Uma coisa que me confunde os neurónios:

Sempre me foi dito que quando compro um CD de música, um livro, um filme em DVD, um jogo, um programa, eu não estou a comprar a obra em si: estou simplesmente a comprar o direito de a poder usar (ouvir, ler, ver, jogar,etc).
Porque se assim não fosse, eu poderia fazer com a obra o que me aprouvesse. E não posso. Só a posso usar para o fim para o qual foi concebida: "Ouvir" música, "Ler" um livro, "Ver" um filme, "Jogar" um jogo.

Por essa perspectiva, o "meio" em que a obra me chega às mãos é irrelevante: eu não estou a comprar algo físico, estou simplesmente a comprar um direito.
E um direito é - por definição - imaterial.

Incluído no valor que pago por esse direito, estou a pagar uma percentagem ao autor (ou ao proprietário dos direitos de autor). Por - relembro - o direito de usar a sua obra para o fim que foi concebida.

Ora se eu - ao "comprar" uma obra - estou a na realidade a adquirir o direito de a usar... se a copiar para outro meio (que - reforço - é irrelevante) para a usar para o fim para que foi concebida (por exemplo, para ouvir uma música num iPod em vez de no leitor de CDs), não estou simplesmente a exercer o direito que adquiri ?
Relembro, eu não comprei a obra: comprei o direito de a utilizar para o fim para que foi concebida.

E isto confunde-me os neurónios: qual a necessidade de uma Lei de Cópia Privada que me obriga a pagar várias vezes os direitos que já adquiri logo de início ??

#pl118
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