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Renata Mourão
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Quem sabe eu que tenha ofendido afrodite O canto fúnebre sai daqui Sirena menina, seu silêncio me dói Me adestra pra morte

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eu te amo lírico não oralizado
olhou sacana beijou, me chama treme vem cá, eu te seguro antes eu soubesse que beijo no olho é isso tudo...

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Intervalo
Foi por descuido. Setecentos e oitenta e sete dias atrás, eu fui um sinal amarelo. No último ano do signo de serpente, me coube ser o espacinho entre um samba triste e outro. Os segundos excitantes de um salto, nunca o impulso. Lembro também de ser aquele v...

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Epifania de Zé
       Zé, rapaz novo, de barris às costas, dava carona em suas itinerâncias emocionais.    Aqui e ali, Zé abarcava moças em seu tonel de barro destampado. E, despreocupado, seguia viagem acostumado com despedidas de suas viandantes. Nem sempre Zé lidava be...

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Eutanásia
A Imperatriz me confessou segredos cabais, onde marés tenderiam a se modificar. Tola; andei pelas cartas claras do asfalto amarelado de reflexos siamêsicos. E em cada toque gélido de realidade, o sonho entrevava-se e esvaía das mãos do Rei. O cajado Cigano ...

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Prole
        Nascida de espuma, concebi a ideia de que meus pés realmente tocavam o saibro barulhento. Há pouco havia embalado meu pequeno em um turbilhão de passagens desconexas e atemporais; ele dormia em meio ao Caos, de onde, desde o princípio, raiou. Via-o ...

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Presente pra mim
O fumo.     Dedos tortos e um tanto esmorecidos anunciam que é chegada a vez. A saliva metálica se dissipa, trazendo a sofreguidão do seco, algoz e rouco. A eutanásia passiva, de quem muito em pescoços emaranha, delira em passados sucessivos amargos.     No...

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