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Pedro Magalhães
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A political scientist working at the Institute of Social Sciences in Lisbon
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Claro. Mas isso é um problema que não se sabe bem como resolver. Para além de possíveis problemas de limpeza dos óbitos dos cadernos (que julgo não serem muito graves), há o problema das pessoas que vão para fora do país mas não mudam residência. Como se resolve isso? Não sei.

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Um comentário de um leitor que não conseguiu fazê-lo aqui:

"Em primeiro lugar agradeço toda a informação relevante sobre sondagens que vai sendo colocada neste blog. É de facto uma referência em termos de qualidade de informação.
Quanto a estas sondagens e aos resultados finais tenho a fazer as seguintes considerações:
1. O fator mais perturbador nos resultados finais acaba por ser o desabamento da campanha de Maria de Belém. Seria interessante perceber-se o que aconteceu aos votos que ficaram à deriva como resultado do abandono do apoio a esta candidata por parte de uma larga quantidade de votantes. Quanto deles terão ido para Marcelo, quantos deles se terão abstido, quantos deles terão ido para outros candidatos?
2. Na análise das 11 sondagens existentes existe uma que disfarçadamente parece ser muito diferente das outras. Confesso que a mim parece-me mesmo manipulada. Refiro-me à sondagem inicial da Eurosondagem em Novembro que dá Marcelo com 48%. É uma sondagem que dá um valor aberrante naquele momento em que foi feita. Provavelmente Marcelo teria mais de 60% de apoio nessa altura. Ao começar com um valor tão baixo para Marcelo, a Eurosondagem deu-se ao luxo de conseguir que nas suas 3 sondagens seguintes este candidato estive sempre a subir. Quando claramente a tendência de Marcelo foi de descida ao longo da campanha e pré-campanha.
3. Fazendo uma regressão linear da percentagem de Marcelo contra os dias em falta para a eleição (considerando o dia médio da recolha de cada sondagem) obtém-se:
Marcelo=52.765+0.088dias,
com valor-p 0.145 para o efeito dos dias e R^2 ajustado=0.134.
O problema deste modelo é que a observação consistindo da tal primeira sondagem da Eurosondagem tem uma distância de Cook maior que 1, o que é uma raridade em termos de análise de dados. Basicamente, o que quer dizer na prática é que acaba por ter uma influência grande no modelo final obtido.
4. Excluindo a observação referida obtém-se o seguinte modelo:
Marcelo=51.83+0.159dias,
com valor-p 0.001 para o efeito dos dias e R^2 ajustado=0.7181.
Este já é um modelo com muito mais qualidade de ajustamento aos dados e que no fundo prevê uma votação de 51.83% para Marcelo, a qual se revela ao fim bastante realista.
5. Suspeitando de um comportamento distinto entre as sondagens da Eurosondagem e as outras sondagens, podemos fazer uma regressão linear incluindo a variável dicotómica euro (ser da Eurosondagem) e considerar a interação entre dias:euro. Obtemos assim o modelo:
Marcelo=51.678+0.174dias+euro*(4.576-.290dias),
sendo aqui todos os efeitos significativos e obtendo um R^2 ajustado=0.893.
Na prática as sondagens que não da Eurosondagem preveriam:
Marcelo=51.678+0.174dias,
isto é, Marcelo a cair um ponto percentual a cada 5.7 dias e a obter 51.7% no dia da eleição.
Por outro lado a Eurosondagem preveria:
Marcelo=56.254-0.115dias,
isto é, Marcelo a subir(!) um ponto percentual a cada 8.7 dias e a obter 56.3% no dia da eleição.
http://s11.postimg.org/n8hubrz0j/modelo.png
6. Em conclusão, há algo suspeito nas sondagens da Eurosondagem. O Pedro Magalhães já tinha apontado o facto de Tino aparecer com 0,2% na última delas, o que era claramente estranho tendo em conta as outras. Não tenho facilidade em fazer uma análise política mas estou convencido que há razões para acreditar numa certa manipulação. Se houve ou não, obviamente não consigo afirmar."

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Tem toda a razão. Já acrescentei um post scriptum.

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Creio que qualquer coisa acima dos 42% poderá ser suficiente.

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Obrigado pelo comentário, Francisco. É verdade que as telefónicas têm os seus problemas, mas também têm a vantagem de um controlo mais apurado sobre o trabalho de campo. No final, o que eu gosto é de ver diversidade metodológica, o que nos ajuda a perceber se um resultado está dependente disso ou não... Um abraço.

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A abstenção elevada, que faz com que se captem intenções de voto que não se realizam no dia, é a principal candidata. Mas há outras coisas: as europeias são vistas como menos importantes: há menos empresas a fazer sondagens, menos dinheiro para as fazer, menos recursos empregados. Creio que é uma combinação dos dois factores. Falamos aqui nisso: http://www.spestatistica.pt/attachments/article/101/Boletim%20de%20Primavera%20(2011).pdf#page=39

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Olá. A sub-amostra de pessoas que se afirmaram simpatizantes do CDS é muito pequena e, nessa, ninguém optou pela 3ª opção de resposta.

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Hi Jorge. Thanks for the comment. It's a simple average, as I had explained in a previous post. Of course, the average could be weighted by sample size, and there's a large number of other things we could do, as we do in popstar.pt for the legislative election polls (see here: http://www.popstar.pt/qanda.php#tendencias). But I haven't got around to that, and anyway, these polls have been so unstable that I'm waiting for the moment we get closer to the election to start considering anything more serious with these figures.

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Rui, excelente e muito obrigado. Só uma nota pequena para dizer que "Severe material deprivation rate is defined as the enforced inability to pay for at least four of the above-mentioned items." Também acrescentar que domino mal estes indicadores, mas que o menu de indicadores disponíveis aqui é bastante mais completo - http://epp.eurostat.ec.europa.eu/portal/page/portal/income_social_inclusion_living_conditions/data/database - mas mesmo assim não parece responder à maior parte das tuas dúvidas. Mas era preciso alguém que dominasse isto bem e eu não sou essa pessoa, por isso tratei os mais "genéricos": pobreza e desigualdade, e também o da privação para ter uma medida que não fosse "relativa". Creio também que a questão que tu e o João levantam é para mim (ou seja, do ponto de vista das questões políticas que mais me interessam) a mais interessante: será que as nossas políticas de austeridade foram mais "targeted" de forma não afectar tanto os segmentos mais desfavorecidos, em comparação com os outros países da "austeridade"? Não sei, mas os resultados sugerem que sim. Se sim, porquê? Dito isto, entre esse "design" e os efeitos aqui medidos medeia tanta coisa que o próprio ponto de partida para a questão pode ser equívoco...

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Pedro Magalhães commented on a post on Blogger.
Os valores apresentados no post ("efeitos nos nossos resultados") são o do agregador de sondagens do POPSTAR. A sondagem atribui 1,5% ao CDS e 17,2% à CDU.
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