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Julio Ngomes
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FORA DA CARIDADE NÃO HÁ SALVAÇÃO
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A AUSENTE

Há várias espécies de dores capazes de atingir os corações humanos.

Qual a mais intensa?

Parece-nos ser aquela que estamos sentindo no momento.

Temos o costume de esquecer o passado e valorizar o sentimento presente como se nada de pior já tivesse acontecido, ou pudesse vir a acontecer.

Isso é uma tendência muito natural do ser humano.

Mesmo assim, existem sofrimentos que se distinguem dos outros, e assumem perante a maioria das criaturas uma condição de maior gravidade.

A morte de um ser querido, por exemplo.

Não há quem não se comova, sofra, sinta verdadeiramente quando um ser amado abandona o envoltório corporal e parte para outro plano da vida.

Pouco importa se a desencarnação foi repentina, ou não; se foi violenta, ou serena.

Não interessa se aquele que partiu já contava com avançada idade, ou se ainda era jovem.

Não há como mensurar essa espécie de dor.

E cada um a sente, e reage a ela, de forma diversa.

Há aqueles que se entregam, blasfemam e se revoltam.

Há outros que choram, mas que aceitam, envolvendo suas dores no bálsamo da prece e da fé.

Há, ainda, os que buscam modos nobres e belos para render novas homenagens àqueles que já se foram.

Assim parece-nos ter agido o poeta Augusto Frederico Schmidt, que toca nossos corações com os seguintes versos:

 “Os que se vão, vão depressa,

 Ontem, ainda, sorria na espreguiçadeira.

 Ontem dizia adeus, ainda da janela.

 Ontem vestia, ainda, o vestido tão leve cor-de-rosa.

 Os que se vão, vão depressa.

 Seus olhos grandes e pretos, há pouco, brilhavam.

 Sua voz doce e firme faz pouco ainda falava.

 Suas mãos morenas tinham gestos de bênçãos.

 No entanto hoje, na festa, ela não estava.

 Nem um vestígio dela, sequer.

 Decerto sua lembrança nem chegou, como os convidados,

 Alguns, quase todos, indiferentes e desconhecidos.

 Os que se vão, vão depressa

 Mais depressa que os pássaros que passam no céu,

 Mais depressa que o próprio tempo,

 Mais depressa que a bondade dos homens,

 Mais depressa que os trens correndo, nas noites escuras,

 Mais depressa que a estrela fugitiva que mal faz traço no céu.

 Os que se vão, vão depressa.

 Só no coração do poeta, que é diferente dos outros corações,

 Só no coração sempre ferido do poeta

 É que não vão depressa os que se vão.

 Ontem ainda sorria na espreguiçadeira,

 E seu coração era grande e infeliz.

 Hoje, na festa ela não estava, nem sua lembrança.

 Vão depressa, tão depressa os que se vão ...”

***

 Não permita que sua dor, seja ela causada pelo motivo que for, o impeça de perceber a beleza de cada momento.

 Não deixe que suas lágrimas, por mais sentidas e justas que sejam, turvem sua visão, impossibilitando que seus olhos vejam a vida com clareza e serenidade.

 Dedique aos amores que partiram pensamentos otimistas e repletos de confiança no reencontro futuro, sem desespero nem revolta.

 Se hoje, na sua rotina, pareceu-lhe que ninguém notou a dor que lhe invadia intensamente o peito, saiba que nada, nem mesmo nossas angústias, passam despercebidas ao pai.

 Confie, persista e prossiga, sempre.

***

Equipe de Redação do Momento Espírita.

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TEMA 03 - IMORTALIDADE

Mapa Mental



Desenvolvimento

 A imortalidade – Imagem e semelhança de Deus (Não somos Eternos – Eterno somente DEUS que não teve Principio)

 Para atingir a perfeição – mergulhar na carne

 E com toda dificuldade que a vida na terra – nos não pedimos, mas imploramos uma nova edição de nossas vidas.

 Viver não é somente respirar – saciar as necessidades básicas de alimentação, repouso e lazer.

 Viver é oportunidade de Crescimento e progresso – espelharmos no Pai e buscar aproximar da sua perfeição

 Ninguém nasce p/ ser Fracassado ou Derrotado – nasce p/ um grande objetivo, se tornar melhor e subir um degrau na Evolução.


Fechamento

Podemos concluir que mais importante que a religião é ser homem de bem – Homens Livres e de Bons Costumes – que respeitam, para os outros os direitos que gostaria fossem para si.

Homem verdadeiramente livre e bom entende que somos todos filhos de Deus. - e nosso destino e alcançar o amor verdadeiro e assim alcançaremos a eternidade.


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(Espiritismo) - # - Amag Ramgis - Estudo Da Mediunidade # A4


MEDIUM

1. Os chamados médiuns, ou sensitivos, não são criaturas especiais vivendo na face da Terra. São tão comuns quantas quaisquer outras pessoas.
2. Considerando-se a Lei de Causa e Efeito, o popularmente chamado Carma, verifica-se, na prática, que os médiuns, ao contrário do que se possa pensar, são bem comprometidos com os ditames dos resgates enquadrados em tal diretriz cósmica.
3. Esses comprometimentos, como é óbvio pensar, vêm de outras existências nas quais se passou por fracassos ao exercer o uso da faculdade mediúnica.
4. Para vencer as inconveniências desses resgates, o indivíduo recebe, novamente, para a atual reencarnação, a faculdade mediúnica. Isso, porém, não significa proveito próprio. Significa tarefas a serem cumpridas.

Portanto, não sendo os médiuns seres privilegiados e sim seres comprometidos com tarefas a serem executadas em associação com entidades das dimensões espirituais, pois lá também as têm com idênticos comprometimentos para que, num esforço conjunto, acertem suas contas com os ditames do equilíbrio cósmico, muito se espera dos médiuns como único recurso de resgate evolutivo.

Por esse prisma encontra-se mais uma vez, a razão porque tanto se pede disciplina e respeito no trato das associações com as outras dimensões de vida.

Ao se tratar com um conjunto de médiuns, sem querer desmerecer a ninguém, está a tratar-se com um conjunto de seres que passaram por algum fracasso em vidas anteriores. Essa circunstância está gravada no inconsciente e, na oportunidade que ocorra um estímulo correspondente, aquela gravação saltará para o consciente e a pessoa, na forma de tendências, se comportará, hoje, igualmente se comportou quando da circunstância originária, na outra vida.

Para neutralizar as expansões nocivas relacionadas ao que acima se comenta, e como forma de corrigi-las, os mestres da espiritualidade recomendam que a abordagem das questões espiritualistas deva ser baseada em ideais elevados.

Recomendam, ainda, que a única possibilidade de se materializar na Terra um ideal elevado é partindo do princípio de que tudo deva ser feito com ordem, respeito e solidariedade.

Não obstante a clareza das informações contidas na literatura que trata de tão delicado assunto Pode-se, ainda, acrescentar a seguinte digressão.

 Somos de princípio, criaturas cósmicas, filhas de uma planificação que em tudo supera os mais nobres ideais que possam ser formulados pelo homem terrestre.
 Dentro dessa indescritível planificação constata-se que tudo no cosmo foi criado para se equilibrar num apoio mútuo.
 O exemplo mais marcante disso, aqui na Terra, é que, ao nascermos, aqui aportamos nada trazendo de nosso. Nascemos nus e indefesos. E, quando daqui nos vamos, levados pelo desencarne, também nada levamos. (As expressões "nada trazendo de nosso" e "nada levamos" não toma em consideração a bagagem consciencial, indefectível, de cada ser. Expressões utilizadas apenas para simplificar o estudo.)

A vivência terrestre é tão somente mais um estágio na continuidade da totalitária vivência cósmica. Por essa razão a vivência terrestre não deve ter, sobre nós, a predominância de algo definitivo e superior a qualquer outro estágio.

Somos todos iguais perante a Grande Planificação que nos concedeu a existência. Dessa indiscutível igualdade conclui-se que nada temos de nosso. Os chamados bens que fazem parte de nossas particularidades de vida são instrumentos escolares, com os quais estamos cursando mais este período letivo. Mas não são nossos. Pertencem, de fato, à Grande Planificação Cósmica. Só Ela é a legítima proprietária de tudo. Nós somos somente os zeladores.

Moldados neste paradigma nossas atitudes devem ser sempre emolduradas pelos fatos cooperativos.
Isto é, mãos que se dão para a realização de um bem comum à infinidade de seres que deles necessitarem.

E a faculdade paranormal da mediunidade não é exceção nessa regra. Ela é um instrumental que não é nosso. Basta lembrar que se o mundo espiritual não quiser se comunicar conosco de nada servirão os dispositivos psíquicos-mentais que nós possuímos. Sem o comunicador espiritual nossa faculdade ficará inerte, e dela nada se aproveitará. Portanto, ela só terá utilidade se ocorrer uma associação com o mundo espiritual.

O despertar da faculdade canalizadora(mediúnica) é uma porta aberta, principalmente com o sub-plano 3-G do plano Astral.

Queiramos ou não, nossos dispositivos psíquicos-mentais serão utilizados, pois é intensa a interação entre aquele sub-plano e a crosta terrestre.

A figura 02 A que ilustra os outros planos existenciais além do Físico nos serve para demonstrar que no cosmo nada subsiste isoladamente.

Não é por estarmos no plano Físico terrestre e muitas entidades no plano Astral que nós, os de cá, estejamos isolados deles, os de lá.

A diferença vibracional das dimensões isola-nos visualmente, mas não psiquicamente, assim nossas mentes estão sujeitas a receberem influenciação das demais dimensões. E isso é mais frequente do que se possa supor. Muito do que fazemos, durante um dia de existência, é feito sob inspiração, ou influência, de alguma inteligência aportada no mundo espiritual, sem que disso nos apercebamos.

Quem, de nós, na vida, ainda não passou por aquele momento de insight, quando, envoltos por problemas a resolver, de repente damos com a solução inteiramente pronta à nossa frente?
Esse fato que reputamos por banal é, contudo, parte da fenomenologia das influências psíquicas que tanto podem ser benéficas quanto maléficas. Essas influências formam o verdadeiro mundo das ideias e são dessas associações de ideias que vem o progresso do mundo, quanto, também, às vezes, fazem ocorrer catástrofes do homem destruindo o homem.
Um dos grandes mestres Teosóficos, Charles Leadbeater, ensina-nos que quanto ao mundo das ideias o plano Mental, em relação ao plano Físico, pode ser qualificado de "O Museu do Futuro", porque as coisas que advirão ao nosso futuro terrestre já são presentes no plano Mental.

Assim, as grandes invenções que só agora acontecem na atualidade da Terra, e que nos causam tanta admiração, são coisas do cotidiano naquelas paragens dos níveis superiores desde há muito tempo. Nisso resume-se a influenciação psíquica que atinge a todas as pessoas. Para nós são ideias a realizar, que, entretanto, já são realidade concreta noutras paragens.

Quando as ideoplastias (ideias) são oriundas de Espíritos Superiores temos na Terra as belezas das artes, tais como pintura, escultura, música, ou a amenização dos sofrimentos através de descobertas científicas e atos de solidariedade, ou o alto interesse religioso, independentemente de denominação religiosa. Mas se estas ideias vêm dos submundos, ou dos espíritos atormentados, a Terra se depara com as grandes destruições, às vezes mascaradas de supostos benefícios para a humanidade, quando, na verdade, são criações para mais escravizar o homem pelo homem.

Empenhados na expansão dessa ótica encarnam-se espíritos profundamente conhecedores dessas regras cósmicas, pois já passaram por experiências existenciais em planetas, em tudo, superiores às regras da sociedade da Terra.

Eles nos trazem os benefícios de suas presenças físicas no planeta transmitindo-nos seus conhecimentos e, arrastando-nos para suas proximidades, elevam os de boa vontade na escala evolutiva universal. Outros, de igual capacidade, sem, porém encarnarem, estabelecem suas bases de ação nas dimensões extra-físicas da Terra e de lá, através de seus médiuns aqui encarnados, transferem o saber.

Esta é a sublime marcha da influenciação psíquica mais comumente chamada de paranormalidade mediúnica.

Se esses seres, de grande hierarquia, por algumas escolas chamados de Avatares, ou Arquétipos, que em outra linguagem espiritualista são denominados de Orixás, se dispõem a estar conosco, como meta prioritária de nossa evolução, devemos, por nossa parte, nos dispor a estar com eles. Para se conseguir essa integração o mínimo que nos pedem são, Ideais elevados e espírito de solidariedade.

Uma vez isso estabelecido tudo se transforma dentro do Ser e a visão de mundo será outra, porque com o pensamento envolto pelas forças mentais dessas nobres criaturas este mesmo Ser começará a plasmar outros cenários no ambiente ao seu redor. A isso se pode chamar de encadeamento das influenciações criativas.

Considerando tudo o que aqui foi tratado, salta-nos uma palavra: Responsabilidade. Responsabilidade para conosco, para com nosso ambiente e para com a vida como um todo.

E tratando-se de treinamento mediúnico, cumpre respeitar uma disciplina ética para que desde os primeiros dias desse treinamento tudo seja feito com seriedade.

*******************

(1) Algumas escolas não utilizam as terminologias "entidades" ou "espíritos" para designar os seres viventes nas outras dimensões. Essas escolas, geralmente, utilizam a palavra "energia" para essa designação. A palavra energia é muito genérica, e tratamos aqui de dar definições as mais precisas possíveis, usaremos as palavras "entidade" e "espírito" como forma de identificação inequívoca.

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