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andre luiz
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a imaginação esta além dos limites do universo.
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Cats
Gatos são gatos.
O mesmo animal, a Onça e a Pantera, apenas a cor da pelagem mudou de acordo com o habitat.
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The struggle is real.
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CUNHA
ESTÂNCIA CLIMÁTICA DE CUNHA

Não poderia haver uma região geográfica mais privilegiada para abrigar uma Estância Climática, do que a qual está localizada a cidade de Cunha. Trata-se de um planalto de morros localizado entre as Serras do Mar, da Bocaina e a Quebra Cangalha. Pelo formato de sua topografia a região é riquíssima em rios, córregos, nascentes e cachoeiras de vários tamanhos e formas. Bosques, remanescentes da Mata Atlântica, espalhados pelo município, abrigam uma grande quantidade e variedade de pássaros e pequenos animais.
23.062
Foi no ano de 1731 que os pioneiros ergueram a igreja em homenagem à Santíssima Virgem da Conceição, entre o mar e o vale do rio Paraíba do Sul, no então chamado “Caminho Velho do Ouro”, que mais tarde ficou conhecido como Estrada Real.
Apesar dos pioneiros já estarem na região há muito mais tempo, foi ao redor dessa igreja que floresceu um povoado que se tornou um dos mais tradicionais centros do tropeirismo brasileiro.
Cunha é hoje um pólo turístico por excelência. Aqui os visitantes tem contato com a natureza, belas paisagens serranas, cachoeiras e belvederes, além do folclore regional e do artesanato local. É também um pólo das artes com inúmeros ateliês, onde artistas de renome nacional e internacional produzem peças lindíssimas a partir do barro, da madeira e do metal. Destaque especial à cerâmica de alta temperatura, produzida sob diversas técnicas e por diferentes tipos de queima, onde o precursor foi a queima em forno Noborigama, introduzidos na década de 1970 e hoje representando a maior concentração deles na América do Sul.

Devido ao seu clima temperado-seco, mantém uma temperatura sui-generis , ou seja, durante a primavera e verão os dias são quentes e as noites são agradavelmente mais frias, podendo variar entre 15 a 25oC. O outono e inverno têm como característica o frio mais rigoroso, dias ensolarados e secos e noites frias onde podem ser observadas as estrelas sem nenhuma interferência atmosférica, a temperatura pode variar entre -3 a 15oC. Esse clima propicia o desenvolvimento de uma das mais variadas gastronomia, que vai desde a antiga comida dos tropeiros, a base de milho, feijão e carne de porco, passando pela cozinha brasileira, onde achamos, entre outros paladares, pratos a base de trutas, pinhão e shiitake, chegando até a cozinha internacional. Hotéis e pousadas oferecem os mais diversos tipos de acomodações onde o turista, em algumas, poderá até gozar do agradável calor de uma lareira em seus aposentos e saborear um bom vinho.

Os amantes de “mountain-bike” e “motocross” encontrarão no município estradas e trilhas ideais para a prática desses esportes, uma vez que estamos no chamado “mar de morros”. Para os amantes da natureza podemos oferecer o ecoturismo de responsabilidade, além dos lindíssimos Parque Estadual da Serra do Mar e o Parque Nacional da Serra da Bocaina.

Sendo uma cidade de mais de 200 anos, foi protagonista em grandes acontecimentos da nossa história, desde os primeiros desbravadores que seguiram a trilha dos índios Guaianás, até as grandes mudanças ocorridas no Século XX, participando ativamente da Revolução Constitucionalista de 1932, onde foi palco de intensos combates. O turista poderá ver seus casarões, que são testemunhas vivas da passagem dos anos, assim como algumas fazendas centenárias que nasceram muito antes de se pensarem em libertar os escravos. Participar da religiosidade de seu povo que mantém viva as tradições herdadas dos primeiros colonizadores, expressa nas festas dedicadas aos Santos (Festa do Divino Espírito Santo em julho) e a Padroeira (Festa da Padroeira Nossa Senhora da Conceição em dezembro).
É uma Estância Climática inclusa na modernidade dos tempos, porém, sem perder a identidade de cidade do campo.

José Antonio B. Rigo – 20/11/2008.
LOCALIZAÇÃO

Com uma área de 1.410 km2 de extensão e uma população entre 23 a 25 mil habitantes, a cidade está localizada a aproximadamente 235 kms da capital de São Paulo, a 303 kms da capital do Rio de Janeiro, a 52 kms de Aparecida (a capital da Fé), a 49 kms de Guaratinguetá/SP, a 59 kms de Lorena/SP, a 129 kms de Campos do Jordão/SP e a 47 kms de Paraty/RJ. Fonte: www.guia4rodas.abril.com – ano 2007
Por que o nome CUNHA?

A denominação CUNHA apareceu somente em 1785, quando o coronel Francisco da Cunha Menezes transferiu a sede da freguesia do bairro de Boa Vista para o local atual, provendo-o de benfeitorias que levaram a sua elevação à categoria de vila, de Nossa Senhora da Conceição de Cunha. O sobrenome Cunha é velho, data do século XII ou XIV, e vem mesmo de Portugal. Conforme o Dicionário etimológico de nomes e sobrenomes, do professor Rosário Farâni Mansur Neto (Editora Ave Maria Ltda.), o nome refere-se a uma família que conquistou da monarquia portuguesa o direito e a função de cunhar, ou seja, de imprimir o selo real nas barras de ouro no Brasil; e que, por isso mesmo, podia ostentar a denominação de Cunha, proposta ao nome, o que leva a supor que essa seria a função do coronel Francisco da Cunha Menezes; conjectura que talvez se comprove pelo fato de, na vila, ter havido mesmo um posto de fiscalização e uma oficina de cunhagem do ouro mineiro, o qual, primeiro, rumava para Parati e, posteriormente, para Portugal. Nossa Senhora da Conceição de Cunha passou à condição de cidade em 20/04/1858, abreviando-se, então a sua denominação para a atual. - Adjetivo pátrio – Cunhense.
Em 1945 a prefeitura entrou com pedido de transformação do município em estância e no dia 28 de outubro de 1948 foi promulgada pelo governador de São Paulo a lei n° 182 convertendo a cidade de Cunha em Estância Climática.


ECONOMIA LOCAL

- Agricultura
 Até o ano de 2000, o principal produto cultivado em lavouras permanentes era a laranja. Com o fim do cultivo deste fruto não há outro produto agrícola que se destaque desde então. Nas Lavouras Temporárias, o principal produto agrícola produzido é o milho, porém a quantidade cultivada diminui ano a ano, além do feijão e pinhão. As associações de Bairro unem seus produtos, que são enviados para o Ceasa de Guaratinguetá.

- Pecuária
A criação de gado bovino para produção leiteira é a atividade principal na pecuária de Cunha. Outras criações importantes do município se constituem de eqüinos, galinhas, galos e suínos, além da piscicultura de trutas.
- Indústria
Por se tratar de uma Estância Climática, por lei a atividade industrial não é permitida em Cunha.
- Comércio
O comércio da cidade é voltado para o abastecimento da população local, e composto por lojas de pequeno e médio porte, sem a presença de grandes redes nacionais ou internacionais. Entretanto, existem também lojas de cerâmica de alta temperatura, cerâmica tradicional, artesanato e lembranças para os turistas que visitam a cidade.
- Turismo
O turismo já se tornou uma importante fonte de renda para o município e para a população local, e tem se firmado como um dos fatores de geração de renda e evolução da economia local. Impulsionado pelo clima agradável, a existência de dois parques, atrativos culturais, atrativos artísticos (aberturas de fornadas e queimas de raku, eventos relativos a cerâmica e realizados pelos ceramistas locais), exposições e demais eventos de iniciativa pública e privada.
Segundo dados do IBGE, o PIB do município em 2004 registrou uma taxa de 52,08% provenientes de serviços (entre eles pousadas, restaurantes e comércio), 25,82% da agropecuária, 16,12% da indústria e 5,98 % de outros.
Atualmente a cidade dispõe de aproximadamente 50 meios de hospedagem (hotéis, pousadas, sítios), 30 restaurantes, 18 ateliers de cerâmica sendo 5 deles com forno de alta temperatura - Noborigama, técnica japonesa que tanto atrai estudantes de artes, artistas plásticos e apreciadores da arte em cerâmica.
Existem também na cidade ateliers de pintura em porcelana, telas, tecidos, madeira, jóias em prata, além do artesanato local.
- Estrada Real
Foi no ano de 1731 que os pioneiros ergueram a igreja em homenagem à Santíssima Virgem da Conceição, entre o mar e o vale do rio Paraíba do Sul, no então chamado “Caminho Velho do Ouro”, que mais tarde ficou conhecido como Estrada Real.
O município de Cunha faz parte do roteiro conhecido como Estrada Real, idealizado pelo Instituto Estrada Real, uma sociedade civil sem fins lucrativos, com a missão de liderar o desenvolvimento integrado do turismo na Estrada Real, de forma sustentável, promovendo experiências inesquecíveis para o turista e criando oportunidades de negócio para a indústria turística.

Fonte: As informações sobre o nome de Cunha, a economia local e a Estrada Real fazem parte do Inventário do Plano Diretor de Turismo da Estância Climática de Cunha – SP, realizado em 2008 pelos alunos do 8º semestre do curso de Turismo da USP -Universidade de São Paulo.


TROPEIRISMO
O sistema de transporte de mercadorias em lombo de muares (mulas) tem suas origens na Espanha Medieval, ou durante a Alta Idade Média, quando ainda era território invadido pelos árabes. Esse povo, sempre, desde a antiguidade transportaram mercadorias em lombo de animais, sendo que nas regiões originais usavam o camelo e o dromedário, que eram natos da região e muito bem adaptados ao clima. Porém, na Europa usaram as mulas,que eram os animais mais resistentes ao clima, ao terreno (montanhoso da Espanha) e suportando peso.
Quem trouxe esses animais para América do Sul foram os espanhóis, introduzindo-os nos pampas argentinos, uruguaios e oeste do Rio Grande do Sul, onde eram usados como animais de carga pelos jesuítas de origem espanhola.
Nesse mesmo período, aqui na região da Capitania de São Vicente, que abrangia desde o sul do Estado de São Paulo até o sul do Rio de Janeiro, inclusive a região onde foi fundada a cidade de Parati, as cargas eram carregadas em lombo humano, mesmo porque as estradas eram ainda trilhas abertas no mato.
Somente, um pouco mais tarde da descoberta do caminho dos índios, que ligava a região de Parati ao planalto e depois o vale do paraíba, quando esse se torna um caminho seguro de penetração para o interior, deixando de ser uma picada no mato é que começa a transitar um pouco de mercadoria. Mas, foi com a descoberta do ouro em Minas Gerais que o movimento de tropas de carga ganharam força por esses caminhos.
Dois fatores foram importantes para o desenvolvimento do tropeirismo na região do vale do paraíba. Primeiro foi a aventura dos homens do Rio Grande do Sul, criadores de muares de boa raça, de se aventurarem em transportar manadas inteiras através de terras inóspitas de Santa Catarina e Paraná, para chegarem até a região de Sorocaba, onde faziam a grande feira de venda de muares. Segundo a descoberta do ouro em Minas Gerais, centro consumidor e produtor do Brasil de então.
Os muares comprados em Sorocaba vinham em manadas seguindo o vale até a região Cruzeiro e daí seguiam o “Caminho do Ouro” em direção as minas. O grande acontecimento é que as cidades, principalmente as do vale do Paraíba e as que margeavam esse vale, começaram (não se tem data exata) a domar os muares chucros que vinham do sul através de Sorocaba e a vendê-los por preços maiores. O que nos leva a crer que Cunha, no início, não fazia esse tipo de comércio, porque estava afastada da rota de muares, porém, dentro da rota do Caminho do Ouro, torna-se importante fornecedora de produtos de primeira necessidade, ou seja, produtos agrícolas, carne de porco e frango. Não necessitavam de transporte porque os consumidores por aqui passavam. A partir de uma certa época começa também oferecer reposição de muares para as tropas, assim como arreios, cangalhas, bruacas e todo tipo de acessório a esse tipo de transporte. Esse período deve abranger desde 1695 até por volta de 1750.
Com o surgimento do “Caminho Novo do Ouro”, esse que por aqui passava caiu em desgraça. As cidades de Cunha e Parati perderam sua grande fonte de renda, que eram as tropas carregadas de ouro e de mercadorias. Os consumidores que vinham em busca dos produtos de Cunha, não vinham mais, então nasceu a necessidade de levar esses produtos até os mercados consumidores, com isso o tropeirismo em Cunha ganha muita força. As tropas de Cunha passaram a escoar seus excedentes agrícolas levando-os às cidades do Vale, mais especificamente para Guaratinguetá e para a baixada da serra do mar até Parati, de onde traziam carne e peixes secos, farinhas de mandioca, aguardentes e vários outros produtos, que eram consumidos em Cunha e também levados até Guara. O mesmo faziam de Guara para Cunha e Parati.
Esse caminho só voltou a ter algum glamour quando a produção de café nas fazendas do vale alcançaram safras importantes para exportação. Passou-se a fazer o transporte desse produto em lombo de mulas do vale até o porto de Parati, alcançando seu auge na década de 1850.
Por essa época Cunha se tornou um grande centro produtor de gêneros alimentícios que eram escoados, pelas já importantes tropas de muares, para as fazendas do vale, que só se preocupavam em produzir café.
Novamente esse caminho sofreu um baque, esse agora quase que definitivo, quando em 1877 foi inaugurada a ferrovia que ligava São Paulo ao Rio de Janeiro, passando a ser a grande transportadora do café. Isso fez com que Cunha sofresse com seu comércio, porém, as tropas ganharam mais força, porque passaram a ser a única maneira de se comercializar os excedentes agrícolas, ou seja, o comercio passou a depender definitivamente dessas tropas.
Tão importante tornou-se esse meio de transporte, que no século XX vários fazendeiros da região de Cunha mantinham suas próprias tropas, que serviam para escoar sua produção, abastecer a fazenda e transportar mercadorias para terceiros.
As tropas de Cunha desenvolveram um trabalho fundamental à sobrevivência do município, assim como também para Parati, que tinha no Caminho Velho a sua única ligação, por terra, para escoar seus produtos e receber outros.
As tropas eram compostas, geralmente pois podem variar um pouco segundo a região do país, por doze animais de carga (mulas) que seguiam a “madrinha”, ou seja, outra mula que geralmente era montada por um menino. Tradicionalmente esses animais seguem a “mãe” e aprendem a seguir uma fêmea. A primeira era que carregava um peitoral onde eram presos vários sinos, que anunciavam ao longe a chegada de uma tropa. Entre elas tinha também a mula CULATEIRA, que carregava os apetrechos de cozinha, ou seja, o trempa e as panelas.
Baseado nos tropeiros do Monjolo – Cunha
antes de saírem de viagem, preparavam:
a paçoca, ou seja, farinha de milho e carne seca socada no pilão.
Cozinhavam o feijão e desprezavam totalmente o caldo,carregando apenas o grão
Farinha de milho
toucinho e lanho de carne de porco pré-cozido e preso na banha
milho em forma de farelo
Em suas viagens não paravam para almoçarem, aproveitavam a luz do sol para ganharem terreno. Quando sentiam fome iam jogando na boca e mastigando a paçoca e tomando água.
Antes do por do sol, geralmente em locais já demarcados como locais de pouso, os tropeiros paravam e seguiam um pequeno ritual. Primeiro descansar os animais tirando de seu lombo todas as cargas e cangalhas colocando-os para pastarem e beberem água fresca. Ao lado de suas cargas montavam o trempa, que era um tripé de ferro com correntes para segurar as panelas, também de ferro. Sob o trempa uma fogueira. Na panela um pouco de banha de porco com alguns pedaços de toucinho e carne de porco, depois o feijão seco e a farinha de milho. Por último, temperos naturais que conheciam e pegavam pelo caminho, como cebolinha, salsa, pimenta e outros. Vez ou outra cozinhavam o farelo de milho com bastante tempero e pedaços de carne de porco, em forma de sopa, a qual deram o nome de canjiquinha.
As tropas foram importantes para manter viva as cidades pequenas como Cunha, Lagoinha, São Luís de Paraitinga, Parati e muitas outras. Especificamente para Cunha foram o único elo de ligação com o mundo externo. Todo comércio dependia delas que traziam Farinha de Trigo, Arroz, Tecidos, Bebidas, Querosene, Velas e Parafinas, Carne Seca, Aguardentes, Frutas, Peixes Secos e tudo mais que o comércio precisava e que aqui não era produzido. Por outro lado, escoavam todos os excedentes aqui produzidos, além de servirem também para transportar correspondências e pessoas.
Foram, durante muito tempo, o único meio de comunicação entre cidades, que aguardavam ansiosamente a sua chegada para saber as notícias do mundo.
TROPEIROS
É impossível falarmos em Tropeiros ou Tropas de Muares, sem falarmos do Caminho Velho do Ouro, assim como é impossível falarmos de Cunha esquecendo-se de Parati, dos Tropeiros e do Caminho Velho do Ouro.
É importante sabermos que esse meio de transporte veio parar na América trazido pelos espanhóis que colonizaram a bacia do Prata e os pampas argentinos, uruguaios e brasileiros. Foi o Rio Grande do Sul o grande produtor de muares, mas foi Minas Gerais e São Paulo os grandes consumidores. Foram introduzidos em São Paulo pela cidade de Sorocaba, centro distribuidor dos muares, que seguiam pelo Vale do Paraíba a caminho das “minas gerais”.
Muito antes disso, no início do século XVII, bandeirantes e aventureiros partindo de Parati, seguindo a trilha dos índios Guaianás, chegaram ao Vale do Paraíba, mas foi mesmo em 1674 que o bandeirante Fernão Dias Paes, junto com seu filho Garcia Rodrigues e seu genro Borba Gato, estabeleceram uma rota segura, via Guaratinguetá, serra da Mantiqueira até alcançarem os sertões dos “Gerais”. Estava estabelecido o Caminho Velho do Ouro.
Foi nesse caminho que o tropeirismo desenvolveu-se. De um lado levava alimentos, tecidos, ferramentas, documentos, cartas, notícias e tudo mais às regiões auríferas. Um fato importante, mas pouco falado sobre as tropas era o seu lado social. Os moradores das vilas e das minas aguardavam essas tropas com ansiedade, pois com elas vinham as notícias do mundo externo, noivas que eram esperadas pelo ansioso noivo, cartas e documentos do Reino. De lá voltavam com carregamentos de ouro e pedras preciosas que eram embarcadas para Metrópole.
Cunha, ocupava uma posição estratégica nesse caminho e passou a ser um posto de fornecimento de gêneros alimentícios, ali mesmo conseguia vender seus excedentes agrícolas. Mais tarde passou a ser fornecedora de acessórios para Tropas, como cangalhas, bruacas, arreios e muitos outros, assim como também reposição de muares, já domados e prontos para o trabalho. O Caminho do Ouro significava progresso para Cunha e para Parati, que tinha como único acesso por terra esse caminho. Aliás, assim foi até o último quarto do Século XX quando da inauguração da rodovia BR 101.
Foi a partir da inauguração do Caminho Novo do Ouro, que o movimento tropista de Cunha começou a se tornar importante, isso porque o Velho Caminho tornou-se obsoleto, sem movimento. Não havia mais consumidores passando à porta. Agora era necessário levar o excedente da produção até os mercados consumidores. Assim, de fornecedora de acessórios e muares para tropas, passaram a ter suas próprias tropas. Tão importante foi essa necessidade que alguns dos maiores fazendeiros locais passaram a ser donos de tropas. Essas levavam os excedentes da fazenda e também dos produtores menores apadrinhados.
Nem mesmo com a advinda do café nas fazendas do vale do Paraíba, que passaram a utilizar o Velho Caminho para escoarem suas safras, revivendo o caminho, foi suficiente para reverter o movimento tropista da região. Muito pelo contrário. A região passou a produzir mais para fornecer às fazendas cafeeiras, dessa forma as Tropas ganham mais força ainda.
O Velho Caminho tornou a cair no marasmo do abandono a partir de 1877, com a inauguração da ferrovia que ligou São Paulo ao Rio de Janeiro, tornando-se a nova via de escoamento do café. Porém, esse Caminho continuou sendo primordial para as Tropas de Cunha e de toda a região, inclusive Parati. Da planície costeira vinha carne seca, farinha de mandioca, peixes salgados, aguardentes, bananas e muitos outros produtos da terra. Recebiam milho, farinha de milho, suínos, batata e vários outros produtos da terra e também que vinham das cidades do vale, principalmente de Guaratinguetá.
Foram as Tropas de muares que mantiveram o comércio vivo das duas cidades, Cunha e Parati até bem próximo de meados do Século XX. Entraram em decadência a partir do início da década de 1940 com a modernização da estrada entre Guaratinguetá e Cunha, por onde caminhões começaram a circular. Mas deixaram suas marcas por onde passaram, seja no vocabulário, como as palavras cangalhas, bruacas e na culinária a paçoca e o feijão tropeiro são suas marcas registradas.
CURIOSIDADES
Paçoca era feita com farinha de milho e carne seca socadas no pilão. Era colocada em sacos presos a cintura e a medida que a fome vinha iam se servindo dela. Isso porque não paravam para almoço.
Feijão tropeiro; antes de saírem para viagem cozinhavam o feijão e desprezavam o caldo levando apenas os grãos. Em recipiente separado levavam banha de porco e dentro dessa pedaços de toucinho e carne de porco. Na parada da noite, montavam o tripé (trempa) sobre uma fogueira e na panela colocavam a banha, o toucinho e a carne de porco, a ela juntavam os grãos de feijão e por fim a farinha de milho. Quanto a temperos, ficava a cargo da imaginação de cada cozinheiro, o normal mesmo era sal e pimenta do reino moída.
Devemos lembrar que tropeiros eram pessoas simples, rudes e sem instruções, que viajavam por estes sertões como forma de ganhar a vida. Quando chegavam a um local de pouso e chovesse, eles alinhavam as cangalhas de um lado e as bruacas de outro, formando um corredor estreito. Por cima passavam mantas de couro que sempre carregavam, formando um túnel protegido da chuva. Ali eles cozinhavam e dormiam.
José Antonio Bastazini Rigo - dezembro/2009
CALENDÁRIO ANUAL DE EVENTOS
JANEIRO
O Festival de verão, com eventos artísticos e culturais, acontece no mes de janeiro desde 2006, e é um dos mais novos eventos do calendário da cidade. A Folia de Reis faz parte do calendário Religioso.
FEVEREIRO
O carnaval de rua, evento de data móvel, tem atraído muito os turistas que querem cair na folia junto com seus familiares.
MARÇO
Semana Santa, evento de data móvel, em geral é comemorada durante este mês. Dentro do calendário religioso é um evento que atrai os turistas em busca de participar da procissão da Semana Santa.
ABRIL/MAIO
- Aniversário da cidade – 20/04
- Cavalaria da festa de São Benedito
- Festa do Pinhão – tem acontecido nos últimos anos a partir do dia 20/04 (aniversário da cidade) por 3 finais de semana seguidos com barracas de comidas típicas à base de pinhão e shows musicais gratuitos à noite na praça da Igreja Matriz.
JUNHO
O Feriado de Corpus Christi, evento de data móvel, atrai grande público devido aos festejos religiosos com missa e procissão sobre os tapetes floridos e coloridos feitos pela população com serragem, pó de café usado, cascas de ovos, casca de pinhão, entre outros materiais disponíveis na cidade.
JULHO
O Festival de Inverno “Acordes na Serra” acontece todo mês de julho desde 1993 e atrai grande público em busca do clima frio do inverno e dos eventos culturais e artísticos. A novena e Festa do Divino fazem parte do calendário religioso e acontecem todo ano durante o festival de inverno.
Comemora-se também neste mês no dia 09 o aniversário da Revolução Constitucionalista de 1932, da qual Cunha fez parte.
AGOSTO/SETEMBRO
A Festa do Peão Valente (Rodeio – Torneio Leiteiro - Exposição Agropecuária) acontece sempre em data próxima ao feriado de 7 de setembro.
DEZEMBRO
Dia 08 de dezembro – Festa da Padroeira Nossa Senhora da Conceição. Festejos natalinos e de final de ano.



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essa foto eu tirei em cunha sp onde morei 6 anos  no sertão de cunha -alto do diamante ou campo grande o nome da localidade dentro da reserva  estadual da serra do mar.
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