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Dr Andre Mansur
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ONILDES, UMA VIDA RENTE AO CHÃO!
(Dr André Mansur Brandão, Advogado)

Há coisas na vida que não deveríamos ver... Há coisas na vida que não deveríamos saber. E principalmente, há coisas na vida que não deveriam acontecer!
Apresentamos a V.Exa. um daqueles casos que, de tão tristes e cruéis, faz-nos pensar e repensar sobre nossas próprias vidas, sobre Deus, sobre nossa aparente impotência diante do destino e das agruras imputadas a nossos semelhantes e, às vezes, a nós mesmos...
Apresentamos a V.Exa. o senhor Onildes. Um homem, de carne e osso, como nós. Mas, ao contrários de nós, Onildes vê a vida por outro ângulo. Ele a vê RENTE AO CHÃO!
Este mesmo chão que serve pra caminharmos. Este chão onde várias pessoas mal-educadas cospem e jogam seus lixos. O chão por onde rodam nossos carros... E foi há mais de duas décadas que (permita-me, Exa., falar na primeira pessoa) conheci Onildes. Foi num momento imaturo de minha história, que minha vida cruzou com a do senhor Onildes ... E nunca mais me esqueci dele!
Eu tinha completado meus 19 anos de idade e dirigia de forma insegura e orgulhosa meu primeiro carro. Parei meu carro no semáforo do cruzamento da Av. Silva Lobo, com Av. Barão Homem de Melo, quando percebi uma presença perto da porta de meu carro. A princípio, pensei que fosse uma criança, mas nem uma criança seria tão pequena. Abaixei o vidro pra poder olhar para fora e ... conheci Onildes. Um homem que caminhava com suas mãos e se arrastava, rente ao chão, devido à imperfeição total de suas pernas.
Numa vida cotidiana, estamos acostumados a ver de tudo. E talvez esse seja um dos grandes problemas da humanidade: acostumar a ver o que não se deveria ter visto!
Alguns momentos marcaram minha vida de forma irreversível. Conhecer Onildes certamente foi um dos mais importantes, pois, no auge de minha futilidade pós-adolescência, e sentindo-me o maioral por estar digirindo um carro seminovo, conheci um homem, como eu, que se arrastava. Um homem que via a vida por um ângulo de onde nenhum ser humano deveria olhar.
Mas, foi exatamente ao olhar para Onildes que senti uma coisa mágica: apesar de arrastar, apesar de ter quase a cor da poeira de asfasto e de sua sujeira, ele sorriu pra mim com seus olhos. E isso me marcou pro resto de minha vida.
Tirei uma pequena nota que havia na minha carteira (uma das poucas que tinham sobrado da compra do carro, ainda financiado) e tentei entregar. Como seus braços tambêm têm limitações, ele deixou a nota cair, sendo soprada pelo vento. Sem pensar, puxei o freio de mão, desliguei o carro e fui atrás da nota, apesar do forte buzinaço atrás de mim, pois o sinal havia aberto. Dizem que a definição de "fração de segundos" é o tempo decorrente entre a abertura do sinal de trânsito e o acionamento da buzina por parte dos idiotas que estão atrás.
Fato é que entreguei a nota, voltei pro meu carro sob os fortes "elogios" dos impacientes motoristas "cidadãos" e segui em frente, olhando pra trás, vendo os "carros" passarem a milímetros de Onildes, como se ele nada fosse.
Atualmente conhecedor da prescrição do crime de injúria, ainda que em sua forma continuada, confesso que, abusando da "coragem" da juventude, acenei amigavelmente usando meu DEDO MÉDIO para os motoristas que quase atropelaram Onildes e me ultrapassavam gritando coisas não divulgáveis e elogios à minha mãe!
Há poucos meses, decorridos mais de vinte anos daquele dia, encontro Onildes novamente. E, novamente, rente ao chão!
Tem um provérbio chinês que diz que um homem nunca passa duas vezes pelo mesmo rio, pois ambos, homem e rio, mudam...
O semáforo era outro. E eu não estava dentro de meu carro. Eu estava feliz, com minha esposa e filho, admirando uma casa antiga que eu havia adquirido para ser uma filial de meu escritório de advocacia. Não estava mais orgulhoso, nem inseguro... "Apenas" feliz! Nisso, percebi que mudei também!
Mas, quando ia entrar na casa pela primeira vez na qualidade de proprietário, olhei pro sinal situado na esquina das Ruas Araguari e Av. Amazonas, e ... vi Onildes novamente.
Eu e Onildes mudamos! Adquiri uma grande qualidade nestes anos todos: não sentir orgulho de meus defeitos. Onildes mudou também. Quando o vi há décadas, ele tinha um sorriso vivo, contagiante. Apesar de toda a sua "sorte", Onildes mostrava sua alma viva dentro de um corpo limitado. Agora, seu sorriso, ainda presente, estava cansado. E ele parecia ter perdido algo que não se pode retirar de um ser humano: a esperança!
Não sei se a vida de Onildes daria um livro. As mesmas pessoas que quase o atropelaram na época, e que ainda hoje o ignoram, não gostam de ler livros que não tenham um final feliz.
Peço licença a V.Exa. para voltar a falar na primeira pessoa do plural, para ser coerente com a suposta humildade do profissional, que nada seria sem uma equipe fantástica que me ajudou a construir nosso nome, ao longo de 12 anos de advocacia.
Não sei ainda quais os limites do que poderemos fazer por Onildes. Nao sei se as pessoas considerariam que Onildes pode ter um final feliz, com nosso limitado conceito de felicidade.
Patrocinamos vários exames médicos para avaliar a real condição dele. Como Onildes mostra seqüelas neurológicas, tem dificuldade em falar. Sua condição clínica parece ser proveniente de um misto de paralisia infantil com possíveis abusos e agressões sofridos por parte de seu pai, quadro agravado por décadas de vida como mendigo.
Onildes mora em uma casa alugada com a ajuda dos vizinhos. Recebe parco benefício, ainda reduzido por causa de mais um desses absurdos produzido por este museu de horrores em que se transformou nossa Previdência. Pede esmolas nos sinais para tentar complementar sua subsistência mínima. E quase não consegue mais pedir esmolas.
Onildes não tem mais o "vigor" de duas décadas atrás. Hoje, somente consegue pedir esmolas duas vezes por semana, dias em que é gentilmente transportado por alguns anjos urbanos, que guiam os ônibus próximos à "casa" de Onildes, e seus respectivos cobradores, que o carregam carinhosamente no colo, deixando-o nos sinais onde esmola.
Conseguimos, com a tutela do Estado, uma cadeira de rodas motorizada e adaptada para Onildes, bem como onerosos exames neurológicos complementares, graças à decisão proferida por uma juíza corajosa, DRA _____________________________, que não teve a hipocrisia de chamar o acesso judicial à saúde de "indústria da liminar", como o fazem aqueles que têm completos planos médicos e salários que, se não garantem a saúde (essa garantia é de Deus), garantem um acesso digno a ela, o que é negado a Onildes.
A cadeira ainda nao foi "entregue" pelo Estado. Onildes ainda vai ter de ver o mundo rente ao chão por algum tempo.
Não podemos dar a Onildes o clássico final feliz que as estórias e contos nos ensinaram quando éramos crianças. Onildes dificilmente levantará e andará como uma pessoa normal. Talvez ele conheça uma companheira e vivam felizes para sempre, mas sua solidão atual faz dos motoristas de bom coracão (desculpe se dei ênfase, apenas, aos canalhas, em detrimentos das centenas de pessoas boas que passaram por Onildes) e de seus vizinhos, motoristas e cobradores, seus únicos companheiros.
Onildes disse-me que inúmeras pessoas já prometeram pra ele a cadeira motorizada e mundos e fundos. Mas, depois, por algum motivo estranho, elas esquecem! Se Deus me permitir, não vamos esquecer-nos de Onildes, pois, após conhecê-lo, não vemos como isso seja possível.
Neste sentido, Exa., escusando-nos pela extensão de nossas palavras, pedimos que V.Exa. conceda a Onildes a dignidade mínima de um cidadão, usando tanto os princípios que regem nossa Constituição, como os princípios morais que regem a decência de uma sociedade que não deveria permitir a ocorrência de casos como esse.
O Estado deveria garantir a Onildes o direito de tomar vacinas que evitassem a suposta paralisia infantil. Deveria impedir que seu pai o agredisse e proteger sua infância. Deveria dar-lhe instrução e oportunidade de alocar-se em um mercado de trabalho, nao pedir esmolas. Décadas depois, nada mudou...
Casos como o de Onildes continuam acontecendo. E, se o Estado não consegue evitar, que possa minimamente corrigir. Pois, sim, é dever do Judiciário intervir diante da omissão dos demais Poderes. Pois, numa sociedade que se intitula democrática e livre, os juízes e suas canetas são o último bastião que nos separa da anarquia e da bestialidade.
Que Deus abençõe sua mente, seu coração e sua caneta!
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Blog de Edir Macedo provoca revolta na Record: "Jornalista morreu porque deixou de ser obreira da IURD" - http://televisao.uol.com.br/colunas/flavio-ricco/2012/01/03/blog-de-edir-macedo-provoca-revolta-na-record.jhtm
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Causou revolta na Record a maneira como Edir Macedo, dono do canal, se referiu em seu blog à morte da jornalista Dayanne Albuq
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Andre Mansur Brandao - Especialista em Direito Bancario, Direito do Consumidor. Defesa em juros abusivos nos financiamentos bancários (automóveis, caminhões, etc). Assessoria e defesa na negociação de endividamento.
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