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Antônio Carlos Vieira
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Antônio CarlosFormado em Licenciatura Plena : Geografia ( UFS - Universidade Federal de Sergipe). pós-graduado em Didática do Ensino Superior (Faculdade Pio Décimo). Atualmente trabalho na Secretaria de Estado da Educação (SE-Brasil) e também trabalho como desenvolvedor de sistemas Web utilizando JSP + MySQL
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Antônio Carlos Vieira

Cidadania/Política/Sociedade  - 
 
A Globo e as raízes do subdesenvolvimento do futebol brasileiro

Luis Nassif



Os bravos jornalistas da CBN foram rápidos no gatilho: os 7 x 1 da Alemanha comprovam que a presidente Dilma Rousseff é “pé frio”.

Pé frio é bobagem. Não é o que dizem de Galvão Bueno?

Como são analistas sofisticados, da política e da economia, poderiam afirmar que Dilma talvez seja culpada - assim como Lula, Fernando Henrique Cardoso e outros presidentes - por não ter entrado na batalha pela modernização do futebol brasileiro.

Poderiam ter avançado mais no diagnóstico. Explicado que a maior derrota do futebol brasileiro – e latino-americano em geral – estava no fato de que a maioria absoluta dos seus jogadores serem de times europeus, da combalida Espanha, da Alemanha, Inglaterra e França.

Ali estaria a prova maior do subdesenvolvimento do futebol brasileiro, um mero exportador de mão-de-obra para o produto acabado europeu, campeonatos riquíssimos mesmo em períodos de crise.

Mas a questão principal é quem colocou na copa da árvore o jabuti do subdesenvolvimento futebolístico brasileiro.

Se quisessem aprofundar mais, poderiam mostrar conhecimento e erudição esportiva reportando-se a uma tarde de julho de 1921, em Jersey City, quando surgiu o primeiro Galvão Bueno da história, o locutor J. Andrew White, pugilista amador, preparando-se para narrar a luta história de Jack Dempsey vs George Carpentier para a Radio Corporation of America (RCA). 61 cidades tinham montado seus “salões de rádio” para um público estimado em centenas de milhares de ouvinte.

O que era apenas um hobby de radio amadores, tornou-se, a partir de então, o evento mais prestigiado nas radio transmissões.

Se não fosse cansar demais os ouvintes da CBN, os brilhantes analistas poderiam historiar, um pouco, a importância das transmissões esportivas para o que se tornaria o mais influente personagem do século no mercado de opinião: os grupos de mídia.

Mostrariam como foram criadas as redes, desenvolvidas as grades de programação, planejados os grandes eventos, como âncoras centrais da audiência.

Depois, avançariam nos demais aspectos dos grupos de mídia.

Num assomo de modéstia, reconheceriam que, em um grupo de mídia, a relevância do jornalismo é diretamente proporcional à audiência total; e a audiência depende fundamentalmente desses eventos âncora. Por isso mesmo, foi o futebol que garantiu o prestígio e a influência do jornalismo.

Não se vá exigir que descrevam a estratégia da Globo para tornar-se o maior grupo de mídia do Brasil e da América Latina. Mas se avançassem lembrariam que os eventos consolidadores foram o carnaval carioca e o futebol, pavimentando o caminho das novelas e do Jornal Nacional.

Algum entrevistado imprevisto, especialista em segurança, ou na sociologia do crime, poderia lembrar que, para conseguir o monopólio de ambos os eventos, a grande Globo precisou negociar, numa ponta, com os bicheiros que dominavam a Associação das Escolas de Samba do Rio; na outra, com os cartolas que desde sempre dominavam a CBF (Confederação Brasileira de Futebol), desde os tempos em que era CDB (Confederação Brasileira dos Desportos).

Para não pegar mal para a Globo, diria que a grande emissora foi vítima do anacronismo da sociedade brasileira, que a obriga a entrar no pântano sem se sujar.

Aos ouvintes ficariam as conclusões mais pesadas.

Graças ao submundo dos bicheiros e cartolas, a Globo venceu a competição na radiodifusão. E graças à Globo, bicheiros e cartolas conquistaram um enorme poder junto à superestrutura do Estado brasileiro, um extraordinário jogo de ganha-ganha em que o sistema bicheiros-Globo e cartolas-Globo ganharam uma expressão política inédita e uma blindagem excepcional. Ainda mais se se considerar que o primeiro setor vive da contravenção e o segundo está mergulhado até a raiz do cabelo nos esquemas internacionais de lavagem de dinheiro, através do comércio de jogadores.

Aí a matriz de responsabilidades começa a ficar um pouco mais clara.

Um especialista em direito econômico poderia analisar o abuso de poder econômico na compra de campeonatos e os prejuízos ao consumidor, com a Globo adquirindo a totalidade dos campeonatos e transmitindo apenas parte dos jogos.

Para tornar mais ilustrativo o episódio, poderia se reconstituir a tentativa da Record de entrar no leilão e a maneira como a Globo cooptou diversos clubes, adiantando direitos de transmissão para impedir o avanço da concorrente. Ou, então, as tentativas de dirigentes mais modernos de se livrar do jugo da CBF. E como todos foram esmagados pelo poder financeiro da aliança CBF-Globo.

De degrau em degrau, de episódio em episódio, se chegaria ao busílis da questão, o bolor fétido que emana da CBF e que até hoje impediu que, no país do maior público consumidor, aquele em que ...

TEXTO COMPLETO NESTE ENDEREÇO:
http://carlos-geografia.blogspot.com.br/2014/07/a-globo-e-as-raizes-do.html
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A Globo e as raízes do subdesenvolvimento do futebol brasileiro

Luis Nassif



Os bravos jornalistas da CBN foram rápidos no gatilho: os 7 x 1 da Alemanha comprovam que a presidente Dilma Rousseff é “pé frio”.

Pé frio é bobagem. Não é o que dizem de Galvão Bueno?

Como são analistas sofisticados, da política e da economia, poderiam afirmar que Dilma talvez seja culpada - assim como Lula, Fernando Henrique Cardoso e outros presidentes - por não ter entrado na batalha pela modernização do futebol brasileiro.

Poderiam ter avançado mais no diagnóstico. Explicado que a maior derrota do futebol brasileiro – e latino-americano em geral – estava no fato de que a maioria absoluta dos seus jogadores serem de times europeus, da combalida Espanha, da Alemanha, Inglaterra e França.

Ali estaria a prova maior do subdesenvolvimento do futebol brasileiro, um mero exportador de mão-de-obra para o produto acabado europeu, campeonatos riquíssimos mesmo em períodos de crise.

Mas a questão principal é quem colocou na copa da árvore o jabuti do subdesenvolvimento futebolístico brasileiro.

Se quisessem aprofundar mais, poderiam mostrar conhecimento e erudição esportiva reportando-se a uma tarde de julho de 1921, em Jersey City, quando surgiu o primeiro Galvão Bueno da história, o locutor J. Andrew White, pugilista amador, preparando-se para narrar a luta história de Jack Dempsey vs George Carpentier para a Radio Corporation of America (RCA). 61 cidades tinham montado seus “salões de rádio” para um público estimado em centenas de milhares de ouvinte.

O que era apenas um hobby de radio amadores, tornou-se, a partir de então, o evento mais prestigiado nas radio transmissões.

Se não fosse cansar demais os ouvintes da CBN, os brilhantes analistas poderiam historiar, um pouco, a importância das transmissões esportivas para o que se tornaria o mais influente personagem do século no mercado de opinião: os grupos de mídia.

Mostrariam como foram criadas as redes, desenvolvidas as grades de programação, planejados os grandes eventos, como âncoras centrais da audiência.

Depois, avançariam nos demais aspectos dos grupos de mídia.

Num assomo de modéstia, reconheceriam que, em um grupo de mídia, a relevância do jornalismo é diretamente proporcional à audiência total; e a audiência depende fundamentalmente desses eventos âncora. Por isso mesmo, foi o futebol que garantiu o prestígio e a influência do jornalismo.

Não se vá exigir que descrevam a estratégia da Globo para tornar-se o maior grupo de mídia do Brasil e da América Latina. Mas se avançassem lembrariam que os eventos consolidadores foram o carnaval carioca e o futebol, pavimentando o caminho das novelas e do Jornal Nacional.

Algum entrevistado imprevisto, especialista em segurança, ou na sociologia do crime, poderia lembrar que, para conseguir o monopólio de ambos os eventos, a grande Globo precisou negociar, numa ponta, com os bicheiros que dominavam a Associação das Escolas de Samba do Rio; na outra, com os cartolas que desde sempre dominavam a CBF (Confederação Brasileira de Futebol), desde os tempos em que era CDB (Confederação Brasileira dos Desportos).

Para não pegar mal para a Globo, diria que a grande emissora foi vítima do anacronismo da sociedade brasileira, que a obriga a entrar no pântano sem se sujar.

Aos ouvintes ficariam as conclusões mais pesadas.

Graças ao submundo dos bicheiros e cartolas, a Globo venceu a competição na radiodifusão. E graças à Globo, bicheiros e cartolas conquistaram um enorme poder junto à superestrutura do Estado brasileiro, um extraordinário jogo de ganha-ganha em que o sistema bicheiros-Globo e cartolas-Globo ganharam uma expressão política inédita e uma blindagem excepcional. Ainda mais se se considerar que o primeiro setor vive da contravenção e o segundo está mergulhado até a raiz do cabelo nos esquemas internacionais de lavagem de dinheiro, através do comércio de jogadores.

Aí a matriz de responsabilidades começa a ficar um pouco mais clara.

Um especialista em direito econômico poderia analisar o abuso de poder econômico na compra de campeonatos e os prejuízos ao consumidor, com a Globo adquirindo a totalidade dos campeonatos e transmitindo apenas parte dos jogos.

Para tornar mais ilustrativo o episódio, poderia se reconstituir a tentativa da Record de entrar no leilão e a maneira como a Globo cooptou diversos clubes, adiantando direitos de transmissão para impedir o avanço da concorrente. Ou, então, as tentativas de dirigentes mais modernos de se livrar do jugo da CBF. E como todos foram esmagados pelo poder financeiro da aliança CBF-Globo.

De degrau em degrau, de episódio em episódio, se chegaria ao busílis da questão, o bolor fétido que emana da CBF e que até hoje impediu que, no país do maior público consumidor, aquele em que ...

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Legado da Copa: duradouro ou efêmero (Parte 3)
Além das falácias sobre os gastos com arenas da Copa, sobre o que já tratamos aqui, matéria de revistas e jornais dizem que não haverá legados duradouros.

José Augusto Valente (*)

O chamado “Legado da Copa 2014” é constituído por investimentos necessários ao desenvolvimento regional e urbano do país e que acabaram sendo antecipados e priorizados nas 12 sedes pela oportunidade de realizar uma Copa do Mundo no Brasil. Esses investimentos foram compartilhados pelo governo federal e pelos governos locais.

Principais legados da Copa 2014, cujos investimentos chegaram a um montante de R$ 28 bilhões:

a) Arenas multiuso em 12 cidades;
b) Aeroportos modernizados
c) Portos
d) Mobilidade urbana

Além desses, foram investidos R$ 1,9 bilhões em segurança, R$ 404 milhões em telecomunicações, R$ 180 milhões em ações de infraestrutura do turismo e R$ 208 milhões em instalações complementares. 

Neste artigo, tratarei dos itens (a), (b) e (c). O item (d) será tratado no próximo artigo da série Legado da Copa.

Falácia 3 – não haverá legados duradouros

Além das falácias sobre os gastos com as arenas da Copa, sobre o que já tratamos nas partes 2 e 3, matéria de revistas e jornais insistem em que não haverá legados duradouros (capa e matéria da Veja, em 25/6/2014). Será mesmo?

a) Arenas
Sobre as arenas multiuso, já escrevemos nos artigos anteriores que, além de jogos de futebol, serão utilizadas para megaeventos, como shows, espetáculos, conferências e reuniões, com conforto, segurança e qualidade. Exceto o de Brasília – que será gerido pelo governo – e Manaus e Cuiabá – que deverão ser concedidos –, os demais já estão nas mãos da iniciativa privada, diretamente, ou via PPP/concessão. Na verdade, não importa muito em quantos anos o investimento será amortizado pela iniciativa privada. Cultura, esporte e lazer são direitos de primeira ordem da cidadania de um país emergente que em breve estará no rol dos desenvolvidos. Assim, as arenas são um legado duradouro, não há dúvida quanto a isso.

b) Aeroportos
Negar que os aeroportos que foram modernizados “no embalo da Copa 2014”, mas também porque já havia demanda e projeto sobre isso, sejam um legado duradouro é uma insanidade sem fundamentação alguma.

Guarulhos, Brasília, Viracopos, Galeão e Confins estão ou ficarão no mesmo patamar que os melhores aeroportos do mundo, num futuro muito próximo. Os demais, sob gestão da Infraero, tiveram obras de ampliação e modernização, o que permitirá que o nosso sistema aeroportuário atenda adequadamente o crescimento da demanda de voos domésticos e internacionais nos próximos vinte anos.

Assim, é óbvio que os aeroportos que tiveram R$ 8,4 bilhões de investimentos serão um legado duradouro. Estão praticamente prontos e muito elogiados pelos turistas que vieram para a Copa.

c) Portos
Os R$ 587 milhões investidos em seis terminais portuários de passageiros (Fortaleza, Manaus, Natal, Recife, Salvador e São Paulo), juntamente com os que ...

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Legado da Copa: duradouro ou efêmero (Parte 3)
Além das falácias sobre os gastos com arenas da Copa, sobre o que já tratamos aqui, matéria de revistas e jornais dizem que não haverá legados duradouros.

José Augusto Valente (*)

O chamado “Legado da Copa 2014” é constituído por investimentos necessários ao desenvolvimento regional e urbano do país e que acabaram sendo antecipados e priorizados nas 12 sedes pela oportunidade de realizar uma Copa do Mundo no Brasil. Esses investimentos foram compartilhados pelo governo federal e pelos governos locais.

Principais legados da Copa 2014, cujos investimentos chegaram a um montante de R$ 28 bilhões:

a) Arenas multiuso em 12 cidades;
b) Aeroportos modernizados
c) Portos
d) Mobilidade urbana

Além desses, foram investidos R$ 1,9 bilhões em segurança, R$ 404 milhões em telecomunicações, R$ 180 milhões em ações de infraestrutura do turismo e R$ 208 milhões em instalações complementares. 

Neste artigo, tratarei dos itens (a), (b) e (c). O item (d) será tratado no próximo artigo da série Legado da Copa.

Falácia 3 – não haverá legados duradouros

Além das falácias sobre os gastos com as arenas da Copa, sobre o que já tratamos nas partes 2 e 3, matéria de revistas e jornais insistem em que não haverá legados duradouros (capa e matéria da Veja, em 25/6/2014). Será mesmo?

a) Arenas
Sobre as arenas multiuso, já escrevemos nos artigos anteriores que, além de jogos de futebol, serão utilizadas para megaeventos, como shows, espetáculos, conferências e reuniões, com conforto, segurança e qualidade. Exceto o de Brasília – que será gerido pelo governo – e Manaus e Cuiabá – que deverão ser concedidos –, os demais já estão nas mãos da iniciativa privada, diretamente, ou via PPP/concessão. Na verdade, não importa muito em quantos anos o investimento será amortizado pela iniciativa privada. Cultura, esporte e lazer são direitos de primeira ordem da cidadania de um país emergente que em breve estará no rol dos desenvolvidos. Assim, as arenas são um legado duradouro, não há dúvida quanto a isso.

b) Aeroportos
Negar que os aeroportos que foram modernizados “no embalo da Copa 2014”, mas também porque já havia demanda e projeto sobre isso, sejam um legado duradouro é uma insanidade sem fundamentação alguma.

Guarulhos, Brasília, Viracopos, Galeão e Confins estão ou ficarão no mesmo patamar que os melhores aeroportos do mundo, num futuro muito próximo. Os demais, sob gestão da Infraero, tiveram obras de ampliação e modernização, o que permitirá que o nosso sistema aeroportuário atenda adequadamente o crescimento da demanda de voos domésticos e internacionais nos próximos vinte anos.

Assim, é óbvio que os aeroportos que tiveram R$ 8,4 bilhões de investimentos serão um legado duradouro. Estão praticamente prontos e muito elogiados pelos turistas que vieram para a Copa.

c) Portos
Os R$ 587 milhões investidos em seis terminais portuários de passageiros (Fortaleza, Manaus, Natal, Recife, Salvador e São Paulo), juntamente com os que ...

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As linhas gerais do Programa de Governo de Dilma incluem goleadas históricas, mas se omitem diante de uma questão chave, que pode por a perder um jogo decisivo. por: Saul Leblon As linhas gerais do Programa de Governo da can...
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Os bravos jornalistas da CBN foram rápidos no gatilho: os 7 x 1 da Alemanha comprovam que a presidente Dilma Rousseff é “pé frio”.

Pé frio é bobagem. Não é o que dizem de Galvão Bueno?

Como são analistas sofisticados, da política e da economia, poderiam afirmar que Dilma talvez seja culpada - assim como Lula, Fernando Henrique Cardoso e outros presidentes - por não ter entrado na batalha pela modernização do futebol brasileiro.

Poderiam ter avançado mais no diagnóstico. Explicado que a maior derrota do futebol brasileiro – e latino-americano em geral – estava no fato de que a maioria absoluta dos seus jogadores serem de times europeus, da combalida Espanha, da Alemanha, Inglaterra e França.

Ali estaria a prova maior do subdesenvolvimento do futebol brasileiro, um mero exportador de mão-de-obra para o produto acabado europeu, campeonatos riquíssimos mesmo em períodos de crise.

Mas a questão principal é quem colocou na copa da árvore o jabuti do subdesenvolvimento futebolístico brasileiro.

Se quisessem aprofundar mais, poderiam mostrar conhecimento e erudição esportiva reportando-se a uma tarde de julho de 1921, em Jersey City, quando surgiu o primeiro Galvão Bueno da história, o locutor J. Andrew White, pugilista amador, preparando-se para narrar a luta história de Jack Dempsey vs George Carpentier para a Radio Corporation of America (RCA). 61 cidades tinham montado seus “salões de rádio” para um público estimado em centenas de milhares de ouvinte.

O que era apenas um hobby de radio amadores, tornou-se, a partir de então, o evento mais prestigiado nas radio transmissões.

Se não fosse cansar demais os ouvintes da CBN, os brilhantes analistas poderiam historiar, um pouco, a importância das transmissões esportivas para o que se tornaria o mais influente personagem do século no mercado de opinião: os grupos de mídia.

Mostrariam como foram criadas as redes, desenvolvidas as grades de programação, planejados os grandes eventos, como âncoras centrais da audiência.

Depois, avançariam nos demais aspectos dos grupos de mídia.

Num assomo de modéstia, reconheceriam que, em um grupo de mídia, a relevância do jornalismo é diretamente proporcional à audiência total; e a audiência depende fundamentalmente desses eventos âncora. Por isso mesmo, foi o futebol que garantiu o prestígio e a influência do jornalismo.

Não se vá exigir que descrevam a estratégia da Globo para tornar-se o maior grupo de mídia do Brasil e da América Latina. Mas se avançassem lembrariam que os eventos consolidadores foram o carnaval carioca e o futebol, pavimentando o caminho das novelas e do Jornal Nacional.

Algum entrevistado imprevisto, especialista em segurança, ou na sociologia do crime, poderia lembrar que, para conseguir o monopólio de ambos os eventos, a grande Globo precisou negociar, numa ponta, com os bicheiros que dominavam a Associação das Escolas de Samba do Rio; na outra, com os cartolas que desde sempre dominavam a CBF (Confederação Brasileira de Futebol), desde os tempos em que era CDB (Confederação Brasileira dos Desportos).

Para não pegar mal para a Globo, diria que a grande emissora foi vítima do anacronismo da sociedade brasileira, que a obriga a entrar no pântano sem se sujar.

Aos ouvintes ficariam as conclusões mais pesadas.

Graças ao submundo dos bicheiros e cartolas, a Globo venceu a competição na radiodifusão. E graças à Globo, bicheiros e cartolas conquistaram um enorme poder junto à superestrutura do Estado brasileiro, um extraordinário jogo de ganha-ganha em que o sistema bicheiros-Globo e cartolas-Globo ganharam uma expressão política inédita e uma blindagem excepcional. Ainda mais se se considerar que o primeiro setor vive da contravenção e o segundo está mergulhado até a raiz do cabelo nos esquemas internacionais de lavagem de dinheiro, através do comércio de jogadores.

Aí a matriz de responsabilidades começa a ficar um pouco mais clara.

Um especialista em direito econômico poderia analisar o abuso de poder econômico na compra de campeonatos e os prejuízos ao consumidor, com a Globo adquirindo a totalidade dos campeonatos e transmitindo apenas parte dos jogos.

Para tornar mais ilustrativo o episódio, poderia se reconstituir a tentativa da Record de entrar no leilão e a maneira como a Globo cooptou diversos clubes, adiantando direitos de transmissão para impedir o avanço da concorrente. Ou, então, as tentativas de dirigentes mais modernos de se livrar do jugo da CBF. E como todos foram esmagados pelo poder financeiro da aliança CBF-Globo.

De degrau em degrau, de episódio em episódio, se chegaria ao busílis da questão, o bolor fétido que emana da CBF e que até hoje impediu que, no país do maior público consumidor, aquele em que ...

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Os bravos jornalistas da CBN foram rápidos no gatilho: os 7 x 1 da Alemanha comprovam que a presidente Dilma Rousseff é “pé frio”.

Pé frio é bobagem. Não é o que dizem de Galvão Bueno?

Como são analistas sofisticados, da política e da economia, poderiam afirmar que Dilma talvez seja culpada - assim como Lula, Fernando Henrique Cardoso e outros presidentes - por não ter entrado na batalha pela modernização do futebol brasileiro.

Poderiam ter avançado mais no diagnóstico. Explicado que a maior derrota do futebol brasileiro – e latino-americano em geral – estava no fato de que a maioria absoluta dos seus jogadores serem de times europeus, da combalida Espanha, da Alemanha, Inglaterra e França.

Ali estaria a prova maior do subdesenvolvimento do futebol brasileiro, um mero exportador de mão-de-obra para o produto acabado europeu, campeonatos riquíssimos mesmo em períodos de crise.

Mas a questão principal é quem colocou na copa da árvore o jabuti do subdesenvolvimento futebolístico brasileiro.

Se quisessem aprofundar mais, poderiam mostrar conhecimento e erudição esportiva reportando-se a uma tarde de julho de 1921, em Jersey City, quando surgiu o primeiro Galvão Bueno da história, o locutor J. Andrew White, pugilista amador, preparando-se para narrar a luta história de Jack Dempsey vs George Carpentier para a Radio Corporation of America (RCA). 61 cidades tinham montado seus “salões de rádio” para um público estimado em centenas de milhares de ouvinte.

O que era apenas um hobby de radio amadores, tornou-se, a partir de então, o evento mais prestigiado nas radio transmissões.

Se não fosse cansar demais os ouvintes da CBN, os brilhantes analistas poderiam historiar, um pouco, a importância das transmissões esportivas para o que se tornaria o mais influente personagem do século no mercado de opinião: os grupos de mídia.

Mostrariam como foram criadas as redes, desenvolvidas as grades de programação, planejados os grandes eventos, como âncoras centrais da audiência.

Depois, avançariam nos demais aspectos dos grupos de mídia.

Num assomo de modéstia, reconheceriam que, em um grupo de mídia, a relevância do jornalismo é diretamente proporcional à audiência total; e a audiência depende fundamentalmente desses eventos âncora. Por isso mesmo, foi o futebol que garantiu o prestígio e a influência do jornalismo.

Não se vá exigir que descrevam a estratégia da Globo para tornar-se o maior grupo de mídia do Brasil e da América Latina. Mas se avançassem lembrariam que os eventos consolidadores foram o carnaval carioca e o futebol, pavimentando o caminho das novelas e do Jornal Nacional.

Algum entrevistado imprevisto, especialista em segurança, ou na sociologia do crime, poderia lembrar que, para conseguir o monopólio de ambos os eventos, a grande Globo precisou negociar, numa ponta, com os bicheiros que dominavam a Associação das Escolas de Samba do Rio; na outra, com os cartolas que desde sempre dominavam a CBF (Confederação Brasileira de Futebol), desde os tempos em que era CDB (Confederação Brasileira dos Desportos).

Para não pegar mal para a Globo, diria que a grande emissora foi vítima do anacronismo da sociedade brasileira, que a obriga a entrar no pântano sem se sujar.

Aos ouvintes ficariam as conclusões mais pesadas.

Graças ao submundo dos bicheiros e cartolas, a Globo venceu a competição na radiodifusão. E graças à Globo, bicheiros e cartolas conquistaram um enorme poder junto à superestrutura do Estado brasileiro, um extraordinário jogo de ganha-ganha em que o sistema bicheiros-Globo e cartolas-Globo ganharam uma expressão política inédita e uma blindagem excepcional. Ainda mais se se considerar que o primeiro setor vive da contravenção e o segundo está mergulhado até a raiz do cabelo nos esquemas internacionais de lavagem de dinheiro, através do comércio de jogadores.

Aí a matriz de responsabilidades começa a ficar um pouco mais clara.

Um especialista em direito econômico poderia analisar o abuso de poder econômico na compra de campeonatos e os prejuízos ao consumidor, com a Globo adquirindo a totalidade dos campeonatos e transmitindo apenas parte dos jogos.

Para tornar mais ilustrativo o episódio, poderia se reconstituir a tentativa da Record de entrar no leilão e a maneira como a Globo cooptou diversos clubes, adiantando direitos de transmissão para impedir o avanço da concorrente. Ou, então, as tentativas de dirigentes mais modernos de se livrar do jugo da CBF. E como todos foram esmagados pelo poder financeiro da aliança CBF-Globo.

De degrau em degrau, de episódio em episódio, se chegaria ao busílis da questão, o bolor fétido que emana da CBF e que até hoje impediu que, no país do maior público consumidor, aquele em que ...

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Além das falácias sobre os gastos com arenas da Copa, sobre o que já tratamos aqui, matéria de revistas e jornais dizem que não haverá legados duradouros.

José Augusto Valente (*)

O chamado “Legado da Copa 2014” é constituído por investimentos necessários ao desenvolvimento regional e urbano do país e que acabaram sendo antecipados e priorizados nas 12 sedes pela oportunidade de realizar uma Copa do Mundo no Brasil. Esses investimentos foram compartilhados pelo governo federal e pelos governos locais.

Principais legados da Copa 2014, cujos investimentos chegaram a um montante de R$ 28 bilhões:

a) Arenas multiuso em 12 cidades;
b) Aeroportos modernizados
c) Portos
d) Mobilidade urbana

Além desses, foram investidos R$ 1,9 bilhões em segurança, R$ 404 milhões em telecomunicações, R$ 180 milhões em ações de infraestrutura do turismo e R$ 208 milhões em instalações complementares. 

Neste artigo, tratarei dos itens (a), (b) e (c). O item (d) será tratado no próximo artigo da série Legado da Copa.

Falácia 3 – não haverá legados duradouros

Além das falácias sobre os gastos com as arenas da Copa, sobre o que já tratamos nas partes 2 e 3, matéria de revistas e jornais insistem em que não haverá legados duradouros (capa e matéria da Veja, em 25/6/2014). Será mesmo?

a) Arenas
Sobre as arenas multiuso, já escrevemos nos artigos anteriores que, além de jogos de futebol, serão utilizadas para megaeventos, como shows, espetáculos, conferências e reuniões, com conforto, segurança e qualidade. Exceto o de Brasília – que será gerido pelo governo – e Manaus e Cuiabá – que deverão ser concedidos –, os demais já estão nas mãos da iniciativa privada, diretamente, ou via PPP/concessão. Na verdade, não importa muito em quantos anos o investimento será amortizado pela iniciativa privada. Cultura, esporte e lazer são direitos de primeira ordem da cidadania de um país emergente que em breve estará no rol dos desenvolvidos. Assim, as arenas são um legado duradouro, não há dúvida quanto a isso.

b) Aeroportos
Negar que os aeroportos que foram modernizados “no embalo da Copa 2014”, mas também porque já havia demanda e projeto sobre isso, sejam um legado duradouro é uma insanidade sem fundamentação alguma.

Guarulhos, Brasília, Viracopos, Galeão e Confins estão ou ficarão no mesmo patamar que os melhores aeroportos do mundo, num futuro muito próximo. Os demais, sob gestão da Infraero, tiveram obras de ampliação e modernização, o que permitirá que o nosso sistema aeroportuário atenda adequadamente o crescimento da demanda de voos domésticos e internacionais nos próximos vinte anos.

Assim, é óbvio que os aeroportos que tiveram R$ 8,4 bilhões de investimentos serão um legado duradouro. Estão praticamente prontos e muito elogiados pelos turistas que vieram para a Copa.

c) Portos
Os R$ 587 milhões investidos em seis terminais portuários de passageiros (Fortaleza, Manaus, Natal, Recife, Salvador e São Paulo), juntamente com os que ...

TEXTO COMPLETO NESTE ENDEREÇO:
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Legado da Copa: duradouro ou efêmero (Parte 3)
Além das falácias sobre os gastos com arenas da Copa, sobre o que já tratamos aqui, matéria de revistas e jornais dizem que não haverá legados duradouros.

José Augusto Valente (*)

O chamado “Legado da Copa 2014” é constituído por investimentos necessários ao desenvolvimento regional e urbano do país e que acabaram sendo antecipados e priorizados nas 12 sedes pela oportunidade de realizar uma Copa do Mundo no Brasil. Esses investimentos foram compartilhados pelo governo federal e pelos governos locais.

Principais legados da Copa 2014, cujos investimentos chegaram a um montante de R$ 28 bilhões:

a) Arenas multiuso em 12 cidades;
b) Aeroportos modernizados
c) Portos
d) Mobilidade urbana

Além desses, foram investidos R$ 1,9 bilhões em segurança, R$ 404 milhões em telecomunicações, R$ 180 milhões em ações de infraestrutura do turismo e R$ 208 milhões em instalações complementares. 

Neste artigo, tratarei dos itens (a), (b) e (c). O item (d) será tratado no próximo artigo da série Legado da Copa.

Falácia 3 – não haverá legados duradouros

Além das falácias sobre os gastos com as arenas da Copa, sobre o que já tratamos nas partes 2 e 3, matéria de revistas e jornais insistem em que não haverá legados duradouros (capa e matéria da Veja, em 25/6/2014). Será mesmo?

a) Arenas
Sobre as arenas multiuso, já escrevemos nos artigos anteriores que, além de jogos de futebol, serão utilizadas para megaeventos, como shows, espetáculos, conferências e reuniões, com conforto, segurança e qualidade. Exceto o de Brasília – que será gerido pelo governo – e Manaus e Cuiabá – que deverão ser concedidos –, os demais já estão nas mãos da iniciativa privada, diretamente, ou via PPP/concessão. Na verdade, não importa muito em quantos anos o investimento será amortizado pela iniciativa privada. Cultura, esporte e lazer são direitos de primeira ordem da cidadania de um país emergente que em breve estará no rol dos desenvolvidos. Assim, as arenas são um legado duradouro, não há dúvida quanto a isso.

b) Aeroportos
Negar que os aeroportos que foram modernizados “no embalo da Copa 2014”, mas também porque já havia demanda e projeto sobre isso, sejam um legado duradouro é uma insanidade sem fundamentação alguma.

Guarulhos, Brasília, Viracopos, Galeão e Confins estão ou ficarão no mesmo patamar que os melhores aeroportos do mundo, num futuro muito próximo. Os demais, sob gestão da Infraero, tiveram obras de ampliação e modernização, o que permitirá que o nosso sistema aeroportuário atenda adequadamente o crescimento da demanda de voos domésticos e internacionais nos próximos vinte anos.

Assim, é óbvio que os aeroportos que tiveram R$ 8,4 bilhões de investimentos serão um legado duradouro. Estão praticamente prontos e muito elogiados pelos turistas que vieram para a Copa.

c) Portos
Os R$ 587 milhões investidos em seis terminais portuários de passageiros (Fortaleza, Manaus, Natal, Recife, Salvador e São Paulo), juntamente com os que ...

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Antônio Carlos Vieira

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