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Fernando Santos
Lives in Brasil
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Fernando Santos

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Historiador 
impede linchamento. 
Diante de um policial !
Joel Rufino, de 74 anos, exibiu a carteira de diretor de comunicação do TJ e impediu o massacre.


​Da amiga navegante Marilia, que mora em Copacabana, no Rio:​


Caros,

No sábado passado, ouvi daqui de casa uma gritaria que durou bastante tempo e fiquei sem saber o que era. Somente agora pude entender…

Marilia



HISTORIADOR IMPEDE LINCHAMENTO, ENQUANTO POLICIAL ASSISTIA AO MASSACRE


A sociedade brasileira, apesar dos avanços econômicos, ficou muito a dever ao aprendizado para a cidadania e a defesa dos direitos humanos.

Mamapress, no site Geledés

Um ladrão estava encurralado na Rainha Elizabeth com Nossa Senhora de Copacabana, sábado, 18h30. Ensanguentado, levava porrada de saradões, mulheres, velhos. De passagem, o historiador Joel Rufino, 74 anos, exibiu a carteira de diretor de comunicação do TJ e impediu o massacre. Um policial civil armado assistia sem se meter.

Nosso amigo, o historiador Joel Rufino dos Santos não poderia fazer por menos ao se ver diante de uma cena de barbárie perpetrada por uma corja de rufiões saradões e senhoras “de classe” que, sob o olhar complacente e incentivador de um policial civil, linchavam um ladrão em plena Princesinha do Mar,  como o bairro de Copabacana é chamada pelos poetas:

Joel Rufino reagiu. Interferiu, se meteu no meio do banho de sangue e salvou a vida do rapaz. Impediu com seu ato de coragem civil mais uma execução sob tortura em praça pública de uma pessoa humana em nosso País.

Todos nós sabemos os riscos pessoais que corre qualquer cidadão ao enfrentar uma turba enfurecida desejosa de fazer justiça com as próprias mãos. A maioria das pessoas prefere passar ao largo para não ter aborrecimentos.

A sociedade brasileira, apesar dos avanços econômicos, ficou muito a dever ao aprendizado para a cidadania e a defesa dos direitos humanos.

Mesmo com seus 74 anos de idade e seu corpo franzino, Joel Rufino agiu sem olhar os riscos que corria. É uma exemplo a ser seguido por todos os jovens que não desejam se omitir diante de cenas de barbárie que testemunhem.

Com um simples gesto, perigoso, mas singelo, meu amigo Joel traz um alento para todos nós brasileiros e brasileiras, que ainda acreditamos que a dignidade e a integridade de cada cidadão, infrator ou não, é para ser respeitada e protegida.

Vale a pena ser gente brasileira quando temos amigos com esta coragem carinhosa para com todos que nos cercam.

Saiba  um pouco mais sobre o cidadão Joel Rufino dos Santos:

Filho de pernambucanos, Joel nasceu no ano de 1941 em Cascadura, subúrbio carioca.

Desde criança se encantava com as histórias que a sua avó Maria lhe contava e as passagens da Bíblia que ouvia. Junto com os gibis, que lia escondido de sua mãe, esse foi o tripé da paixão literária do futuro fazedor de histórias. Seu pai também teve um papel nessa formação presentando-o com livros que Joel guardava em um caixote.

Ainda jovem mudou-se com a família para o bairro da Glória e pouco depois entrou para o curso de História da antiga Faculdade de Filosofia da Universidade do Brasil, onde começou a sua carreira de professor, dando aula no cursinho pré-vestibular do grêmio da faculdade.

Convidado pelo historiador Nelson Werneck Sodré para ser seu assistente no Instituto Superior de Estudos Brasileiros (ISEB), conviveu com grandes pensadores e foi um dos co-autores da História Nova do Brasil, um marco da historiografia brasileira.

Com o golpe de 1964, Joel, por sua militância política, precisou sair do Brasil asilando-se na Bolívia, depois no Chile. Com o exílio, não só interrompeu a sua vida acadêmica como também não participou do nascimento do seu primeiro filho, que se chama Nelson em homenagem ao seu mestre e amigo.

Voltando ao Brasil, viveu semiclandestino e foi preso 3 vezes. Na última, cumpriu pena no Presídio do Hipódromo (1972-1974). As cartas, muitas, que escreveu para Nelson foram, mais tarde, publicadas no livro Quando eu voltei, tive uma surpresa, considerado o melhor do ano (2000) para jovens leitores.

Com a aprovação da Lei da Anistia, foi reintegrado ao Ministério da Educação e convidado a dar aulas na graduação da Faculdade de Letras e posteriormente na pós-graduação da Escola de Comunicação, UFRJ. Obteve da Universidade os títulos de “Notório Saber e Alta Qualificação em História” e “Doutor em Comunicação e Cultura”. Recebeu também do Ministério da Cultura a comenda da Ordem do Rio Branco por seu trabalho pela cultura brasileira.

Como escritor, Joel é plural. Escreveu inúmeros livros para crianças, jovens e adultos. Ficção e não ficção. Ensaios, artigos, participação em coletâneas. Recebeu, como autor de livros para crianças e jovens, vários prêmios, tendo sido finalista do Prêmio Hans Christian Andersen, considerado o Nobel da literatura infanto-juvenil.

Joel é casado com Teresa Garbayo dos Santos, autora do livro Conversando com casais grávidos. Nelson e Juliana são os seus filhos. Eduardo, Raphael, Isabel e Victoria os netos queridos. (fonte: Página Joel Rufino dos Santos).


Em tempo: do amigo navegante Bessinha:

PHA, tudo bem ???? A sua elite, além de elite é elite. Ignorante, burra, escrota, estúpida  etc etc mas, elite….e  vem aquele outro dizer que não somos racistas…..bessinha

http://justificando.com/2015/08/28/carl-hart-e-barrado-na-portaria-de-hotel-cinco-estrelas-onde-ocorre-seminario-criminal-/

http://www.conversaafiada.com.br/politica/2015/08/30/historiador-impede-linchamento-diante-de-um-policial/
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Fernando Santos

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Globo tenta detonar Netflix. 
E se dá mal !
Perdeu, playboy !

Do amigo navegante Paulo Costa:



A crítica à série Narcos no site G1

Como alguns sabem, a NETFLIX lançou a série Narcos no último dia 28. Trata-se de uma biografia do traficante Pablo Escobar, interpretado por Wagner Moura, com toda a violência a que se tem direito em se tratando de uma série abordando o tema do tráfico de drogas.

Acontece que o Cesar Soto, do G1, publicou uma crítica um pouco maldosa sobre a série. O mais interessante de tudo é ler as críticas dos leitores que o G1 (da Globo) recebeu no próprio site, a ponto deles terem que interromper a publicação de mais comentários.

Eu selecionei alguns dos comentários mais ilustrativos do clima de indignação com a crítica recebida por Narcos pelo articulista da Globo. Pra mim, esses comentários revelam a queda irreversível da Globo junto ao público que consome streaming e outros públicos.

Na grande maioria, os comentários têm o mesmo teor, ou seja, indignação ou ironia em relação à crítica da Globo. A seguir, os comentários selecionados:


“O que deve viciar mesmo é assistir Babilônia, seguindo a lógico do G1, mas enfim, assisti o primeiro episódio e até que gostei, mas estou ansioso pela pela série 100% brasileira “3%”, que deve estrear no Brasil no ano que vem, finalmente vamos ver conteúdo nacional de qualidade.”

“pra poderosa falar tao mal, vou assinar agora netflix kkkkkkk (brincadeira,,, ja sou assinante)”

“Tsc, tsc mais uma vez a globo querendo depreciar a netflix, para que tá feio. A propósito, a série é ótima, narrativa viajante.”

“Melhor que as novelas da Globo!!!! Viva a NetFlix !!!”

“G1 e Sr. Cesar Soto. Esta crítica é uma afronta à inteligência de seus leitores. Realmente, tem gente que faz tudo que a diretoria manda…. Que triste.”

“Pessoal podem assistir tranquilamente, série excelente. Melhor que a maioria dos filmes da Globo Filmes. Mancada isso hein G1.”

“Desculpa G1 mas essa tentativa de queimar a série e o netflix falhou, série sensacional e extremamente viciante, tanto que já assistir a toda primeira temporada.”

“G1 critica Narcos pq não aceita que Netflix tá roubando os telespectadores e mudando o jeito de assistir a dramaturgia”

“Fato! Netflix e outros serviços de streaming estão destruído as emissoras de TV. Se ver algo assim saindo justamente do G1 é porque já sentiram o impacto.”

“Ainda me pergunto por que eu fui perder meu tempo assistindo a review vindo da maior empresa ameaçada pela Netflix no Brasil.”

“Ainda não li a matérias, mas acho difícil uma empresa de televisão dar uma boa nota para uma série que ameaça a audiência. Sem maldade gente…Rsrsrrs…”

“Claramente é para desviar atenção da série justamente por causa da emissora G. O G1 tem grande influência justamente sobre os telespectadores da tal emissora.”


Clique aqui para ver que o bernardizado ministro Berzoini tenta defender a Globo e as telefônicas, contra a Netflix

E aqui para acompanhar o progresso da Netflix no Brasil.


Paulo Henrique Amorim

http://www.conversaafiada.com.br/pig/2015/08/30/globo-tenta-detonar-netflix-e-se-da-mal/
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Globo, FIE P (*) 
e PMDB afundam a CPMF !​
Como é que um imposto dessa relevância não dura mais que três dias ?

Aparentemente, o Governo (sic) desistiu da CPMF, aquele santo imposto de que o Clinton e o Fernando Henrique gostam tanto.

Dizem no PiG que o vazamento da informação (esse Governo (sic) vaza mais que a Vara do Moro) mobilizou os adversários da CPMF e ela não vai ser incluída na proposta do Orçamento para 2016.

Os adversários são os suspeitos de sempre – os filhos do Roberto Marinho, que sempre boicotou o Imposto sobre Grandes Fortunas e Herança – o PMDB do (vice) Presidente Temer e os empresários.

Quá, quá, quá !

O Governo descobriu que os empresários seriam contra um imposto que ia atrás do Caixa Dois dos empresários !

Governinho arguto, esse !

Esse recuo meteórico da CPMF lembra aquele da Constituinte Exclusiva das manifestações de 2013, e que foi sepultada em três dias.

E a reforma política que os adeptos da doença infantil do transportismo reivindicavam virou angu do Gomes – quer dizer, angu do Cunha.

Nos dois casos – de vazamentos que levam o suicídio – aparecem, como sempre, as impressões digitais do General Assis Oliva (ver no ABC do C Af).

Assis Oliva, zé da Justiça e Berzoini bernardizado, que deu para defender os pleitos da Globo e das telefônicas, com esse trio…

A sorte da Dilma é que a oposição é o que é: a soma de Aecím com Tarja Preta, sob a batuta do Farol de Alexandria.

Soma de obsolescência com irrelevância.

Por isso, o Lula vai voltar em 2018, ou quem ele apoiar !

Em tempo: coitado do Lula, pagou o mico de defender a CPMF da Dilma. Ele menosprezou o efeito corrosivo dos vazamentos palacianos…

(*) FIE P ? Veja no ABC do C Af. É o pessoal do “bahani”…


Paulo Henrique Amorim

http://www.conversaafiada.com.br/economia/2015/08/30/globo-fie-p-e-pmdb-afundam-a-cpmf-%E2%80%8B/
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Como é que um imposto dessa relevância não dura mais que três dias ?
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Instituto Lula acusa revista de ignorância e má fé e lembra que Globo levou R$ 361 mi do BNDES


A Globo quer dar o pré-sal para a Chevron como queria dar Mariel para os chineses

Documentos secretos revelam ignorância e má-fé da revista Época


do site do Instituto Lula

Mais uma vez a revista Época divulga reportagem ofensiva ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com afirmações falsas e manipulação criminosa de documentos oficiais.

Avançando em ilações maliciosas e irresponsáveis, pelas quais seus jornalistas já foram citados em ação judicial por danos morais movida pelo ex-presidente Lula, a revista insiste em atribuir ao ex-presidente condutas supostamente ilícitas que ele jamais adotou ou adotaria.

A matéria deste final de semana (29/08) é uma combinação de má-fé jornalística com ignorância técnica (ou ambas) e o único crime que fica patente, após a leitura do texto, é o vazamento ilegal de documentos do Ministério das Relações Exteriores que, de acordo com a versão da revista, tiveram o sigilo funcional transferido ao Ministério Público.

Ao contrário do que sustenta a matéria, a leitura isenta e correta dos telegramas diplomáticos reproduzidos (apenas parcialmente, como tem sido hábito de Época) atesta a conduta rigorosamente correta do ex-presidente Lula em seus contatos com as autoridades cubanas e com dirigentes empresariais brasileiros.

A presença de um representante diplomático do Brasil numa reunião do ex-presidente com dirigentes de empresa brasileira demonstra que nada de ilícito foi ou poderia ter sido tratado naquele encontro. O mesmo se aplica ao relato, para o citado diplomata, da conversa de Lula com Raul Castro sobre o financiamento de exportações brasileiras para Cuba.  Só a imaginação doentia que preenche os vácuos de apuração dos jornalistas de Época pode conceber um suposto exercício de lobby clandestino com registro em telegramas do Itamaraty.

Os procedimentos comerciais e financeiros citados nos telegramas diplomáticos são absolutamente corriqueiros na exportação de serviços, como os jornalistas de Época deveriam saber, se não por dever de ofício, pelo simples fato de que trabalham nas Organizações Globo. A TV Globo exporta novelas para Cuba desde 1982, exporta para a China e exportou para os países de economia fechada do antigo bloco soviético.

Deveriam saber que, em consequência do odioso bloqueio comercial imposto pelos Estados Unidos, empresas que fazem transações com Cuba estão sujeitas a penalidades e restrições pela legislação dos EUA. Por isso, evitam instituições financeiras sujeitas ao Office of Foreign Assets Control, que é uma agência do governo dos EUA e não um “organismo internacional de fiscalização”, como erra a revista.

Ao contrário do que o texto insinua, maliciosamente, não há, nos trechos reproduzidos, qualquer menção a interferência do ex-presidente em decisões do BNDES, pelo simples fato de que tal interferência jamais existiu nem seria possível, devido aos procedimentos internos de decisão e aos mecanismos prudenciais adotados pela instituição.

Os jornalistas da revista Época deveriam conhecer o rigor de tais procedimentos e mecanismos, pois as Organizações Globo tiveram um relacionamento societário com o BNDESPar, subsidiária do BNDES. Em 2002, no governo anterior ao do ex-presidente Lula, ou seja, no governo do PSDB, este relacionamento se estreitou por meio de um aporte de capital e outras operações do BNDESPar na empresa Net Serviços, totalizando R$ 361 milhões (valores de 2001).

Deveriam saber que em maio de 2011, por ocasião da mencionada visita  do ex-presidente a Havana, o financiamento do BNDES às obras do Porto de Mariel estava aprovado, havia dois anos, e os desembolsos seguiam o cronograma definido nos contratos, como é a regra da instituição, que nenhum suposto lobista poderia alterar.

Em nota emitida neste sábado (29) para desmentir a revista, o BNDES esclarece, mais uma vez, que “os financiamentos a exportações de bens e serviços brasileiros para as obras do Porto de Mariel foram feitos com taxas de juros e garantias adequadas”, e que os demais contratos mencionados não se realizaram. Acrescenta que “o relacionamento do BNDES com Cuba foi iniciado ainda no final da década de 1990, sem qualquer episódio de inadimplemento ou atraso nos pagamentos.”

Os jornalistas da Época deveriam saber também que não há nenhum ilícito relacionado às palestras do ex-presidente Lula contratadas por dezenas de empresas brasileiras e estrangeiras, entre elas a Infoglobo, que edita o jornal O Globo. Deveriam, portanto, se abster de insinuar suspeição sobre esta atividade legal e legítima do ex-presidente.

Tanto em Cuba quanto em todos os países que visitou desde que deixou a presidência da República, Lula trabalhou sim, com muito orgulho, no sentido de ampliar mercados para o Brasil e para as empresas brasileiras, sem receber por isso qualquer espécie de remuneração ou favor. Lula considera que é obrigação de qualquer liderança política contribuir para o desenvolvimento de seu País.

Os jornalistas da Época deveriam saber que todos os grandes países disputam mercados internacionais para suas exportações. E que não fosse o firme empenho do governo brasileiro, para o qual o ex-presidente Lula contribuiu,  talvez o estratégico porto de Mariel fosse construído por uma empresa chinesa, ou os cubanos estivessem assistindo novelas mexicanas. Neste momento histórico, em que EUA e Cuba reatam relações e o embargo econômico americano está prestes a  acabar, a revista Época volta no tempo a evocar velhos fantasmas da Guerra Fria e títulos de livros de espionagem.

Ao falsear a verdade sobre a atuação do ex-presidente Lula no exterior, os jornalistas da revista Época tentam criminalizar um serviço prestado por ele ao Brasil. O facciosismo desse tipo noticiário é patente e desmerece o jornalismo e a inteligência dos brasileiros.

PS do Viomundo: A Globo faz a velha jogada de sempre. Publica na Época e “repercute” porcamente no Jornal Nacional.

http://www.viomundo.com.br/politica/instituto-lula-acusa-revista-de-ignorancia-e-ma-fe-e-lembra-que-globo-levou-r-361-mi-do-bndes.html
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Janot dá uma aula de democracia a Gilmar Mendes

A Folha revelou ontem   o texto do parecer da Procuradoria Geral da República em resposta a um dos “pedidos de investigação” feitos pelo Ministro Gilmar Mendes, na sua faina de encontrar, nas contas da campanha de Dilma Rousseff, alguma situação que alimente sua pretensão de anular o resultado das eleições.

Além das considerações sobre os fatos apontados por Mendes ( que, diz ele,  ” não apresentam consistência suficiente para autorizar, com justa causa, a adoção das sempre gravosas providências investigativas criminais”), Rodrigo Janot, com as honras de estilo, dá uma lição de respeito ao processo eleitoral que deve ter deixado o tucano de toga a bufar.

Os trechos do parecer pelo arquivamento do pedido de Gilmar Mendes reproduzidos na Folha não perdem a força pelo uso das luvas de pelica da linguagem jurídica:

” (outro) fundamento para o arquivamento ora promovido: a inconveniência de serem, Justiça Eleitoral e Ministério Público Eleitoral, protagonistas —exagerados— do espetáculo da democracia, para os quais a Constituição trouxe, como atores principais, os candidatos e os eleitores”

“Não interessa à sociedade que as controvérsias sobre a eleição se perpetuem: os eleitos devem poder usufruir das prerrogativas de seus cargos e do ônus que lhes sobrevêm, os derrotados devem conhecer sua situação e se preparar para o próximo pleito”, afirmou.

“A questão de fundo é que a pacificação social e estabilização das relações jurídicas é um das funções mais importantes de todo o Poder Judiciário, assumindo contornos de maior expressão na Justiça Eleitoral, que lida com a escolha de representantes para mandatos temporários”

Em resumo, Janot ensina a Gilmar Mendes que não há um “terceiro turno” judicial das eleições, onde, em lugar de mais de cem milhões de brasileiros, alguns altos magistrados julgam quem deve ou não ocupar a Presidência.

Quem acompanha a trajetória de Gilmar Mendes tem certeza que que, na primeira oportunidade, o “sereníssimo” magistrado terá outra reação “daquelas”.

Daquelas que vão nos deixar perplexos entra os significados de “coisa julgada” e de “coisa julgando”.

http://tijolaco.com.br/blog/?p=29313
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A Folha revelou ontem o texto do parecer da Procuradoria Geral da República em resposta a um dos “pedidos de investigação” feitos pelo Ministro Gilmar Mendes, na sua faina de encontrar, nas contas da campanha de Dilma Rousseff, alguma situação que alimente sua pretensão de anular o resultado das ...
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Crise na China? Especialista explica porque não é bem assim

Publico abaixo um artigo - exclusivo para o Cafezinho - de Elias Jabbour, um dos maiores especialistas em China no Brasil.

Jabbour já esteve inúmeras na China, já escreveu livros sobre a China, integra a Executiva Nacional do Partido Comunista do Brasil, e é professor de economia na Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ).

Já teve muitos artigos publicados na grande imprensa (Valor, etc), e agora estreia no blog como um colunista eventual sobre a China.

Crise na China? Que crise é essa mesmo?

Elias Jabbour*, exclusivo para o Cafezinho.

Há quase um mês a China virou manchete dos editoriais dos principais periódicos de economia do mundo. Não mais noticiando recordes de crescimento. Ao contrário, as preocupações giram em torno da sustentabilidade do crescimento, para quanto mesmo irá cair seu crescimento e quanto o mundo sentirá esta queda de índice. A presente instabilidade no gigante devolve ao centro do debate a sustentabilidade, de fato, do chamado “modelo chinês”. Não demorou muito para que o debate tomasse contornos ideológicos com os ortodoxos colocando a cabecinha de fora, opinando como se o problema do mundo fosse o excesso de Estado na China e não o contrário (falta de Estado) em outros países, inclusive o Brasil.

Evidente que a questão a ser respondida é se o país continuará a crescer ou não. Ou até onde vai a capacidade do Estado chinês em continuar dando as rédeas do processo e até onde deverá ser encaminhada uma reversão de papéis interna com o mercado tomando posições. Daí a vaticinar uma nova crise financeira tendo como epicentro a China é um exagero razoável. Mais honesto seria colocar os olhos sobre a quantas andam as operações de derivativos no sistema financeiro norte-americano, pois é de lá que os podres do padrão financeirizado de acumulação continuarão a brotar, não na China. É do mercado autorregulado que devemos ter medo. E desde 1929 é isso o que a história tem demonstrado.

A China decide em 1978 implementar uma política de profundas reformas econômicas e de abertura à tecnologia exterior, mantendo o caráter socializando do regime. Esse movimento não se deu isoladamente. Motivos de ordem externa e interna aceleraram esta opção. A decadência do fordismo, levando consigo seus clones socialistas, na década de 1970 acrescido pelo surgimento de um novo paradigma tecnológico no Japão, a ascensão dos Tigres Asiáticos às suas portas e com performance econômica capaz de demonstrar a iniquidade do modelo soviético e a suposta superioridade do socialismo. Afora isso, persistiam pendências históricas não solucionadas (Taiwan, Hong-Kong, Macau), além – internamente – dos dissabores de um modelo de crescimento marcado por desiguais relações entre campo e cidade (modelo soviético) e suas imensas repercussões, entre elas o da sustentação política de uma força que chega ao poder em 1949 como expressão de uma grande revolta camponesa.

Em mais de 35 anos, pode-se dizer que a China enfrentou com sucesso grande parte de todos os desafios elencados acima. Sua produção agrícola continua a crescer, camponeses enriqueceram, o país se transformou numa potência financeira capaz de proscrever os imperativos de dominação intrínsecos às instituições forjadas no âmbito de Bretton Woods. A fusão, em 1978, do Estado Revolucionário fundado por Mao Tsétung em 1949 e o Estado Desenvolvimentista de tipo asiático internalizado por Deng Xiaoping, tem determinado o poder de transformação e desafio aos paradigmas impostos pelo Consenso de Washington.

Porém, o peso da indústria nacional (oficina do mundo) e de seu respectivo efeito demanda sobre economias de todo planeta, um crescimento pautado por altas taxas de investimento e, consequentemente, com variável consumo sobre o PIB muito baixa, além de uma crescente interação financeira com o resto do mundo têm posto o país diante de óbices nada pequenos: o momento é de mudança de modelo. O consumo deverá tomar a dianteira do processo. Não somente isso, o próprio mercado deverá tender a ganhar mais peso e importância na alocação de fatores de produção e determinação de preços. Evidente que uma transição deste nível não ocorrerá sem grandes percalços, afinal o próprio desenvolvimento soluciona e engendra contradições. Ninguém cresce durante 35 anos consecutivos, “impunemente”, ainda mais num modelo onde a prática de tentativa e erro é parte essencial da metodologia.

A crescente internacionalização da economia do país coloca no centro da agenda a conversibilidade de sua moeda, além disso os efeitos de um pacote de US$ 600 bilhões implementado em 2009 para enfrentar os efeitos domésticos da crise financeira internacional provocaram injeção demasiada de liquidez na economia doméstica, além de forte endividamento interno no nível provincial. Ao adentrar na era do mercado de capitais é preciso saber que é no mercado de capitais onde estas contradições se esgarçam, o que não significa que esteja ocorrendo uma grave crise financeira por lá (o alcance de mercado de capitais ainda é muito pequeno em comparação com as congêneres europeias e norte americana), porém é sugestivo o desafio da nova era à governança chinesa e mesmo aos países dependentes de seu mercado doméstico, incluindo o Brasil.

Não vejo uma crise na China. O país deverá cumprir sua meta de crescimento aos próximos anos de algo entre 6,5% e 7%. Também se foi o tempo do crescimento quantitativo, aquela loucura de dois dígitos. O país está diante do desafio de trânsito de modelo, justamente num país em que o investimento é quase um vício, não somente isso: o próprio investimento é elemento de avaliação política e ascensão de dirigentes municipais e provinciais na hierarquia do PCCh. Num ambiente deste é muito difícil uma transição, mesmo que suave, pois demanda profunda mudança de mentalidade política e empresarial. Além do mais, o sucesso da transição demanda imensa mobilização das maiores taxas de poupança represada do mundo, ao consumo. O que significa, na outra ponta, o desafio de construção de um poderoso Welfare State, cujo sucesso de implementação poderá ser principal objeto de comparação entre o sucesso e, real, superioridade do socialismo ante um capitalismo em estado rápido de putrefação.

Por fim, o desafio do Estado e do mercado. Um processo de liberalização financeira está na ordem do dia das autoridades de Pequim, o que não redunda na adoção de uma noção neoclássica de autorregulação mercantil, longe disso. Na outra ponta está o desafio do Estado Nacional chinês de ampliar o alcance de seu próprio Estado e do papel do planejamento, muito além do planejamento soviético e das novas formas surgidas no âmbito das reformas econômicas. Formas superiores de planejamento como instrumento de relação com as instabilidades anexas aos mercados financeiros. Nunca o exercício da estratégia foi tão necessário quanto na China de nossos dias, sentindo as dores do parto de um complexo e difícil processo de mudança de modelo e paradigma internos.

__________
* Professor Adjunto da Faculdade de Ciências Econômicas da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (FCE-UERJ) e autor de “China Hoje: Projeto Nacional, Desenvolvimento e Socialismo de Mercado” (Anita Garibaldi/EDUEPB, 2012)

http://www.ocafezinho.com/2015/08/30/crise-na-china-especialista-explica-porque-nao-e-bem-assim/#more-31459
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Aldir Blanc: FHC é 
um oportunista de elite !
“Não quero um Brasil no qual o missinistro Gilmar legisle pra um lado só”.

O Conversa Afiada reproduz do Globo inspirado artigo do Mestre Aldir Blanc:



O BRASIL DE GÓGOL


Não quero um país onde uma bruaca ateromatosa lamente que Dilma não tenha sido enforcada

Meu querido Arnaldo Bloch:

Crise, seja emocional, política, econômica ou, o que é mais frequente, a terrível mistura das três, dá uma solidão danada. Por isso, qualquer indicação de que estou no caminho da justiça e do bom senso provoca um grande alívio, semelhante ao que meu mordomo, Jack, me proporcionava. Hoje, como Herrera, não estou nem no banco. Uma adorada Original provoca sintomas estranhos. Me iludo: é a diab-2, embora saiba que, parecido com meu saudoso pai, o conjunto da obra é que está na porta apresentando a conta. Obrigado pelo texto “Pra não dizer que não falei de política”: FHC não é príncipe coisa nenhuma. Trata-se de um oportunista de elite, com o demagógico pé na cozinha. Duda Cucunha é mais do que o bandido-mor do país.

Leio obsessivamente História. Muitas dessas leituras são sobre a Segunda Guerra Mundial. Nosso amigo Dapieve pode atestar minha busca em conhecer melhor a hecatombe. Nessas leituras, saquei o seguinte: o Mal que faz um homenzinho reles, antissemita, pedófilo, coprófago, chegado a seitas, entre outras taras, que deixava os asseclas loucos por recuar em um dia, atacar babando na tarde seguinte, um assassino morde-assopra, presas de vampiro e péssimo hálito. Seu nome era Adolf Hitler. Os tais duzentos “domínios” na internet, jesus.org, ovelhas.com etc., não me enganam. Cucunha é praga propinada devastando o país, como provam suas ações contra o ajuste fiscal, para depois “orar”, e ganhar mais dinheiro. Como um lacaio de PC Farias, que poderia, no máximo, fazer comercial tipo “antes eu era assim” contra caspa, preside aquela casa de tolerância, cacetada, é fenômeno putulítico, sendo o “lítico” aí significando Idade da Pedra. As duas primeiras sílabas não preciso explicar.

Anote o que esse cronista, entrando no hospício dos 69 outonos, prevê: quando os coxinhas e os neofascistas rosconarianos se unirem, os perseguidos lavarão com a língua calçadas, como aconteceu na Alemanha nazista. Temos sinais: pedreiro torturado e desaparecido (não teve passeata pra ele), dezenas de chacinados por vingança policial, milicianos de salário ínfimo com BMW e, o mais grave, um secretário de Segurança, antes confiável, apoiando a retirada dos ônibus de jovens “pardos” e negros, sem ficha policial, sem armas, sem drogas. O crime deles foi a cor e a pobreza.

É isso, meu querido. Não quero um Brasil no qual o missinistro Gilmar legisle pra um lado só. Não quero um país onde uma bruaca ateromatosa lamente que Dilma não tenha sido enforcada no DOI-Codi. Não suporto anomalias esperneando porque não mataram todos em 64. E onde o protótipo do corno pergunte ao filho no colo: “O que Dilma é?”. A criança: “p(*)ta”. Desejo um país onde haja clamor nacional contra essa barbárie.

Se Paulo Mamaluf, Fernão “MaseratiLanborghini” Collor e Eduardo Cucunha, entre outros pilantras, não forem presos, fico com o imortal Gógol:

“Encontrem o juiz, encontrem o criminoso, e depois prendam os dois.”


http://www.conversaafiada.com.br/politica/2015/08/30/aldir-blanc-fhc-e-um-oportunista-de-elite/
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Não quero um Brasil no qual o missinistro Gilmar legisle pra um lado só.
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STF aos ladrões: 
roubem mas delatem ao Moro​
Youssef recebe a Bola de Ouro do Supremo ! – PHA

Do Janio de Freitas, que acertou no nervo:


PRÊMIO DUPLO

Indagado sobre prisões para obter concordâncias com delação premiada, o procurador-geral Rodrigo Janot disse no Senado que 79% das delações foram obtidas com réus soltos. São portanto, em suas contas, quatro em cada cinco delatores premiados.

Só se a proporção se vale dos réus insignificantes, que pouco estiveram presos porque pouco ou nada tinham a dizer. Os réus graúdos, que justificam a Lava Jato, afinal cederam à delação ainda presos. E, desses graúdos, os que não cederam continuam presos e cercados da expectativa de que cedam. Fernando Soares, Pedro Corrêa e José Dirceu são alguns dos vários exemplos possíveis.

A propósito, o Supremo Tribunal Federal decidiu por unanimidade que não tem importância, para recebimento do novo prêmio de liberdade por delatar, o fato de Alberto Yousseff haver feito há cerca de dez anos outra delação premiada e descumprido o compromisso de não voltar ao crime. Muito ao contrário, é o criminoso central, o craque do meio-campo, na bandalheira que utilizou a Petrobras.

A decisão de dez ministros do STF vale por uma recomendação aos empreiteiros agora premiados: de volta à ativa, não precisam contrariar nada, nem a alma dos seus negócios, nem a sua natureza.


NAVALHA

E o ministro Barroso, que levou o drible da tesoura do Moro: mandou prender o preso, com a pressa do Moro e o Moro não ouviu o Dirceu até hoje?

Ministro Barroso, não vai fazer nenhuma perguntinha ao Ministro Moro?

(Ministro Moro no jornal nacional, o que vale muito mais do que ser ministro do Supremo … Não é isso, Ataulpho Merval – ver no ABC do C Af).

Sobre ministros e ministros (sic) veja a entubada que o ministro (sic) Gilmar levou do Janot.

 
Paulo Henrique Amorim


http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2015/08/30/stf-aos-ladroes-roubem-mas-delatem-ao-moro%E2%80%8B/
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Fernando Santos

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Lula vai inflar ou desinflar, como candidato?

Em meio a esta polêmica imbecil sobre o boneco inflável do ex-presidente Lula com roupa de presidiário (um processinho “básico” sobre seus donos e exibidores resolveria o problema) o fato político relevante é a admissão clara que Lula fez, ontem, de que será candidato a presidente em 2018.

Claro que todo mundo sabe, e faz tempo, de que esse  é o provável rumo do ex-presidente, embora fosse, em condições normais, muito cedo para assumi-lo.

Faltam três anos para a eleição, afinal.

Mas não há outra alternativa para Lula senão esta, porque ele já foi “lançado” candidato há muito tempo, e justamente pelas forças que se opõem ao projeto político que ele representa.

Lula, faz meses, é objeto da mais impiedosa campanha de destruição política e moral que um líder deste país já sofreu desde Getúlio Vargas.

Lula não tem um apartamento no Leblon, como Aécio Neves, muito menos falam dele as más línguas que possua um “cafofo” na Avenue Foch, crème de la crème de Paris. Mas o apartamento que nem comprou no Guarujá – este “paraíso do Caribe” –  é o prato predileto das notícias  de O Globo.

Seu filho não tem emissoras, nem sociedade com o grupo Disney, mas é “sócio” da Friboi, mesmo sem ter uma ação sequer do frigorífico. Quando muito, com aqueles hábitos de “ralé” – seu pai vai pra a praia carregando isopor – pode ser que compre uma picanha ou um cupim daquela marca para assar num churrasco.

A “exploração de prestígio” que Lula  faz, mundo afora, defendendo produtos e empresas brasileiras é um indigno “lobby”. E o dinheiro que empresas – inclusive a Globo, sua detratora-mor – lhe pagou para explorar o tal  prestígio por palestras e eventos “deve ser” remuneração disfarçada de “negócios escusos”.

Lula é o alvo.

Por isso, sua frase, ontem, ao participar de um seminário com o ex-presidente uruguaio Pepe Mujica:

– Você só consegue matar um pássaro se ele ficar parado no galho. Se ele voar, fica difícil.

Acertou em cheio.

Lula precisa mover-se e entrar no centro da polêmica.

Ele tem sangue frio, experiência e “tempo de janela” para enfrentar toda esta turma com verdades.

E tem, sobretudo, uma trajetória que o faz surgir como esperança em tempos de confusa perplexidade que vive o povo brasileiro, que viu a presidenta que elegeu se calar e agir de forma errática e contraditória  logo que  se fecharam as urnas.

Mas tem que se comportar como pássaro, não deve e não pode ficar preso ao terreiro governista, onde parte da turma esqueceu o que foi e outra parte jamais chegou a ser em tempo algum.

Ao contrário do Governo, que não sabe e já não pode buscar o enfrentamento, Lula precisa dele, até porque contra ele se move uma guerra de extermínio político.

Lembro do que dizia, sobre isso, o velho Brizola, em 1982: “eu sou como pão-de-ló, quanto mais me batem, mais eu cresço”.

Quem, no Brasil, pode se oferecer como esperança, pode sinalizar um tempo de bonança tão desejado em meio à crise?

Fernando Henrique e seus tucanos?

Cunha e seus processos?

Sérgio Moro, o Datena do Direito?

Ninguém, ninguém mais que Luís Inácio Lula da Silva, que tanto  pode vestir a toga de Doutor Honoris Causa da Universidade de Salamanca como entrar num botequim no Capão Redondo, em São Paulo,  ou em Olaria, subúrbio carioca.

Talvez, no Brasil, só não lhe convenha andar na Avenida Paulista, convertida em “coxódromo” por algumas dúzias de fanáticos.

A população, na sua tantas vezes inconsciente sabedoria,  percebe Lula como saudade, tanto quanto a elite, parte dela, também o percebe como medo, embora racionalmente não tenha porque se queixar de seus governos.

Por isso mesmo, Lula só pode ser enfrentado pelo ódio e o ódio – perguntem aos marqueteiros – é o pior dos combustível na política e, sobretudo, em eleições.

Lula disse ontem que “voltou a voar”.

Só quem pode fazer isso é quem estiver leve e puder mirar o céu.

http://tijolaco.com.br/blog/?p=29328
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Em meio a esta polêmica imbecil sobre o boneco inflável do ex-presidente Lula com roupa de presidiário (um processinho “básico” sobre seus donos e exibidores resolveria o problema) o fato político relevante é a admissão clara que Lula fez, ontem, de que será candidato a presidente em 2018.
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Fernando Santos

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Cantareira e Alto Tietê arruinados, “gambiarras de Alckmin” vão à Billings

Os dois principais sistemas de abastecimento de água de São Paulo sofreram, ao longo do mês de agosto, a pior redução de sua história.

Cantareira e Alto Tietê perderam , juntos, 50 bilhões de litros de água.

As perdas no Cantareira, do dia 30 de julho a hoje levaram o volume de 10,5% negativos (ou seja, abaixo do “zero normal”, sem considerar o “volume morto” pra menos 13,5%.

As do sistema Alto Tietê, sobrecarregado para compensar a menor vazão do Cantareira teve queda maior.

Baixou 4,4%: de 18,4% do volume total para 14%.

A semana de chuvas pouco influiu na situação e a previsão – com todas as ressalvas que previsões meteorológicas merecem – é de que só em outubro a estação chuvosa chegue, com volumes modestos de precipitação.

É, ao menos, o que noticia hoje o Estadão.

O governo paulista continua apelando para as “gambiarras”.

Primeiro, as bombas do “volume morto” no Cantareira , depois a drenagem do Alto Tietê para substituir a água que não vinha mais de lá, reduzida a menos da metade (de 33 , hoje não chega a 16).

Agora, Alckmin anuncia a retirada de água da Billings- para o Taiaçupeba, uma das represas do Alto Tietê.

O “probleminha” é que retirar 4 metros cúbicos por segundo da Billings é, quase, dobrar a vazão do Sistema Rio Grande, do qual ela é o centro…

E como a capacidade do reservatório é pequena diante dos Outros (um décimo do Cantareira e um quinto do Alto Tietê), a falta de chuvas a faz baixar mais rapidamente: ao longo do mês de agosto caiu cerca de 8%.

O Governo de São Paulo, com a água, parece um cidadão arruinado, mas com contas em vários bancos: vai tirando de um para não “estourar” o outro, que já entrou no saldo negativo. E assim vai ficando, em todos.

Mas isso, claro. não merece uma análise de Miriam Leitão, sempre tão focada em dizer que os efeitos da seca sobre o sistema elétrico nacional são resultado da incapacidade de Dilma Rousseff, mas sobre Alckmin são culpa de São Pedro.

http://tijolaco.com.br/blog/?p=29316
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Os dois principais sistemas de abastecimento de água de São Paulo sofreram, ao longo do mês de agosto, a pior redução de sua história. Cantareira e Alto Tietê perderam , juntos, 50 bilhões de litros de água. As perdas no Cantareira, do dia 30 de julho a hoje levaram o volume de 10,5% negativos ...
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Netflix e o novo desafio da regulação da mídia


Por Theófilo Rodrigues

Se há um lugar onde o conceito de revolução permanente pode ser aplicado plenamente é o do desenvolvimento da tecnologia da informação.

Mal a sociedade brasileira teve tempo de comemorar a aprovação do Marco Civil da Internet em 2014 – legislação pioneira em todo mundo e elogiada até pela ONU – um novo desafio se impôs: a regulação do mercado Over-The-Top (OTT) e seus vídeos sob demanda (on demand).

Para quem não está acostumado com a gramática digital, o mercado OTT é aquele que oferece a entrega de conteúdo audiovisual pela internet como Whatsapp, Skype, Youtube e Netflix entre tantos outros.

Os maiores interessados em pressionar por alguma regulação nesse setor são as empresas de telecomunicações. Essas empresas já perceberam que com a expansão da banda larga de qualidade não demorará muito para seus clientes migrarem de vez para essa nova forma de comunicação.

O argumento central das telefônicas é o de que essa concorrência com Whatsapp e Skype reduzirá a quantidade dos empregos existentes no setor no Brasil. O debate é certamente relevante, contudo, é certo também que as operadoras de telefonia precisarão se adequar a essa nova realidade.

A questão regulatória que urge não é exatamente essa, mas sim a que diz respeito ao conteúdo dos serviços sob demanda. Serviços como o Netflix oferecem conteúdos que não passam por nenhum tipo de controle do Estado brasileiro.

Por óbvio, não se trata de falarmos em controle do conteúdo por parte do Estado como se fosse censura. A questão é outra.

Basta lembrarmos o controle já existente nos dias de hoje sobre o conteúdo das TVs por Assinatura. Formulada e estimulada pela ANCINE – sob forte protagonismo de seu presidente Manoel Rangel - a Lei 12.485 de 2011 passou a obrigar todos os canais das TVs por Assinatura a terem uma cota de conteúdos nacionais em sua grade semanal. Com isso a ANCINE conseguiu estimular toda uma rede de produção independente do audiovisual brasileiro, além de propagandear nossa própria cultura que antes não encontrava seu espaço. Há cinco anos atrás era dificílimo encontrar um filme brasileiro na televisão por assinatura. Graças à Lei 12.485 hoje podemos assistir a qualquer momento algum canal que esteja passando um filme nacional.

Agora é chegada a hora da ANCINE propor e estimular o debate sobre uma nova legislação. Dessa vez impondo a cota nacional em determinados serviços de audiovisual on demand do mercado OTT. Em outras palavras, obrigar o Netflix, por exemplo, a ter uma determinada quantidade de filmes ou seriados brasileiros em sua programação.

Uma legislação desse tipo não seria nenhuma jabuticaba. Pelo contrário, já existe em países da Europa como Espanha e França. Agora é a vez do Brasil também mostrar que seu braço regulatório é soberano e não mera marionete do mercado.

Claro, as críticas certamente virão. A última edição da Revista Veja já deu alguns sinais dos ataques que virão. De acordo com Veja “o ranço nacionalista da Agência Nacional de Cinema volta-se para os serviços on demand”. Ainda segundo Veja, esse ranço nacionalista “não deixa de ser uma prova de coerência ideológica” por Manoel Rangel ser filiado ao PCdoB.

O bom combate vai começar. Assim como já ocorreu com a Lei 12.485 a sociedade civil brasileira e o Congresso novamente saberão reconhecer a importância da soberania nacional sobre os meios de comunicação. Para o desgosto de alguns poucos liberais que gostariam de morar em Miami.

Theófilo Rodrigues é cientista político.

http://www.ocafezinho.com/2015/08/30/netflix-e-o-novo-desafio-da-regulacao-da-midia/
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Por Theófilo Rodrigues Se há um lugar onde o conceito de revolução permanente pode ser aplicado plenamente é o do desenvolvimento da tecnologia da informação. Mal a sociedade brasileira teve tempo ...
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Fernando Santos

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“Não vou emitir juízo”: e se Gilmar Mendes cumprisse o que promete? Por Kiko Nogueira

Rodrigo Janot foi preciso ao apontar a “inconveniência de serem, Justiça Eleitoral e Ministério Público Eleitoral, protagonistas —exagerados— do espetáculo da democracia, para os quais a Constituição trouxe, como atores principais, os candidatos e os eleitores”.

O comentário constou em seu parecer do arquivamento do pedido feito por Gilmar Mendes para investigar uma fornecedora da campanha de Dilma, a gráfica VTPB. “Não interessa à sociedade que as controvérsias sobre a eleição se perpetuem”, escreveu.

O pacote inconveniente do vice presidente do TSE inclui um truque de retórica — ou melhor, um vício de linguagem — revelador. É a frase “não vou emitir juízo”.

Ele a utiliza desde há muitos anos, como se vê em registros na internet, mas a aperfeiçoou. Invariavelmente, depois da advertência que ele mesmo dá segue um julgamento severo.

Em entrevista ao Correio Braziliense publicada hoje, 30 de agosto, perguntado se Dilma sabia da corrupção na Petrobras, ele fala o seguinte: “Não vou emitir juízo sobre isso”.

E na sequencia: “Agora, a mim me parece que é difícil qualquer pessoa que estava em posição de responsabilidade dizer que desconhecia essas práticas. Mas isso deve ser investigado nos devidos processos. E nós estamos falando só da Petrobras, agora recentemente começamos a falar da Eletrobras. Isso é extremamente preocupante. Agora, se ninguém sabe e ninguém viu, precisa ir ao oculista, além de outros sentidos que podem estar perdidos por aí.”

Sobre a renúncia de Dilma: “Não vou emitir juízo sobre isso. Mas as soluções estão no universo da política.”

Sobre o envolvimento de José Dirceu e Lula no “desenho da operação”: “Não vou emitir juízo sobre pessoas. Só acho que a história não chega a ser um conto infantil se for apresentada assim. Agora, estamos diante de um sistema claramente maior.”

Provavelmente é um caso inédito, no mundo, de emissões de juízo apressadas, invariavelmente vindas depois de um alerta. No mundo ideal, apareceriam as iniciais SQN depois de cada aviso de GM, como na clássica série do Batman.

http://www.diariodocentrodomundo.com.br/nao-vou-emitir-juizo-e-se-gilmar-mendes-cumprisse-o-que-promete-por-kiko-nogueira/
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  Rodrigo Janot foi preciso ao apontar a “inconveniência de serem, Justiça Eleitoral e Ministério Público Eleitoral, protagonistas —exagerados— do espetáculo da democracia, para os quais a Constituição trouxe, como atores principais, os candidatos e os eleitores”. O comentário constou em seu parecer do arquivamento do pedido feito por Gilmar Mendes para investigar uma fornecedora da campanha de Dilma, a gráfica VTPB. “Não interessa à sociedade qu...
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