Agora, ele (Lula) acordou a militância do PT.

    JUCÁ - Sim.

    MACHADO - Aquele pessoal que resistiu acordou e vai dar merda.

    JUCÁ - Eu acho que...

    MACHADO - Tem que ter um impeachment.

    JUCÁ - Tem que ter impeachment. Não tem saída.


MACHADO - E quem segurar, segura.

JUCÁ - Foi boa a conversa mas vamos ter outras pela frente.

MACHADO - Acontece o seguinte, objetivamente falando, com o negócio que o Supremo fez [autorizou prisões logo após decisões de segunda instância], vai todo mundo delatar.

JUCÁ - Exatamente, e vai sobrar muito. O Marcelo e a Odebrecht vão fazer.

MACHADO - Odebrecht vai fazer.

JUCÁ - Seletiva, mas vai fazer.

MACHADO - Queiroz [Galvão] não sei se vai fazer ou não. A Camargo [Corrêa] vai fazer ou não. Eu estou muito preocupado porque eu acho que... O Janot [procurador-geral da República] está a fim de pegar vocês. E acha que eu sou o caminho.

[...]

JUCÁ - Você tem que ver com seu advogado como é que a gente pode ajudar. [...] Tem que ser política, advogado não encontra [inaudível]. Se é político, como é a política? Tem que resolver essa porra... Tem que mudar o governo pra poder estancar essa sangria.

[...]

MACHADO - Rapaz, a solução mais fácil era botar o Michel [Temer].

JUCÁ - Só o Renan [Calheiros] que está contra essa porra. 'Porque não gosta do Michel, porque o Michel é Eduardo Cunha'. Gente, esquece o Eduardo Cunha, o Eduardo Cunha está morto, porra.

    MACHADO - É um acordo, botar o Michel, num grande acordo nacional.

    JUCÁ - Com o Supremo, com tudo.


MACHADO - Com tudo, aí parava tudo.

JUCÁ - É. Delimitava onde está, pronto.

[...]

MACHADO - O Renan [Calheiros] é totalmente 'voador'. Ele ainda não compreendeu que a saída dele é o Michel e o Eduardo. Na hora que cassar o Eduardo, que ele tem ódio, o próximo alvo, principal, é ele. Então quanto mais vida, sobrevida, tiver o Eduardo, melhor pra ele. Ele não compreendeu isso não.

JUCÁ - Tem que ser um boi de piranha, pegar um cara, e a gente passar e resolver, chegar do outro lado da margem.

MACHADO - A situação é grave. Porque, Romero, eles querem pegar todos os políticos. É que aquele documento que foi dado...

JUCÁ - Acabar com a classe política para ressurgir, construir uma nova casta, pura, que não tem a ver com...

MACHADO - Isso, e pegar todo mundo. E o PSDB, não sei se caiu a ficha já.

JUCÁ - Caiu. Todos eles. Aloysio [Nunes, senador], [o hoje ministro José] Serra, Aécio [Neves, senador].

MACHADO - Caiu a ficha. Tasso [Jereissati] também caiu?

JUCÁ - Também. Todo mundo na bandeja para ser comido.

[...]

MACHADO - O primeiro a ser comido vai ser o Aécio.

JUCÁ - Todos, porra. E vão pegando e vão...

MACHADO - [Sussurrando] O que que a gente fez junto, Romero, naquela eleição, para eleger os deputados, para ele ser presidente da Câmara? [Mudando de assunto] Amigo, eu preciso da sua inteligência.

JUCÁ - Não, veja, eu estou a disposição, você sabe disso. Veja a hora que você quer falar.

MACHADO - Porque se a gente não tiver saída... Porque não tem muito tempo.

JUCÁ - Não, o tempo é emergencial.

MACHADO - É emergencial, então preciso ter uma conversa emergencial com vocês.

JUCÁ - Vá atrás. Eu acho que a gente não pode juntar todo mundo para conversar, viu? [...] Eu acho que você deve procurar o [ex-senador do PMDB José] Sarney, deve falar com o Renan, depois que você falar com os dois, colhe as coisas todas, e aí vamos falar nós dois do que você achou e o que eles ponderaram pra gente conversar.

MACHADO - Acha que não pode ter reunião a três?

JUCÁ - Não pode. Isso de ficar juntando para combinar coisa que não tem nada a ver. Os caras já enxergam outra coisa que não é... Depois a gente conversa os três sem você.

MACHADO - Eu acho o seguinte: se não houver uma solução a curto prazo, o nosso risco é grande.

MACHADO - É aquilo que você diz, o Aécio não ganha porra nenhuma...

JUCÁ - Não, esquece. Nenhum político desse tradicional ganha eleição, não.

MACHADO - O Aécio, rapaz... O Aécio não tem condição, a gente sabe disso. Quem que não sabe? Quem não conhece o esquema do Aécio? Eu, que participei de campanha do PSDB...

JUCÁ - É, a gente viveu tudo.

    JUCÁ - [Em voz baixa] Conversei ontem com alguns ministros do Supremo. Os caras dizem 'ó, só tem condições de [inaudível] sem ela [Dilma]. Enquanto ela estiver ali, a imprensa, os caras querem tirar ela, essa porra não vai parar nunca'. Entendeu? Então... Estou conversando com os generais, comandantes militares. Está tudo tranquilo, os caras dizem que vão garantir. Estão monitorando o MST, não sei o quê, para não perturbar.

    MACHADO - Eu acho o seguinte, a saída [para Dilma] é ou licença ou renúncia. A licença é mais suave. O Michel forma um governo de união nacional, faz um grande acordo, protege o Lula, protege todo mundo. Esse país volta à calma, ninguém aguenta mais. Essa cagada desses procuradores de São Paulo ajudou muito. [referência possível ao pedido de prisão de Lula pelo Ministério Público de SP e à condução coercitiva ele para depor no caso da Lava jato]


JUCÁ - Os caras fizeram para poder inviabilizar ele de ir para um ministério. Agora vira obstrução da Justiça, não está deixando o cara, entendeu? Foi um ato violento...

MACHADO -...E burro [...] Tem que ter uma paz, um...

JUCÁ - Eu acho que tem que ter um pacto.

[...]

MACHADO - Um caminho é buscar alguém que tem ligação com o Teori [Zavascki, relator da Lava Jato], mas parece que não tem ninguém.

JUCÁ - Não tem. É um cara fechado, foi ela [Dilma] que botou, um cara... Burocrata da... Ex-ministro do STJ [Superior Tribunal de Justiça].

 Em conversa, Jucá afirma que 'caiu a ficha do PSDB' sobre operação Em uma das conversas com o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado, o então senador Romero Jucá (PMDB-RR) afirma que "caiu a ficha" de líderes do PSDB sobre o potencial de danos que a Operação Lava Jato pode causar em vários partidos.

"Todo mundo na bandeja para ser comido", diz Jucá.

Sérgio Machado, que foi do PSDB antes de se filiar ao PMDB, afirma que "o primeiro a ser comido vai ser o Aécio [Neves (PSDB-MG)", e acrescenta: "O Aécio não tem condição, a gente sabe disso, porra. Quem que não sabe? Quem não conhece o esquema do Aécio? Eu, que participei de campanha do PSDB...".

"É, a gente viveu tudo", completa Jucá, sem avançar nos detalhes.

Machado tenta refrescar a memória de Jucá: "O que que a gente fez junto, Romero, naquela eleição, para eleger os deputados, para ele [Aécio] ser presidente da Câmara?" Não houve resposta de Jucá. Aécio presidiu a Câmara dos Deputados entre 2001 e 2002.

Machado diz que a "situação é grave" porque "eles", em referência à força tarefa da Lava Jato, "querem pegar todo mundo".

Jucá concorda, ironizando o plano. "Acabar com a classe política para ressurgir, construir uma nova casta, pura", afirma.

O atual ministro do Planejamento também confidenciou a Machado as dificuldades que o PMDB vinha enfrentando para "a solução Michel", que seria a posse do vice-presidente no lugar de Dilma Rousseff. O único empecilho, disse Jucá, era o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL).

"Só Renan que está contra essa porra. 'Porque não gosta do Michel, porque o Michel é Eduardo Cunha'. Gente, esquece o Eduardo Cunha. O Eduardo Cunha está morto, porra", afirma Jucá no diálogo, que foi gravado.

"O Renan reage à solução do Michel. Porra, o Michel, é uma solução que a gente pode, antes de resolver, negociar como é que vai ser. 'Michel, vem cá, é isso e isso, isso, vai ser assim, as reformas são essas'", disse Jucá ao ex-presidente da Transpetro.

'VOADOR'

O senador disse que Machado deveria alertar Renan porque o colega senador seria "voador", ou seja, alguém bastante distraído. Machado concordou:

"O Renan é totalmente 'voador'. Ele ainda não compreendeu que a saída dele é o Michel e o Eduardo. Na hora que cassar o Eduardo, que ele tem ódio, o próximo alvo, principal, é ele [Renan]. Então quanto mais vida, sobrevida, tiver o Eduardo, melhor para ele. Ele não compreendeu isso não".

Jucá então completa: "Tem que ser um boi de piranha, pegar um cara, e a gente passar e resolver, chegar do outro lado da margem".

O senador também afirmou a Machado que havia conversado com "generais", os "comandantes militares", e que eles haviam dado "garantias" ao PMDB a respeito da transição e estavam "monitorando" o MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra).

    Após o diálogo entre os peemedebistas, Dilma acabou sendo afastada do cargo devido à abertura do processo de impeachment.(Leia)

 Depois de ler a notícia da Folha, leia aqui  

Leia também: E quando se pensa que o fundo do poço está próximo, a equipe de Temer surpreende
Na conversa, fica claro que Jucá considerava importante tirar a presidente Dilma Rousseff do poder para abafar a Lava Jato

Na conversa, gravada antes da queda de Dilma, Jucá inclui ainda dirigentes do PSDB como pessoas que estariam cientes de que a saída deveria ser essa, a de um pacto contra a Lava Jato, ao usar a expressão “a ficha caiu” para se referir a caciques tucanos.

O governo nasceu de uma trama para tirar Dilma e tentar barrar o avanço da Lava Jato.  Leia aqui   e ajude a compartilhar

http://www.redebrasilatual.com.br/blogs/helena/2016/05/e-quando-se-pensa-que-o-fundo-do-poco-esta-proximo-a-equipe-de-temer-surpreende-1036.html


http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com.br/
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Equipe do governo interino deixa claro que impeachment foi golpe a favor da corrupção. Se era para sanar a política do país, as fichas dos nvos ministros deveriam "despertar" as panelas do país
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José Serra é recebido na Argentina com chuva de bolinhas de papel

Em sua primeira viagem José Serra (PSDB) foi alvo de uma manifestação, na noite deste domingo, em Buenos Aires. Por volta das 20h, quando chegava à embaixada do Brasil na capital argentina, o ministro das Relações Exteriores foi recepcionado por  manifestantes, sob gritos de “golpista”.

O carro em que estava Serra levou uma chuva de bolinhas de papel,(aqui tem vídeo) cena similar à ocorrida durante a campanha presidencial de 2010, quando o então candidato havia denunciado um “ataque” efetuado pelo mesmo armamento. Outros dois veículos completavam o comboio, que atravessou o protesto formado basicamente por jovens, que colaram cartazes na região da embaixada com o rosto de Serra e palavra “procurado” estampada.

A agenda do chanceler tucano na Argentina está alinhada com as diretrizes anunciadas por Serra em sua posse, na semana passada. Em seu discurso, o ministro prometeu uma política externa “despartidarizada”. Estão previstos encontros com o ministro da Fazenda da Argentina, Alfonso Prat-Gay, e com o presidente Mauricio Macri.

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Mais um defensor que trabalhou com Eduardo Cunha (PMDB-RJ) na Câmara dos Deputados ganha cargo estratégico no governo: Marcelo Ribeiro do Val foi nomeado na quarta (18) assessor do gabinete do novo chefe da AGU (Advocacia-Geral da União), Fábio Medina Osório; segundo a colunista Mônica Bergamo, Ribeiro já assinou peças de defesa de Cunha, algumas inclusive com críticas ao STF
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O Globo e os golpes: uma história de amor

Ayrton Centeno

Todo mundo viu a saia justa em que as Organizações Globo se meteram com a mídia internacional depois que esta chamou o golpe pelo seu verdadeiro nome: golpe. Todo mundo soube da carta de João Roberto Marinho a The Guardian depois que o jornal britânico descreveu o papel da Globo – e do resto da imprensa hegemônica – na produção do impeachment de Dilma Rousseff. Todo mundo acompanhou os faniquitos dos globais – Mônica Waldvogel, Jorge Pontual e Lúcia Guimarães entre eles – perante o desnudamento no exterior da sua narrativa doméstica dos fatos. Escancarada inclusive pelo maior diário do mundo, The New York Times que, como se sabe, é aquele jornaleco editado em Havana. Não foi um ponto fora da curva. Como faz agora com Temer, O Globo comprou briga com o NY Times em defesa de outro governo parido por um golpe: a ditadura de 1964.

Foi em 1969, logo depois da edição do Ato Institucional 5, o golpe dentro do golpe que ampliou a censura, suspendeu o habeas corpus, disseminou a tortura e serviu como carta branca para prisões e execuções à margem das próprias leis ditatoriais. Naquele momento, como agora, o Brasil era governado por uma gerontocracia a serviço da plutocracia. Com a mídia acumpliciada ou amordaçada – no caso de O Globo, cúmplice – o jornal norte-americano tocaria na ferida ao publicar o editorial “As notícias encarceradas na América Latina” na edição de 4 de janeiro de 1969, expondo a censura e a violência no Brasil e na Argentina, dois regimes militares. Setenta e duas horas depois, O Globo brandiu seu tacape em editorial atacando não só o NY Times mas incluindo na diatribe os franceses Le Monde e L`Express. Tornou-se, na primeira página, advogado de defesa das duas ditaduras.

“A crise política brasileira está tendo lá fora um tratamento vexatório para o país, marcado pela apresentação exagerada dos fatos e a inteligente ainda que pérfida exploração da meia verdade”, atacou. O NY Times denunciara prisões de jornalistas e pedira que Washington intercedesse junto ao aliado latino-americano. Convertendo sinuosamente o questionamento humanista do NY Times em uma afronta ao Brasil e não à violência praticada por um poder de fato, legitimado pelas armas, o matutino dos Martinho contra-atacou, além do diário, os próprios Estados Unidos – de resto, mentor e apoiador dos militares. Descreveu-o como um país “onde presidentes e líderes eminentes são caçados e abatidos nas ruas como bichos”.

Critica o NY Times como “fonte da campanha antibrasileira”. Ao qual acusa de ter “sabidamente, grande responsabilidade na promotion – e consequente fortalecimento – da ditadura sanguinária de Fidel Castro”.

Debaixo da mesma perspectiva xenófoba, O Globo dá-se ao desplante de debochar da democracia. Critica a “imaturidade política” da França e sua “hilariante democracia parlamentarista”. Ainda reclama que plebiscitos “montados sobre o monopólio estatal da televisão” desmoralizam as instituições francesas. Convenhamos: para um jornal parceiro de uma autocracia assassina seria perfeitamente normal achar “hilariante” a democracia ou considerar que eleições livres – plebiscitos – servem para desmoralizar…

Mas porque a França entrou na roda? Acontece que O Globo, na condição de órgão oficioso do despotismo, ficara fulo com L`Express. A revista francesa mencionara a censura no Brasil às palavras do Papa Paulo VI. O editorial dos Marinho desprezou tal afirmação mas Paulo VI fora mesmo vítima da tesoura. Ocorreu no Correio da Manhã que, ao contrário de O Globo, não se acumpliciara à tirania.

Na mensagem natalina de 1969 aos católicos do mundo, o pontífice citava os “povos oprimidos”. Como “povos” e “oprimidos” separados já pareciam palavras suspeitas, juntas eram algo simplesmente intolerável. E Paulo VI não escapou da tesoura da censura prévia, aboletada na redação. Depois disso, alguém afixou um cartaz com uma recomendação de muito bom senso no banheiro masculino do Correio. Dizia: “Não faça xixi com os censores: eles cortam tudo”.

Sobrou ainda para o também francês Le Monde, acusado de ser brando com Fidel Castro e Che Guevara… Tratando o NY Times e Le Monde como bisbilhoteiros, o editorial sustentou que o Brasil deveria resolver seus problemas sem pedir “as bênçãos” das duas publicações…

No fantástico editorial – insatisfeito por representar somente sua prepotência predileta — O Globo patrocina também a causa da ditadura argentina, pilotada pelo general Juan Carlos Ongania. Relata que a Argentina, a exemplo do Brasil, vai atingindo “o ponto da decolagem industrial” e está buscando “novas soluções políticas”. Lá e cá, a “nova solução política” era a mesma: a tirania. A de Ongania terminaria no ano seguinte, destronada pelo golpe de outro general, Alejandro Lanusse. A outra, que arrebatou o coração dos Marinho, iria estender suas trevas por mais 16 anos.

Não seria, jamais, uma paixão inútil. É muito mais a história de um amor plenamente correspondido. Em 1969 – ano em que o jornalismo dos Marinho peitou o NY Times contra o jornalismo e em prol da ditadura — o grupo Globo tinha três emissoras de TV. Em 1973, já possuia 11…

https://rsurgente.wordpress.com/
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Marco Aurélio Weissheimer
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De Brasília, Temer mandou a PM de SP “dialogar” com os ativistas que acamparam em frente à sua casa. Por Donato

“Quanto vale uma casa dessas, uns 2 milhões?” Respondo um ‘muito mais’ meio sem jeito.

Maia é da ocupação Esperança Vermelha, em Guaianazes, e estava impressionado com as casas do bairro onde vive Michel Temer. Maia faz então uma análise visual do espaço físico e não arrisca mais um valor de mercado que, pela minha resposta, percebeu estar totalmente equivocada. “Num espaço desse aí onde tem uma casa dá para morar umas 40 famílias.”

Estávamos no bairro Alto de Pinheiros e Maia havia caminhado juntamente com mais 30 mil integrantes do MTST desde o Largo da Batata até a praça em frente a casa do presidente temporário.

O MTST protesta contra a suspensão da contratação de mais de 10 mil moradias selecionadas no Minha Casa Minha Vida pelo  Ministério das Cidades e decidiu ir até a residência de Temer, Marcela e Michelzinho.

Encontrou porém um forte aparato policial que isolava todo o entorno. De onde havia o bloqueio não era possível nem mesmo enxergar a casa. Alegação: área de segurança nacional.

Guilherme Boulos, o deputado Ivan Valente e uma comissão que integra a Frente Povo sem Medo foram negociar com o comandante da operação. Longos e acalorados minutos depois, a resposta já mais que previsível: nada feito.

“Nós colocamos para eles que estamos hoje aqui exercendo nada mais que nosso livre direito de manifestação. Queríamos chegar a um local que nos é permitido. Mas disseram que a decisão veio de Brasília, da turma de Temer e seu ministro golpista da Justiça, nos impedindo de chegar até mesmo próximos”, me disse Guilherme Boulos.

“Ficou claro que é uma ordem que vem de cima. Mas há ordens que vêm de cima e ordens que vêm de baixo, do povo, da rua. Então é o seguinte, já que não podemos passar daqui, daqui não sairemos”.

E assim o MTST resolveu abrir acampamento e ocupar por prazo indeterminado a praça e a rua que dão acesso a casa do interino presidente.

“Aqui todos estão indignados com o golpe que ocorreu e por isso gritam ‘Fora Temer’. Pessoas que vieram de todos os cantos da cidade porque há poucos dias tiveram a notícia de que este governo cortou moradias. Este povo não vai recuar um passo”, afirmou Boulos.

“É muito importante a ocupação, é simbólico. Esse governo ilegítimo está sofrendo várias pressões e várias derrotas. Revogou uma portaria já contratada de moradias e agora terá que recuar também”, declarou o deputado Ivan Valente.

Já debaixo das lonas, uma mulher descansa. “Vamos ficar porque isso afeta todas as ocupações. E esse governo é um tremendo golpe e não acho certo tirar o direito do povo”, disse Thalita, moradora da ocupação Nova Palestina. “Só com o dinheiro roubado pelo Cunha, quantas casas daria para construir?”, emendou Maia que continuava chocado com as mansões ao redor.

Temer não estava em casa e ficará difícil para ele, a partir de hoje, voltar para ela. Talvez seja bom ele prestar atenção na trilha sonora que emanava do caminhão de som parado em frente sua rua: convoque seu buda, o clima tá tenso.

Por volta das 23h30 da noite de domingo, a PM recebeu ordens para desocupar a praça. Boulos mandou mulheres, idosos e crianças embora enquanto negociava.

Não houve acordo. À base de bombas de lacrimogêneo e cacetadas, a Tropa de Choque partiu para cima. A orientação de Boulos é resistir “pacificamente”.

Enquanto isso, na frente da Fiesp, meia dúzia de golpistas dormem o sono dos canalhas.

http://www.diariodocentrodomundo.com.br/de-brasilia-temer-mandou-a-pm-de-sp-dialogar-com-os-ativistas-que-acamparam-em-frente-a-sua-casa-por-donato/
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Sérgio Machado gravou também Sarney e Renan


Sérgio Machado não gravou apenas Romero Jucá. O ex-presidente da Transpetro na era PT registrou também áudios de Renan Calheiros e José Sarney.

Nestes dois casos os registros foram feitos em conversas privadas que Machado teve com cada um dos dois, separadamente.

 Segundo conta o colunista do Globo Lauro Jardim, quem teve acesso aos áudios diz que o que foi revelado hoje em relação a Jucá "não é nada" comparado ao que Renan e Sarney disseram.

As gravações foram feitas no âmbito da delação premiada que Sérgio Machado está negociando com a Procuradoria-Geral da República desde março. O acordo com a PGR foi selado na semana passada.

Na delação, Machado gravou apenas três políticos: o responsável pela sua indicação para a Transpetro (Renan), Sarney e Jucá. Mas comprometeu outros senadores do PMDB. São eles Jáder Barbalho e Edison Lobão.

Eduardo Cunha, Aécio Neves, José Dirceu e Lula não aparecem nos depoimentos dados por Machado.

A delação de Machado está na mesa do ministro Teori Zavascki, esperando homologação.

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O jornal inglês The Guardian, que colocou em sua capa o protesto da equipe de Aquarius, no tapete v...
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E quando se pensa que o fundo do poço está próximo, a equipe de Temer surpreende

Equipe do governo interino deixa claro que impeachment foi golpe a favor da corrupção. Se era para sanar a política do país, as fichas dos nvos ministros deveriam "despertar" as panelas do país

por Helena Sthephanowitz

Antes do fechamento deste post, que segue completo adiante, é preciso comentar a verdadeira bomba trazida pelo jornal Folha de S.Paulo hoje (23) contra os articuladores do golpe e, principalmente, contra a parcela da população que foi às ruas pedir a queda de Dilma "pra acabar com a corrupção".

Gravações obtidas pela Procuradoria-Geral da República apontam que o ministro do Planejamento, Romero Jucá, sugeriu um pacto para deter a Operação Lava Jato. De acordo com o jornal, o diálogo do peemedebista foi mantido com o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado, em março – semanas antes da votação do processo de impeachment de Dilma Rousseff na Câmara dos Deputados.

Na época, Machado estava procurando líderes do PMDB porque temia que as investigações contra ele fossem enviadas do STF para o juiz Sérgio Moro, em Curitiba. Em um dos trechos, o executivo afirma a Romero Jucá: "O Janot está a fim de pegar vocês e acham que sou o caminho; o caixa dois de vocês".

Na conversa, Jucá, que já havia sido citado em delações premiadas, sugere a necessidade de uma resposta política para evitar que as investigações chegassem ao juiz Sérgio Moro. "Tem que mudar o governo (de Dilma para Temer) para estancar essa sangria", declarou.

Jucá acrescentou que um eventual governo Michel Temer deveria construir um pacto nacional "com o Supremo, com tudo", quando Machado diz: "aí parava tudo". "É. Delimitava onde está, pronto", respondeu Jucá, que relatou manter conversas com "ministros do Supremo", sem citar nomes. Para Jucá, eles teriam relacionado a saída de Dilma ao fim das pressões da imprensa e de outros setores pela continuidade das investigações da Lava Jato.

Jucá afirmou que tem "poucos caras ali (no STF)" ao quais não tem acesso, e que um deles seria o ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato no tribunal, "um cara fechado".

O agora ministro do Planejamento foi um dos articuladores do impeachment da presidenta Dilma.

Jucá, que também é senador eleito por Roraima, é suspeito de pedir R$ 1,5 milhão à construtora UTC, para a campanha do filho. O dinheiro seria uma contrapartida pelo contrato obtido para a construção da Usina Nuclear de Angra 3, no Rio de Janeiro.

Já o ex-presidente da Transpetro é alvo de inquérito no STF (Supremo Tribunal Federal) ao lado do presidente do Senado, Renan Calheiros. Sérgio Machado teria entregue R$ 500 mil ao ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa.

Na conversa, Sérgio Machado – que foi do PSDB antes de se filiar ao PMDB – diz ainda que "o primeiro a ser comido vai ser o Aécio (Neves, PSDB-MG)", e acrescenta: "O Aécio não tem condição, a gente sabe disso, porra. Quem que não sabe? Quem não conhece o esquema do Aécio? Eu, que participei de campanha do PSDB...". "É, a gente viveu tudo", completa Jucá.

De acordo com a reportagem, na gravação, Machado tenta refrescar a memória de Jucá: "O que que a gente fez junto, Romero, naquela eleição, para eleger os deputados, para ele (Aécio) ser presidente da Câmara?" Não houve resposta de Jucá. Aécio presidiu a Câmara dos Deputados entre 2001 e 2002.

Na sexta feira (20), o ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a quebra do sigilo bancário e fiscal de Romero Jucá (PMDB-RR). A decisão foi tomada em um inquérito aberto no tribunal em 2004, em que Jucá é investigado por crime de responsabilidade quando ele era senador. O ministro teria elaborado emendas parlamentares para beneficiar ilegalmente a prefeitura de Cantá, em Roraima. O período dos dados sigilosos que serão analisados é de março de 1998 a dezembro de 2002. Romero Jucá também é alvo de novo pedido de abertura de inquérito feito pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, contra caciques do PMDB.

Além do ministro do Planejamento, o presidente do Senado, Renan Calheiros (AL), e os senadores Valdir Raupp (RO) e Jader Barbalho (PA) são suspeitos de terem recebido propina em decorrência dos contratos firmados para a construção da usina de Belo Monte, no Pará. O esquema foi descoberto na Operação Lava Jato.

A suspeita é de que o grupo tenha cometido corrupção passiva qualificada e lavagem de dinheiro. Se o ministro Teori Zavascki concordar com o pedido de Janot, os quatro serão investigados no mesmo inquérito já aberto no STF que investiga a suposta participação do senador Edison Lobão (PMDB-MA) nos desvios de dinheiro de Belo Monte.

Juca também é alvo de quatro investigações. No Inquérito 3989, da Lava Jato, responde pelos crimes de lavagem de dinheiro, formação de quadrilha e corrupção passiva. Também é investigado nos inquéritos 3297, 2116, 2963 por crimes eleitorais, de responsabilidade e contra a ordem tributária, apropriação indébita previdenciária e falsidade ideológica.

Um dos procedimentos diz respeito à origem e ao destino de R$ 100 mil jogados para fora de um carro por um de seus auxiliares momentos antes de ser abordado pela polícia. O ato ocorreu durante a campanha eleitoral de 2010. O assessor disse que o dinheiro seria usado na campanha de Jucá.

Em outro inquérito Jucá é acusado de ser o verdadeiro dono de uma emissora de TV em Roraima, com histórico de crimes tributários, atrasos em indenizações trabalhistas e multas eleitorais pela administração das empresas que produzem a programação da emissora. Pela Constituição, deputados e senadores não podem ter participação em veículos de radiodifusão, por serem empresas concessionárias da administração pública.

A conferir o que vai ser deste país daqui em diante.

Outros "escolhidos"

Quem acompanha o noticiário de TVs e jornais internacionais sabe que, até bem pouco tempo atrás, o Brasil era destaque pela economia, pela descoberta do pré-sal, pelas políticas sociais - o Bolsa Família foi elogiado por Hillary Clinton em 2008, quando também era candidata à presidência dos EUA. Ela disse que queria implementar o Bolsa Família nos Estados Unidos –, e muitos outros programas sociais.

Atualmente, reportagens em inglês, francês, espanhol, italiano e alemão ganharam espaço nos principais veículos de comunicação do mundo que dedicam editoriais para falar da situação política no Brasil, após Michel Temer assumir interinamente a Presidência da República.

As notícias no exterior não são mais para analisar os avanços econômicos e sociais no Brasil, mas sim mostrar ao mundo a quantidade de políticos escolhido por Michel Temer para fazer parte do seu governo provisório, que atualmente respondem a processos criminais, que não de corrupção a tentativa de homicídio – caso do líder do governo na Câmara, André Moura (PSC-SE), aliado fiel de Eduardo Cunha (PMDB/RJ) e alvo também da Operação Lava Jato.

O jornal inglês The Guardian registrou a escolha de Moura para o posto de líder de Temer, apontando a responsabilidade do presidente em exercício sobre a indicação. Diz a reportagem: "O deputado André Moura, do conservador Partido Social Cristão, também está sendo investigado por participação na corrupção da empresa petrolífera estatal Petrobras. Moura disse na quarta-feira (18) que as acusações de tentativa de assassinato contra ele eram infundadas e feitas por um rival político no estado de Sergipe para arruinar sua carreira.

O The New York Times também noticiou a escolha de André Moura para a liderança do governo Temer: "Presidente do Brasil coloca deputado investigado na liderança do governo".

Uma rápida pesquisa no site do STF mostra que Moura é alvo de inquéritos por crimes de responsabilidade e violação da Lei de Licitações, formação de quadrilha, improbidade administrativa e peculato, além da ação pela acusação de tentativa de homicídio

André Moura já é réu em três ações penais no Supremo Tribunal Federal (STF), além de ter sido condenado, em segunda instância, por improbidade administrativa. Ele teria usado R$ 105,5 mil da prefeitura de Pirambu para pagar despesas suas e da família, com itens como bebida alcoólica e churrasco. Ele teve os direitos políticos suspensos por oito anos, o que só ocorrerá após o trânsito em julgado, ou seja, quando não houver mais a possibilidade de recurso.

Na Lava Jato, Moura é investigado em inquérito para apurar se Cunha contou com a ajuda de outros deputados para alterar medidas provisórias de interesse de empreiteiras ou para pressionar empresários por meio de requerimentos na Câmara.

Dos 23 políticos indicados por Michel Temer para ocupar ministérios, pelo menos 16 respondem ou já foram condenados por algum crime na Justiça comum ou eleitoral. O próprio Michel Temer é alvo de suspeitas de ligações ilícitas em pelo menos quatro investigações, todas baseadas em delações premiadas da Operação Lava Jato.

Além de Temer, foram ou estão sendo investigados os ministros Maurício Quintella (Transportes, Portos e Aviação Civil), José Serra (Relações Exteriores), Gilberto Kassab (Ciência e Tecnologia), Geddel Vieira Lima (Secretaria de Governo), Henrique Eduardo Alves (Turismo), Romero Jucá (Planejamento), Bruno Araújo (Cidades), Mendonça Filho (Educação e Cultura), Ricardo Barros (Saúde), Fernando Coelho Filho (Minas e Energia), Leonardo Picciani (Esporte), Helder Barbalho (Integração Nacional), Eliseu Padilha (Casa Civil), Blairo Maggi (Agricultura), Raul Jungmann (Defesa) e Osmar Terra (Desenvolvimento Social e Agrário).

Na Operação Lava Jato, Temer foi citado por delatores como responsável pelas indicações de Jorge Zelada e João Augusto Henriques para diretorias da Petrobras. Uma gravação em poder da Polícia Federal aponta que ele teria recebido R$ 5 milhões da construtora OAS.

O ex-senador Delcídio do Amaral, em depoimento na delação premiada, disse que Temer beneficiou-se de aquisição ilegal de etanol por meio da BR Distribuidora, entre 1997 e 2001, no governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB).

Aliás, por falar em Temer, o PSDB vai pedir investigação sobre as denúncias: "Amigo de Temer negociou contrato em Angra 3 que envolveu propina" e "Temer financiou candidatos em 2014 com doações de empresas da Lava Jato", que estão na imprensa hoje?

O ministro Gilberto Kassab, de Ciência e Tecnologia, também tem cinco investigações em andamento no Supremo, todas sobre irregularidades durante sua gestão na prefeitura da cidade de São Paulo.

Maurício Quintella (PR-AL), dos Transportes, foi condenado em agosto de 2014 por participação em um esquema que desviou dinheiro destinado ao pagamento de merenda escolar em Alagoas, entre 2003 e 2005. Na época, Quintella era secretário de Educação do Estado no governo de seu primo, o ex-governador Ronaldo Lessa

Ricardo Barros (PP-PR), da Saúde, é investigado desde novembro do ano passado no Inquérito 4157 por corrupção, peculato e crime contra a Lei de Licitações, num processo de publicidade da prefeitura de Maringá, quando o atual ministro era secretário de Indústria e Comércio do Paraná.

Depois de tomar posse no ministério, o deputado federal licenciado defendeu uma revisão do tamanho do SUS (Serviço Único de Saúde). Barros teve a campanha eleitoral financiada em parte por um dos principais operadores de planos de saúde do país, Elon Gomes de Almeida, que fez uma doação pessoal de R$ 100 mil à campanha de Barros em 2014. Ele é presidente da Aliança, administradora de planos de saúde e registrada na ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar). Na campanha eleitoral de 2006, Ricardo Barros também recebeu doação de outro plano de saúde, a Unimed de Maringá (PR).

Na disputa eleitoral de 2014, Elon também fez doações individuais aos candidatos Carlos Sampaio (PSDB-SP), um dos principais articuladores na Câmara para o impeachment de Dilma, Eliana Calmon (PSB-BA), e Vital do Rêgo Filho (PMDB-PB). A campanha de Vital, então candidato ao governo da Paraíba e hoje ministro do TCU (Tribunal de Contas da União), recebeu R$ 600 mil como doação pessoal de Elon Gomes de Almeida, que no passado se tornou um dos alvos da Operação Acrônimo, da Polícia Federal .

Já Helder Barbalho (PMDB-PA), ex-prefeito de prefeito de Ananindeua (PA), é acusado de improbidade administrativa por estar envolvido em um esquema de desvio de cerca de R$ 2,78 milhões do SUS utilizando contratos irregulares com empresas "fantasmas" entre 2005 e 2012. Também é alvo de dois inquéritos sobre calúnia e difamação.

Para completar, o PMDB

O deputado federal Baleia Rossi (SP) será o novo líder do partido na Câmara. Rossi é empresário e está em seu primeiro mandato de deputado federal. Presidente do diretório estadual do PMDB de São Paulo, é próximo de Michel Temer, também paulista.

Ele foi apontado por investigados da Operação Alba Branca como recebedor de propina do esquema de merenda escolar em contratos assinados pela cooperativa Coaf nas prefeituras de Campinas e Ribeirão Preto – um caso em que membros do governo Geraldo Alckmin também são citados, como o presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo, Fernando Capez (PSDB).

Diante desse quadro, a pergunta que se faz é: por onde anda aquele povo, cheio de moral, paladinos da luta contra a corrupção, que batia panela na hora em que a presidente fazia pronunciamentos pela TV ou pelas redes sociais, e usava o discurso de combatente da corrupção?

"Não era pelos 20 centavos." Agora que cumpriram sua função, os golpistas nem sequer procuram manter as aparências, mostrando que não há de fato nenhuma intenção de combater a corrupção, usada apenas como pretexto para viabilizar o golpe contra o governo Dilma.

http://www.redebrasilatual.com.br/blogs/helena/2016/05/e-quando-se-pensa-que-o-fundo-do-poco-esta-proximo-a-equipe-de-temer-surpreende-1036.html
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Equipe do governo interino deixa claro que impeachment foi golpe a favor da corrupção. Se era para sanar a política do país, as fichas dos nvos ministros deveriam "despertar" as panelas do país
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‘New York Times’ diz que PMDB de Temer, “Confiado a salvar o Brasil o partido arruinou o Rio”

‘New York Times’ diz que PMDB ‘arruinou’ o Rio e cita ocupação de escolas estaduais

Em reportagem publicada neste domingo, o jornal “The New York Times” traça um extenso paralelo entre a chegada de Michel Temer à presidência e a gestão do PMDB no estado do Rio. A manchete diz: “Confiado a salvar o Brasil: o partido que arruinou o Rio”

 O texto, chamado “Confiado a salvar o Brasil: o partido que arruinou o Rio”, começa com uma direta citação à crise educacional fluminense: “Estudantes ocupam escolas protestando contra cortes de investimento na educação, enquanto políticos locais que levaram as Olimpíadas à cidade do Rio lutam contra acusações de propina”.

Em seguida, são lembrados: o tiroteio recente na Rocinha (equivocadamente localizada no Leblon) e até o assalto à filha do governador, Francisco Dornelles.

Em outro trecho, é feita a ponte entre o governo Temer e a recente experiência do PMDB à frente do poder no Rio. “Quando o novo líder do Brasil, Michel Temer, tomou as rédeas da nação este mês - um marco na luta cáustica para derrubar a presidente Dilma Rousseff, que enfrenta um processo de impeachment - ele prometeu um novo dia de ‘salvação nacional’. Mas o que o Sr. Temer não mencionou é que o seu partido político e seus aliados têm exercido um poder imenso no estado do Rio, que é rico em petróleo, durante a maior parte da última década. Em outras palavras, os críticos lamentam que o mesmo partido que criou uma confusão no Rio esteja comandando o país”.

A reportagem do “NYT” nomeia alguns políticos como ícones do perfil controverso do PMDB: Eduardo Cunha, presidente afastado da Câmara, Renan Calheiros, presidente em atividade do Senado e colecionador de inquéritos no STF, e o ex-governador Sérgio Cabral, lembrado pela recente acusação de que teria recebido 5% de propina dos custos da obra do Maracanã para os Jogos, além de uma disciplinada mesada de empreiteiros.

Outros pontos críticos da situação estadual são inseridos no texto, como a suspensão de pagamento a servidores. Também é alfinetado o fato de que o panorama global do mercado de petróleo está prejudicando o cenário econômico do Rio, mas certos privilégios da classe política permanecem intocáveis.

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O jornal inglês The Guardian, que colocou em sua capa o protesto da equipe de Aquarius, no tapete v...
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A presidente Dilma Rousseff comentou, na noite desta segunda (23), durante o 4º Congresso Nacional de Trabalhadoras e Trabalhadores da Agricultura Familiar, em Brasília, a divulgação do áudio da conversa entre o senador Romero Jucá (PMDB) e o ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, no qual eles afirmam que o impeachment serviria para abafar a operação Lava Jato; “Se alguém ainda não tinha certeza de que há um golpe em curso, baseado no desvi...
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Revista Foreign Policy: 'Desfazer o que Lula fez em política externa não é bom para o Brasil’

As medidas que "desfazem" ações dos governos do PT - como parte da guinada na política externa brasileira proposta pelo novo ministro das Relações Exteriores, José Serra - não são boas para o país, na visão do editor de uma das principais revistas dedicadas a relações internacionais do mundo, a Foreign Policy.

 "Se Serra acha que reformar a política externa é desfazer o que o Lula fez, ele não está agindo em nome dos interesses do Brasil", disse à BBC Brasil David Rothkopf editor da Revista Foreign Policy , em referência à possibilidade de fechamento de embaixadas abertas em gestões anteriores.

Após assumir o posto de chanceler do governo interino de Michel Temer, Serra criticou o que chamou de "partidarismo" da política externa dos governos do PT e indicou que, além de buscar uma gestão focada em comércio internacional, possivelmente fecharia embaixadas abertas por Lula em países da África e do Caribe. Leia a matéria completa aqui na BBC Brasil

http://www.bbc.com/portuguese/brasil-36334715

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Editor de revista 'Foreign Policy', especializada em relações internacionais, faz balanço positivo de era Lula, critica 'imobilismo' de Itamaraty sob Dilma e diz que José Serra não deveria 'retornar à era pré-PT'.
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Lava Jato, Globo e Mossack: e aí, Moro?
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O envolvimento da emissora com a lavanderia de dinheiro panamenha explicaria o recuo da força-tarefa em Curitiba?

Lula admite: faltou a Ley de Medios
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“Essa delação premiada [da Andrade] está me cheirando um big brother. A empresa é de Minas. Certamente, é muito ligada aos tucanos"

Juristas desmontam parecer de Janot
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Procurador Geral mudou de posição quanto a posse de Lula como ministro

OAB dá um chega pra lá no Moro
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Entidade pede ao Supremo que anule escutas de advogados de Lula

Lula: “Quem vai na Paulista vestido de verde e amarelo é desinformado”. ...
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“A única herança que eu tenho veio de uma mulher analfabeta, mãe de 12 crianças e que perdeu quatro. Eu via bala americana e queria provar,

As mentiras de Mírian no programa de Mariana Godoy. Por Joaquim Carvalho
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Na entrevista que deu ao programa Mariana Godoy, esta noite na RedeTV, Mirian Dutra mentiu mais de uma vez, e para informar a audiência dess

Até torcida inglesa protesta contra o golpe
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Torcida do Liverpool se manifesta em jogo na Alemanha

Governo rebate Fel-lha: Caixa financia sonhos
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A Caixa não tratou de aumento de juros com outros bancos

Programa Golpista é pior do que governo FHC
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Requião: Ponte para o Futuro "é o fim de todas as conquistas sociais"

Por que Barbara Gancia foi demitida. Por Paulo Nogueira
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A demissão de Barbara Gancia da Band News FM foi um dos assuntos mais comentados hoje nas redes sociais. É que Barbara, falante como é, diss

Quem criou o site de difamação Folha Política, no centro do caso Sakamot...
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Esta matéria, já publicada anteriormente, está voltando ao ar à luz do caso de difamação de Leonardo Sakamoto. Documentos sugerem que as emp