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Nathan Rodrigues Ramos
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"Who's to say what's for me to say?
Who's to say what's for me to be?
Who's to say what's for me to do?"

Ric Nagualero
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Ric Nagualero

♪Iron Maiden - Sea of Madness♫
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Slave Labor
Slave Labor
hibbardart.com
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EXÉRCITO DE MISÉRIAS

Milhões de credos e teorias
para fugir aos domínios do absurdo.
Milhões de sinos,
e sinistros homens ditando toques de recolher:
elaborados planos de fuga
do absurdo.

E o coração de volta à Terra...
E a mente presa por grossas e temíveis correntes,
invisíveis pesando ao redor do pescoço,
impedindo olhar para a frente
e para quem precisa,
mesmo que seja alguém ao lado de quem se dorme.
Isso é distância,
e a distância pode ser tão distante...
... como um funcional, autômato e perfeito encaixe de ossos.

Passamos a vida buscando contato
com uma bizarra imagem de homem,
uma distorcida imagem de homem,
uma inflada imagem de homem,
que viria resgatar o Ideal de Homem
- e não a nós que esperamos por um resgate-,
da grande prisão que ele mesmo criou.

Se não fosse grande demais para se importar,
importante demais para se importar
com estas colônias de formigas,
com estes flocos de poeira, sem foco.
Somos flocos de poeira, sem eira nem beira.

Quem virá ao seu encontro senão os seus? Se é que virão...
Quem virá ao seu encontro senão os fizerdes seus? Se é que eles são...

Milhões de credos e teorias
para fugir aos domínios do absurdo.
Milhões de sinos e sinistros homens
tocando sinos em um quarto escuro,
marcando o toque de recolher...
Ditando o toque de recolher...
É só um toque de recolher...

Milhões de toques de recolher,
resgate dos sonhos direto para a sepultura.
Dizem eles que a morte liberta da Carcereira-Vida,
se a liberdade for tornar-se escultura
trancada em uma caixa feita sob medida.
É uma boa noção de liberdade...
É um bom propósito de vida...

Dizem eles que a morte liberta da Carcereira-Vida,
se a liberdade for tornar-se séquito,
louvando o grande e eterno monstro,
que nos condenou ao abandono por toda a vida,
ao julgamento no final da vida,
para condenar nossa liberdade e premiar nossa clausura.

E premia-nos,
ao nos conceder um posto a mais junto ao seu séquito,
séquito de adoração ao grande séquito,
que despreza o pensamento da diferença,
o pensamento do diferente,
a não ser que o diferente seja igual a si.

O grande Ego no Céu só quer o grande Espelho na Terra.
O grande Ego na Terra só vê o grande Espelho no Céu.

Milhões de credos e teorias
para fugir aos domínios do absurdo.
Milhões de sinos e sinistros homens prometendo claustro
em libertação do claustro...
.... em libertação do claustro em libertação do claustro em libertação do claustro...

Pureza impura em aporia:
Amor às custas de Sofrimento,
como se não andassem sempre juntos,
como um casal inseparável, fazendo manha e birra...
... manha e birra para as certezas torpes do séquito,
um exército de soldados que levam a Morte em vida,
que levam a morte simbólica às dúvidas e aos que duvidam.

Pois, o que não basta em si mesmo deve bastar,
mesmo que deva matar para que baste.
E assim não basta...
Porque nunca basta.

O grande ego nos observa,
avaliando o que somos e o que fazemos,
submetendo-nos à paranoia do seu olhar constante,
à maldade vaidosa do seu olhar constante,
que sequestra o mistério e a privacidade,
transformando a vida dos humanos
no primeiro perverso perpétuo reality show,
que já dura milhares de anos.

O olhar do grande ego,
as pedradas do grande séquito
estão aqui para enclausurar,
a pretexto de libertar para enclausurar...
Exército de misérias!
Não é de se admirar que o grande Ego
tenha um grande séquito de grandes Egos,
invejosos apáticos de seu imenso poder,
poder este que eles mesmos lhe deram,
desde que alguém lhes ofertassem em troca
regras para viver, sem precisar pensar,
sem precisar sofrer.
E, sem pudores, dedicam-se à missão de tentar submeter,
disputando, tal qual leões famintos,
as ovelhas distraídas no caminho.

Seja séquito, seja rebanho,
há de ser leão para rejeitar a clausura,
a captura e o aprisionamento.
Há de ser leão para rugir para o absurdo,
para perceber as distorções do grande espelho:
nossos pecados estão presos no céu, atrás do espelho,
e nossos olhos estão seguros contra a dor
que sentiríamos se os pudéssemos ver.

Somos livres para decidir voar,
voar e ver o que há por aqui,
mas precisamos aceitar o risco de assumir o voo,
sem que ninguém o assuma por nós.
Difícil é aceitar as consequências das escolhas,
quando não há coveiros que nos digam como se deve morrer.

E, desde meus onze anos,
quando comecei a compreender a provisória terapêutica,
eu recusei o mapa da Casa de Espelhos.
Por muitos anos, desde meus onze anos,
recusei o exército de misérias.
Sou Madalena recusando as pedras,
sem um grande ego que a defenda do grande exército de misérias.
Ela caminha como pode,
rejeitando, como quer, as regras da boa morte
e o séquito autoproclamado "exército".
E o séquito disputa as cadeiras da Casa da Morte
com os vermes que roem as últimas carnes da vida.
Exército de Misérias...

(Deise Zandoná Flores)

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O Inferno é o Eterno Consolo.
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O Extremista Delirante, Nigel Farage, está radicalizando a juventude britânica... Episódio Lamentável para a democracia!

https://twitter.com/Nigel_Farage/status/984458089855438848
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