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Imitation of life is a life lived in fear.
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"Pra dormir, pra comer, pra confortar... É bom pra bicho, é bom pra gente, em qualquer parte do mundo".
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Os empecilhos enfrentados por pessoas gordas estão em todos os lugares. Seja na hora de comprar roupa, escolher lugar para sentar ou ao passar em uma catraca, as dificuldades mostram que nem tudo é inclusivo. Além disso, há ainda os diversos comentários ofensivos, as piadas preconceituosas e as observações maldosas disfarçadas de preocupação. Isso tudo recebe o nome de gordofobia.
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Dr. House

Por Mário Corso

Duas semanas atrás, a jornalista Cris Gutkoski escreveu sobre o seriado House neste caderno[1]. Não é réplica nem espero tréplica, é apenas continuação. Gostei do artigo, gosto da série, então emendo umas linhas que espero estejam à altura dele. Não tenho o mesmo entusiasmo de fã com a série que a Cris, mas, como ela, penso que o seriado dá mesmo o que falar.

House é uma série de TV americana centrada na personagem que lhe dá nome, ou seja, o Dr. House, cujo seu sucesso o coloca acima das outras, e creio que essa empatia do público não é gratuita. O esquema é simples, House é um médico especialmente brilhante que só se dedica a casos que lhe desafiam a inteligência. A cada episódio vemos o doutor encontrar a saída dentro de um labirinto de sintomas que não fazem sentido. Em quase todos, ele arranca alguém dos braços da morte, sempre quando quase já é tarde demais. Não espere um médico bonzinho e compreensivo, House é dedicado, mas é o mais mal-humorado, antipático e grosseiro médico da história da TV, e arrisco, do cinema. Com os que lhe são próximos é ainda pior, maltrata a todos que ama.

De onde provêm tanto entusiasmo com esse misantropo? Cris lembrou-nos do conforto do reencontro com os mesmos personagens que esse formato parecido com a novela nos traz. Gostaria de centrar na análise da personagem, acho que ele é o grande achado. Em primeiro lugar temos um enredo policial, ao modo Sherlock Holmes. A fórmula é a mesma das histórias policiais, só que o inimigo oculto é a doença traiçoeira. Ela não mostra sua face diretamente, esconde-se no corpo sofredor do paciente.

Como nos mistérios policiais, a busca de House visa reunir indícios mínimos e pela via da dedução chegar à conclusão, à revelação da doença culpada. A cura é uma mera consequência, apenas um epílogo da aventura da descoberta. Todo o aparato tecnológico de ponta está à disposição desse médico detetive que revira as nossas entranhas pedindo mil exames até encontrar o mal insidioso. Não deixa de ser irônico, que no mundo real os médicos são tão mais respeitados quanto menos exames necessitem para chegar a um diagnóstico, usando a cabeça no lugar das máquinas. O que o paciente tem a dizer sobre o mal que lhe aflige em geral é considerado bobagem, mentira. Para House são os sintomas do corpo que contam.

Mas esse detetive é muito particular. Ele teve um coágulo na perna mal diagnosticado e quase a perdeu, e depois disso vive num inferno de dor crônica que o leva a ser dependente químico de analgésicos fortes (geralmente Vicodin) e a andar de bengala. Só quem teve uma dor dessas pode saber o mau humor que brota dessa situação, e a desesperança que é acordar todo dia com essa amiga indesejável agarrada a um membro. Essa posição lhe faz ficar num lugar único, ele é médico e paciente ao mesmo tempo. House representa a onipotência da medicina, mas tem o fracasso dela inscrito no corpo, ele não tem cura, apenas alívio. Ele prescreve remédios e os toma o tempo todo. Ele detêm o conhecimento sobre as doenças, mas está subjugado a uma. Ou seja, ele é médico, mas é um de nós, ele sabe o que é sofrer.

Os antropólogos e folcloristas o classificariam como umtrickster, ou seja, aqueles seres que embaralham as classificações justamente por estarem nos dois lados. Por isso mesmo nunca sabemos o que esperar dumtrickster, ele pode nos tratar mal ou nos tratar bem, pode nos roubar ou nos dar um pressente, nos bater ou nos tirar duma enrascada. Sua essência é a imprevisibilidade: esse é House.

Freud estava certo quando dizia que viveríamos tempos hipocondríacos, nunca a preocupação com o corpo foi tão grande. Transformamo-nos em babás eternas de nosso corpo frágil e entre esses cuidados obsessivos com a saúde está o pânico da doença. Partindo desse zelo, para desenvolver uma hipocondria, esse tipo de paranóia invertida, onde o perseguidor vem de dentro do próprio corpo, é só um curto passo. O inimigo já não está no mundo, mas se esconde dentro de nós, esperando um momento de descuido para nos ferir, portanto todo cuidado é pouco.

Os seriados que envolvem medicina aproveitam essa onda, falam dos nossos medos, contrabandeiam a ilusão de conseguir mais informação sobre as doenças. Hoje os médicos em seus consultórios precisam discutir os diagnósticos com pacientes formados na prestigiosaGoogle Medical School. Esse “saber” sobre a doença fornece uma ideia de controle, como um espantalho destinado a afugentar a morte, ou ainda, na ideia da Cris: “como se a morte, fosse, também ela, uma ficção”.

O establishment das ciências médicas hoje é de um determinismo materialista radical. A homossexualidade é genética, o autismo idem, depressão é um desarranjo da química cerebral, os nossos antepassados com maior capacidade de retenção de energia foram selecionados e isso nos faz sermos obesos, e por aí vamos. A experiência de vida e a nossa família pouco contam, seríamos predestinados, portanto é inútil pensar em nossa trajetória e em nosso passado. O que acaba sendo uma boa notícia: afinal, não seríamos responsáveis por nada. Aproveitem! Não somos sujeitos de nada e somos assujeitados a tudo. Das idiossincrasias do desejo sexual, passando pela agitação motora, chegando ao comportamento serial killer, de tudo, mas tudo mesmo, de alguma forma, a biologia daria conta.

Em House isso vai ao paroxismo, os pacientes dele nunca são conversivos, hipocondríacos, psicossomáticos, raramente têm quadros autoimunes, tampouco as fibromialgias com sua névoa de indefinição comparecem, nem ao menos uma enxaqueca idiopática o questiona. Deve haver uma competente triagem prévia no Princeton-Plainsboro Teaching Hospital, que afaste esses pacientes, que tantas dores de cabeça dão aos clínicos. Seus pacientes realmente têm algo no corpo, às vezes até a alma sofre, mas o bisturi resolve quase tudo, a subjetividade nunca conta nem é causa de nada.

Em várias mitologias, os seres que mostram uma assimetria corporal, especialmente no andar, são os que de alguma forma já estiveram do outro lado: conheceram o mundo dos mortos, voltaram e no seu corpo ficou uma marca dessa viagem. Será que é só coincidência House mancar? Ou é mais uma marca de que ele simboliza um mediador dos mundos, aquele que conhece a passagem e escolhe (nesse caso protege) quem passa? Enfim, acredito que a personagem oculta desses dramas é a morte e House é seu competente toureiro. Nós o amamos como a um anjo torto da morte, afinal, nunca se sabe, ele pode nos dar mais uns dias.

[1] Publicado no Caderno de Cultura do Jornal Zero Hora em 12 de dezembro de 2009
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¿Adónde vamos con esta sociedad sin ley, sin principios ni cuidado del otro? Una sociedad hedonista e indiferente frente al dolor ajeno. Una ley que no ampara, donde todo está permitido, donde está todo bien. Donde las víctimas son los culpables. Donde se te ríen en la cara y desmienten permanentemente. Es imposible vivir así. Tanto dolor. Tanta muerte. Tanto desamparo. Se ha incrementado en estos últimos 10 años el cáncer, los chiquitos con TGD-ADD, las enfermedades producto de una contaminación ambiental de la que no se quiere hablar y que la culpa es del estrés, de los nervios y así los llenan de medicamentos. Los accidentes de tránsito, el abuso infantil, la violencia de género o la violencia generalizada. Estoy cansada. Leyes que no amparan, sino que desamparan a nuestros niños y jóvenes.

Esperemos poder recuperar nuestro sentido común y privilegiar el bien común sobre el bien personal siendo solidarios para con el otro, aspirando a una sociedad más justa con leyes que amparen y protejan a todos por igual, y que aquel que asuma el poder tome conciencia que como presidente es el responsable de amparar a todos sus hijos sin importar su visión política e ideología, sino a todos por igual. Recuperando el valor por la vida, por el amor, por la familia, por la mirada hacia el otro y la solidaridad del auxilio ajeno.

Si todos nos tomamos de las manos tenemos la esperanza de construir una sociedad más justa que educa, construye y recupera nuestros valores perdidos. Nuestra infancia perdida, nuestro instinto de amor puro perdido. Nuestro sentido común, nuestro valor por la vida. No quiero perder la esperanza. Y mi esperanza está puesta en esta Argentina rica en tierras y gente honesta. Dice Voltaire: “Parece que la naturaleza nos ha dado el amor propio para nuestra conservación y la benevolencia para la conservación de los otros. Sin estos dos principios no habría sociedad. Se distinguió enseguida a los hombres en dos clases: hombres divinos que sacrifican su amor propio al bien público; la segunda, los miserables que no se aman más que a sí mismos”.

Licenciada María Pía Isely (PSICOLOGA Y MADRE DE 6 HIJOS).
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