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Pensadores de Birosca
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Primeiramente entendamos sistema como a engrenagem, o poder político e econômico, ou seja, os caciques políticos, os banqueiros, empresários, os senhores de mídia, os latifundiários e outros ricos e poderosos, uma gente que não tem na vida outro objetivo senão defender e ampliar a fortuna e a força que tem ( a qualquer custo), numa infame indiferença ao que se possa chamar justiça, compaixão, humanismo, coletividade. Agora, também em primeiro plano, não nos esqueçamos de que o sistema é esperto; mais que isto: maquiavélico, astuto, mau, impudente, amoral. Entendido isto, vamos nos ater ao caso Lula-PT.
Odiado e renegado pela engrenagem, Lula perdeu três eleições, uma para Collor, duas para Fernando Henrique. Por quê? Porque falava em distribuição de renda, emprego, reforma agrária, melhores salários, ética, trabalhismo, entonava um discurso socialista sem sequer acreditar nas próprias palavras. E isto fica provado nos dias de hoje: Luís Inácio e o PT são populistas, demagogos, assistencialistas, muito distantes mesmo do que se possa qualificar como socialismo.
Mas ganharam quatro eleições. Qual a razão disto? A conversa de bastidores com donos de bancos e de indústrias, donos de gado e gente e parlamentos, e a colocação óbvia de que o Partido dos Trabalhadores não vinha para tirar privilégio algum de ninguém, ou seja, as coisas ficariam exatamente como eram, com apenas uns leves retoques, quase imperceptíveis mas depois exaustivamente propalados, na área social.
Mais: não tinham os petistas outro projeto que não fosse perpetuarem-no governo da República. Aí está onde surgiu um outro problema: o sistema impõe um revezamento dos partidos no timão da Nação, por conta de, na hora da insatisfação popular, dar a impressão de mudança de modelo econômico, político, moral, etc... quando na verdade não tem outro intento que manter incólume o padrão de ideias e ações anteriores, justamente por ser-lhes sempre infinitamente benéficos.
Outra coisa: casos de corrupção pipocando por todo canto não agrada nem um pouco à engrenagem: cria instabilidade econômica e prejudica muito os negócios dos mandachuvas, que aí têm de se voltar inteiramente para a especulação, que é instável e arriscada. Essa gente precisa de pessoas que não errem a medida quando roubam.
Daí então entendemos por que motivos o lulopetismo chegou ao poder e depois foi dele humilhantemente varrido. Se as pedaladas fiscais da Dilma são mais graves do que as coisas que envolveram o governo Temer, sou parvo a ponto de crer que um lobo possaa botar um ovo.
Acontece que a corrução que embrulhou um pedação do PT é a mesma que entrelaçou hoje uma assutadora parcela do MDB e da maioria dos partidos. Aí o sistema coça o queixo e cogita: "É preciso colocar na Presidência uma figura que pareça não pertencer à velha política." E é aí que entra uma figura com o perfil exatinho de que a engrenagem tanto precisa: Álvaro Dias.
Pródigo em dar entrevistas nos episódios em que a mídia se delicia com o prato da corrupção, Dias, quando governador do "Paraná", entre 1986 e 1989, liberou e chancelou a prática da tortura e linchamento de animais bovinos nas festas da "Farra do Boi". Oriundo do MDB, foi filiado ao PSDB por muitos anos -- e, cá pra nós, quem esteve no PSDB não merece em nenhum momento ser definido como progressista. Votou a favor da PEC dos gastos públicos, ajudando o governo Temer a congelar os gastos do País em saúde, educação, segurança, obras públicas, saneamento básico, durante brevíssimos vinte anos. Devemos agradecer-lhe o auxílio no processo de africanização do Brasil. Contudo, é o homem escolhido, é o ungido e fim de papo!
Bem que nossos mandachuvas pensaram em Rodrigo Maia, mas a primeira coisa que este fez, assim que aprendeu a falar, foi ingressar na velha política. É pré-candidato pelo DEM apenas para poder ter maior projeção política e, ao fim da corrida eleitoral, abdicar da candidatura para prestar apoio ao primeiro colocado e abocanhar como contrapartida um ministério, o que o manterá em evidência e render-lhe-á a manutenção do foro privilegiado. Os mesmos objetivos têm Michel Temer e Henrique Meirelles, hoje inegavelmente rejeitados pelos nossos donos e senhores tal como pela opinião pública. No Bolsonaro nossos chefões só investiriam se fossem mais malucos do que ele: este é conservador e autoritário como os proprietários da Nação gostam, mas não tem equilíbrio, consistência, projeto nem nada que o faça merecer investimento. Álvaro Dias vai esmagá-lo nos debates do segundo turno. Marina Silva parece-lhes de esquerda, já que os poderosos chefões veem comunismo até numa partilha de bolo de aniversário. Os outros são figurinhas carimbadas, como Ciro Gomes, Geraldo Alckmin, conhecidos mais por serem maus administradores do que por seu reacionarismo e aversão ao progresso social.
Infelizmente não vislumbro para o Brasil outra possibilidade que não seja a eleição do senador do PODE. Isto é profundamente lamentável. Mas é duro reconhecer que a maioria da classe política nacional se distancia por demais das reais boas-intenções e de projetos sociais verdadeiros.

Barão da Mata
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O CAOS DA CULTURA NACIONAL
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Novo diretor da Polícia Federal, Fernando Segóvia, afirma que vai dar seguimento às investigações da Lava-Jato.

Papai Noel vem chegando ao Brasil, com o trenó otado de presentes.

Saci Pererê é assaltado no RIo de Janeiro.

Coelhinho da Páscoa bota ovo ao pé de uma árvore de Natal.

Veja hoje no "Jornal Nacional".
CHAMADA DE NOTICIÁRIO (20/11/2017)
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