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Tiago Bueno
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Guia do facilitador de grupos em escuta empática

A função de um facilitador de grupo em escuta empática é ser ele mesmo. Tanto quanto conseguir ser ele mesmo - contraditório, triste, alegre, aberto, distinto, inseguro e capaz de compartilhar - torna-se, de certa forma, um diapasão que encontra ressonância dessas características em todos os participantes do grupo.
O processo inicia-se com o facilitador aceitando-se como se é e permitindo que as demais pessoas sejam quem elas são. Ao iniciar um grupo com esta premissa, os resultados serão valiosos. E isso acontece quando o facilitador sabe o que é ser um ser humano na Terra. Sabe o que é vivenciar emoções profundas de dúvida, medo, tristeza e raiva. Também está aprendendo a ter compaixão por si e por todas as emoções que sente. A compaixão irá lhe proporcionar olhar para dentro de si, enxergar o seu pior, mas sem perder a fé em si mesmo. E por ter tido a coragem de admitir o seu pior, você encontra o seu verdadeiro valor: a honestidade. Os indianos costumam dizer que você sobe no colo de Deus quando você é honesto. Em outras palavras, significa que você oferece o que há de mais elevado em si, se for capaz de se conectar com o que há de mais inferior em você. Por “inferior” quero dizer medo, dúvida, depressão... em resumo, a escuridão que existe na sua alma como resultado de experiências dolorosas não resolvidas. Seu eu mais elevado brilhará no momento em que você acolher a sua parte mais escura. Isto irá lhe possibilitar estar consciente da sua própria grandeza, e de realmente se levantar e ser tudo o que você pode ser. Esta permissão dada a si próprio é a chave que, dentro de um grupo de escuta empática, estende-se aos demais participantes.

E o facilitador pode fazer isso ao trazer informações simples de como ele se encontra internamente. Posso iniciar minha fala identificando, por exemplo, um sentimento de preocupação: “Neste momento eu me sinto preocupado e ansioso. Tenho vontade de conduzir o grupo, de controlá-lo. Sinto medo também de não ser bom o suficiente naquilo que estou fazendo agora.” Ao abrir sua fala deste modo, revelando seus sentimentos e sua vulnerabilidade, ele abre o campo para que os demais participantes sintam-se aceitos e bem-vindos do jeito que são. Isto também auxilia todo o grupo a focalizar sua atenção no momento presente e a lidar com o que está acontecendo no agora.
Guiar um grupo com este propósito requer uma habilidade genuína, e não teórica, com a empatia. Significa estar consciente de que jogar luz nas sombras pode ser assustador para muitas pessoas e que, por isto, é necessário paciência e muita delicadeza. É como comer um mingau pelas beiradas.

Também requer enxergar todas as pessoas como dignas e merecedoras. Ninguém que está participando do encontro é um coitado que precise de ajuda. Todos são vistos como capazes de encontrar suas próprias respostas e soluções dentro de si. Na medida em que as pessoas acompanham e escutam a revelação dos sentimentos e necessidades uns dos outros, se nutrem com coragem e autoaceitação, o ingrediente fundamental para se conseguir mergulhar dentro de si e descobrir sua própria grandiosidade.

O facilitador, ao aprender a liberar o julgamento sobre si mesmo, aceitando-se imperfeito, abre um campo de aprendizagem para todos, um espaço terapêutico, um espaço de não-julgamento. Os participantes ingressam num caminho de compromisso com os seus corações, ao sentirem-se seguros para ser quem eles são. Tornam-se, assim, capazes de enfrentar e aceitar os sentimentos que mais lhes causam vergonha e medo. São justamente estes sentimentos que estão a bloquear o caminho interior que permite acesso à força e sabedoria inata que cada um trás consigo.

O campo de aprendizagem deste grupo não tem como objetivo a mudança ou transformação destes sentimentos, mas a aceitação e acolhimento dos mesmos. Ao acolher e aceitar estes sentimentos na luz da sua consciência, você está se transformando, está se libertando das suas máscaras e fingimentos. Você está mudando um padrão de luta contra aquilo que mais lhe causa dor e vergonha em sua vida. Ao aceitar-se exatamente do jeito que você é, a transformação ocorre naturalmente, sem que você tenha que se esforçar para que isto ocorra. A única coisa que lhe é pedido, é um compromisso com a compreensão, de modo a ir liberando o julgamento com relação àquilo que precisa vir à luz para ser liberado. Quando resistimos aos nossos sentimentos, eles continuam a bater na porta do nosso coração e podem se tornar em verdadeiros demônios, caso insistirmos em julga-los. Assim, eles se mantêm afastados.

No entanto, não passam de energias que vêm a você em busca de cura. São como criancinhas que estão abandonadas. Você vai precisar dedicar tempo de intimidade com elas, a fim de resgatar estes sentimentos da “Terra de Ninguém”. É assim que iremos chamar essa zona de abandono, solidão, culpa, medo e tristeza. “Mas eu já estou visitando a “Terra de Ninguém”. Já estou chorando faz um ano, ao enfrentar minha tristeza, e ela não diminui”, você pode pensar. Se ela ainda está retornando, é provável que exista alguma resistência com relação a ela. Talvez você ache que já deveria estar livre disso, que essa dor não deveria mais estar presente. Essa resistência sútil mantém seus sentimentos à distância e muitas vezes enterrados dentro de você.

Texto em criação...

Ver mais sobre o tema em: https://www.youtube.com/watch?v=wD-GZkGO9xU&t=24s

Tiago Bueno
tbcsol@gmail.com
51-998177893
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"Percebo que se fosse estável, prudente e estático, viveria na morte. Portanto, aceito a confusão, a incerteza, o medo, os altos e baixos emocionais, porque esse é o preço que estou disposto a pagar por uma vida fluida, rica e excitante." Carl Rogers

Todo ser humano tem o seu próprio guia interno para apontar as direções do seu caminho. Para que o processo de auto atualização possa acontecer, a empatia é uma das condições fundamentais.

As emoções podem ser aliadas desse processo, se oferecermos escuta aos sentimentos e permitir que eles nos conduzam ao ponto onde nossas necessidades se encontram.

Esse grupo tem o propósito de ser um espaço livre, seguro e permanente de exercício de escuta empática, acolhimento e apoio mútuo para as transformações naturais da vida.

TODAS AS TERÇAS, 20h com Tiago Bueno
No Mumukshu (Av. Principal, 541, Sala 8, Garopaba/SC)
Contribuição consciente (corresponsabilidade financeira)
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Convite!
Grupo de estudos sobre Preparação Emocional de Crianças e Comunicação Não-Violenta.
Dia: Quinta-feira, 14/09
Horário: das 19h às 21h
Local: Ser Ambiente, Rua Vieira de Castro, 163, bairro Farroupilha/POA.
Fone p/ contato: (51) 999973449
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Divulgando!
Grupos de Comunicação Não-Violenta em POA

O encontro de Comunicação Não-Violenta busca desenvolver habilidades de linguagem, tais como:
1) Aprender a descrever aquilo que ouvimos e observamos, ao invés de julgar, analisar ou interpretar;
2) Desenvolver compreensão empática no processo de falar e ouvir;
3) Expressar-se com autenticidade;
4) Acolher e identificar seus sentimentos e necessidades;
5) Aprender a fazer pedidos positivos e práticos, ao invés de mandar ou exigir;
Depoimentos:
https://soundcloud.com/comunica-o-n-o-violenta
Vídeos:
https://m.youtube.com/watch?v=wD-GZkGO9xU
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