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João Batista Gaburri
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Reportagem atualizada no dia 9 de agosto de 2018

A eleição presidencial de 2018 terá o maior número de candidatos desde a disputa de 1989 - a primeira desde a redemocratização do país. Serão 13 candidatos, ao todo.

Dentre esses nomes, há candidatos com pendências na Justiça, nomes atingidos por disputas partidárias internas e candidatos que vão enfrentar a escassez de tempo de propaganda no rádio e na televisão. Alta rejeição ou falta de popularidade e impedimento para participar de debates também estão entre as pedras no caminho dos presidenciáveis.

Partidos e candidatos correm contra o tempo para superar seus problemas. As coligações precisam ser oficializadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) até o dia 15 de agosto, também o prazo final para apresentar o pedido de registro de candidatura.

A partir do dia seguinte, a propaganda eleitoral já está permitida. No rádio e na televisão, contudo, o horário eleitoral só começa dia 31 de agosto. O primeiro turno de votações está marcado para 7 de outubro.

Especial eleições 2018: As propostas de todos os candidatos a presidente do Brasil
Conheça as principais datas das eleições deste ano
A BBC News Brasil listou obstáculos dos principais candidatos e partidos que já anunciaram a intenção de se lançar à Presidência da República. Confira:

Direito de imagemLULA MARQUES/AGÊNCIA PT
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Entre os candidatos, Lula lidera as pesquisas de intenção de votos, mas também tem rejeição alta
Lula (PT)
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de 72 anos, tem liderado os cenários para a eleição presidencial em 2018. Segundo o último Datafolha, realizado entre 6 e 7 de junho, Lula tem 30% de intenção de voto. Está 13 pontos percentuais à frente do segundo colocado, o deputado federal Jair Bolsonaro (PSL-RJ). A margem de erro é de dois pontos percentuais para cima ou para baixo.

Mas Lula pode ser impedido de disputar a eleição, uma vez que foi condenado em segunda instância por corrupção e lavagem de dinheiro. Sentenciado a 12 anos e 1 mês de prisão, o petista pode ter sua candidatura barrada pela Lei da Ficha Limpa.

Lula teve a prisão decretada em abril, depois que o Supremo Tribunal Federal (STF) recusou o pedido de habeas corpus para que ficasse em liberdade até que se esgotassem todos os recursos.

Seu vice é o ex-ministro da Educação e ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad - é esperado que ele assuma a cabeça da chapa quando Lula for impedido de concorrer, tendo Manuela D'Ávila (PCdoB) como vice.

Embora a situação do ex-presidente tenha se complicado muito nos últimos meses, há três caminhos que, em tese, ainda podem resultar na soltura do petista: 1) sua defesa pode apresentar novos pedidos de habeas corpus; 2) o petista pode ter sua condenação anulada pelos tribunais superiores; 3) O STF pode rever seu posicionamento sobre a prisão após condenação em segunda instância para todos os réus do país, o que beneficiaria Lula.

Ao manter sua candidatura à Presidência, Lula pode usar a campanha como estratégia de defesa das acusações que pesam contra ele. A defesa de Lula, que tenta reverter a condenação sob o argumento de que o ex-presidente é inocente e que não há provas contra ele, traça estratégias jurídicas para mantê-lo na disputa eleitoral por meio de diferentes recursos e pedidos de liminares.

Até o momento, o ex-presidente possui apenas uma condenação, mas é réu em outras seis ações penais, sob acusação de crimes como corrupção, lavagem de dinheiro e obstrução de Justiça.

Além das pendências judiciais, Lula também tem rejeição relativamente alta – segundo a última pesquisa Datafolha, 36% disseram que não votariam nele de jeito nenhum.

Lula nasceu em Pernambuco, mas construiu sua carreira política em São Paulo, inicialmente como sindicalista. Em 1986, foi eleito deputado federal por São Paulo para participar da Assembleia Nacional Constituinte. Foi eleito presidente em 2002, depois de ter disputado as presidenciais outras três vezes. Comandou o Brasil por dois mandatos e elegeu a sucessora, Dilma Rousseff, em 2010.

Direito de imagemFABIO RODRIGUES POZZEBOM/AGÊNCIA BRASIL
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Bolsonaro trocou o PSC pelo PSL para disputar a Presidência
Jair Bolsonaro (PSL)
O deputado federal Jair Bolsonaro, de 63 anos, aparece em primeiro lugar nas pesquisas de opinião nos cenários eleitorais sem Lula. De acordo com a última pesquisa Datafolha, Bolsonaro alcança 19% das intenções de votos quando o petista Fernando Haddad ocupa o lugar do ex-presidente.

Bolsonaro trocou de partido para disputar as eleições. O deputado estava filiado ao PSC (Partido Social Cristão) e chegou a assinar a ficha de filiação do PEN (Partido Ecológico Nacional). Mas, em seguida, filiou-se ao PSL (Partido Social Liberal).

Neste domingo (5 de agosto), Bolsonaro oficializou o general da reserva do Exército Hamilton Mourão, do PRTB, como seu candidato a vice.

Bolsonaro terá pouco tempo de propaganda no rádio e na televisão. Para estipular o tempo de cada candidato, leva-se em conta o número de deputados federais eleitos pelo partido em 2014. No caso do PSL, foram apenas dois. O tempo exato ainda não foi calculado pelo TSE, mas as estimativas para Bolsonaro, sem coligações, giram em torno de meros dez segundos.

Desde as eleições de 2014, o PSL conquistou mais deputados. Hoje, tem uma bancada de dez pessoas. Com esse número, Bolsonaro vai poder participar de debates na televisão.

Os recursos de campanha também são vistos como um desafio para a candidatura. Os apoiadores do pré-candidato apostam na divulgação do número de uma conta para arrecadar doações na internet. O Tribunal Superior Eleitoral autorizou o uso de "vaquinhas virtuais" nesta eleição para arrecadar recursos de pessoas físicas - a doação de empresas permanece proibida. No Fundo Eleitoral, o PSL terá direito a apenas R$ 9,2 milhões - pode parecer muito, mas o PSDB por exemplo, sozinho, tem direito a R$ 185,8 milhões.

Bolsonaro tentaria contornar essa limitação usando redes sociais e contando com a produção espontânea de conteúdo de simpatizantes. O pré-candidato também vai precisar mostrar que domina diferentes temas.

Militar da reserva e professor de educação física, Bolsonaro é deputado federal desde 1991 - acumula sete mandatos por cinco partidos diferentes.

Assim como Geraldo Alckmin (PSDB), Bolsonaro é um dos dois únicos candidatos que ainda não concederam entrevista à BBC News Brasil.

Direito de imagemROVENA ROSA/AGÊNCIA BRASIL
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Geraldo Alckmin enfrentou disputa interna no PSDB para se viabilizar candidato
Geraldo Alckmin (PSDB)
O ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, de 65 anos, assumiu em dezembro a presidência do PSDB para tentar apaziguar o partido, que se dividiu entre ficar ou sair da base de apoio ao governo de Michel Temer (MDB).

Seu principal desafio é romper a estagnação nas pesquisas de intenção de voto - por enquanto, o tucano ainda não conseguiu deixar a casa dos 7% de intenção de voto. No último Datafolha, Alckmin tem entre 6 e 7% da intenção de votos, atrás de Bolsonaro, Marina e Ciro Gomes - e em cenários sem Lula.

Alckmin foi confirmado como o único postulante do PSDB à Presidência, depois que o ex-senador e atual prefeito de Manaus Arthur Virgílio desistiu de participar de prévias para definir o candidato tucano nas urnas. No fim de fevereiro, Virgílio criticou o correligionário paulista, a quem acusou de usar a máquina partidária para evitar a disputa, e anunciou que não vai fazer campanha para Alckmin.

O ex-prefeito de São Paulo João Doria era outro tucano que almejava a candidatura presidencial, mas acabou deixando o cargo para disputar o governo paulista. Muitos tucanos acreditam que ele "queimou a largada" ao fazer um giro pelo Brasil na tentativa de aumentar sua popularidade - ele ainda é considerado desconhecido no país e não conseguiu alavancar seu nome nas pesquisas.

Além das muitas disputas internas, Alckmin assumiu um PSDB desgastado pelas denúncias de corrupção contra integrantes do partido, em especial as que pesam contra o senador Aécio Neves (MG), que disputou as eleições presidenciais em 2014. Alckmin também foi acusado de receber R$ 10 milhões em quantias não declaradas da Odebrecht, o que ele nega.

O grupo de partidos conhecido como "centrão" - DEM, PP, PR, PRB e Solidariedade - oficializou o apoio ao tucano nas eleições de outubro. A senadora do PP do Rio Grande do Sul Ana Amélia, de 73 anos, será a vice do tucano.

Alckmin já disputou as eleições presidenciais em 2006, quando perdeu para Lula no segundo turno - os adversários do tucano fazem questão de lembrar que ele teve menos votos na segunda votação que na primeira.

Formado em medicina, começou a carreira política como vereador e, depois, foi prefeito de Pindamonhangaba (SP), sua cidade natal. Em 1994, foi eleito vice-governador de São Paulo e acabou assumindo o governo com o agravamento do estado de saúde de Mário Covas, em 2001. Perdeu a disputa pela prefeitura de São Paulo em 2008, mas voltou como governador em 2010 e foi reeleito em 2014.

Direito de imagemREDE SUSTENTABILIDADE
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Marina corre o risco de ficar de fora dos debates na TV e deve ter apenas 12 segundos na propaganda eleitoral obrigatória
Marina Silva (Rede)
A ex-senadora e ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva lançou oficialmente sua candidatura em 2 de dezembro de 2017, pela Rede. De acordo com o último Datafolha, Marina está em segundo lugar em todos os cenários sem Lula, com entre 14% e 15% de intenção de voto, atrás de Bolsonaro.

Uma das dificuldades que deve enfrentar é o baixíssimo tempo de propaganda no rádio e na TV.

O partido conta com uma bancada de apenas três congressistas. Assim, Marina não teria a garantia de participação nos debates. Caberia às emissoras a escolha de convidar ou não a candidata.

A ex-ministra vai precisar também responder a críticas de ser omissa em momentos em que muitos aguardavam um posicionamento firme sobre temas centrais ou disputas políticas, e de ter declarado apoio ao senador Aécio Neves (PSDB-MG) no segundo turno das eleições de 2014.

Avessa a embates e a ataques, a própria candidata avalia que será uma campanha extremamente agressiva. Seu vice será Eduardo Jorge, do Partido Verde.

Marina, que tem 60 anos, disputou as duas últimas eleições presidenciais, uma pelo PV e outra pelo PSB. Ela começou a carreira política no PT - onde chegou a ser ministra do Meio Ambiente, durante o governo Lula (2003-2010).

Image caption
O temperamento explosivo de Ciro e a dificuldade de se formar uma coalização de centro-esquerda são desafios a serem enfrentados pelo candidato do PDT
Ciro Gomes (PDT)
A candidatura presidencial do ex-ministro e ex-governador do Ceará Ciro Gomes, de 60 anos, foi confirmada em março de 2018 pelo PDT e oficializada no fim de julho.

Por enquanto, é o nome ligado à esquerda que vai melhor nas pesquisas - só atrás de Lula. Segundo o Datafolha de junho, nos cenários eleitorais sem Lula, Ciro aparece em terceiro lugar, atrás de Bolsonaro e Marina, com entre 10% e 11% de intenção de votos. Os demais candidatos de esquerda não passam de 2% de intenção de voto.

Ainda segundo o Datafolha, o pedetista tem uma rejeição de 23% do eleitorado - abaixo da rejeição de Lula (36%), Bolsonaro (32%), Alckmin (27%) e Marina (24%).

A falta de aliados para fortalecer a candidatura é um obstáculo para Ciro - ao final da temporada de convenções partidárias, ele acabou isolado. Foi preterido pelo PSB (que optou pela neutralidade após um acordo com o PT), e pelo PC do B, que fechou aliança com os petistas.

O estilo franco e impulsivo que há anos rende a Ciro a fama de "destemperado" pode ser um empecilho. "Todo mundo já teve uma palavra mal dita ou foi mal interpretado", pondera Lupi.

Ciro já foi prefeito de Fortaleza, deputado estadual, deputado federal, governador do Ceará e ministro dos governos Itamar Franco (Fazenda) e Lula (Integração Nacional). Sua vice será a senadora do PDT Kátia Abreu.

Passou por sete partidos em 37 anos de vida pública. Já concorreu à Presidência duas vezes, em 1998 e em 2002.

Direito de imagemANTONIO CRUZ/AGÊNCIA BRASIL
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Senador Álvaro Dias ainda tenta se tornar mais conhecido entre o eleitorado
Álvaro Dias (Podemos)
O ex-tucano Álvaro Dias, de 73 anos, ganhou fama no Senado por ser um ferrenho crítico da gestão petista e integrante ativo de CPIs (Comissões Parlamentares de Inquérito).

No ano passado, ele trocou o PV pelo Podemos - antigo PTN - com a expectativa de se lançar candidato, mas ainda enfrenta o desafio de se tornar um nome mais conhecido nacionalmente, capaz de conseguir mais que os 4% de votos sinalizados pelas pesquisas.

Estimativas iniciais indicam que ele teria cerca de 12 segundos no rádio e na televisão, se não conseguir qualquer aliança com outros partidos.

Álvaro Dias cursou História e está no quarto mandato consecutivo de senador. Já foi vereador, deputado estadual, deputado federal e governador do Paraná. É de uma tradicional família de políticos do Estado.

Direito de imagemPARTIDO NOVO/FACEBOOK
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Um dos criadores do partido Novo, João Amoêdo deve ser o nome da primeira disputa presidencial da legenda
João Amoêdo (Novo)
O ex-executivo do sistema financeiro João Amoêdo, de 55 anos, se afastou da presidência do partido que ele próprio ajudou a criar em 2015 para ser lançado pré-candidato à Presidência. Pelas regras do Novo, candidatos não podem exercer funções partidárias nos 15 meses anteriores à eleição.

Amoêdo não é um candidato conhecido. Tem viajado o país para fazer palestras na tentativa de tornar-se mais popular. No Datafolha de junho, Amoêdo obteve no máximo 1% da intenção de votos.

Novato em eleições gerais, o partido de Amoêdo conta com o apoio de profissionais liberais, de economistas que ocuparam cargos importantes no governo de FHC, como Gustavo Franco, e tem entre seus quadros o ex-treinador de vôlei Bernardinho. A legenda ainda tenta atrair tucanos descontentes que estão deixando o partido.

A maioria dos quadros do partido, contudo, é neófita das urnas.

Formado em Engenharia Civil e Administração, Amoêdo começou a carreira profissional trabalhando para bancos e chegou a ser vice-presidente do Unibanco e membro do conselho de administração do Itaú-BBA. Atualmente, é sócio do Instituto de Estudos de Política Econômica/Casa das Garças.

Direito de imagemDIVULGAÇÃO
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Boulos, de 36 anos, é recém-filiado ao PSOL
Guilherme Boulos (PSOL)
Em março, o PSOL anunciou o nome do líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Guilherme Boulos, de 36 anos, como candidato à Presidência. A chapa terá como candidata a vice-presidente a ativista indígena Sônia Bone Guajajara, também do PSOL.

No Datafolha de junho, Boulos obteve no máximo 1% da intenção de votos.

Para o deputado federal Chico Alencar (PSOL-RJ), é mais fácil o partido se coligar com movimentos da sociedade civil organizada do que com partidos políticos. "Há um descrédito muito grande, as pessoas estão com nojo dos partidos", diz Alencar.

Boulos venceu a disputa interna no PSOL, que tinha como pré-candidatos os economistas Plínio de Arruda Sampaio Jr., Nildo Ouriques e Hamilton Assis, militante do movimento negro. Em julho, o partido oficializou a chapa formada por Boulos e Sônia.

O PSOL avalia que o grande desafio será cumprir a cláusula de barreira que exige para 2018 1,5% dos votos em nove Estados para que as legendas continuem recebendo fundo partidário e tendo acesso a inserções no rádio e na televisão.

A legenda terá cerca de 13 segundos de propaganda eleitoral, mas vai conseguir participar dos debates por ter uma bancada com seis deputados.

Professor e escritor, Guilherme Boulos é formado em Filosofia pela USP, tem especialização em Psicologia Clínica pela PUC-SP e mestrado em Psiquiatria pela USP. É membro da coordenação do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto, no qual milita há 16 anos, e da Frente Povo Sem Medo.

Direito de imagemFABIO RODRIGUES POZZEBOM/AGÊNCIA BRASIL
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Meirelles sagrou-se candidato com o voto de 85% dos convencionais do MDB
Henrique Meirelles (MDB)
O ex-ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, de 72 anos, começou a construir a sua candidatura presidencial em abril deste ano, quando deixou o cargo no governo de Michel Temer e trocou o PSD por seu partido atual, o MDB.

No começo de agosto, a candidatura de Meirelles foi oficializada pela convenção do MDB - mesmo com a oposição de alguns caciques regionais do partido, como Renan Calheiros (Alagoas), Roberto Requião (Paraná) e Jarbas Vasconcelos (Pernambuco), entre outros. Meirelles teve 357 dos 419 votos dos convencionais, ou 85% do total.

Mesmo assim, a falta de popularidade ainda é um obstáculo a ser superado. No Datafolha de junho, Meirelles obteve 1% da intenção de votos.

A trajetória profissional de Meirelles está ligada à área financeira internacional. Antes de ser presidente do Banco Central, entre 2003 e 2011, no governo Lula, foi o principal executivo do BankBoston. Antes de assumir a Fazenda, Meirelles atuou por quatro anos como presidente do conselho de administração da J&F Investimentos, holding criada pela família Batista e controladora do frigorífico JBS, envolvido em escândalos de corrupção.

Direito de imagemBBC NEWS BRASIL
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O desenho na parede - feiro por uma militante do PSTU - mostra Leon Trotsky e o logo da 4ª Internacional
Vera Lúcia (PSTU)
A ex-operária Vera Lúcia, de 50 anos, foi lançada como cabeça da chapa presidencial do PSTU, que deverá ter como vice o professor Hertz Dias, da rede pública do Maranhão.

Vera é ativista sindical em Sergipe, ex-militante petista e ex-operária da indústria calçadista. Ela participou da fundação do PSTU em seu Estado, junto com outros ex-filiados do PT, depois que sua corrente foi expulsa do petismo em 1992.

A candidatura tem por objetivo apontar o que o partido considera a forma ilegítima e antidemocrática como são disputadas as eleições no Brasil. O PSTU considera que o objetivo final de um partido revolucionário não é disputar eleições, e sim organizar os trabalhadores para tomar o poder.

Direito de imagemAGÊNCIA ALESC
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João Vicente Goulart já foi deputado estadual no Rio Grande do Sul nos anos 1980, mas não tem carreira política consolidada.
João Vicente Goulart (PPL)
No domingo, o Partido Pátria Livre oficializou a candidatura de João Goulart Filho à presidência, em um evento em São Paulo. O candidato do PPL é filho do ex-presidente João Goulart, o Jango (1919-1976), cujo mandato foi interrompido pelo golpe militar de abril de 1964.

Nascido no Rio de Janeiro, João Vicente passou a infância e a adolescência no Uruguai, onde sua família se encontrava exilada após o golpe militar. De volta ao Brasil, João Vicente ajudou na fundação do PDT, junto do tio Leonel Brizola. Durante a campanha, defenderá propostas nacionalistas e identificadas com a esquerda. Goulart terá como vice um professor universitário de Brasília, Léo Alves, também do PPL.

Direito de imagemAFP
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O avogado José Maria Eymael é famoso por um jingle lançado em 1985
Eymael (DC)
José Maria Eymael foi oficializado como o candidato presidencial pelo partido Democracia Cristã (DC), em convenção no último sábado (28 de julho), em São Paulo. Esta será a 5ª vez que o advogado disputa a presidência da República. Ele terá como vice o pastor Hélvio Costa (DC).

Em 2014, Eymael teve apenas 0,06% dos votos - ele chegou a dizer que não disputaria mais a Presidência da República. O candidato da DC (antigo PSDC) é famoso pelo jingle de campanha, lançado em 1985: "Ey, Ey, Eymael, um democrata cristão (...)".

Direito de imagemAGÊNCIA BRASIL
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Daciolo tentou mudar o texto da Constituição de 'Todo o poder emana do povo' para 'Todo o poder emana de Deus', e acabou expulso do PSOL
Cabo Daciolo (Patriota)
Eleito deputado federal pelo PSOL em 2014 com 49 mil votos, Benevenuto Daciolo Fonseca dos Santos, mais conhecido como Cabo Daciolo, tem 42 anos e concorrerá à Presidência da República pela primeira vez.

O bombeiro já foi filiado ao PTdoB e, hoje, está no Patriota (antigo Partido Ecológico Nacional). Daciolo terá como vice a pedagoga Suelene Balduino, também do Patriota.

Antes de iniciar sua carreira política, liderou uma greve de bombeiros em seu Estado de origem, o Rio, em 2011, quando chegou a ficar preso.

Em 2015, logo depois de eleito, Daciolo foi expulso do PSOL por infidelidade partidária - a sigla entendeu que as posições defendidas por ele contrariavam o estatuto do partido.

Reportagem publicada originalmente em dezembro de 2017 e atualizada pela última vez em 9 de agosto de 2018.

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