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Fernando Santos
Lives in Brasil
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Fernando Santos

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O azar deles é que o 
Brasil não tem Berlusconi
As vítimas do Moro têm o que mostrar ao povo – que não é bobo !


O amigo navegante deve acompanhar as várias comparações da Lava Jato à operação “Mãos Limpas”, na Itália, nos anos 90 do século passado, que desbaratou um vasto esquema de corrupção e resultou no esfacelamento dos partidos políticos – e na ascensão ao poder do aventureiro Silvio Berlusconi, dono do aparelho PiGal que explorou e multiplicou os efeitos  da “Mãos Limpas”.

Berlusconi fez da “Mãos Limpas” o que a Globo e o PiG fazem com e da Lava Jato.

Berlusconi se aproveitou da “Mãos Limpas” para destruir um sistema político que, das ruínas, o convocaria como Salvador da Pátria.

Berlusconi é dono da maior rede privada de televisão da Itália, a MediaSet, que detém 40% da audiência do país, maior que a da RAI, estatal.

É dono da editora Mondadori, que publica os semanários Espresso, Epoca (sic) e Panorama.

E foi dono do AC Milan.

Só que os filhos do Roberto Marinho – eles não têm nome próprio – , todos juntos não dão 1/10 de um Berlusconi.

(No livro “O Quarto Poder – uma outra historia”, que breve se lançará, o ansioso blogueiro descreve como o Berlusconi entubou a Globo na Itália.)

Segundo Robert(o) Civita, em relato de Paulo Nogueira, o Robert(o) Civita, que não chegava a ser um jênio, descrevia os filhos do Roberto Marinho como “Os Três Patetas”.

Portanto, a destruição do Brasil pela Lava Jato não beneficia um Berlusconi na Globo.

A Globo destrói o Brasil, mas só pode esperar em Deus – e com a ajuda providencial, quase extraterrestre do Ministro Fux, que o Brasil proíba a entrada do Google, da Netflix, do Facebook.

O que exigiria que o Brasil fosse um regime tão aberto quanto o da República Popular da China.

Quá, quá, quá !

Se a Lava Jato não concebeu em seu ventre de delações suspeitas – segundo o decano do STJ – um Berlusconi entre os patetas, de onde sairá o Berlusconi da Lava Jato ?

O Presidente Barbosa ?

O Juiz da Vara de Guantánamo ?

A própria experiência italiana mostra que o Procurador italiano em que Moro se inspira naufragou na arena eleitoral:

“Di Pietro fundou um partido político, tendo apenas 3% dos votos nas eleições que se seguiram”, segundo Helenita M. Sipahi, na Carta Maior.

Assim como o Príncipe da Privataria, o Presidente Barbosa e o Moro tem a existência limitada às fronteiras do PiG e a seus seguidores – em número decrescente.

O Mino Carta também tem mostrado as diferenças centrais entre a Mãos Limpas e a Lava Jato.

A principal é que Di Pietro não revelava nenhuma inclinação político-partidária e o Juiz Moro não encosta em tucano !

Mas, o ansioso blogueiro vai se permitir acrescentar algumas outras diferenças centrais entre o Brasil pós-Lava Jato e a Italia berlusconiana.

Os grupos politicos supostamente destruídos pela Lava Jato tem o que apresentar à opinião pública brasileira.

(O que não acontecia, por exemplo, com a democracia-cristã italiana…)

O PT e seus aliados construíram o mais amplo sistema de inclusao social da História do Brasil – exemplo para o mundo inteiro !

Se a Ministra Tereza Campello, com o Bolsa Família e as cisternas, fosse israelense, o New York Times faria dela um Prêmio Nobel da Paz !

O governo do PT e seus aliados – perseguidos pela fúria inclinada do Juiz Moro -, apesar da crise (super-dimensionada pelo PiG), apesar da crise Dilma realiza o maior programa de investimentos em infra-estrutura do mundo – só perde para a China !

E infra-estrutura não é só transporte de soja pela Bioceânica, de que a China precisa mais do que o Brasil, viu, Urubóloga ?

Infra-estrutura significa transporte para o trabalhador ter mais tempo para dormir !

E o povo não é bobo !

Não é bovino, como diz o colonista (ver no ABC do C Af) da GloboNews.

O povo sabe que se roubava, desde os tempos do FHC.

Em Minas, então, em Furnas, nem se fale !

E o povo sabe que, com os tucanos no Governo, o Brasil foi de pires na mão três vezes ao FMI, provocou desemprego em massa e não construiu uma única obra de tijolo e cimento.

O povo não vota contra seus próprios interesses.

Por isso, o Brasil é diferente da Itália.

Porque, aqui, a Direita não tem um Berlusconi.

Vai ser o Príncipe da Privataria ?

O tarja preta ?

O Aecím, pendurado na Furnas do Dr Janot?

O Geraldinho que provocou uma epidemia de diarreia, porque faltou água em São Paulo.

Esse jênio tucano que faz acordo com o Marcola e não produz um centímetro de metrô?

Ao contrário, as forças que o Moro tenta destruir têm dois candidatos fortíssimos à Presidência.

O Lula, que seria um passeio, segundo o Mino, e franco favorito, segundo o Marcos Coimbra.

Por isso, as forças fascistas da Direita jogam bomba no Instituto Lula…

E se não for o Lula, tem o Ciro Gomes, que, no Conversa Afiada, admitiu ser candidato.

Lula e Ciro.

Quem tem do outro lado com força eleitoral comparável ?

O Dallagnol, o procurador fanfarrão, o coroinha que entra de luvas no Inferno ?

Que não quer deixar o Almirante Othon ir embora ?

É por isso que o Brasil não é a Itália.

Porque o Di Pietro era muito mais competente – e republicano – que o Dallagnol !

E o Lula e o Ciro jogam um jogo diferente do Berlusconi.

Eles são vítimas do Berlusconi.

E como se dizia na Brizolândia, “o povo não é bobo”!


Paulo Henrique Amorim.


Em tempo: o Conversa Afiada publica nota do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC:



NOTA DE REPÚDIO


Lideranças dos metalúrgicos de todo o Estado de São Paulo estiveram reunidas com o ex-presidente Lula, na tarde de ontem (31), para encaminhar as ações da categoria diante do atentado ao Instituto Lula ocorrido na quinta-feira (30). 

Além do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, estiveram presentes a Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT, a CNM-CUT, a Federação Estadual dos Metalúrgicos da CUT, a FEM-CUT, o Sindicato dos Metalúrgicos de Sorocaba, e o Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté.

Não permitiremos que nossa principal liderança seja atacada ou mesmo ameaçada por setores ou pessoas que não têm responsabilidade com a democracia e que nunca se importaram com os trabalhadores.

O legado vitorioso construído pelo ex-presidente Lula trouxe muitos avanços para o País e conquistas para os trabalhadores e para toda a sociedade brasileira.

As ações do governo Lula retiraram o Brasil das trevas: da fome, da desigualdade social, da concentração de renda e do abandono a que estavam submetidas as populações do campo, das periferias e das regiões Norte e Nordeste, e deram dignidade a milhões de pessoas.

As lutas no Brasil se intensificarão em defesa deste legado, do qual somos parte e muito nos orgulhamos. 

Sindicato dos Metalúrgicos do ABC

Sábado, 1 de agosto de 2015

http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2015/08/01/o-azar-deles-e-que-o-brasil-nao-tem-berlusconi/
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As vítimas do Moro têm o que mostrar ao povo - que não é bobo !
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BNDES responde às mentiras da Época

No Facebook do BNDES.

Resposta do ‪#‎BNDES‬ à Revista Época

Na matéria “Os 2 milhões da montadora Caoa para o operador de Pimentel“, “Época” manipula grosseiramente informações para tentar lançar suspeitas sobre o BNDES em negócios com os quais o Banco não tem qualquer relação. A reportagem não se sustenta, simplesmente porque o BNDES não concedeu financiamento para a Caoa.

O texto relata que o BNDES concedeu um crédito de R$ 218 milhões para a fábrica da Hyundai no Brasil, e a partir daí faz, no mesmo parágrafo, menções ao suposto relacionamento da Caoa com o governo, supostos benefícios recebidos pela empresa e pagamentos que teriam sido feitos pela Caoa a firmas do empresário Benedito Rodrigues de Oliveira Neto, investigado na operação Acrônimo. A verdade é que o BNDES não concedeu financiamento para a Caoa.

Procurado pela reportagem da revista, o BNDES explicou de maneira clara que a Caoa e a Hyundai são empresas distintas, e o financiamento do BNDES foi para a Hyundai, não para a Caoa. O crédito para a Hyundai foi, inclusive, objeto de release e está disponível para consulta por qualquer cidadão no site do Banco. http://bit.ly/1SRugpx

A manipulação feita pela revista fica mais evidente na ilustração usada como material de apoio ao texto. Com o título “As empresas de fachada teriam recebido mais de 2 milhões”, a matéria menciona o crédito do BNDES para a Hyundai e dá a entender que os recursos para o pagamento das tais “empresas de fachada” teriam sido provenientes do Banco, o que é totalmente falso.
O BNDES lamenta a publicação por “Época” de mais uma reportagem com acusações falsas ao Banco e reitera que seus procedimentos de concessão de crédito são técnicos e impessoais, sendo analisados por mais de 50 pessoas e passando por órgãos colegiados.

Nota Cafezinho: Sugiro aos leitores que fiquem sempre atentos ao Face do BNDES. Será a principal arma para lutar contra a campanha de mentiras que vem por aí. A mídia brasileira age em bando, como hienas. Se há um alvo, todos seguem a mesma pauta, o que denuncia a existência de um cartel. A nossa mídia perdeu qualquer compromisso com os fatos e age como uma quadrilha de bandidos. Se o objetivo é destruir o PT e o governo, valeu tudo.


http://www.ocafezinho.com/2015/08/01/bndes-responde-as-mentiras-da-epoca/#more-30579
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O estranho silêncio do PSDB sobre o atentado terrorista contra Lula

Fosse um atentado contra a sede do Instituto FHC ou contra qualquer imóvel ligado ao PSDB, as lideranças de esquerda responsáveis já teriam, desde o primeiro momento, manifestado solidariedade.

Os tucanos, não. Permanecem em estranho silêncio.

Os portais e jornalões também não fazem nenhum editorial, não iniciam nenhuma campanha contra a violência política.

Os ataques fascistas contra o PT não começaram hoje. Vem crescendo de maneira alarmante desde a campanha eleitoral do ano passado, estimulados pelo clima de ódio gerado pela postura histericamente partidária da grande mídia.

Ao final de setembro do ano passado, um militante do PT foi assassinado em Curitiba, num crime com todos os indícios de crime político.

Em outubro, jovens paulistas agrediram um cadeirante petista, no centro de São Paulo, porque ele usava broches e carregava bandeira de seu partido.

As violências físicas contra petistas no período eleitoral foram largamente documentadas e divulgadas. Em nenhum momento, a grande mídia manifestou qualquer solidariedade ou preocupação. O PSDB também evitou tocar no assunto.

Após a vitória eleitoral de Dilma Rousseff, as violências continuaram. Ex-ministros do PT foram xingados por fascistas. No caso de Mantega, dentro de um hospital!

E agora jogam uma bomba no Instituto Lula.

Os portais noticiam, mas não fazem nenhuma crítica editorial. As caixas de comentários se enchem de comentários fascistas, dando loas à violência.

O humorista preferido dos reaças, Danilo Gentili, oscila entre desmerecer o atentado, comemorá-lo ou coisa ainda pior:

Dito isto, encerro o post com os 11 princípios do Goebbels, o mestre da comunicação nazista, que podem ser imediatamente comparados ao que a mídia fascista brasileira tem feito com o PT.

Essa mesma mídia que só consegue ganhar eleições presidenciais nos institutos de pesquisa. Na hora do voto, perde.

Aí não se conforma – porque playboy não sabe perder –  e conspira para dar golpe.

Os 11 princípios de Goebbels e o caso brasileiro (via GGN).

1.- Principio da simplificação e do inimigo único.

Simplifique não diversifique, escolha um inimigo por vez. Ignore o que os outros fazem concentre-se em um até acabar com ele.

2.-Princípio do contágio

Divulgue a capacidade de contágio que este inimigo tem. Colocar um antes perfeito e mostrar como o presente e o futuro estão sendo contaminados por este inimigo.

3.-Princípio da Transposição

Transladar todos os males sociais a este inimigo.

4.-Princípio da Exageração e desfiguração

Exagerar as más noticias até desfigurá-las transformando um delito em mil delitos criando assim um clima de profunda insegurança e temor. “O que nos acontecerá?”

5.-Princípio da Vulgarização

Transforma tudo numa coisa torpe e de má índole. As ações do inimigo são vulgares, ordinárias, fáceis de descobrir.

6.-Princípio da Orquestração

Fazer ressonar os boatos até se transformarem em noticias sendo estas replicadas pela “imprensa oficial’.

7.-Principio da Renovação

Sempre há que bombardear com novas notícias (sobre o inimigo escolhido) para que o receptor não tenha tempo de pensar, pois está sufocado por elas.

8.-Princípio do Verossímil

Discutir a informação com diversas interpretações de especialistas, mas todas em contra do inimigo escolhido. O objetivo deste debate é que o receptor, não perceba que o assunto interpretado não é verdadeiro.

9.-Principio do Silêncio.

Ocultar toda a informação que não seja conveniente.

10.-Principio da Transferência

Potencializar um fato presente com um fato passado. Sempre que se noticia um fato se acresce com um fato que tenha acontecido antes

11.-Princípio de Unanimidade

Busca convergência em assuntos de interesse geral apoderando-se do sentimento produzido por estes e colocá-los em contra do inimigo escolhido.

Qualquer semelhança com as práticas do PIG é pura coincidência….

http://tijolaco.com.br/blog/?p=28627
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Fernando Santos

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Charlie Hebdo denuncia má gestão da água em São Paulo


O governo federal, do PT, é demonizado na mídia, pelos desvios causados por alguns corruptos, que se aproveitaram da decisão de Lula de multiplicar os investimentos brasileiros em energia (petróleo, hidrelétricas, usinas nucleares, energia eólica, biodiesel, etc).

Enquanto isso, o governo de São Paulo, do PSDB, igualmente envolvido em inúmeros de escândalos de corrupção, não é sequer criticado por nossa imprensa por deixar dezenas de milhões de pessoas pobres sem água - por falta de investimento!

Foi preciso aparecer um jornalista francês, do Charles Hebdo, para fazer uma reportagem em quadrinhos criticando a "a gestão deplorável da água" da oposição ao governo federal.

A história de Riss é resumida no site Comunique-se, com texto da Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo), mas como tanto o Comunique-se quanto a Abraji tornaram-se aparelhos da Globo, a dura crítica à gestão plutocrática do PSDB em São Paulo é abafada.

Mas como o Cafezinho sabe francês, ele leu a história e entendeu tudo.

A reportagem em desenho denuncia que a água em São Paulo tornou-se um produto de luxo, que só os ricos podem consumir à vontade.

Os pobres, como sempre, sofrem o diabo, sem que o governo faça nenhum programa específico para aliviar suas angústias.

O texto de Riss encerra com uma denúncia:

Tradução: A sociedade que distribiu a água em São Paulo [Sabesp] não fez os investimentos para aliviar esta crise. Por outro lado, está já cotada na Bolsa de Nova York!

Ou seja, o governo de São Paulo usou a estatal para enriquecer meia dúzia de acionistas milionários aqui e lá fora, e não investiu no básico: segurança hídrica para evitar o desastre humanitário, que já se espalha pelas regiões mais pobres da metrópole e arredores - e com o acobertamento criminoso da imprensa!

No Comunique-se.

Após visitar o Brasil, diretor do Charlie Hebdo escreve reportagem sobre seca

Publicado em Quinta, 30 Julho 2015 12:18

Escrito por Abraji*

O cartunista Riss, diretor do Charlie Hebdo, fez um pedido aos organizadores do 10º Congresso da Abraji: durante sua passagem pelo Brasil, queria cobrir a escassez de água em São Paulo e entender como os 11 milhões de moradores estavam se adaptando à estiagem.

A equipe da Abraji acompanhou o jornalista em visitas a comércios e residências na zona Oeste da cidade e articulou uma excursão à represa de Atibainha, parte do Sistema Cantareira. A viagem de 150 km foi feita em viaturas blindadas da Polícia Federal e em companhia do grafiteiro Thiago Mundano, um dos artistas que têm acompanhado e retratado a crise de abastecimento. É dele o famoso grafite que dá as boas-vindas ao "deserto da Cantareira".

Riss pretendia visitar uma favela para saber exatamente como a crise de abastecimento tem afetado a população mais pobre da cidade. Por segurança, os agentes da Polícia Federal excluíram essa possibilidade.

A reportagem em quadrinhos, publicada na edição nº 1.200 do jornal, descreve técnicas usadas por moradores para reaproveitar água, menciona o uso de copos descartáveis em lanchonetes e nota que, com as torneiras secas, São Paulo é cortada por grandes rios – transformados em esgoto a céu aberto.

O cartunista também menciona que a Sabesp tem papéis negociados na bolsa de Nova York e pergunta, observando o famoso relógio de água do Shopping Iguatemi, se a água será em breve um produto de luxo.

Riss esteve no Brasil para participar do 10º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo, realizado pela Abraji no começo do mês.


http://www.ocafezinho.com/2015/08/01/charlie-hebdo-denuncia-ma-gestao-da-agua-em-sao-paulo/#more-30563
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Globo inventa mentiras sobre Pimentel e BNDES

A Época vejou de vez.

Reportagem desta semana prima pela mentira, pela distorção e pelo jogo sujo.

O texto não traz acusação nenhuma, nada concreto, apenas insinuações.

É uma tentativa de bombar a CPI do BNDES, que Eduardo Cunha criou às pressas antes do recesso, tentando desviar a atenção das denúncias contra si.

Permitam-me chamar a revista Época pelo que ela é: uma empresa da Globo.

A Globo faz o jogo de Eduardo Cunha e manda seus repórteres escreverem ficções sobre o BNDES e Fernando Pimentel, o governador petista em posição mais sólida junto ao legislativo de seu estado.

O texto parece saído diretamente da "máquina de lama" do último romance de Umberto Eco.

No livro, intitulado Numero Zero, os personagens fazem um jornal cuja única finalidade é chantagear políticos, e para isso se esmeram em transformar qualquer fato prosaico numa ação suspeita, num "indício" de alguma coisa.

A reportagem da Época é cheia de "indícios"...

O empresário Benedito Rodrigues é tratado em toda a parte como "amigo de Pimentel".

No título, ele é o "operador de Pimentel", assim como Marcos Valério sempre foi chamado de "operador do PT".

(Não importava que Marcos Valério tivesse operado por mais de 20 anos para o PSDB, e fosse o principal operador de Daniel Dantas. Para fins da mídia golpista, ele era apenas o "operador do PT").

A reportagem não tem sequer pudor do ridículo, ao dizer que Bené "pagou R$ 12 mil para Pimentel e a mulher passarem férias num resort na Bahia".

Ora, pelo amor de Deus. É muito veneno para tão pouco dinheiro!

Os tucanos e suas viagens de milhões de dólares devem sorrir de cinismo e compaixão diante da revelação de que Pimentel e esposa gastaram R$ 12 mil em viagem a um resort...

Depois vem uma série de ilações toscas, entre um programa importante do governo que, através do BNDES, incentivou montadoras mundiais a investirem bilhões em fábricas no Brasil, e as relações comerciais do empresário Benedito Silva com uma revendedora.

Tudo é surreal e grotesco.

Primeiro, o grotesco.

Sem base nenhuma, a Globo tenta criminalizar atividades entre a empresa de Benedito e a Caoa, uma das maiores revendedoras do país, fundada em 1979, que já foi a principal revendedora Ford no país, depois trouxe a Renault, e hoje se destaca como importadora e revendedora de carros da Hyundai.

Não há prova nenhuma de crime. Só indícios...

Depois, o surreal.

A Bridge, empresa de Bené, recebeu pagamentos - legais, registrados na Receita - da Caoa.

Aí a reportagem liga as duas coisas, como se o empréstimo do BNDES à Hyundai tivesse relação direta com os negócios de Bené com a Caoa.

Não tem.

Pode ter alguma relação indireta, porque há relação indireta entre qualquer fato econômico no Brasil.

Essa tentativa de criminalizar tudo, a qualquer custo, a qualquer preço, envenenando qualquer relação política e comercial entre empresas (desde que possam ser associadas ao PT, claro), nos remete aos 11 princípios de Goebbels, mestre de comunicação do nazismo.

Importante lembrar que a prisão do empresário Benedito Silva foi um arbítrio inteiramente fascista.

A PF convocou o empresário para depor. Ele foi. O delegado, obviamente um aecista reacionário e truculento, mandou prendê-lo logo após o depoimento.

A truculência de Sergio Moro foi aperfeiçoada em Minas Gerais.

Moro manda prender por capricho, para depois investigar o sujeito, a procura de factoides que possam justificar, junto à mídia, a sua violência. Contando sempre, é claro, com os aplausos enfurecidos da malta excitada pela imprensa marrom.

Em Minas, a polícia prescinde de ordem judicial. O próprio delegado decide pela prisão, usando alguma brecha na lei.

A nova onda da ditadura midiático-judicial é prender sem condenação, sem sentença, sem acusação formal e... sem ordem judicial!

Os delegados aecistas emulam um personagem da ficção futurista, o juiz-policial Dredd, que prende, julga e executa os criminosos, simultanea e imediatamente.

Quando tivermos vencido este surto nazista, cujo principal foco é a mídia brasileira, com suas infinitas manipulações e mentiras, temos que fazer leis para garantir pluralidade e confiabilidade nas informações repassadas à população.

Aliança entre Globo e Cunha para bombar CPI do BNDES, ninguém merece!

http://www.ocafezinho.com/2015/08/01/globo-inventa-mentiras-sobre-pimentel-e-bndes/#more-30547
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Para entender o jogo do impeachment e o caso Catta Preta

Por Luis Nassif no site Jornal GGN

O factoide protagonizado pela advogada Beatriz Catta Preta é significativo para se entender a próxima etapa do jogo do impeachment.

Beatriz trabalhava no escritório do ex-procurador, ex-desembargador Pedro Rotta, já falecido. Uma breve pesquisa na Justiça Federal indicará que Rotta provavelmente foi o recordista na concessão de habeas corpus para grandes traficantes. Uma breve investigação sobre os bens que ficaram em nome da viúva mostrará parte da sua carreira jurídica.

Como procurador, Rotta foi transferido para São Paulo por Golbery do Couto e Silva para resolver os problemas do Banco Cidade com a justiça. Posteriormente, tornou-se desembargador do TRF3. Foi através do escritório de Rotta que Beatriz conheceu seu futuro marido, processado por falsificação de dólares.

Ela é peça central para entender o jogo da Lava Jato. Por que razão uma advogada criminal pouca conhecida, que transitava apenas pelo baixo submundo do crime, se tornou advogada de todas as delações? Quais seus contatos anteriores, para se tornar o canal entre os detidos e a força tarefa e o juiz Sérgio Moro? Quem bancava seus honorários, se não eram os detidos? E porque os detidos se valeram apenas dela para aceitar o acordo de delação?

A frente heterogênea
Não é preciso decifrar o enigma Catta Preta para entender os desdobramentos do seu último lance, contra Eduardo Cunha.

A frente anti-Dilma é composta de diversas cabeças, com poucas afinidades entre si.

Mais cedo ou mais tarde as alianças de ocasião tenderiam a se desfazer, conforme já cantei há tempos aqui.

Eduardo Cunha tornou-se instrumento da mídia para enfraquecer Dilma. Ao mesmo tempo, tornou-se o principal osbstáculo ao impeachment. Se Dilma fosse impichada por razões eleitorais, o vice-presidente Michel Temer iria junto. E a República ficaria por bons meses nas mãos dele, o suspeitíssimo Eduardo Cunha.

Nem o mais irresponsável oposicionista gostaria de correr um risco desses. Não bastasse a enorme capivara e falta de limites, Cunha representa uma força política – a dos evangélicos – que é a maior ameaça ao predomínio da Globo.

É por isso que os bravos comentaristas políticos da velha mídia, como em uma quadrilha junina (a ponte quebrou! Olha a cobra!) se mantiveram alertas e disciplinadamente unidos em torno de ordens que mudam ao sabor dos ventos.

A última ordem é: delenda Cunha. Com ele fora do jogo, abre-se espaço para uma solução palatável: o vice-presidente Michel Temer, com influência no PMDB, especialmente com Cunha fora do jogo, e largo trânsito no PSDB – quando o partido foi formado, seu mentor Franco Montoro pediu-lhe que ficasse no PMDB para ser o ponto de contato com o grupo que o acompanhou.

É em torno dele que estão se articulando grupos do PMDB alijados pelo governo Dilma (Renan, Jucá etc), grupos do PSDB ligados a José Serra e grupos de mídia.

Remove-se um obstáculo ao impeachment, mas não os demais.

Para tirar Dilma terão que aplicar um golpe paraguaio. As implicações sociais e políticas continuarão sendo grandes. Terão que convencer um dos pais da Constituição de 1988 – o próprio Temer – a embarcar em uma aventura. E administrar os interesses políticos dos três grupos do PSDB: Alckmin, Serra e Aécio.

O fim do pacto com a Lava Jato
O próximo passo da oposição será o enfraquecimento da aliança com a Lava Jato, assim que estiverem mais firmes as articulações em torno de Temer.

A Lava Jato e o juiz Sérgio Moro conseguiram implantar um regime de terror no país. Interessa enquanto peças do enfraquecimento do governo Dilma. Não mais que isso. Gilmar Mendes já começou a externar críticas e, em breve, pode-se esperar o fim do pacto entre mídia e Lava Jato.

http://www.ocafezinho.com/2015/08/01/para-entender-o-jogo-do-impeachment-e-o-caso-catta-preta/#more-30549
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Mal informados ou mal intencionados?

por Jorge Furtado no Blog do Jorge Furtado

Eu imagino que todos queiram o melhor para o Brasil, que todos sejam
contra a corrupção 
(menos quem suborna fiscais da receita ou esconde dinheiro na Suíça), todos queiram menos violência (menos quem vende armas e sistemas de segurança), melhor saúde pública (menos os serviços privados de saúde), melhor educação pública (menos os donos de escolas privadas), querem sanear a Petrobras (menos quem quer entregar o pré-sal às petroleiras americanas), enfim, todos desejam o que é melhor para o bem comum.

A questão é: como conseguir isso? Não é com adjetivos e pontos de exclamação, nem com falácias, hipocrisia e falsas polêmicas.

O combate à corrupção – samba de uma nota só de uma oposição sem
qualquer proposta para o país – deve ser permanente e impiedoso, o
ladrão de dinheiro público é o pior dos bandidos, tira dinheiro dos
hospitais, da educação e da segurança pública, prisão para eles é
pouco, deve ter seus bens confiscados, deve ser impedido a todo custo
de voltar a praticar seus crimes.

Há muita corrupção em todos os governos, e não me parece que qualquer outro governo que já tivemos combateu mais a corrupção do que este. Quem tem boa memória lembra da compra de votos para a reeleição de FHC, da roubalheira que foi a privataria, do engavetador da república, que impedia qualquer
investigação, com a cumplicidade de uma imprensa dócil e governista,
com raríssimas exceções.

Imagino que os meus amigos que ignoram ou menosprezam os avanços dos
governos populares para a maioria da população (ver lista no final do
texto) estejam mal informados, o que não é difícil, já que a cobertura
política da grande imprensa brasileira se tornou quase totalmente
inútil quando abandonou o jornalismo para fazer oposição (ela, que
sempre foi ferozmente governista, apoiou a ditadura, apoiou Sarney,
inventou Collor, apoiou incondicionalmente FHC), e muitos jornalistas
que sobraram por lá, com honrosas exceções, defendem os interesses e
os pontos de vista dos seus patrões.

Sugiro a estes meus amigos que procurem diversificar suas fontes de
informação, para não se tornarem cúmplices de um golpe contra a
democracia brasileira, mais um, tramado pela elite de sempre com o
apoio dos jornais de sempre.

Ia ser engraçado (na verdade, trágico para o país) se a Dilma, uma pessoa evidentemente honesta, sobre a qual não há qualquer acusação razoável, fosse empichada por um congresso corrupto, presidido por Renan Calheiros (que era o Ministro da Justiça e, portanto, chefe da Polícia Federal no governo FHC) e
Eduardo Cunha (nada pode ser pior), ambos acusados há décadas por
dúzias de falcatruas, e por juízes do TCU, também acusados por receber
suborno, isto sob o clamor de uma imprensa cujos proprietários
escondem dinheiro em contas na Suíça (ver HSBC) e subornam fiscais
para não pagar impostos (ver Zelotes).

É a mesma imprensa que dá manchetes mentirosas, sem qualquer
verificação, contra o governo e seus aliados, e cobre de tarjas pretas
o nome de José Serra, citado nas investigações da Lava Jato. (Imagino
o que esta imprensa diria de Dilma se ela construísse um aeroporto
privado na fazenda de um tio ou financiasse, com dinheiro público,
veículos de comunicação de propriedade de seus parentes, como fez
Aécio Neves.)

Enfim, aos mal informados, que repetem as manchetes que
escutam, sugiro que se informem melhor.

Aos que sabem o que se passa mas fingem que não sabem, a oposição, que
recebeu as mesmas doações suspeitas dos mesmos empresários presos,
sugiro que tentem ganhar uma eleição.

Nas últimas quatro eleições, em dois turnos, o PT ganhou todas, está oito a zero, um vareio maior que Alemanha e Brasil. Para ganhar uma eleição a oposição precisa ter alguma proposta para o país, o que parece não ser o caso.

Não sou filiado a nenhum partido, já votei em vários, e tenho muitas
críticas ao PT, em quem voto (e provavelmente votarei outra vez)
porque as opções a ele são bem piores. (O dr. Dráuzio Varela não é
candidato, infelizmente).

O PT cometeu toneladas de erros, tem muita corrupção no governo (sempre teve), mas é bizarro, trágico, que aqueles que sempre governaram o país e o transformaram na sociedade mais injusta do planeta, queiram dar um golpe contra um governo recém eleito pela maioria da população, um governo que não engaveta investigações, onde corruptores vão para a cadeia (graças a uma lei
promulgada pela Dilma em 2013, que pune também os corruptores), um
governo cuja Polícia Federal desbaratou uma quadrilha que sangrava a
Petrobrás, segundo o Ministério Público e vários delatores, desde 1997
(ainda no primeiro governo de FHC).

Acho que as pessoas que defendem um golpe contra o governo eleito se
dividem em duas: as mal informadas e as mal intencionadas. Espero que
os meus amigos, alguns que estão embarcando nesta corrente golpista,
estejam entre os mal informados.

Afinal, o PT fracassou em que mesmo?

1. Produto Interno Bruto:
2002 – R$ 1,48 trilhões
2013 – R$ 4,84 trilhões

2. PIB per capita:
2002 – R$ 7,6 mil
2013 – R$ 24,1 mil

3. Dívida líquida do setor público:
2002 – 60% do PIB
2013 – 34% do PIB

4. Lucro do BNDES:
2002 – R$ 550 milhões
2013 – R$ 8,15 bilhões

5. Lucro do Banco do Brasil:
2002 – R$ 2 bilhões
2013 – R$ 15,8 bilhões

6. Lucro da Caixa Econômica Federal:
2002 – R$ 1,1 bilhões
2013 – R$ 6,7 bilhões

7. Produção de veículos:
2002 – 1,8 milhões
2013 – 3,7 milhões

8. Safra Agrícola:
002 – 97 milhões de toneladas
2013 – 188 milhões de toneladas

9. Investimento Estrangeiro Direto:
2002 – 16,6 bilhões de dólares
2013 – 64 bilhões de dólares

10. Reservas Internacionais:
2002 – 37 bilhões de dólares
2013 – 375,8 bilhões de dólares

11. Índice Bovespa:
2002 – 11.268 pontos
2013 – 51.507 pontos

12. Empregos Gerados:
Governo FHC – 627 mil/ano
Governos Lula e Dilma – 1,79 milhões/ano

13. Taxa de Desemprego:
2002 – 12,2%
2013 – 5,4%

14. Valor de Mercado da Petrobras:
2002 – R$ 15,5 bilhões
2014 – R$ 104,9 bilhões

15. Lucro médio da Petrobras:
Governo FHC – R$ 4,2 bilhões/ano
Governos Lula e Dilma – R$ 25,6 bilhões/ano

16. Falências Requeridas em Média/ano:
Governo FHC – 25.587
Governos Lula e Dilma – 5.795

17. Salário Mínimo:
2002 – R$ 200 (1,42 cestas básicas)
2014 – R$ 724 (2,24 cestas básicas)

18. Dívida Externa em Relação às Reservas:
2002 – 557%
2014 – 81%

19. Posição entre as Economias do Mundo:
2002 – 13ª
2014 – 7ª

20. PROUNI – 1,2 milhões de bolsas

21. Salário Mínimo Convertido em Dólares:
2002 – 86,21
2014 – 305,00

22. Passagens Aéreas Vendidas:
2002 – 33 milhões
2013 – 100 milhões

23. Exportações:
2002 – 60,3 bilhões de dólares
2013 – 242 bilhões de dólares

24. Inflação Anual Média:
Governo FHC – 9,1%
Governos Lula e Dilma – 5,8%

25. PRONATEC – 6 Milhões de pessoas

26. Taxa Selic:
2002 – 18,9%
2015 – 14,25%

27. FIES – 1,3 milhões de pessoas com financiamento universitário

28. Minha Casa Minha Vida – 1,5 milhões de famílias beneficiadas

29. Luz Para Todos – 9,5 milhões de pessoas beneficiadas

30. Capacidade Energética:
2001 – 74.800 MW
2013 – 122.900 MW

31. Criação de 6.427 creches

32. Ciência Sem Fronteiras – 100 mil beneficiados

33. Mais Médicos (Aproximadamente 14 mil novos profissionais): 50
milhões de beneficiados

34. Brasil Sem Miséria – Retirou 22 milhões da extrema pobreza

35. Criação de Universidades Federais:
Governos Lula e Dilma – 18
Governo FHC – zero

36. Criação de Escolas Técnicas:
Governos Lula e Dilma – 214
Governo FHC – 0
De 1500 até 1994 – 140

37. Desigualdade Social:
Governo FHC – Queda de 2,2%
Governo PT – Queda de 11,4%

38. Produtividade:
Governo FHC – Aumento de 0,3%
Governos Lula e Dilma – Aumento de 13,2%

39. Taxa de Pobreza:
2002 – 34%
2012 – 15%

40. Taxa de Extrema Pobreza:
2003 – 15%
2012 – 5,2%

41. Índice de Desenvolvimento Humano:
2000 – 0,669
2005 – 0,699
2012 – 0,730

42. Mortalidade Infantil:
2002 – 25,3 em 1000 nascidos vivos
2012 – 12,9 em 1000 nascidos vivos

43. Gastos Públicos em Saúde:
2002 – R$ 28 bilhões
2013 – R$ 106 bilhões

44. Gastos Públicos em Educação:
2002 – R$ 17 bilhões
2013 – R$ 94 bilhões

45. Estudantes no Ensino Superior:
2003 – 583.800
2012 – 1.087.400

46. Risco Brasil (IPEA):
2002 – 1.446
2013 – 224

47. Operações da Polícia Federal:
Governo FHC – 48
Governo PT – 1.273 (15 mil presos)

48. Varas da Justiça Federal:
2003 – 100
2010 – 513
9. 38 milhões de pessoas ascenderam à Nova Classe Média (Classe C)

50. 42 milhões de pessoas saíram da miséria
FONTES:
47/48 – http://www.dpf.gov.br/agencia/estatisticas 39/40http://www.washingtonpost.com
42 – OMS, Unicef, Banco Mundial e ONU
37 – índice de GINI: http://www.ipeadata.gov.br
45 – Ministério da Educação
13 – IBGE26 – Banco Mundial

Blog de Jorge Furtado


http://www.ocafezinho.com/2015/08/01/mal-informados-ou-mal-intencionados/#more-30583
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As emanações do submundo da Lava Jato

A decisão da advogada Beatriz Catta Preta de abandonar seus clientes (e os milionários honorários que receberia) chamou a atenção até de gente ingênua como eu, há dez dias: A “Doutora Delação” pede o boné e vai embora, de repente? Estranho…

Uma semana atrás surgiu o primeiro sinal concreto de que algo estava acontecendo no submundo de interesses políticos e financeiros da Operação Lava Jato.

Do nada, surgiu uma nota na Veja – único veículo de comunicação que assume abertamente a defesa de Eduardo Cunha – intitulada ” O Casal Fera” informando que a Doutora Delação, Beatriz Catta Preta, tinha como sócio “ o marido, que é ex-policial, (que)usa métodos, digamos, indelicados para negociar pagamentos. Essa era a principal reclamação dos clientes que chegavam a seu escritório”. A nota seguia, dizendo que “socos na mesa, gritos e xingamentos eram rotina na dinâmica das cobranças – em especial com famílias já fragilizadas pela prisão dos acusados”. 

Até este distraído blogueiro percebeu e escreveu naquele dia: Tem gato na tuba da Operação Lava Jato.

Ontem, Luís Nassif escreveu uma bela análise dos fatos, “Para entender o jogo do impeachment e o caso Catta Preta“, onde faz perguntas intrigantes:

“Por que razão uma advogada criminal pouca conhecida, que transitava apenas pelo baixo submundo do crime, se tornou advogada de todas as delações? Quais seus contatos anteriores, para se tornar o canal entre os detidos e a força tarefa e o juiz Sérgio Moro? Quem bancava seus honorários, se não eram os detidos? E porque os detidos se valeram apenas dela para aceitar o acordo de delação?”

Hoje, é a Folha quem começa a publicar as informações – até agora restritas à blogosfera, de que tem muito caroço neste angu:

“Segundo ex-clientes de Catta Preta ouvidos pela Folha, ele apresentava os orçamentos, fazia cobranças de honorários, e, em alguns casos, prospectava negócios.

Colegas que conviveram com a advogada no início da carreira contam que o casal se conheceu em 2001, quando Catta Preta atuou como defensora de Carlos. Ele foi flagrado com US$ 400 mil em notas falsas e disse à polícia que usou as cédulas para diminuir o prejuízo de uma negociação que tinha feito com indianos que lhe repassaram dinheiro falso. Carlos foi condenado a três anos em regime aberto.

Nos bastidores do meio jurídico, advogados atribuem às intervenções de Carlos parte da capacidade de Catta Preta de atrair clientes que antes eram defendidos por outros profissionais. A Folha não conseguiu contato com a advogada.”

Nem se entrou na abertura, ano passado, da empresa de ambos em Miami, embora seja fato documentado e ninguém fez a pergunta obvia:porque os acusados da Lava Jato demitiram seus advogados originais e os substituíram pela Doutora Delação, que logo firmou acordos com o Ministério Público para dedurar fatos e, quem sabe, não-fatos.

Há um odor fétido emanando de todo este processo de delações, o qual – depois de florescer durante meses diante de um Governo e de um PT que quase pediam desculpas por existirem – encontrou um adversário do mesmo naipe: Eduardo Cunha, que conhece bem estes métodos, por experiência própria.

A “sua” CPI vai, como se disse aqui, passar como um trator sobre a Doutora Delação, sem piedade de sua vida privada e das relações profissionais. O fato de o Dr. Moro tê-la protegido ao se recusar a fornecer a lista completa de clientes de Catta Preta é irrelevante: basta uma consulta aos processos e se verá quais. Os nomes serão ditos e repetidos e as contradições apontadas.

E com direito a  transmissão da TV Câmara.

Não vou me surpreender se, amanhã, for revelado que Alberto Youssef, um condenado da Justiça, em liberdade condicional por delação, foi “plantado” como operador de gente não apenas corrupta como burra.

http://tijolaco.com.br/blog/?p=28636
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Atentado tem 
que ser federalizado
Oposição subiu um degrau: agora é a violência !



O Conversa Afiada reproduz artigo de Breno Altman sobre alguns dos efeitos da incansável atividade Golpista do PiG, associado ao PSDB:



ATENTADO CONTRA INSTITUTO LULA ACENDE ALERTA VERMELHO


A bomba jogada contra entidade liderada pelo ex-presidente da República, na noite de quinta-feira, revela perigos que rondam o cenário político.

Tudo leva a crer que o ato terrorista teve origem em alguma franja da direita, animada pelo clima de ódio antipetista diuturnamente alimentado pelos principais meios de comunicação e líderes da oposição.

A escalada é notável, transitando das agressões verbais nas redes sociais para o terreno do enfrentamento físico.

O primeiro sinal veio com a coação de ex-ministros em restaurantes paulistanos, além de ataques irregulares contra sedes do PT.

No início da semana, o presidente fluminense do partido e prefeito de Maricá, Washington Quaquá, tomou um empurrão que o jogou ao chão enquanto dava entrevista a alguns jornalistas.

Sentindo-se à vontade, de mãos livres para fazerem o que bem entendem, extremistas do conservadorismo agora aumentam a altura do sarrafo e miram na principal liderança da esquerda brasileira.

Seria irresponsabilidade afirmar que o atentado contra o Instituto Lula, cujos objetivos parecem ser intimidação e propaganda, representa prova de que a oposição de direita esteja saindo da institucionalidade para a violência.

Mas é cristalino que o discurso do reacionarismo, estimulando clima de caça às bruxas contra o petismo, identificando-o como campo político a ser aniquilado por todos os meios, está na origem da atual onda de truculência.

Basta ver a audácia dos que resolveram escolher Lula como alvo de suas intentonas. Não se trata mais de situações casuais e fortuitas, mas de operação planejada e armada, o que indica proliferação e recrudescimento de grupos dispostos ao terror.

Também chama atenção a reação frágil e intimidada do governo federal a respeito de fato tão relevante.

Ataque desta natureza contra um ex-presidente da República, ainda mais da estatura de Lula, sem o qual jamais a atual administração teria sido eleita e reeleita, exigiria resposta de alta intensidade, através de todos os canais possíveis.

Para começo de conversa, as investigações deveriam ser imediatamente federalizadas e caberia, à chefe de Estado, chamar rede nacional de rádio e televisão, com o intuito de proclamar claramente o repúdio ao ódio fascista e a determinação de empenhar todos os esforços para impedir sua difusão na sociedade.

A claudicante contraposição petista ao atentado da rua Pouso Alegre, no mais, revela as sequelas de uma estratégia conciliatória que foi incapaz de preparar o governo, os partidos de esquerda e os movimentos sociais para uma etapa como a atual, de radicalização do confronto entre projetos de nação.

Ao deixar intacto o monopólio da mídia, o petismo cevou seus piores inimigos, que agem como máquinas de animação e mobilização das entranhas mais apodrecidas do país, na busca de onda restauradora que possa enterrar, a qualquer preço, o processo de mudanças iniciado com a eleição de Lula em 2002.

Mantendo ares de normalidade, o governo e o PT banalizam a gravidade dos acontecimentos, desorganizam sua própria militância e abrem alas para o conservadorismo seguir em seu movimento ascensional, que já combina hegemonia institucional com disputa das ruas e, agora, o recurso à violência.

A história, aliás, está repleta de exemplos sobre o que se passa quando as forças progressistas e democráticas comportam-se como avestruzes.

Ofensivas reacionárias, afinal, não costumam ser detidas com bom-mocismo, falta de audácia e encolhimento.


Em tempo: a Carta Capital mostrou como o atentado do Riocentro deveria ter sido. E como fazia parte de um plano da Direita – hoje instalada no PiG e no PSDB – para explodir a Esquerda. O Riocentro desmascarou a Direita. O atentado ao Instituto Lula pode desmascarar não a Direita instalada no PiG e no PSDB – mas a inépcia do sistema governamental de combate ao Golpe ! – PHA.


Em tempo2: o Conversa Afiada publica nota do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC:



NOTA DE REPÚDIO


Lideranças dos metalúrgicos de todo o Estado de São Paulo estiveram reunidas com o ex-presidente Lula, na tarde de ontem (31), para encaminhar as ações da categoria diante do atentado ao Instituto Lula ocorrido na quinta-feira (30). 

Além do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, estiveram presentes a Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT, a CNM-CUT, a Federação Estadual dos Metalúrgicos da CUT, a FEM-CUT, o Sindicato dos Metalúrgicos de Sorocaba, e o Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté.

Não permitiremos que nossa principal liderança seja atacada ou mesmo ameaçada por setores ou pessoas que não têm responsabilidade com a democracia e que nunca se importaram com os trabalhadores.

O legado vitorioso construído pelo ex-presidente Lula trouxe muitos avanços para o País e conquistas para os trabalhadores e para toda a sociedade brasileira.

As ações do governo Lula retiraram o Brasil das trevas: da fome, da desigualdade social, da concentração de renda e do abandono a que estavam submetidas as populações do campo, das periferias e das regiões Norte e Nordeste, e deram dignidade a milhões de pessoas.

As lutas no Brasil se intensificarão em defesa deste legado, do qual somos parte e muito nos orgulhamos. 

Sindicato dos Metalúrgicos do ABC

Sábado, 1 de agosto de 2015

http://www.conversaafiada.com.br/politica/2015/08/01/atentado-tem-que-ser-federalizado/
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Oposição subiu um degrau: agora é a violência !
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Radioatividade: um conto nuclear brasileiro

Por Lia Bianchini, repórter especial do Cafezinho.

Esta história começa na década de 1970, em Massachusetts, Estados Unidos, com um engenheiro naval da marinha (nosso personagem principal) especializando-se em engenharia nuclear no Massachusetts Institute of Technology (o famoso MIT).

No Brasil, onde Angra 1 começava a ser construída, o governo firmava um acordo de cooperação com a Alemanha para ter acesso ao ciclo completo de abastecimento da usina. Incluso nesse ciclo, estava o enriquecimento de urânio, que, até então, era feito por meio de difusão gasosa.

Um novo modo de enriquecimento de urânio, porém, começava a ser estudado e despertava o interesse do governo brasileiro: o método da ultracentrífuga, mais eficiente e econômico.

Já no final da década de 70, nosso engenheiro naval retorna ao Brasil, devidamente especializado em engenharia nuclear. Sua função, agora, era determinar as possibilidades de produção nuclear no Brasil. As pesquisas começam, avançam, e surge a afirmação: pode-se desenvolver o ciclo do combustível nuclear em solo brasileiro.

Começava, assim, sob a responsabilidade de nosso engenheiro naval, o Programa de Desenvolvimento do Ciclo do Combustível Nuclear e da Propulsão Nuclear para Submarinos. O programa tinha o intuito de viabilizar a produção de válvulas, sensores e medidores das centrífugas de enriquecimento de urânio.

Após 14 anos, nosso engenheiro naval, agora vice-almirante, tem de deixar o projeto, pois completara seu tempo de serviço militar. O resultado de seus anos de trabalho, no entanto, receberia grande reconhecimento da comunidade científica e fixaria um marco na história: o Brasil conseguira sua própria tecnologia de enriquecimento de urânio através da ultracentrifugação.

Foram gastos no projeto US$ 663 milhões, que incluíram o desenvolvimento do ciclo de combustível, da propulsão para submarinos, do submarino, propriamente dito, e a infraestrutura.

Quase uma década após ter exercido trabalho fundamental no Programa Nuclear Brasileiro, já nos anos 2000, nosso engenheiro naval assume a presidência da empresa responsável por construir e gerenciar as usinas nucleares brasileiras, a Eletronuclear – Eletrobrás Termonuclear, criada em 1997.

Utilizando o método de enriquecimento de urânio através da ultracentrifugação, as usinas nucleares brasileiras (Angra 1 e Angra 2) são responsáveis, hoje, pelo fornecimento de cerca de 3% da energia elétrica consumida no país.

Uma década após assumir a presidência da Eletronuclear, a história de nosso engenheiro naval (até então protagonizada por grandes feitos e avanços tecnológicos, entrelaçando-se à história da atividade nuclear brasileira) passa a figurar nas páginas policiais.

A denúncia: nosso engenheiro naval teria recebido propina de companhias que compõem o consórcio de construção da usina nuclear Angra 3.

As provas: ainda não existem.

E, assim, como num passe de mágica, a história de nosso engenheiro naval deixou de ser a de grandes conquistas tecnológicas para o Brasil e passou a ser a de um (ainda suposto) envolvimento em um esquema de corrupção.

Se você não conhece “nosso engenheiro naval”, basta procurar pelo nome de Othon Luiz Pereira da Silva, preso na última terça-feira, dia 28 de julho, na 16ª fase da Operação Lava Jato, denominada Radioatividade.

No entanto, uma busca rápida pode não ser eficaz, pois mostrará apenas manchetes sobre propina e prisão. Enquanto as denúncias são investigadas, é recomendável uma busca mais profunda, que mostrará feitos de um importante cientista brasileiro, reconhecido internacionalmente por seu trabalho.

http://www.ocafezinho.com/2015/08/01/radioatividade-um-conto-nuclear-brasileiro/#more-30562
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Por Lia Bianchini, repórter especial do Cafezinho. Esta história começa na década de 1970, em Massachusetts, Estados Unidos, com um engenheiro naval da marinha (nosso personagem principal) especial...
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O fascismo judicial a serviço do dinheiro e da antipolítica

Saul Leblon, editorialista da Carta Maior, analisa a seletividade partidária vergonhosa das investigações da Lava Jato, o que a torna ainda mais nociva que a Operação Mãos Limpas, que “limpou” a Itália de seus principais partidos, deixando o país à mercê do dinheiro grosso de Silvio Berlusconi.

A tirania dos salvadores da pátria

O mérito elogiável do combate ao desvio de dinheiro derrete na seletividade das ações e evidencia um fanatismo ideológico raso.

por Saul Leblon, na Carta Maior.

A lógica que produz um ambiente fascista nem sempre é feita de inciativas coordenadas por um diretório central, mas de arranques impunes, que amaciam a rota para esse segundo momento.

Ordenadas pela dinâmica cega de interesses graúdos, ações aparentemente dispersas conduzirão a avalanche pulverizada até o seu arremate totalitário.

O contrapiso do caminho consiste, entre outras coisas, em raspar do imaginário social suas referências reais e simbólicas, numa espiral erosiva de desamparo que desidrata o futuro, desqualifica o passado e leva à exasperação do presente.

Sedimenta-se aí o território dos salvadores da pátria.

O surgimento de candidaturas municipais atreladas ao bordão da ‘segurança’ nas eleições de 2016, caso da do apresentador Datena, cogitada em São Paulo, prefigura o ovo que choca nessa incubadora de boas e más intenções.

Na história de uma sociedade, as intenções são soterradas pela articulação objetiva dos fatos que as precedem e as sucedem.

Quem não entende isso presta-se ao papel de um joguete de suas próprias ações.

Nunca esquecer: a ‘Operação Mãos Limpas’, em 1992, figurava como o golpe definitivo no combate à endogamia entre o dinheiro privado e a podridão da política italiana.

Lá como cá o núcleo dos ilícitos começava nas distorções de financiamento do sistema eleitoral.

E terminava sabe-se onde.

A devassa ocupou dois anos e expediu 2.993 mandados de prisão; 6.059 figurões tiveram as contas e patrimônios dissecados — entre eles, 872 empresários , 438 parlamentares, quatro ex-primeiros-ministros.

Não terminou em pizza.

Cerca de 1.300 réus foram condenados; apenas 150 absolvidos.

Suicídios, assassinatos, fugas e humilhações pontuaram a faxina.

O furacão jurídico destruiu a Primeira República Italiana.

Cinco grandes partidos, incluindo-se a Democracia Cristã, o Partido Socialista e o Partido Comunista, o maior e mais estruturado do ocidente, viraram poeira da história.

Na Itália não se viu a seletividade partidária, quase obscena, que goteja nas ações dos promotores do Paraná.

O espaço que se abriu, porém, não encontrou forças mobilizadas, tampouco projetos organizados, nem propostas críveis para catalisar a revolta e a desilusão da sociedade.

Vale repetir o que já se observou nesse espaço: tragicamente, o que se pretendia combater, ganhou impulso avassalador.

A independência entre o poder político e o poder econômico derreteu completamente.

Um país desprovido de partidos fortes, desiludido de suas lideranças, virou refém direto do dinheiro grosso, na figura de um de seus detentores caricaturais, Il Cavaliere.

Silvio Berlusconi, um produto despudoramente representativo do vazio chocado em uma sociedade atomizada, feita em estilhaços políticos, emergiu solitariamente como il capo, ancorado em um sistema de comunicação pautado por valores sabidos.

O desfecho da Mãos Limpas foi o horror na forma de uma liderança bufa, que substituiu a hegemonia de Gramsci pela indigência ubíqua de sua própria rede de televisão.

Não, não foi uma ressaca passageira.

Foi o desdobramento de uma sangria estrutural da política sacrificada na unidimensional lógica da faxina policial.

Silvio Berlusconi e sua fortuna de US$ 6 bilhões ficaram nove anos no poder.

A Itália de apequenou em todas as frentes; hoje patina à beira de um poliprecipício, candidata a se tornar a próxima Grécia.

O enredo brasileiro agrega novidades a esse horizonte.

As características rebaixadas e despudoradamente contaminadas de partidarismo dos condutores da ‘faxina’ local, amplificam os riscos e os seus desdobramentos.

De um lado, arquiteta-se um politicídio seletivo engatado na ostensiva caça ao PT; de outro, o engessamento de um projeto incômodo à agenda conservadora, o pré-sal, ameaçando de obsoletismo uma das poucas alavancas de irradiação de um novo ciclo de desenvolvimento.

O desdém manifesto pela república de Moro em relação ao interesse público neste tema dá a medida da indigência histórica e geopolítica que move as ações em curso da assepsia policial que paralisa o país.

Diante da liquefação econômica, social e política, as ferramentas de resposta são sonegadas aos alvos da ofensiva tosca e incapaz de enxergar a nação em meio ao vendaval.

A ferramenta da comunicação com a sociedade, por exemplo.

Monopolizada nas mãos de anões cívicos e predadores ideológicos, resume-se cada vez mais a um press release de porta de cadeia.

Instala-se assim a lógica da voz única, que costuma arrematar a chacina de uma época e acionar o ciclo das manifestações mórbidas em uma sociedade sem forças para se reinventar.

Na Itália, o limbo foi preenchido pelo fascismo bufo de Berlusconi.

Um breve apanhado do rufar dos tambores por aqui sugere que avançamos bem em direção ao desconhecido.

As prisões de suspeitos, adrede condenados por uma instância jurídico-policial que vaza ‘pronunciamentos’, cegamente reiterados pelo jornalismo parceiro, compõem o relógio da vida brasileira.

Assiste-se a uma troca: a tirania da corrupção cede espaço à tirania do combate à corrupção.

O mérito elogiável do combate ao desvio do dinheiro público derrete no método e seletividade das ações.

O descompromisso com o custo a ser pago pela sociedade e o seu desenvolvimento evidencia o fanatismo ideológico raso, a visão ordinária de país que ordena todo o processo.

O acoelhamento diante das tiranias ancora-se na expectativa de que as coletas de cabeças restringir-se-ão às casas marcadas com a estrela, ou às mansões capazes de girar a rosca em torno dos alvos perseguidos.

No caso brasileiro, o tempo político, como bem caracterizou o cientista político Marcos Nobre, foi capturado pelos ponteiros da ação jurídico policial.

Amanhece a nação com a manchete da nova captura e adormece na incerteza da próxima detenção.

Tudo recoberto pelo mutismo do mundo político, intelectual e –com raras exceções— do ambiente jurídico.

Disso para um Estado de exceção, quanto falta?

Nesta 2ª feira, um almirante ligado ao projeto nuclear brasileiro foi preso.

Contra ele pesa a delação de um empreiteiro.

Extraída pelo método Paraná, que alguns preferem denominar de delação chantageada, consiste em um processo indutivo simples: ‘você me entrega, eu te dou uma domiciliar; você se cala eu te faço apodrecer aqui..’

Simples assim. E às vezes lubrificado pelo trabalho de convencimento de advogados que vendem catta por lebre às famílias dos detidos, em endogâmica parceria com o juiz Moro.

A prisão de um militar de alta patente, como Othon Luiz Pinheiro da Silva, considerado o pai do projeto nuclear brasileiro sugere um ‘ecumenismo justiceiro’ logo arguido por antecedentes sugestivos.

O almirante sempre foi um ferrenho adversário da assinatura de protocolos adicionais, destinados a aumentar o controle norte-americano sobre o programa nuclear brasileiro.

Em 2004, em entrevista ao Diário do Paraná, fez grave alerta.

Denunciou a espionagem dos EUA sobre o processo de enriquecimento de urânio em centrífugas, desenvolvidas no país sob a sua teimosia e liderança. ‘O Brasil é um país infestado de espiões americanos, atentos a todos os movimentos que faz para ser mais independente. Os EUA não têm o menor interesse em que o Brasil seja autônomo em termos de defesa. Para um país agressivo, como os EUA’, explicou, ‘é muito mais difícil invadir um país capaz de desenvolver um artefato nuclear de pequeno porte’.

Passemos.

Almirantes, empreiteiros, tesoureiros, políticos vão se empilhando no saco sem fundo de ações que irradiam o clima sufocante de uma sociedade à mercê de um poder paralelo que a devora por dentro.

A alternativa, reiterada diuturnamente pela mídia, é entregar-se à cirúrgica extirpação do câncer, em operação sem prazo para terminar, nem limites para agir.

A história está coalhada de exemplos, recentes até, de ‘operações de libertação’ em sociedades ‘salvas de demônios’ para serem entregues ao inferno da anomia.

A mobilização para exterminar o PT da sociedade brasileira, a começar pela sua presença no imaginário popular, guarda semelhanças com essas guerras fraudulentas.

Erradicar o PT da vida política nacional é um sonho antigo das elites que, finalmente, farejam o cheiro do abate próximo.

Em 2005, nos albores do chamado ‘mensalão’, já se preconizava livrar o Brasil ‘ dessa raça pelos próximos trinta anos’.

A novidade agora é a forma passiva como um pedaço da própria intelectualidade progressista passou a reagir diante da renovada determinação.

Doze anos de presença do PT no aparelho de Estado, sem maioria no Congresso, por conta do estilhaçamento intrínseco ao sistema político, explicam um pedaço do desencanto.

O partido que venceu três eleições presidenciais nunca elegeu nem 20% dos deputados federais para uma governabilidade mínima.

Deriva daí o mecanismo através do qual o sistema de financiamento de campanha alimenta a chantagem do Congresso e do capital privado contra o Executivo e pulveriza a máquina pública em uma constelação de micro interesses dificilmente compatíveis com a coerência, as urgências e prioridades da nação.

O back vocal a serviço dos promotores vazadores faz o resto agora ao descarregar nos erros do partido –que não são poucos– a tragédia da democracia brasileira.

Espetar nos seus dirigentes –‘chefes de quadrilha’– a responsabilidade pela teia que restringe a soberania do voto é o ponto alto da asfixia do esclarecimento em curso.

A hipocrisia se mede pela pouca atenção dispensada ao debate de uma verdadeira reforma política e partidária.

Por trás das ideias, melhor dizendo, à frente delas, caminham os interesses.

Cortar a ‘gastança’ é a contrapartida econômica das mutilações e dissimulações em curso na esfera política.

Vocalizadores dos apetites dos mercados anunciam o ingresso do país no mais longo ciclo de recessão de sua história.

Antes de enxergar a luz no fim do túnel, vaticina o colunismo dos plantonistas de bancos, a sociedade brasileira terá que ficar mais pobre, amargar um exército maior de desemprego, submeter-se a uma corrosão superlativa dos salários, vender ‘ativos’ (leia-se, o pre-sal, já apregoado por Serra no grande leilão patrocinado por Moro)

Interditado o mercado interno e o investimento público, destroça-se o pouco da capacidade autônoma do Estado de coordenar a economia, que havia sido restaurada na última década.

É a purga corretiva pelo ‘erro’ cometido nos últimos doze anos.

Desde 2003, uma política de desenvolvimento associada à expansão do emprego, do salários e dos direitos sociais ousou triscar –sim, triscar– interesses estabelecidos.

O rufar dos tambores da salvação nacional pela purga desembestada de direitos e referências não é incomum na história dos povos.

O mais famoso, talvez, o Tratado de Versalhes, de 1919, colocou a derrotada Alemanha da Primeira Guerra de joelhos, impondo-lhe reparações equivalentes a 3% de um PIB em frangalhos, ademais de autorizar o saques de fábricas e da então poderosa marinha mercante germânica.

A pilhagem associada à crise mundial de 29 esfarelou a moeda alemã e exauriu a poupança e o emprego das famílias.

O desamparo pavimentou a chegada de um salvador da pátria que promoveu a mutação do desespero em ódio coletivo contra um segmento social. O resto é sabido. E temido.

Mas o flerte com graduações mais ou menos letais do mesmo veneno nunca foi abandonado integralmente pelos guardiões do dinheiro e da pureza das nações. A ver

http://tijolaco.com.br/blog/?p=28623
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Saul Leblon, editorialista da Carta Maior, analisa a seletividade partidária vergonhosa das investigações da Lava Jato, o que a torna ainda mais nociva que a Operação Mãos Limpas, que “limpou” a Itália de seus principais partidos, deixando o país à mercê do dinheiro grosso de Silvio Berlusconi.
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Fernando Santos

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Lava Jato e o avanço imperialista sobre nossa tecnologia nuclear

Os bastidores da Lava Jato exalam um odor cada vez mais podre.

A prisão de Othon Pinheiro, o maior especialista no Brasil em tecnologia nuclear, foi decidida com base em razões ridículas.

Sergio Moro prende, depois vai devassar a vida do sujeito. Não encontrando nada, junta pedaços e faz um misturadão. Ou então, o que é mais comum, junta tudo o que o sujeito ganhou em 5,6,10 anos, e joga na mídia que ele ganhou tantos milhões.

Mais uma vez, os valores usados para condenar arbitrariamente Othon Pinheiro são ridiculamente baixos em relação a sua especialidade.

Deixo a palavra para o blogueiro Nassif, que publicou esta manhã um post sobre o assunto, trazendo informações alarmantes: o nosso PGR, numa das estranhas viagens do Ministério Pùblico aos EUA, para solicitar às autoridades americanas informações que pudessem prejudicar empresas brasileiras, encontrou-se com pessoa ligada a interesses frontalmente contrários ao programa nuclear brasileiro.

“O fato objetivo é que sua detenção afeta profundamente o programa nuclear brasileiro, um dos maiores feitos tecnológicos do país.

A gravidade do fato chama mais a atenção sobre a maneira como a força tarefa da Lava Jato chegou a ele.

Seu nome surgiu em uma segunda delação do presidente da Andrade Gutierrez Dalton Avancini. Procuradores exigiram que Dalton apresentasse fatos novos, já que seu depoimento não acrescentava muito ao que já se sabia sobre a Petrobras. A partir da reformulação de sua delação, deflagrou-se a Operação Radioatividade, para investigar suspeitas na área nuclear.

Segundo o repórter Fausto Macedo, do Estadão, “Avancini disse que “ouviu dizer” que havia uma promessa de propina para o militar” (http://migre.me/qZRVL). Segundo o Jornal Nacional, Avancini disse “não saber de efetivamente houve algum repasse de propina a alguém” (http://migre.me/qZSdt).

No seu despacho, o juiz Moro relaciona uma série de pagamentos a empresas de propriedades das filhas de Othon.

Há enorme desproporção entre as supostas propinas e os contratos que teriam beneficiado as empreiteiras. Para contratos que ascendem a mais de um bilhão de reais, o inquérito apura R$ 109 mil pagos pela Camargo Corrêa, R$ 371 mil pela Techint, e R$ 504 mil pela OAS a um escritório de propriedade das filhas de Othon. E constata que a OAS não fez nenhum dos negócios apontados nas investigações (http://migre.me/qZSox).

Uma dos supostos benefícios teria sido a retomada das obras de Angra 3 – uma decisão exclusiva da Presidência da República, do Ministério da Defesa e do Estado Maior das Forças Armadas.

Moro reconhece que os pagamentos podem ter causa lícita, “pela prestação de serviços reais de assessoria ou consultoria ou por eventuais direitos de patentes, pelo menos considerando as conhecidas qualificações técnicas de Othon Luiz”.

Procuradores atestaram que o escritório presta serviços de tradução. Traduções técnicas, ainda mais em áreas da complexidade da nuclear, custam caro.

No entanto, alega “um possível conflito de interesses que coloca em suspeita esses pagamentos.” (http://migre.me/qZS64) Por conta desse possível conflito de interesses, coloca na cadeia o mais relevante cientista militar brasileiro, desde o Almirante Álvaro Alberto e compromete uma tecnologia crítica para o país.”

Abaixo, a íntegra do artigo de Nassif, que informa sobre o encontro entre o representante maior do Ministério Público Federal, Rodrigo Janot, e pessoa ligada aos interesses americanos em tecnologia nuclear (e logo, no desmantelamento ou espionagem de nossa tecnologia nuclear).

PGR encontrou-se nos EUA com ex-sócia de concorrentes da Eletronuclear

SAB, 01/08/2015 – 07:47

Luis Nassif, no Jornal GGN.

Com o devido cuidado para não embarcar em teorias conspiratórias, vamos a alguma coincidências ligadas ao suposto escândalo na Eletronuclear envolvendo o Almirante Othon Luiz Pereira da Silva.

Ao longo de sua carreira, Othon acumulou um conhecimento único sobre um mercado que, no comércio mundial, equivale a US$ 100 bilhões/ano. Como consultor, teria condições de levantar valores dezenas de vezes superiores aos R$ 4,5 milhões – que teria recebido ao longo de seis ano, conforme despacho do juiz Sérgio Moro, acolhendo denúncia dos procuradores do Ministério Público Federal.

É possível que seja culpado, é possível que não. O fato objetivo é que sua detenção afeta profundamente o programa nuclear brasileiro, um dos maiores feitos tecnológicos do país.

A gravidade do fato chama mais a atenção sobre a maneira como a força tarefa da Lava Jato chegou a ele.

Seu nome surgiu em uma segunda delação do presidente da Andrade Gutierrez Dalton Avancini. Procuradores exigiram que Dalton apresentasse fatos novos, já que seu depoimento não acrescentava muito ao que já se sabia sobre a Petrobras. A partir da reformulação de sua delação, deflagrou-se a Operação Radioatividade, para investigar suspeitas na área nuclear.

Segundo o repórter Fausto Macedo, do Estadão, “Avancini disse que “ouviu dizer” que havia uma promessa de propina para o militar” (http://migre.me/qZRVL). Segundo o Jornal Nacional, Avancini disse “não saber de efetivamente houve algum repasse de propina a alguém” (http://migre.me/qZSdt).

No seu despacho, o juiz Moro relaciona uma série de pagamentos a empresas de propriedades das filhas de Othon.

Há enorme desproporção entre as supostas propinas e os contratos que teriam beneficiado as empreiteiras. Para contratos que ascendem a mais de um bilhão de reais, o inquérito apura R$ 109 mil pagos pela Camargo Corrêa, R$ 371 mil pela Techint, e R$ 504 mil pela OAS a um escritório de propriedade das filhas de Othon. E constata que a OAS não fez nenhum dos negócios apontados nas investigações (http://migre.me/qZSox).

Uma dos supostos benefícios teria sido a retomada das obras de Angra 3 – uma decisão exclusiva da Presidência da República, do Ministério da Defesa e do Estado Maior das Forças Armadas.

Moro reconhece que os pagamentos podem ter causa lícita, “pela prestação de serviços reais de assessoria ou consultoria ou por eventuais direitos de patentes, pelo menos considerando as conhecidas qualificações técnicas de Othon Luiz”.

Procuradores atestaram que o escritório presta serviços de tradução. Traduções técnicas, ainda mais em áreas da complexidade da nuclear, custam caro.

No entanto, alega “um possível conflito de interesses que coloca em suspeita esses pagamentos.” (http://migre.me/qZS64) Por conta desse possível conflito de interesses, coloca na cadeia o mais relevante cientista militar brasileiro, desde o Almirante Álvaro Alberto e compromete uma tecnologia crítica para o país.

Os caminhos que levaram a Othon
Como se chegou a Othon?

Há uma disputa histórica de autoridades norte-americanas contra o programa nuclear brasileiro. A tecnologia de enriquecimento de urânio foi uma conquista histórica, que envolveu muito sigilo, inclusive a existência de fundos secretos, para possibilitar adquirir equipamentos e peças passando ao pargo do controle da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).

Nos primeiros dias de fevereiro passado, o Procurador Geral da República Rodrigo Janot seguiu para os Estados Unidos acompanhando procuradores da Lava Jato.

A ida de Janot e da força tarefa da Lava Jato causou estranheza, expressa por nosso articulista André Araújo, um profundo conhecedor do jogo político internacional e dos mecanismos internos da real politik norte-americana

“O que vai fazer nos EUA a Procuradoria-Geral da República do Brasil? Vai ajudar os americanos na acusação contra a Petrobras? Mas a Petrobras é parte do Estado que lhes paga os salários, está sendo atacada no estrangeiro, eles vão lá ajudar os autores das ações?

Quem deveria ir para os EUA é a Advocacia-Geral da União, orgão que funciona como defensora dos interesses do Estado brasileiro. A AGU poderia ir aos EUA para ser auxiliar da defesa dos advogados da Petrobras porque, salvo melhor juizo, um Estado não vai ao estrangeiro acusar a si mesmo ou ajudar outro Estado a lhe fazer acusações. Quem processa a Petrobras indiretamente está processando o Estado brasileiro.

Fora do Brasil só há um ente que representa o Brasil, o Estado brasileiro, representado pelo Poder Executivo (art.84 da Constituição). Só o Poder Executivo representa o Brasil no exterior, a PGR não é um Estado separado do Brasil.

Quem representa o Brasil em Washington é a Embaixada do Brasil, a quem cabe os contatos com o Governo americano e suas dependências, a Embaixada deveria estar atenta para proteger a Petrobras nos EUA” (http://migre.me/qZSB1).

Em resposta, a Secretaria de Comunicação Social da PGR informou que “o PGR Rodrigo Janot tem agenda separada, não relacionada a esse processo, e manterá encontros no FBI, no Banco Mundial e na OEA” (http://migre.me/qZSEG)

Apesar da nota da Secom, uma das pessoas visitadas foi Leslie Caldwell, procuradora-adjunta encarregada da Divisão Criminal do Departamento de Justiça dos Estados Unidos (http://migre.me/qZSvO).

Leslie tem ampla experiência em apurações criminais, tendo participado dos trabalhos que terminaram na denúncia da Enron e da Arthur Andersen. Debita-se a ela a destruição de 85 mil empregos por seu estilo implacável, de não saber punir pessoas preservando empresas.

Obama a indicou para o cargo no dia 15 de maio de 2014.

Ocorre que desde 2004 ela era sócia do escritório Morgan Lewis de Nova York, atuando na área de contenciosos (http://migre.me/qZT2S).

Uma das especialidades do escritório é justamente o setor de energia (http://migre.me/qZT62), especificamente nas relações entre setor privado e governo. O sócio Brad Fagg é apresentado como advogado principal para a maioria das instalações comerciais norte-americanas. Sob a liderança de Brad – diz o site do escritório – os clientes ganharam mais de US$ 2 bilhões em decisões na área pública.


O mercado nuclear experimentou um renascimento, a ponto do escritório ter aberto uma filial em Londres para orientar os investidores interessados no setor, depois da desregulamentação do setor de energia no Reino Unido em 2004 (http://migre.me/qZU4M).

O escritório se apresentava como representante de um grade número de empresas que ocupam praticamente todos os segmentos de combustível nuclear, desde a mineração de urânio e enriquecimento para a fabricação de combustíveis.

Não é crível supor que Janot tenha participado de uma conspiração internacional. É mais certo que o açodamento e a desinformação tenham feito Janot tornar-se inadvertidamente um instrumento de um jogo geopolítico internacional, no qual o interesse do país foi jogado para terceiro plano.

http://tijolaco.com.br/blog/?p=28616
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