Profile cover photo
Profile photo
Márcio Calixto
105 followers -
Tudo não passa de uma Epopeia Insignificante
Tudo não passa de uma Epopeia Insignificante

105 followers
About
Márcio's posts

Post has attachment

Post has shared content
Essa semana eu fui de Belchior.
Ele que me foi muito.
Ele será saudade pra muitos.
Era um homem irremediável. Soberbo. 
Hoje, nosso colaborador Marcio Calixto homenageia o cantor brasileiro que mais se referenciou a autores da literatura brasileira e internacional.

Post has shared content
Toda semana escrevo para o ArteCult.
Um prazer. Um encontro.
Feliz por estar entre esses camaradas que tanto amam arte.
E hoje esse texto é para elas.
As mulheres. 
Hoje uma homenagem a duas mulheres fantásticas e importantíssimas para a literatura brasileira.

Post has shared content
Esse é o meu texto desta semana.
A arte viva da literatura!
Hoje Marcio Calixto nos apresenta dois novos autores que foram seus ex-alunos. A literatura brasileira ainda tem fôlego de criança.

A vida é um breve hiato de sortes
De nascer vivo
De passar uma infância viva
De uma juventude vívida
Vivaz
História cotidiana da alma
De quando em quando
Colecionamos saudade
Colecionamos pessoas
Amores
Lágrimas
A vida é essa breve saudade de coleções
Mas um momento
Colecionamos a outra ponta do hiato
E tudo se fecha
Finito
Sem sombra de dúvidas
Exclamação!
Quem se foi?
Quem virou corpo?
Interrogações
Aí viramos a coleção dos outros
Naquelas caudalosas lágrimas!
De todos!
Exclama ação!
Por que você morreu, camarada?!
Por quê?!
Você morreu, pois estava vivo!
Você morreu, porque foi nadar no hiato de todas as sortes.

(Em memória de Domingos Montagner)

Eu sou muitas águas

Assim me disse
Toda essa maré
Transposta de caminhos
Interversos
Irre-versos
Que jazem nesse sangue
Vermelho azul
De tudos muitos

O sombrio
Gosto lúcido de viver
Imagético aos outros
Aos muitos
Esse não sou eu

Eu sou muitas águas
Tão ricas, tão minhas
E são nossas
Auroras ferventes de borbulhas cotidianas
Singelas e fortes
Enormes e pulsantes
Que agora faz!

Eu sou você tudo
Em você toda
Eu sou muitas águas
Que parecem inundar o tanto que eu era
Um vazio
De triângulo das bermudas
Tão mudas
Esse silêncio em síbilo jardim de distâncias

Eu sou muitas águas
Em várias marés recompostas
Que de nervosas
Julgam vencer a praia
Mas água que luta contra areia
Perde
A chance de ser espuma flutuante.

Você que é minhas marés
E sibila o vento doce que rodeia minhas novas calmas ondas
Que aceitam
E respeitam
O som
Das várias flautas que adorna.

Eu sou muitas águas
Em vários pingos de artilharia
A soma assombrosa de duas vidas
Arthurifica a glória interposta
Que agora aqui se dignifica.
Sim, Nós somos todas as águas.

DNA

Vou usar esse espaço para uma declaração.
Enquanto que no Face eu fico desnorteado com o volume de tudo muito,
Aqui no GooglePlus eu escrevo
e escrevo
e escrevo
e escrevo
Parece que essa rede social me impulsiona à literatura.
E com ela serei fiel.
Aqui sempre verá primeiro os meus escritos.
E digo, já são originalmente aqui feitos.
Sem outro intermédio.
Aqui escrevo tudo o que quero. 

Comunhão de bens.

Passo noites escrevendo poemas e pensando em textos. Esse ato contínuo e constante parece ser uma marca, um estigma de uma alma impulsiva, pulsante, que mais se preocupa em preencher papéis, como um homem burocrático, que pinça responsabilidades nas entrelinhas. Sei, eu bem sei, que preciso me entregar muito mais ao papel e à caneta para que saia daqui muito mais do que posso oferecer.
Do que tenho medo? Ser lido dói. Mesmo escrevendo em papéis virtuais, que logo em seu fim já se encontram para domínio público. Ser lido dói, dá um medo, gera uma expectativa das mais fortes. Não saber se agradou é terrível. Saber que não agradou é ainda mais. Vivo essa constante agonia do viver em voz alta, sem saber se o timbre que escolho é pertinente, é válido.
Lembro-me de Isaías Caminha, que não teve com vários grupos a troca que poderia lhe valer justa a escrita. Sigo no silêncio semelhante desta minha caminhada sem eco. Até mesmo os mais próximos retêm uma ressalva, um medo de comungar uma troca. Não sei se é uma marca de nosso tempo, em que o imediatismo aliado à necessidade de coletivizar agrados me deixa marginal. Prefiro o silêncio da dúvida. Não sei se falta coragem a muitos. Se falta coragem a mim. No entanto, aqui estão os textos em expectativa de retorno, de se saber válidos.
Prefiro crer que avolumar a produção possa me dar visibilidade. Uma vez defini que a melhor estratégia para o caminho de minha carreira literária seja apenas avolumar meus trabalhos, dar constância de publicação a eles, e depois, de alguns volumes produzidos e impressos, sair em militância mais escancarada. "Olhem, percebam-me, sou um autor já com tantos livros, tantas publicações". Pífio. Mesquinho. Assombroso.
Isso tudo me deixa ainda mais relutante. Amedrontado. Sutilmente desgostoso.
Quem realmente, afinal de contas, define o seu ponto final?

Pobre é o poeta
que só rabisca papel.

Cavidade
Cá, Vi idade
Tempo
Tem pro
que sobra
de mim
um segundo?

Cada traço de seu rosto
cada marca de sua pele
cada pedacinho de você
é tudo mais que quero
Cá vi idade
cavidade
calva idade
tudo!
Wait while more posts are being loaded