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Liz Rabello
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PREFÁCIO

Liz Rabello em Rendas do Silêncio tece “fé, esperança, verde Liz no olhar”. Tece sonoridades, arados, silêncios múltiplos. Tece metamorfoses nas janelas escancaradas, metamorfoses constantes na poesia volátil dessa coletânea. Ao ler os versos que pulsam nessas asas-páginas, ouvimos “passos na escada, rastros na esquina, folhas amassadas”. Ouvimos um rio sempre novo que deixa para trás as tempestades e as lágrimas. Ouvimos o vento sacolejar a lua. Ouvimos nascentes que Liz tece com os dedos ágeis - tecelã que nos envolve em canções multicoloridas ao sol. Vertigens de mel-fel-fissura. Liz-luz faz voar poesia de dentro para fora, versejando com o reverso dos versos que varrem letras para costurá-las em palavras. Cabe ao leitor percorrer a tecitura dos sonhos, o olhar de cada silêncio, a trama, o recorte desses poemas rendados. Cabe ao leitor romper os casulos elevando-se aos voos nas asas desse “Rendas do Silêncio”, onde a poesia nunca “servil” a ninguém, LIVRE!

Deolinda Nunes
TONS DO OLHAR
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FALTAM SETE DIAS...
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Belíssimo amigo Milton Luna... Amei demais participar deste lirismo coletivo, que engrandece a obra literária do poeta e romancista João Caetano Do Nascimento. Trabalho perfeito de construção do vídeo. A música do Ronaldo Ferro foi muito bem escolhida. E o uníssono de todos os poetas aclamando o autor do poema ao final ficou simplesmente emocionante.
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UM POUCO ANTES Belíssimo amigo Milton Luna... Amei demais participar deste
lirismo coletivo, que engrandece a obra literária do poeta e romancista João
Caetano Do Nascimento. Trabalho perfeito de construção do vídeo. A música do
Ronaldo Ferro foi muito bem ...
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DESAFIO: BIPOLARIDADE

Cheguei àquela idade

Onde alegria que se mostra

Ou a tristeza que se sente

Só é motivo pra dizerem

Bipolaridade, palavra da moda

Que esconde a verdade

De te negar o que a jovem pode

De ter que aceitar que

À idosa só cabe bordar

A colcha da cama de casal

Para a jovem mulher se aproveitar

Liz Rabello (In Poesia de Esquina/2018)
DESAFIOS
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Juju perdeu o medo de andar através das muretas do pingo de ouro. Foi sozinha ao fundo do quintal e quis colher jabuticabas. Depois as comeu, sentadinha na escada ou nas cadeiras do terraço. Após fez a festa do descanso. Cerrou olhinhos travessos para se fingir de menina quietinha e comportadinha. Por falar nisto, não é que o furacão está dando uma trégua?

Liz Rabello
MICRO CONTOS
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DESAFIO: ESTAÇÃO

Cada estação que vivemos
Nos traz uma mágoa
Uma chuva que não veio
Uma flor que não brotou
Uma tristeza escondida
Que no inverno desbotou

Outonos psicodélicos
Eucalipto arco-íris
A cada ano que passa
Vamos trocando nossas cascas
Deixando à mostra
Partes internas coloridas
Aprendizado do Amor

Liz Rabello (In Poesia de Esquina/2018)
DESAFIOS
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A lei é feita para ser INTERPRETADA CORRETAMENTE,
e não para ser INTERPRETADA POLITICAMENTE"
(Lula, página 51)

O livro inteiro é maravilhoso. Só lendo é que descobri como minha vida melhorou na era pós Lula. No meu caso individual, o principal dado foi a criação do crédito consignado, por ele, pude comprar a chácara, que tanto bem me faz. Sei, que eu tenho trabalho, como, moro na cidade mais rica do país, e fui beneficiada. Imagine os pobres, da área da seca, com as águas da transposição do Rio São Francisco. Uma das falas do livro que mais amei foi a que está na página 27. Em seu discurso de posse: "Se eu terminar o meu mandato e todo brasileiro tiver tomado café da manhã, almoçado e jantado, já terei cumprido a meta da minha vida" (Lula, página 27)
LIVROS E FILMES
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DESAFIO: CHUTE

Dois filhos
Dois partos normais
Não por acaso,
Em ambos
O que de primeiro vi?
Os pezinhos
Saudáveis
Lindos
Os melhores chutes
Que desta vida já ganhei

Liz Rabello
DESAFIOS
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NEGO DEZ
Estávamos conversando sobre identidades e sua construção desde a mais tenra idade. Salete, muito orgulhosa do pai, desatou a falar sem parar. Nego Dez. Era assim o nome dele. Na boca do povo, ninguém o chamava de forma diferente. Sempre bem vestido. Roupas limpas, cabelos arrumados, bem cortados, barba feita. Quando a esposa lhe dizia que não havia o que cozinhar, a história era sempre a mesma: “Hoje não tem o que comê, dispois de amanhã tem. Hoje tem o que comê, dispois de amanhã num tem. E amanhã? Bem, amanhã é outro dia...” - E repetia a mesmíssima história contada mil vezes e nunca retocada pelo viés criativo da imaginação: “Quando era boiadeiro e chegava co’a manada, sem nada no estômago pra forrá, num tinha peleja, não! Era água, farinha e açúcar, que nunca fartava, não!” E esta foi a primeira vez no dia em que ouvi falar do significado verdadeiro da fome. Honestidade e trabalho eram suas matrizes essenciais. Seu pavor era morrer velhinho, sem memória, sem dignidade. Dizia que se o homem perdesse a vergonha era melhor partir desta pra outra de vez. Para sua alegria, morreu aos cinquenta e deixou um legado de sabedoria e orgulho de memórias por aqui.
Salete se afastou para dar um beijo em Tula, artista da caneta, dança carimbó, atriz, cantora. Uma negra, que até faculdade já cursou. Falava de sua família e de sua alegria em nunca precisar se prostituir para dar o que comer para os meninos. Viera pra São Paulo, com uma mão na frente e outra atrás, filhos pequenos, sem pai, que se perdeu nos meandros da vida. Sozinha, arranjou emprego de doméstica e um belo dia percebeu que se ali ficasse para sempre não iria progredir. Passou a mão nos trastes e resolveu estudar. Trocou a pia pelo canto, a vassoura pela caneta, o balde pela dança, o pano de chão por um bom livro. E agora, sim, era respeitada. Uma mulher com identidade própria, que antes de mais nada se auto afirmava: Bela, negra, emponderada. E, com olhos úmidos lembrava, dos dias de farinha, água e açúcar, dor no estômago, sem conseguir dormir! E foi assim que pela segunda vez, por acaso ou por dedo de Deus eu ouvi a mesma frase, naquela tarde de descobertas sem tréguas.
Estávamos na II FLIMP, na Galeria Olido, e um escritor lançava seu novo livro: Eloy. Sua irmã chegou, o abraçou, comprou o livro. Ele autografou. Era orgulho da família: um escritor. O mais novo dos seis homens. Ela a caçula de todos. "Somos doze, seis de cada", acrescentou. Mostrou a foto da mãe, idosa com 77 anos, ainda uma bela mulher. Indaguei espantada: “Como conseguiu criar tantos filhos?” - Ela respondeu: Às vezes era farinha, água e açúcar o que tinha pra comer...
Moramos na cidade mais rica da América Latina: São Paulo! É impensável a fome por aqui. Talvez seja por isto que para os eleitores desta região seja tão difícil entender por que Lula é tão importante para o Brasil.
Liz Rabello
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