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Pedro Monteiro
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Pedro Monteiro

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Conforme tento demonstrar no meu artigo, defendo que a fórmula 'clássica' da narrativa tem ligações estreitas com a nossa biologia e o funcionamento do nosso cérebro. Desta forma, convém debruçarmo-nos sobre as razões evolutivas para a existência desta ligação – i.e. para que nos servem as narrativas – e, depois, avaliar como é que os avanços tecnológicos e os inerentes novos meios que daí brotaram, influenciam (ou são influenciados) pela universalidade humana da narrativa.

Gosto particularmente de uma definição para a função da narrativa que é, mais ou menos (nunca perdi muito tempo a formulá-la elegantemente), assim:

As narrativas servem para nos ensinar, previamente, os conceitos básicos de vivência social dentro das sociedades da nossa espécie. Estando intimamente ligadas à forma como experienciamos as emoções, a sua fórmula procura ajudar-nos a criar mapas mentais dos protagonistas.

Agora, vamos por partes, analisar isto:

A primeira parte mostra-nos que através dos mitos e das histórias, os seres humanos aprendem a lidar com situações sociais que poderão vir a enfrentar futuramente, sem que tenham que passar pelas mesmas, criando mapas de padrões de 'dificuldades' e de soluções para as mesmas. Desta forma, uma narrativa é a 'continuação' do que a brincadeira é para as crias de várias espécies de mamíferos. 
Tendo a nossa espécie evoluído de uma forma que depende, fundamentalmente, da vivência em sociedades de funcionamento complicados, faz todo o sentido que aqueles que desenvolverem melhores capacidades de percepção e aprendizagem em relação ao seu papel dentro dessa mesma sociedade, que estejam numa posição vantajosa para a propagação dos seus genes. 

No meu artigo, mencionado em cima no texto deste post, estabeleço uma demonstração da ligação entre a fórmula clássica da narrativa e a forma como os seres humanos sentem, internamente, as emoções. As emoções são experiências essenciais à nossa percepção de outros seres humanos e do nosso entendimento do que estes possam estar a sentir. Todos nós temos esta 'habilidade', através da observação de sinais exteriores (feições, tons de voz, tensão muscular, etc), de criar mapas mentais de alguém. De certo modo, todos nós estamos a ler as mentes, uns dos outros.
Este 'super poder' é muito útil à vivência (e sobrevivência) dentro de um grupo; ser capaz de antever e de nos prepararmos para as ações de alguém, tem variadas vantagens evolutivas. Assim, mais uma vez, não é de estranhar que esta habilidade tenha passado de geração em geração, uma vez que os detentores da mesma tinham mais probabilidades de perpetuar os seus genes.

Concluíndo, para que os seres humanos possam viver em sociedades de funcionamento intrincado, é bastante útil que possamos aprender, sem ter que experienciar, vários cenários de 'confronto' social. Através das narrativas e do nosso 'poder' de criar mapas mentais de outros seres humanos, estamos todos em constante aprendizagem de covivência social.

Agora a parte das narrativas e dos novos medium:

Acho que existem dois cenários essenciais para responder à tua questão: a) ter uma história para contar, sem obrigação de plataforma (meio); b) ter um meio como plataforma de distribuição de uma história para contar.

O cenário b) é de fácil resolução: contar a história tirando o melhor partido possível das possibilidades oferecidas pelo meio.

O cenário a) é o que mais me interessa, especialmente, nas possibilidades do meio digital. Como resposta à tua pergunta – se tiveres uma história para contar e nenhuma obrigação de plataforma –, devemos sempre escolher a plataforma que melhor dê 'corpo' à história que temos para contar, levando em linha de conta as finalidades que acima escrevi sobre narrativas.

Neste sentido, concordo contigo que a cada novo medium existe sempre um período de deslumbre e de exploração das possibilidades oferecidas pelo mesmo e onde o meio influencia a história (a frase que costumo usar é que 'pomos as coisas todas a fazer cambalhotas para trás apenas porque é possível fazê-lo'; o exemplo que dou, simples de propósito, é de que a certa altura todas as publicações tinham sombreados nos seus títulos, apenas porque era fácil fazê-lo – obrigado InDesign!). 

O que podemos observar, através do estudo da história dos media é que, passado este período, a fórmula narrativa mantém-se praticamente inalterada e que o que acontece é que se usam as potencialidades do novo meio para cada parte de uma história. 

Um exemplo: Se no teatro era preciso algum tipo de 'truques' para dar a perceber estados mentais de alguns personagens (monólogos estranhos, por exemplo); com o cinema, a edição e o close-up, conseguiram-se novas formas de o fazer. Mesmo assim, é muito mais 'fácil' dar a conhecer um estado mental de um personagem em literatura (texto) do que no cinema.

Seguindo nesta linha de raciocínio, interessa-me bastante o que é que as várias ferramentas digitais disponíveis (texto, áudio, vídeo, fotografia, interação, etc) podem 'acrescentar' às várias partes de uma narrativa que seja distribuída em plataforma(s) digital(ais).

OK, back to you ;-)
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+Pedro Monteiro
"O que não acho é que exista um meio que seja o melhor meio (em relação a todos os outros) para contar todas as histórias."

É isto, mas com um pequeno tweak e simplicado

-> Não existe um melhor meio para contar histórias.

Cada meio, tem as suas vantagens e desvantagens, e este acaba por ser preferido ou preterido em função de uma miriade de variáveis, que normalmente pouco ou nada têm que ver com a essência da história.

Quanto ao exemplo do Spielberg, ele não tem de perceber de nada, a única coisa que ele tem de conceber é o modo como audio-visualiza as ideias. Depois cada técnico faz-lhe chegar opções, e ele escolhe em função  do que está mais próximo do seu ideal. 
O Spielberg é um excelente contador de histórias em cinema, mas por exemplo é fraco a fazê-lo em videojogos :)

Quanto ao contador sem meio, é outro dilema. Pode ele existir?!
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Pedro Monteiro

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A must follow! Great stuff here.
Stories never die, but the ways we tell them are changing. Help shape the future.
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Pedro Monteiro

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How can an editorial system help digital storytelling?

An open letter (wish-list) for Sourcefabric
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Pedro Monteiro

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Maria Popova originally shared:
 
The Tell-Tale Brain – iconic neuroscientist V.S. Ramachandran's quest for what makes us human
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Added to my wishlist. Now, with your insight, I'm buying it! Thanks.
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Pedro Monteiro

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My visualize.me resume. Nice!
Visualize your resume in one click.
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Pedro Monteiro

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Brilliant!
Michelle Marie originally shared:
 
Anti Theft Sandwich Bags

Tired of having your food stolen by sticky-fingered coworkers or roommates? Bullies taking your kids lunch? Well if so worry no more! Anti-theft Lunch Bags are sandwich bags that have green splotches printed on both sides, making your freshly prepared lunch look spoiled. Don't suffer the injustice of having your sandwich stolen again!

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Pedro Monteiro

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Why I’ll start using the word mixmedia instead of multimedia.
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Pedro Monteiro

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New article: "How to produce narratives for digital distribution"
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Pedro Monteiro

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Oliver Reichenstein originally shared:
 
iCloud: It's a kind of magic

So how is iCloud? We have spent months to implement iCloud. Beta testing took us weeks, and there were conflicts after conflicts. Now it's ready. How is it? In one word: It's a kind of magic. Why?

1. It's synching without thinking: iCloud is the first synching service where you don't need to think. It does the craziest things without you needing to think about what you are doing.
2. It's tolerant: The best thing about iCloud is that — unlike Dropbox — you can open two documents on two different plattforms and it let's you do whatever you want. It syncs in real time.
3. It's fast. Real time synching happens with a delay of +/- 5 seconds. In other words, if you write something on your iPad and go back to your desktop you will see the text change magically in front of your eyes.

I've been making fun of Apple's magical claim, but this time I concur. The iCloud technology is so far ahead of anything I have seen, and it does so much in the background without you noticing anything that it deserves the quality "magic." It looks like it does things that are considered impossible... ;-)


iCLOUD SYNC for both iA WRITER apps coming soon. Until then we go down with the price:

1$ for iPad: http://itunes.apple.com/app/ia-writer/id392502056?mt=8
5$ for Mac: http://itunes.apple.com/app/ia-writer/id439623248?mt=12

Enjoy!
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Pedro Monteiro

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This is very cool and I'm very honored. My digital narratives article has been published on Nieman's Storyboard website. Many thanks to Andrea Pitzer for all her help in editing this article into something readable!
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Pedro Monteiro

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My latest article on Digital Distribution
Why do we tell stories?: Evolution, cognition and human need for stories
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Graphic Designer and News Media Consultant
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Male
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whatype, pmonteiro, psesinando, www.digital-distribution.org
Story
Introduction

Pedro Monteiro is a Portuguese graphic designer. He is an expert on new digital narratives and has been one of the first visual journalism editors to embrace and master tablet applications. 

Pedro works as a international consultant for INNOVATION Media Consultancy and coordinates the tablet publications for the biggest Portuguese media group, IMPRESA Publishing (Expresso, Visão). 

He writes about is professional practice on www.digital-distribution.org and shares his ideas on this subject on Twitter as @psesinando 

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