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Salete Silva

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UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAIBA
CENTRO DE EDUCAÇÃO
DISCIPLINA: EDUCAÇÃO E TECNOLÓGIA
PROFESSORA: DANIELE DIAS 
ALUNA: MARIA SALETE DA SILVA







MUNDO DIGITAL: MUDANÇAS NA ESTRUTURA FUNCIONAL DA ESCOLA









João Pessoa/PB
2013
MUNDO DIGITAL: MUDANÇAS NA ESTRUTURA FUNCIONAL DA ESCOLA

Maria Salete da Silva 


Resumo

As Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) têm surgido nas escolas como ferramenta para ajudar nos processos pedagógicos na construção do conhecimento. No entanto, nos deparamos com alguns professores sem preparo, sem conhecimento de como usá-las na mediação dessa nova geração digital.  Os softwares têm sido bastante usados pelos jovens no seu cotidiano, cada vez mais as TIC têm atraído jovens para esse mundo. Com isso a escola precisa mudar a sua maneira de atuação junto com toda a equipe que a compõe. Neste estudo surge essa problemática: o que a escola deve fazer para aumentar o número de alunos em sala de aula na busca do prazer pelo aprender? 


Palavras-chave: TIC.Formação qualificação. Jogos digitais. Interação. 


1 Introdução
       

A importância que adquirem a ciência e a inovação tecnológica, nessa nova realidade mundial, tem levado os estudiosos a denominar a sociedade atual de sociedade do conhecimento ou sociedade tecnológica. Com isso o saber e a ciência assumem um papel muito mais destacado do que anteriormente. Pensar no papel da escola na atualidade tem gerado muitos conflitos: ela esta preparada para atender a sua função social? Ela tem utilizado as tecnologias digitais para a elaboração no processo de ensino-aprendizagem? Como os professores estão preparados para esse novo processo de ensino diante dos usos das tecnologias digitais?
As crianças e os jovens têm acesso muito cedo às tecnologias e isso têm exigindo da escola mudanças em seus métodos de ensino, “é preciso, cada vez mais, ampliar ações e políticas efetivas, que propiciem a inclusão digital para todos os cidadãos”  (KENSKI,2007, p. 116). A escola tem que ser um ambiente onde os jovens possam construir conhecimentos, ter espaços livres, propícios a criatividade, munido de recursos tecnológicos que estimulem a curiosidade e assim desperte neles o prazer da descoberta do conhecimento. A escola, por meio, principalmente, do professor precisa fazer uso dessas novas tecnologias para atrair os jovens. A escola tem que se adequar a essa nova realidade digital. “As competições e habilidades dos alunos de geração net estão mudando” (KENSKI, 2007, p. 116).  
Se uma das coisas que atrai ou desperta os jovens são os jogos, porque não usá-los no processo de ensino-aprendizagem? “O mundo dos jogos pode trazer para a educação escolar novos desafios, a começar pela organização dos currículos dos cursos e das atividades de aprendizagem, pelas formas de avaliação e pela formação de professores especializados em jogos” (KENSKI,2007, p.119). Os professores precisam perceber que a educação esta diante de um novo perfil de crianças e de jovens o que sugere usar os softwares com os recursos para ensinar os alunos e desenvolver habilidades. Através dos recursos da informática “as pessoas podem processar  rápido as informações, desenvolver seus sentidos e ter mais capacidade de raciocínio para discernir entre diferentes tipos de informações, entre outras coisas(KENSKI,2007, p.119). 
Segundo KENSKI, (2007, p.119) “Os ambientes digitais de aprendizagem estão se expandindo para além dos computadores, por mais potentes que esses possam ser”. Isso beneficia para a educação porque os alunos podem usar outros ambientes digitais para integrar com outros e construir conhecimento. Diante desse avanço tecnológico nos perguntamos: o governo tem enviado tablets e computadores para mudar as estruturas tecnológicas nas escolas, porém os professores estão qualificados para atender esse novo perfil? 
O que a escola precisa fazer para contribuir nesse processo de informatização em primeiro lugar “precisa de equipe técnicas muito bem treinadas  para o desenvolvimento e a manutenção de equipamentos e para apoio e  treinamento da equipe pedagógica e administrativa” (KENSKI,2007, p124). Segundo KENSKI, é  necessário ainda que todos que constituem a escola estejam conscientes e preparados para a definição de uma perspectiva filosófica, que  contemple uma visão inovadora de escola, aproveitando-se das amplas possibilidades comunicativas e informativas das novas tecnologias para a concretização de um ensino crítico e transformador de qualidade” KENSKI,2007, p 125). É necessária uma grande mudança na estrutura escolar, criar métodos onde possam atrair esses novos “jovens net”, os “nativos digitais ”, para dentro do universo escolar para que possam contribuir de maneira construtiva com a sociedade. Se as escolas não se reorganizarem seus projetos “ficarão estagnados e condenados a obsolescência”(ECO apud KENSKI,2007, p127)




II Considerações finais


Se o que atrai o aluno atualmente são os jogos podemos usá-los de forma educativa para aproveitar o potencial dos “nativos digitais”. A sugestão é usar a tecnologia em sala de aula para despertar a curiosidade dos alunos nos diversos conteúdos de todas as áreas de conhecimento. Se a escola não se informatizar e não fizer uso das TIC ficará ultrapassada e contribuirá para a exclusão digital e social. São necessárias novas medidas para incluir a tecnologia digital no processo de ensino e os professores precisam com urgência aprender a usá-las, pois do que adianta ter tecnologias se não saberem como usá-las? A escola precisa criar estratégia para despertar curiosidade e interesse nos alunos.








REFERÊNCIAS


ASSMAN, Hugo. Redes digitais e metamorfoses do aprender.Petrópolis, RJ: Vozes, 2005
KENSKI,Vani Moreira. Educação e Tecnologias: O Novo Ritmo da Informação.3 Ed. Campinas-SP: Papirus, 2007 (Co
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CENTRO DE EDUCAÇÃO
DISCIPLINA: EDUCAÇÃO E TECNOLÓGIA
PROFESSORA: DANIELE DIAS 
ALUNA: MARIA SALETE DA SILVA







TECNOLOGIA DIDITAL: ACESSO PARA TODOS










João Pessoa/PB
2013

TECNOLOGIA DIDITAL: ACESSO PARA TODOS

Maria Salete da Silva 


Resumo

Com a globalização, as tecnologias digitais têm alcançado e adentrado em todo espaço social. A escola não fica de fora desse processo de globalização. Para atender a essa nova ordem digital, os indivíduos precisam estar informatizados capazes de contribuir com o desenvolvimento sócio-econômico do país. Diante desta realidade, nos perguntamos: o professor está qualificado profissionalmente para ensinar com as TIC no processo de ensino? As escolas estão culturalmente digitalizadas como centros de mudanças que a educação e a sociedade precisa?  Neste trabalho irei discutir como a escola está diante dessas novas necessidades de mudanças da cultura digital? E quais as estratégias usadas pelos professores para facilitar o uso da tecnologia digital na formação do conhecimento. 

Palavras-chave: Autoconhecimento. Tecnologia digital.  Mediação pedagógica.


1 Introdução


A sociedade atual exige das escolas que novas medidas sejam adotadas nos processos de ensino para formar pessoas atuantes, críticos e construtores dos seus próprios conhecimentos, para atender as exigências dessa sociedade emergente.
Neste processo de evolução constante, exige-se do professor mudanças na formulação de suas aulas, nos métodos da aprendizagem, na reconstrução do conhecimento, na capacidade didática de ensinar com as TIC. O perfil do professor do passado como o centro e detentor do conhecimento é uma coisa ultrapassada, o novo professor é aquele que “cuida da aprendizagem dos alunos” (DEMO, 2009, p13.) 
O “saber cuidar significa dedicação envolvente e contagiante, compromisso ético e técnico, habilidade sensível e sempre renovada de suporte do aluno, incluindo-se aí a rota de construção da autonomia” (BOFF apud DEMO, 1999, 13). Esse cuidar não é o professor fazer as atividades no lugar dos alunos, não é avaliar e dar notas sem merecimento e nem tão pouco aprová-lo sem que o aluno tenha avançado na construção do conhecimento, mas é despertar o autoconhecimento através da curiosidade, instigar o aprender, a motivação para a busca pelo conhecimento. Pois “educar é um processo de dentro para fora” (DEMO, 2009 p. 13). A aprendizagem é um processo reconstrutivo e a função do professor nesse processo de aprendizagem é de motivar, dar apoio, orientar, cabendo ao aluno o centro das atenções. Através da curiosidade pelo objeto de estudo, o aluno aprende a prender. O novo professor, então, deve ser o mediador desse processo de aprender. 
Com efeito, é preciso atentar para o axioma de Paulo Freire: “sem a curiosidade que me move, que me inquiete que me insere na busca, não aprendo nem ensino”, portanto, tanto para aprender como para ensinar necessitamos nos manter curiosos e interessados pela aprendizagem, é uma relação de troca entre professor-aluno, de aprendizagem colaborativa e cooperativa. No entanto cabe ao professor o despertar dessa curiosidade nos alunos para ajudá-los a descobrir o conhecimento. O professor pode orientá-los nas pesquisas, nas elaborações de seus próprios trabalhos, os motivando a estudar e a reconstruir o conhecimento com suas próprias mãos.
Esse novo perfil de professor tem a seu favor as tecnologias digitais para auxiliá-lo neste processo de ensino-aprendizagem. Como afirma Lopes (2000,p35) “as tecnologias podem potencializar o processo educativo, tornando-o mais interessante e dinâmico”, e assim contribuir de forma positiva nesta relação professor-aluno na reconstrução do processo de autoconhecimento. As tecnologias digitais são parceiras necessárias neste amplo espaço escolar e oferece aos “professores o desenvolvimento de habilidades de apresentar múltiplos caminhos de construção do conhecimento” (LOPES, 2005, p.36).
Por isso, os professores precisam estar capacitados para esse novo espaço de informação e ter na mente que aprender é muito diferente do que ocorre em muitas escolas. Para Lopes (2000, 38) “infelizmente o Brasil está hoje entre os países onde menos se aprende na escola, apesar de ter aumentado o número de dias letivos”. Isso indica que as escolas precisam rever seus projetos políticos pedagógicos, sua atuação pedagógica e sua função social. É necessário mais do que fazer “semanas pedagógicas” no intuito de capacitar os professores, pois,
Esta ideia não dá resultados palpáveis, pelo menos na aprendizagem dos alunos, porque os professores, ao invés de estudar, reconstruir conhecimento elaboram projetos pedagógicos, não fazem mais que ficar escutando palestras, em posição instrucionista evidente. (LOPES, 2005. P.35). 

E assim continuam os mesmos métodos, os mesmos ensinos, os mesmos professores que fingem que ensinam e os alunos fingindo que aprendem simplesmente o método da decoreba.  
       














II Considerações finais:

           Diante dos estudos feitos, conclui-se que se fazem necessárias mudanças tanto por parte da escola como também pelo professor para contribuir com o desenvolvimento da educação diante da cultura digital. A escola precisa está inserida na formação dos alunos com os meios necessários na contribuição da formação do conhecimento e os professores também precisam está capacitados para se apropriar dos meios que a escola lhes oferece, sendo o mediador do conhecimento contribuindo assim, no processo de ensino, criando estratégias para motivar os alunos a desperta a curiosidade pala educação, fazendo o uso das tecnologias, mudando o tempo da escola, o espaço, o funcionamento, os currículos, as metodologias no processo do conhecimento, a educação conseguirá se modernizar    nesta nova sociedade modernizada e a sociedade  só terá a ganhar, pois terá  indivíduos capazes de pensar e aprender permanentemente ajudando com o crescimento social, político e cultural





















REFERÊNCIAS

DEMO,Pedro. Professor do futuro e reconstrução do conhecimento. Ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2009. 

LOPES.Rosana Pereira. Um novo professor: novas funções e novas metáforas. In: ASSMAN, Hugo. Redes Digitais e Metamorfose do Aprender. Petrópolis, RJ: Vozes.p. 33-35. 2005.



  
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CENTRO DE EDUCAÇÃO
DISCIPLINA: EDUCAÇÃO E TECNOLÓGIA
PROFESSORA: DANIELE DIAS 
ALUNA: MARIA SALETE DA SILVA







INSERÇÃO DA TECNOLOGIA INFORMÁTICA NA EDUCAÇÃO









João Pessoa/PB
2013

INSERÇÃO DA TECNOLOGIA INFORMÁTICA NA EDUCAÇÃO
Maria Salete da Silva 


Resumo

Esse texto tem o objetivo de refletir sobre a inserção da tecnologia informática na educação a partir da discussão das políticas públicas da informática no Brasil e da questão da formação de recursos humanos. A reflexão se passa pelo discurso do papel social da escola na preparação profissional e, consequentemente, inclusão digital dos sujeitos na sociedade contemporânea e as condições objetivas dos professores nessa tarefa, que se passa necessariamente pela formação. Conclui-se que se faz necessário incluir esse debate e suas constatações na construção do currículo escolar na tentativa de encontrar soluções para efetivar as políticas públicas.

Palavras-chave: Políticas públicas. Inclusão digital. Informática Educativa. Formação qualificada. 


1 Introdução


Diante do contexto de uma sociedade globalizada onde tudo acontece e se evolui muito rápido mediante os processos das novas tecnologias, nos questionamos como está a educação nesses processos de informatização? As políticas públicas propostas pelo governo têm conseguindo alcançar seus objetivos? Os professores estão capacitados para desempenhar a sua função “mediadores do conhecimento” na inserção do computador no processo de aprendizagem de conteúdos curriculares e na construção do conhecimento?
Em se tratando de políticas públicas no Brasil, há atenção especial para as tecnologias sob o prisma do progresso técnico-científico e econômico do país tendo a preocupação com a formação de recursos humanos, ou seja, a formação para o trabalho atendendo ao novo perfil profissional com requisitos exigidos pela nova sociedade.
Veremos adiante algumas reflexões que poderão nos ajudar a responder tais indagações, mesmo que não completamente nem definitivas. 


2 Informática no Brasil e suas políticas

A partir dessa rápida análise, Bonilla e Pretto (2000) Discutem as políticas de informática na educação no Brasil. Segundo os autores, o movimento de inserção no Brasil se inicia ainda na década de 1930, tendo maior força nos anos 1970 com empresas do setor de informáticas e a comercialização de produtos eletrônicos o que impulsionou um acompanhamento mais cuidadoso desses contextos que passam a ser comandados por comissões específicas da Secretária Especiais de Informática (SEI). Tendo a informática como área fundamental para o desenvolvimento da economia do país, em meios a muitos embates de grupos de interesses, surge a Lei 7.232, de 1984, que regulamentava a política de informática e seus mercados. 
Essa política exigia a formação de recursos humanos que até então tinha as universidades como principais formadores, porém ampliada para o ensino básico. Adiante tal política vive altos e baixos de acordo com a visão de cada governo levando a uma modificação da lei de informática, agora de nº 8.248 que consistiu, principalmente na abertura ao capital estrangeiro culminando na “busca por integração competitiva a nível internacional” (BONILLA & PRETTO, 2000, p.4).
Diante disso, a educação, que continua com a tarefa de formar os recursos humanos qualificados potencializando uma estrutura de produção econômica, precisa atentar para essa nova perspectiva.
A maneira que essa política influência a educação é distinta em cada momento. Nos anos de 1970 as universidades brasileiras se interessavam pelo uso de computadores no ensino levando-os concebê-los como objetos de estudo, desenvolvendo experimentos e divulgando resultados e problematizações. As universidades pioneiras nesses estudos a citar como exemplo a Unicamp e a UFRGS, lideraram várias pesquisas com equipes interdisciplinar que estudam principalmente a utilização da linguagem LOGO e os processos de aprendizagem, interações e autonomia por meio dessa linguagem. A maior crítica dessas pesquisas e suas aplicações em variados contextos era a ausência de pedagogos e professores nessas pesquisas.
Contudo, a comissão especial de educação da SEI foi criada para:

[...] realizar estudos sobre a aplicabilidade da informática na educação, acompanhar as pesquisas brasileiras em desenvolvimento, conhecer as experiências francesa e americana e poder, com esses subsídios, gerar normas e diretrizes para a área de informática na educação (BONILLA & PRETTO, 2000, p6.)

A parti disso, em 1981 acontece o I Seminário Nacional de Informática na Educação com a presença e especialistas nacionais e internacionais para discutir os processos de ensino-aprendizagem e o uso do computador como ferramenta auxiliar nesses processos. Esse evento serviu também para recomendar ações governamentais que até hoje influenciam a educação brasileira.
Em 1982 acontece o II Seminário nacional de Informática Educativa com intuito de criar centros-piloto para experiências de uso do computador na educação. Entre um seminário e outro o MEC lança o documento “subsídios para implantação da Informática na educação” gerando a criação da comissão Nacional de Informática na Educação em 1983, com a missão de levar computadores as escolas públicas em todo o país. Assim nasce o EDUCOM Projeto Brasileiro de Informática na Educação como proposta interdisciplinar de trabalho para os Centro-piloto a fim de atender a capacitação nacional e uma política para o setor. As universidades escolhidas dentre 26 foram: Unicamp, UFPE, UFMG, UFRJ e UFRGS. Além disso, o MEC assume a liderança no processo de informatização da educação e firmar parceria com a Funtevê-Fundação Centro brasileiro de TV Educativa que mais tarde em 1985 rompe a parceria e os centro-piloto enfrentam dificuldades financeiras.
No ano seguinte é criado o comitê- Assessor de Informática na Educação (CAIE/MEC), esse comitê tinha como proposta:

A aprovação do programa de Ação Imediata em informática na educação de 1º e 2º graus, com o objetivo de criar uma infra-estrutura de suporte junto às secretarias estaduais de educação, capacitar professores, incentivar a produção descentralizada de software educativo, integrar pesquisas que vinham sendo desenvolvidas pelas diversas universidades e alocar recursos financeiros no orçamento do MEC para 87, a fim de oferecer o suporte operacional e a continuidade das ações de informática na educação que estavam em desenvolvimento. (BONILLA & PRETTO, 2000, p8.)

No ano de 1987, com a participação de 52 professores, técnicos de 24 estados além de componentes dos centros-piloto, acontece o I concurso nacional de software educativo e também a implantação do projeto FORMAR - Cursos de especialização em informática na educação lato sensu, na Unicamp. O projeto EDUCAR era destinado aos professores das diversas Secretarias Estaduais de Educação e das Escolas técnicas federais e tinha o objetivo de formar professores e técnicos para o trabalho com Informática Educativa para que estes pudessem vir a serem “agentes catalisadores” na formação de outros professores e também “formar uma massa crítica de educadores capazes de definir a melhor maneira de utilizar essa tecnologia" (BONILLA & PRETTO, 2000, p.9).
Com as diretrizes, o projeto Formar sai da esfera federal e das universidades e alcança as escolas públicas.  
No ano de 1987, em Florianópolis foi realizado a “Jornada de Trabalhos de Informática na Educação: Subsídios para Políticas”, cujo interesse era arrecadar contribuições e recomendações de pesquisadores, técnicos, empresários e autoridades na área para definir o modelo de informática educacional a ser seguido pelo governo brasileiro.
Dois anos depois, foi criado o Programa Nacional de Informática Educativa-PRONINFE, que tinha como base: 

Incentivar a capacitação contínua e permanente de professores, técnicos e pesquisadores no domínio da tecnologia de informática educativa, em todos os níveis e modalidades de ensino, reconhecendo sua importância como instrumento capaz de enriquecer as estratégias pedagógicas e de estimar o surgimento de novas metodologias incentivadoras da participação, as criatividade, da colaboração e da iniciativa entre alunos e professores, visando à melhoria da qualidade da educação. (BRASIL, 1993, p. 71 apud BONILLA e PRETTO, 2000, p.11) 

O PRONINFE apoiou a criação e implementação de centros de informática na Educação existente em vários países. No ano de 1991, foi regulamentada a lei Política de Informática no Brasil, com isso a informática educativa ganhou espaço junto com o MEC para implementar ações de formação de recursos humanos no setor da informática.
No campo da internet, desde 1988 ela está atuando no Brasil por iniciativa da FAPESP/SP,UFRJ/RJ e LNCC/RJ ligando os computadores e redes das universidades e os centros com os Estados Unidos. Em 1989 foi criado a Rede Nacional de Pesquisa, cujo objetivo era:

estruturar e manter uma espinha dorsal nacional que integrasse as redes estaduais, viabilizasse o acesso à internet ao interior, com o provimento de serviços educacionais e estimulasse o surgimento de aplicações de redes em várias áreas do conhecimento. (BONILLA e PRETTO, 2000, p.13)

 Outro programa apresentado pelo MEC apoiado BIRD e feito pelo SEED-Secretária de Educação á Distância em 1997, o PROINFO tinha como objetivo:

[...] melhorar a qualidade do processo de ensino-apredizagem, possibilitar a criação de uma nova ecologia cognitiva nos ambientes escolares mediante incorporação adequada das novas tecnologias da informação pelas escolas, propiciar uma educação voltada para o desenvolvimento científico e tecnológico e educar para uma cidadania global numa sociedade tecnologicamente desenvolvida, onde a informação desempenhará um papel cada vez estratégico.  (BONILLA & PRETTO, 2000, p.14,15)

O governo brasileiro, em 16 de julho de 1997, apresentou uma proposta de privatização das telecomunicações e sendo aprovada pelo Congresso Nacional cuja Lei 9.472-Lei Geral das Telecomunicações (LGT), por achar que o setor privado seria  melhor do que o setor público. A GLT tinha como proposta no artigo 81:
[...] a criação de um fundo com o objetivo de obter recursos complementares destinados a cobrir a parcela do custo exclusivamente atribuídos ao cumprimento das obrigações de universalização da prestadora de serviço de telecomunicações, que não pudessem ser recuperados com a exploração eficiente do serviço. (BRASIL, 1997c apud BONILLA & PRETTO, 2000, p.18)
   
Segundo Bonilla e Pretto (2000, p.18) “a lei foi aprovada sem a regulamentação do artigo 81que estabelece a criação do FUST”. Com isso deixa a dúvida se este plano iria ser aprovado ou não.
A Anatel- Agência Nacional de Telecomunicações- órgão regulador tinha como objetivo: “promover o desenvolvimento das telecomunicações no país de modo a dotá-lo de uma moderna e eficiente infra-estrutura de telecomunicações, capaz de oferecer serviços adequados, diversificados e a preço justos, em todo o território nacional” (BRASIL, 1999b apud BONILLA & PRETTO, 2000, p.19).
Ramos (1999b apud BONILLA & PRETTO, 2000, p.19) “o que se pode concluir do longo do hiato entre a Lei 4.117/62 e o decreto 1.005, com a conseqüente saraivada de decretos para tratar de tão singelo, ainda que fundamenta, assunto para os destinos do país, é que até os dias de hoje o desafio da educação não foi acolhido, mesmo que minimamente, pelo setor de telecomunicações”.





















Considerações finais:


Mediante estudos dos textos realizados percebe-se que as políticas públicas que envolvem a educação e a telecomunicação têm aumentado a inserção da tecnologia informática na educação, embora não seja ainda o ideal. Além disso, “a falta de continuidade dos programas existentes nas sucessivas administrações é o que têm atrapalhado o uso dos projetos sistemáticos da informática nas escolas públicas” (FAGUNDES, 2005, p.3), o que quer dizer que as sucessivas mudanças nas políticas, mesmo que com boas intenções, atrapalham em suas efetivações. Outro aspecto a ser considerado é que frente à velocidade do mundo contemporâneo a falta de mão de obra qualificada também tem contribuído com essa problemática, é comum encontrar estudantes que têm mais interação com a informática do que o próprio professor. Falta, pois, profissionais da educação bem formados, o suficiente para formar recursos humanos.
 Diante disso, é preciso investir na formação dos professores das escolas públicas para que eles possam contribuir de maneira eficaz na educação para vencer a exclusão digital. O Ministério da Educação vem criando projetos nacionais com apoio da maioria dos estados, como foi o Programa Nacional de Informática Educativa (PRONINFE) e depois o Programa Nacional de Informática na Educação (PROINFO) que existe até hoje. Mas,

Os professores em formação necessitam desenvolver competências de formular questões, equacionar problemas, lidar com a incerteza, testar hipóteses, planejar, desenvolver e documentar seus projetos de pesquisa. A prática e a reflexão sobre a própria prática são fundamentais para que os educadores possam dispor de amplas e variadas perspectivas pedagógicas em relação aos diferentes usos da informática na escola. (FAGUNDES, 2005, p.2)

Ao que parecem, os programas do governo para a informática na educação não vem atendendo eficazmente essa premissa.
Portanto, para que haja a inclusão digital e social com os acessos à tecnologia a partir da contribuição dos professores qualificados e conscientes de seus objetivos precisamos encontrar soluções para efetivar as políticas públicas e um bom início é incluir esse debate no currículo escolar. 


REFERÊNCIAS

http://moodle.virtual.ufpb.br/file.php/1286/Biblioteca/LeaFagundes_InclusaoDigital.pdf
http://moodle.virtual.ufpb.br/file.php/1286/Biblioteca/POLITICAS_BRASILEIRAS_DE_EDUCACAO_E_INFORMATICA.docx
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CENTRO DE EDUCAÇÃO
DISCIPLINA: EDUCAÇÃO E TECNOLÓGIA
PROFESSORA: DANIELE DIAS
ALUNA: MARIA SALETE DA SILVA







INTELIGÊNCIAS MÚLTIPLAS: EDUCANDO COM CONHECIMENTO










João Pessoa/PB
2012


INTELIGÊNCIAS MÚLTIPLAS: EDUCANDO COM CONHECIMENTO

Palavras-chave: Assimilação. Aprendizagem.Conhecimento.Inclusor.Construtos.


Introdução

Em Paris no ano de 1900, alguns pais de crianças na idade primaria procurou o Sr. Alfred Binet para saber se existiria algum método que pudesse averiguar o sucesso ou fracasso de seus filhos nesta fase. Este questionamento fez com que Binet inventasse o teste da inteligência onde o Q.I seria a sua medida. Com o sucesso deste teste, surgiram algumas pessoas insatisfeitas com os métodos apresentado por Binet e criticaram o resultado por ele apresentado entre os insatisfeitos estavam os estudiosos Turustone e Guilford. Gardner, descobridor da teoria das inteligências múltiplas, disse que não era somente fazer críticas e sim abandonar os testes e suas correlações e observar as fontes de informações mais naturalistas a respeito de como as pessoas no mundo inteiro, desenvolvem capacidades importantes para o seu modo de vida. Gardner diz que a inteligência é a capacidade de solucionar problemas ou elaborar produtos que são importantes em um determinado ambiente ou comunidade cultural. Ele analisou pessoas que apresentassem perfis cognitivos regulares ou circuitos irregulares em diferentes culturas e espécies. Diante dos resultados de suas pesquisas, Gardner teorizou as 7 inteligências que são elas: Lingüísticas, Lógico-Matemática, Espacial, Musical, Coporal-Cinestésica, Interpessoal, Intrapessoal. Essa teoria foi elaborada à luz das origens biológicas de cada capacidade de resolver problemas. Mas como é que podemos identificá-las?  A grande preocupação de Gadner era fazer com que as escolas pudessem detectar nas crianças essas inteligências e ajudá-las a desenvolver e conseguir suas capacitações adequadas ao seu espectro particular. O modelo de uma escola padrão segundo Gardner, seria centrada no aluno e que os professores deveriam se preocupar com aqueles alunos que não conseguiam obter bons resultados nos testes padronizados e que são considerados como não tendo nenhum tipo de talento e que os professores deverias ensinar o assunto de sua matéria em seu estilo preferido. Para entender a teoria das inteligências múltiplas é preciso lembrar que cada ato cognitivo envolve um agente que executa uma ação ou uma série de ações em tarefas. E o agente que examina essas capacidades, inclinações está relacionado à biopsicológia, ou seja, envolve a herança genética e de suas propriedades psicológicas.
 “Ensinar é um exercício de imortalidade. De alguma forma continuamos a viver naqueles cujos olhos aprenderam a ver o mundo pela magia da nossa palavra. O professor, assim, não morre jamais...” (ALVES,2000.p 12)

David P. Ausubel, nasceu em 25 de outubro de 1918 em New York, desenvolveu a teoria da aprendizagem significativa e de acordo com suas concepções “os indivíduos apresentam uma organização cognitiva interna baseada em conhecimento de caráter conceitual, sendo que sua complexidade depende das relações que esses conceitos estabelecem entre si”(Sala, Goni, 200 p.231). Isto quer dizer que quanto mais uma pessoa estabelece conexões entre as informações recebidas com as que já possuem, mais ampla fica a sua rede conceitual de modo a garantir uma aprendizagem significativa.
De acordo com Ausubel é de “grão e grão que a galinha enche o papo” um novo conhecimento com um novo inclusor (conceito já existente na mente) aumenta o conhecimento. Ausubel direcionou as suas idéias ao ensino e a aprendizagem significativa. Em sua teoria ele fala da aprendizagem significativa e aprendizagem Memorística. Na aprendizagem memorística ele diz que o aluno somente memoriza os ensinos, ou seja, decora. Na aprendizagem significativa o conhecimento é guardado na mente e fica na lembrança para relembrar depois, neste sistema de aprendizagem o aluno estabelecerá conexões entre os conceitos, os novos conhecimentos ampliam as estrutura cognitiva. Na aprendizagem significativa existem  dois tipos de aprendizagem: por descoberta (orientada) e por recepção (autônoma). Para Ausubel a aprendizagem por recepção é a mais importante por que o aluno estabelece as suas próprias conexões.

Concepções de outros teóricos sobre a aprendizagem significativa.
Jean Piaget o aluno a sua forma de aprender através da assimilação, acomodação, adaptação e equilibração. no processo de assimilação o aluno inicia o seu contato com o meio, ele constrói esquemas mentais de assimilação depois faz a adaptação do novo conhecimento ma mente para depois existir uma equilibração gerando assim um novo conhecimento.  
Para George Kelly diz que é através dos construtos (moldes, padrões, gabaritos) pessoais que o individuo consegue dar sentido a vida. O sistema de construção de uma pessoa é agrupado hierárquico de construtos, este sistema de construção está aberto para mudanças e justamente ai que a teoria de Kellyana está. Kelly diz que a aprendizagem tem por objetivo provocar mudanças nos construtos do indivíduo e que em uma situação de aprendizagem  estão envolvidos três: os construtos pessoais do aprendiz, os construtos da matéria da matéria do ensino (construção humana) e as construção do professor.
A teoria de Jonhson-Laird diz que as representações mentais ou  internas são maneiras de re-presentar internamente o mundo externo. O individuo constrói o mundo exterior não diretamente, mas através de construções mentais. Para Jonhson-Laird as proposições são representações de significados, abstraídas, que são verbalmente expressáveis. As representações mentais são como blocos de construção cognitivos que podem ser combinados e recombinados de acordo com a necessidade. Laird diz que a aprendizagem é significativa quando a pessoa constrói um modelo mental da nova informação ( conceito, proposição, idéia, objeto) esse modelo mental são os modelos que o individuo faz para representar internamente eventos e objetos.
 Lev Vygotsky diz que o desenvolvimento cognitivo de cada individuo tem que ser analisado a partir do contexto social, histórico e cultural em que ocorre. Os processos mentais superiores (pensamentos, linguagens) tem sua origem em processos sociais, primeiro o individuo faz interações interpessoais para depois fazer intrapessoal. Existe uma mediação entre que é através dos instrumentos e signos. Instrumentos é algo que pode ser usado para fazer alguma coisa ( caneta, papel, borracha, computador...), signos é algo que significa alguma outra coisa. É nesse processo de internalização dos instrumentos e dos signos que se dá o desenvolvimento cognitivo.
Segundo Gowin o ensino aprendizagem é tríade (professor, aluno, material educativo). A aprendizagem  significativa acontece quando o professor tem a  intenção de ensinar e o aluno esta disposto a aprender. A finalidade é compartilhar significados. Para Gowin aprender significativamente. O aluno tem  que querer para relacionar, de maneira não-arbitrária e não-literal( substantiva), a sua mente captura os matérias ensinados pelo professor ensinas através dos materiais educativos. 
Para Joseph D.  Novak a aprendizagem significativa acontece de forma afetiva, ou seja, a experiência afetiva é positiva e intelectualmente construtiva quando o aluno tem ganhos em compreensão, reciprocidade, a sensação afetiva é negativa quando é gerando sentimentos de inadequação quando o aluno não sente que está aprendendo o novo conhecimento. Novak diz que uma teoria de educação deve considerar que seres humanos pensam, sentem e agem, Por isso a importância do laço da afetividade.  


















Considerações finais

Diante dos textos lidos, percebi-se a importância da teoria das Inteligências Múltiplas e a teoria da aprendizagem verbal significativa à luz de alguns teóricos,  para o  processo do ensino-aprendizagem do aluno em sala de aula. Será usando as ferramentas adequadas que o professor conseguirá desempenhar o seu papel com agente mediador do conhecimento.  A escola é um espaço, onde o aluno precisa descobri e desenvolver os seus talentos, e cabe ao professor como agente mediador do conhecimento utilizar as ferramentas necessárias para estimular em cada criança as suas inteligências para isso o professor precisar estimular o desejo dos alunos para que eles possam aprender. “ o nascimento do pensamento é igual ao nascimento de uma criança: tudo começa com um  ato de amor. Uma semente há de ser depositada no ventre vazio. E a semente do pensamento é o sonho. Por isso os educadores, antes de serem especialistas em ferramentas do saber, deveriam ser especialistas em amor: intérpretes de sonhos”. ( ALVES,2000.P 25)














REFERÊNCIAS:

Alves, Rubens, 1933. A alegria de ensinar. Campinas, SP: Papuris; Rubens Alves M.E.., 2000
AUSUBEL, D.P.(1963). The psychology of meaningful verbal learning. New York, Grune and Stratton.
GARDNER, Howard. Inteligências Múltiplas: a TEORIA NA Prática. Porto Alegre:Artes Médicas, 1995. 
SALA, Eduard Marti; GONI, Javier Onrubia (2000). A Teoria da aprendizagem verbal significativa. In C. Salvador et alii. Psicologia do Ensino. Porto Alegre: Artes Médicas Sul.
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Salete Silva

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UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAIBA
CENTRO DE EDUCAÇÃO
DISCIPLINA: EDUCAÇÃO E TECNOLÓGIA
PROFESSORA: DANIELE DIAS 
ALUNA: MARIA SALETE DA SILVA







INSERÇÃO DA TECNOLOGIA INFORMÁTICA NA EDUCAÇÃO









João Pessoa/PB
2013

INSERÇÃO DA TECNOLOGIA INFORMÁTICA NA EDUCAÇÃO
Maria Salete da Silva 


Resumo

Esse texto tem o objetivo de refletir sobre a inserção da tecnologia informática na educação a partir da discussão das políticas públicas da informática no Brasil e da questão da formação de recursos humanos. A reflexão se passa pelo discurso do papel social da escola na preparação profissional e, consequentemente, inclusão digital dos sujeitos na sociedade contemporânea e as condições objetivas dos professores nessa tarefa, que se passa necessariamente pela formação. Conclui-se que se faz necessário incluir esse debate e suas constatações na construção do currículo escolar na tentativa de encontrar soluções para efetivar as políticas públicas.

Palavras-chave: Políticas públicas. Inclusão digital. Informática Educativa. Formação qualificada. 


1 Introdução


Diante do contexto de uma sociedade globalizada onde tudo acontece e se evolui muito rápido mediante os processos das novas tecnologias, nos questionamos como está a educação nesses processos de informatização? As políticas públicas propostas pelo governo têm conseguindo alcançar seus objetivos? Os professores estão capacitados para desempenhar a sua função “mediadores do conhecimento” na inserção do computador no processo de aprendizagem de conteúdos curriculares e na construção do conhecimento?
Em se tratando de políticas públicas no Brasil, há atenção especial para as tecnologias sob o prisma do progresso técnico-científico e econômico do país tendo a preocupação com a formação de recursos humanos, ou seja, a formação para o trabalho atendendo ao novo perfil profissional com requisitos exigidos pela nova sociedade.
Veremos adiante algumas reflexões que poderão nos ajudar a responder tais indagações, mesmo que não completamente nem definitivas. 


2 Informática no Brasil e suas políticas

A partir dessa rápida análise, Bonilla e Pretto (2000) Discutem as políticas de informática na educação no Brasil. Segundo os autores, o movimento de inserção no Brasil se inicia ainda na década de 1930, tendo maior força nos anos 1970 com empresas do setor de informáticas e a comercialização de produtos eletrônicos o que impulsionou um acompanhamento mais cuidadoso desses contextos que passam a ser comandados por comissões específicas da Secretária Especiais de Informática (SEI). Tendo a informática como área fundamental para o desenvolvimento da economia do país, em meios a muitos embates de grupos de interesses, surge a Lei 7.232, de 1984, que regulamentava a política de informática e seus mercados. 
Essa política exigia a formação de recursos humanos que até então tinha as universidades como principais formadores, porém ampliada para o ensino básico. Adiante tal política vive altos e baixos de acordo com a visão de cada governo levando a uma modificação da lei de informática, agora de nº 8.248 que consistiu, principalmente na abertura ao capital estrangeiro culminando na “busca por integração competitiva a nível internacional” (BONILLA & PRETTO, 2000, p.4).
Diante disso, a educação, que continua com a tarefa de formar os recursos humanos qualificados potencializando uma estrutura de produção econômica, precisa atentar para essa nova perspectiva.
A maneira que essa política influência a educação é distinta em cada momento. Nos anos de 1970 as universidades brasileiras se interessavam pelo uso de computadores no ensino levando-os concebê-los como objetos de estudo, desenvolvendo experimentos e divulgando resultados e problematizações. As universidades pioneiras nesses estudos a citar como exemplo a Unicamp e a UFRGS, lideraram várias pesquisas com equipes interdisciplinar que estudam principalmente a utilização da linguagem LOGO e os processos de aprendizagem, interações e autonomia por meio dessa linguagem. A maior crítica dessas pesquisas e suas aplicações em variados contextos era a ausência de pedagogos e professores nessas pesquisas.
Contudo, a comissão especial de educação da SEI foi criada para:

[...] realizar estudos sobre a aplicabilidade da informática na educação, acompanhar as pesquisas brasileiras em desenvolvimento, conhecer as experiências francesa e americana e poder, com esses subsídios, gerar normas e diretrizes para a área de informática na educação (BONILLA & PRETTO, 2000, p6.)

A parti disso, em 1981 acontece o I Seminário Nacional de Informática na Educação com a presença e especialistas nacionais e internacionais para discutir os processos de ensino-aprendizagem e o uso do computador como ferramenta auxiliar nesses processos. Esse evento serviu também para recomendar ações governamentais que até hoje influenciam a educação brasileira.
Em 1982 acontece o II Seminário nacional de Informática Educativa com intuito de criar centros-piloto para experiências de uso do computador na educação. Entre um seminário e outro o MEC lança o documento “subsídios para implantação da Informática na educação” gerando a criação da comissão Nacional de Informática na Educação em 1983, com a missão de levar computadores as escolas públicas em todo o país. Assim nasce o EDUCOM Projeto Brasileiro de Informática na Educação como proposta interdisciplinar de trabalho para os Centro-piloto a fim de atender a capacitação nacional e uma política para o setor. As universidades escolhidas dentre 26 foram: Unicamp, UFPE, UFMG, UFRJ e UFRGS. Além disso, o MEC assume a liderança no processo de informatização da educação e firmar parceria com a Funtevê-Fundação Centro brasileiro de TV Educativa que mais tarde em 1985 rompe a parceria e os centro-piloto enfrentam dificuldades financeiras.
No ano seguinte é criado o comitê- Assessor de Informática na Educação (CAIE/MEC), esse comitê tinha como proposta:

A aprovação do programa de Ação Imediata em informática na educação de 1º e 2º graus, com o objetivo de criar uma infra-estrutura de suporte junto às secretarias estaduais de educação, capacitar professores, incentivar a produção descentralizada de software educativo, integrar pesquisas que vinham sendo desenvolvidas pelas diversas universidades e alocar recursos financeiros no orçamento do MEC para 87, a fim de oferecer o suporte operacional e a continuidade das ações de informática na educação que estavam em desenvolvimento. (BONILLA & PRETTO, 2000, p8.)

No ano de 1987, com a participação de 52 professores, técnicos de 24 estados além de componentes dos centros-piloto, acontece o I concurso nacional de software educativo e também a implantação do projeto FORMAR - Cursos de especialização em informática na educação lato sensu, na Unicamp. O projeto EDUCAR era destinado aos professores das diversas Secretarias Estaduais de Educação e das Escolas técnicas federais e tinha o objetivo de formar professores e técnicos para o trabalho com Informática Educativa para que estes pudessem vir a serem “agentes catalisadores” na formação de outros professores e também “formar uma massa crítica de educadores capazes de definir a melhor maneira de utilizar essa tecnologia" (BONILLA & PRETTO, 2000, p.9).
Com as diretrizes, o projeto Formar sai da esfera federal e das universidades e alcança as escolas públicas.  
No ano de 1987, em Florianópolis foi realizado a “Jornada de Trabalhos de Informática na Educação: Subsídios para Políticas”, cujo interesse era arrecadar contribuições e recomendações de pesquisadores, técnicos, empresários e autoridades na área para definir o modelo de informática educacional a ser seguido pelo governo brasileiro.
Dois anos depois, foi criado o Programa Nacional de Informática Educativa-PRONINFE, que tinha como base: 

Incentivar a capacitação contínua e permanente de professores, técnicos e pesquisadores no domínio da tecnologia de informática educativa, em todos os níveis e modalidades de ensino, reconhecendo sua importância como instrumento capaz de enriquecer as estratégias pedagógicas e de estimar o surgimento de novas metodologias incentivadoras da participação, as criatividade, da colaboração e da iniciativa entre alunos e professores, visando à melhoria da qualidade da educação. (BRASIL, 1993, p. 71 apud BONILLA e PRETTO, 2000, p.11) 

O PRONINFE apoiou a criação e implementação de centros de informática na Educação existente em vários países. No ano de 1991, foi regulamentada a lei Política de Informática no Brasil, com isso a informática educativa ganhou espaço junto com o MEC para implementar ações de formação de recursos humanos no setor da informática.
No campo da internet, desde 1988 ela está atuando no Brasil por iniciativa da FAPESP/SP,UFRJ/RJ e LNCC/RJ ligando os computadores e redes das universidades e os centros com os Estados Unidos. Em 1989 foi criado a Rede Nacional de Pesquisa, cujo objetivo era:

estruturar e manter uma espinha dorsal nacional que integrasse as redes estaduais, viabilizasse o acesso à internet ao interior, com o provimento de serviços educacionais e estimulasse o surgimento de aplicações de redes em várias áreas do conhecimento. (BONILLA e PRETTO, 2000, p.13)

 Outro programa apresentado pelo MEC apoiado BIRD e feito pelo SEED-Secretária de Educação á Distância em 1997, o PROINFO tinha como objetivo:

[...] melhorar a qualidade do processo de ensino-apredizagem, possibilitar a criação de uma nova ecologia cognitiva nos ambientes escolares mediante incorporação adequada das novas tecnologias da informação pelas escolas, propiciar uma educação voltada para o desenvolvimento científico e tecnológico e educar para uma cidadania global numa sociedade tecnologicamente desenvolvida, onde a informação desempenhará um papel cada vez estratégico.  (BONILLA & PRETTO, 2000, p.14,15)

O governo brasileiro, em 16 de julho de 1997, apresentou uma proposta de privatização das telecomunicações e sendo aprovada pelo Congresso Nacional cuja Lei 9.472-Lei Geral das Telecomunicações (LGT), por achar que o setor privado seria  melhor do que o setor público. A GLT tinha como proposta no artigo 81:
[...] a criação de um fundo com o objetivo de obter recursos complementares destinados a cobrir a parcela do custo exclusivamente atribuídos ao cumprimento das obrigações de universalização da prestadora de serviço de telecomunicações, que não pudessem ser recuperados com a exploração eficiente do serviço. (BRASIL, 1997c apud BONILLA & PRETTO, 2000, p.18)
   
Segundo Bonilla e Pretto (2000, p.18) “a lei foi aprovada sem a regulamentação do artigo 81que estabelece a criação do FUST”. Com isso deixa a dúvida se este plano iria ser aprovado ou não.
A Anatel- Agência Nacional de Telecomunicações- órgão regulador tinha como objetivo: “promover o desenvolvimento das telecomunicações no país de modo a dotá-lo de uma moderna e eficiente infra-estrutura de telecomunicações, capaz de oferecer serviços adequados, diversificados e a preço justos, em todo o território nacional” (BRASIL, 1999b apud BONILLA & PRETTO, 2000, p.19).
Ramos (1999b apud BONILLA & PRETTO, 2000, p.19) “o que se pode concluir do longo do hiato entre a Lei 4.117/62 e o decreto 1.005, com a conseqüente saraivada de decretos para tratar de tão singelo, ainda que fundamenta, assunto para os destinos do país, é que até os dias de hoje o desafio da educação não foi acolhido, mesmo que minimamente, pelo setor de telecomunicações”.





















Considerações finais:


Mediante estudos dos textos realizados percebe-se que as políticas públicas que envolvem a educação e a telecomunicação têm aumentado a inserção da tecnologia informática na educação, embora não seja ainda o ideal. Além disso, “a falta de continuidade dos programas existentes nas sucessivas administrações é o que têm atrapalhado o uso dos projetos sistemáticos da informática nas escolas públicas” (FAGUNDES, 2005, p.3), o que quer dizer que as sucessivas mudanças nas políticas, mesmo que com boas intenções, atrapalham em suas efetivações. Outro aspecto a ser considerado é que frente à velocidade do mundo contemporâneo a falta de mão de obra qualificada também tem contribuído com essa problemática, é comum encontrar estudantes que têm mais interação com a informática do que o próprio professor. Falta, pois, profissionais da educação bem formados, o suficiente para formar recursos humanos.
 Diante disso, é preciso investir na formação dos professores das escolas públicas para que eles possam contribuir de maneira eficaz na educação para vencer a exclusão digital. O Ministério da Educação vem criando projetos nacionais com apoio da maioria dos estados, como foi o Programa Nacional de Informática Educativa (PRONINFE) e depois o Programa Nacional de Informática na Educação (PROINFO) que existe até hoje. Mas,

Os professores em formação necessitam desenvolver competências de formular questões, equacionar problemas, lidar com a incerteza, testar hipóteses, planejar, desenvolver e documentar seus projetos de pesquisa. A prática e a reflexão sobre a própria prática são fundamentais para que os educadores possam dispor de amplas e variadas perspectivas pedagógicas em relação aos diferentes usos da informática na escola. (FAGUNDES, 2005, p.2)

Ao que parecem, os programas do governo para a informática na educação não vem atendendo eficazmente essa premissa.
Portanto, para que haja a inclusão digital e social com os acessos à tecnologia a partir da contribuição dos professores qualificados e conscientes de seus objetivos precisamos encontrar soluções para efetivar as políticas públicas e um bom início é incluir esse debate no currículo escolar. 


REFERÊNCIAS

http://moodle.virtual.ufpb.br/file.php/1286/Biblioteca/LeaFagundes_InclusaoDigital.pdf
http://moodle.virtual.ufpb.br/file.php/1286/Biblioteca/POLITICAS_BRASILEIRAS_DE_EDUCACAO_E_INFORMATICA.docx
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DISCIPLINA: EDUCAÇÃO E TECNOLOGIA
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ALUNA: MARIA SALETE DA SILVA















COMPUTADORES E EDUCAÇÃO: O QUE ESPERAR DESSA UNIÃO?



















João Pessoa/PB
2013


Maria Salete da Silva 


Resumo:

Numa sociedade de cultura informática, a educação precisa fazer uso de recursos tecnológicos como computadores e internet para contribuir na formação de cidadãos ativos, críticos e criativos, capazes de pensar, criar, argumentar e resolver problemas. Entretanto, para muitos autores, essa contribuição está intrinsecamente ligada a concepção de educação, que pode ser analisada em dois extremos: concepção conservadora de modelo de ensino instrucionista e concepção inovadora de modelo de ensino construcionista. As duas concepções serão problematizadas nesse texto que será concluído com o posicionamento da autora com relação a união dos computadores e a educação na contemporaneidade.

Palavras-chave: Instrucionismo. Construcionismo. Formação de professores.



1 INTRODUÇÃO

Os tempos passam, as tecnologias avançam e a cada dia surgem novos inventos. Hoje vivemos numa sociedade marcada por grandes invenções, especialmente na área das tecnologias da informação e comunicação (TIC) e da biotecnologia. A presença cada vez maior das tecnologias no cotidiano, no trabalho, na vida particular das pessoas configura o que vem sendo chamado de cultura informática. A informatização está em toda a parte e condiciona a vida de todos, quer queiramos ou não. 
Nesse contexto, a educação vem sofrendo influência das TIC com a presença dos computadores, notebooks, tabletes, internet, celulares, entre outras coisas, o que tem levado muitos educadores e pesquisadores a perguntarem: como está sendo a inserção do uso do computador nos processos de ensino-aprendizagem nas escolas? Os professores estão preparados para usá-los de forma inteligente nesses processos? A utilização do computador está relacionada com a concepção de educação explícita nos currículos e assumida pelos profissionais de educação?
A seguir serão problematizadas as possíveis formas de utilização do computador na educação tomando por base dois modelos de ensino: o instrucionismo e o construcionismo.


2 AS UNIÕES POSSÍVEIS ENTRE COMPUTADORES E EDUCAÇÃO

Segundo Valente (1997b), a pedagogia vigente tem usado o computador para transmitir a informação aos alunos, administrar e avaliar as atividades feitas por eles, ou seja, manter a prática conservadora. Ainda é pouco o uso dos computadores por parte dos professores como ferramenta na criação da busca do conhecimento. Mesmo diante de tantos avanços tecnológicos as aulas continuam de forma instrucionista - o uso do computador para informatizar os processos de ensino e transmitir informação.
Para Demo (2009, p. 36), “o mal da aula está no reprodutivismo ou no instrucionismo, quando se repassa para o aluno a sucata do conhecimento”. Isso reforça o pensamento de Valente (1997a,1997b) em sugerir que o problema do uso inteligente do computador está na concepção que se tem de aula e, por sua vez, de educação. É o que se pensa dela que determina como ela será planejada e executada.
Valente (1997a, p. 2) também afirma que “o computador pode ser usado na educação como máquina de ensinar ou máquina para ser ensinada” e defende que a interação aluno-computador tem que ser de forma contrucionista, isto é, “o aprendiz constrói, por intermédio do computador, o seu próprio conhecimento” (PAPERT apud VALENTE, 1997a). Os computadores podem promover o ensino e auxiliar na construção do conhecimento do aprendiz. Para esse autor, o aprendiz deve usar o computador para construir algo, como por exemplo, na linguagem Logo, em que o aluno programa o computador para resolver problemas e construir desenhos utilizando a imagem de uma tartaruga. Para programar em Logo é preciso raciocinar, planejar, executar, e se errar, a construção continua em (re)raciocinar, (re)planejar, (re)executar. O aprendiz é colocado frente ao desafio de resolver problemas e encontrar/construir soluções.
Para que essa abordagem (construcionista) seja a melhor união dos computadores com a educação, é preciso investir na formação continuada dos professores, pois atualmente a sociedade precisa de profissionais críticos, questionadores, criativos, com capacidade de pensar, de aprender a aprender e, principalmente, prontos para participar ativamente da sociedade contemporânea marcada pela presença das TIC. Por isso se torna necessária a inserção da informática na educação. Mas para termos esses profissionais exigidos pela contemporaneidade, os professores precisam estar bem dispostos e com domínio em seus conhecimentos, o suficiente para que possa ser mediadores nos processos de construção do conhecimento e, junto ao alunado, dinamizar, inovar e provocar mudanças nas formas de ensinar e fazer educação, mudanças tão necessárias na pedagogia vigente.



CONSIDERAÇÕES FINAIS


Diante do exposto, conclui-se que, enquanto os professores forem convidados para conferências, mesmo que interessantes e proferidas por gente interessante, apenas isso, estes não “irão reformular sua vida de professor” (DEMO, 2009, p. 37). Assim, Demo (2009, p. 37) critica as formações continuadas (conhecidas como semanas pedagógicas) por sua generalidade e incapacidade de atingir, de fato, a instrumentação do professor, que também precisa estudar, pesquisar, elaborar, argumentar, fundamentar, fazer seu próprio texto, seu projeto pedagógico, como um potencial aprendiz.
Isso aponta que para as equipes de professores que nasceram antes do advento das TIC (e também as demais) possam promover essa mudança substancial de que Valente (1997a, 1997b) anuncia, se faz necessário inovar as formações continuadas que se propõem a capacitar os professores para o uso inteligente do computador na escola. 
O argumento será de que o modelo construcionista de ensino também deverá ser aplicado nas formações de professores, uma vez que estes, em postura de aprendizes, devem usar o computador para construir algo.



REFERÊNCIAS:

DEMO, Pedro. Professor do futuro e reconstrução do conhecimento. 6 ed. Petrópolis RJ: Vozes, 2009.

VALENTE, José Armando. Informática na educação: instrucionismo e construcionismo. Revista Pátio. Editora Artes Médicas Sul. Ano 1, Nº 1, 1997a.

__________________. O uso inteligente do computador na educação. Revista Pátio. Editora Artes Médicas Sul. Ano 1, Nº 1, p. 19-21, 1997b.


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