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Allan Roberto Regis
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"Amigos são uma possibilidade do caminho, não o objetivo da caminhada!" Allan Roberto Régis.
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Para comprar o livro.
- https://bit.ly/2LdLFMu

“O Mínimo…” reúne, basicamente, artigos que Olavo publicou em jornais e revistas, inclusive nas revistas “República” e “BRAVO!”, das quais fui redator-chefe — e a releitura, agora, em livro, me remeteu àqueles tempos. Impactam ainda hoje e podiam ser verdadeiros alumbramentos há 10, 12, 13 anos, quando o autor, é forçoso admitir, via com mais aguda vista do que todos nós o que estava por vir. Olavo é dono de uma cultura enciclopédica — no que concerne à universalidade de referências —, mas não pensa por verbetes. E isso desperta a fúria das falanges do ódio e do óbvio. Consegue, como nenhum outro autor no Brasil — goste-se ou não dele —, emprestar dignidade filosófica à vida cotidiana, sem jamais baratear o pensamento. Isso não quer dizer que não transite — e as falanges não o fustigam menos por isto; ao contrário — com maestria no terreno da teoria e da história. É autor, por exemplo, da monumental — 32 volumes! — “História Essencial da Filosofia” (livros acompanhados de DVDs). Alguns filósofos de crachá e livro-ponto poderiam ter feito algo parecido — mas boa parte estava ocupada demais doutrinando criancinhas… Há o Olavo de “A Dialética Simbólica” ou de “A Filosofia e seu Inverso”, e há este outro, que é expressão daquele, mas que enfrenta os temas desta nossa vida besta, como disse o poeta, revelando o sentido de nossas escolhas e, muito especialmente, das escolhas que não fazemos.

Reinaldo Azevedo.
- https://abr.ai/2sAhF5S

#Olavodecarvalho
#Olavo
#livros
#informação
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02/06/2018
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- https://bbc.in/2HaHIG4

O filme Rendezvous with Death ou Encontro com a Morte, em tradução livre, é baseado em uma pesquisa de três anos com fontes cubanas, russas e americanas e será exibido na TV alemã nesta sexta-feira.

Uma das fontes cubanas, o ex-agente secreto Oscar Marino, afirmou que o governo de Havana se aproveitou de Lee Harvey Oswald, que foi preso, mas acabou sendo assassinado antes de ser julgado.

Várias teorias da conspiração acusam Cuba, Rússia e os Estados Unidos de terem atuado juntos ou separadamente no atentado que tirou a vida de Kennedy.

De acordo com Oscar Marino, os cubanos queriam matar o presidente americano porque ele se opôs à revolução na ilha caribenha e teria tentado orquestrar a morte do líder Fidel Castro.

Ordens.

Marino disse ao diretor do filme, Wilfried Huismann, que tinha certeza de que o assassinato foi uma operação organizada pelo serviço secreto cubano, o G2, mas ele se recusa a revelar se as ordens partiram diretamente de Fidel Castro.

De acordo com as fontes entrevistadas para o documentário, o serviço de inteligência cubano teria entrado em contato com Oswald depois de ter sido alertado sobre a volta dele aos Estados Unidos pela KGB (o serviço secreto russo), em 1962.

O americano morou na União Soviética por três anos.

"Oswald era tão cheio de ódio, ele já tinha a idéia. Nós o usamos", afirmou Marino.

Uma possível "conexão cubana" chegou a ser investigada pelos Estados Unidos pouco depois da morte de Kennedy.

No entanto, o investigador do FBI (polícia federal americana) destacado para seguir o rastro de uma viagem de Oswald ao México, foi chamado de volta depois de apenas três dias, e a investigação foi abandonada.

O agente Laurence #Keenan, que hoje tem 81 anos, afirmou que "esta talvez tenha sido a pior investigação na qual o FBI já se envolveu".

"Eu me dei conta de que fui usado. Me senti envergonhado. Perdemos um momento histórico", afirmou Keenan ao cineasta.

Política.

O militar americano da reserva Alexander Haig afirma no documentário que o sucessor de Kennedy, Lyndon B. Johnson, acreditava na culpa de Cuba e temia uma guinada à direita no país, caso a verdade viesse à tona, o que deixaria os democratas fora do poder por muito tempo.

De acordo com Haig, que era conselheiro militar na época e depois chegou a ser secretário de Estado, "Johnson disse: 'Nós simplesmente não podemos deixar o povo americano acreditar que Fidel Castro pode ter matado o nosso presidente'".

"Johnson estava convencido de que Castro matara #Kennedy e levou essa certeza para o seu túmulo."

John F. Kennedy foi o 35º presidente dos Estados Unidos e foi assassinado durante uma carreata em Dallas em novembro de 1963.

#Lee Harvey Oswald, um ex-atirador de elite dos Fuzileiros Navais, que trabalhava em um depósito de livros em frente ao local em que o presidente foi morto, era o principal suspeito e foi preso pouco depois do crime, mas acabou sendo assassinado.

Ele era casado com uma russa, se considerava comunista e fazia propaganda política da Cuba de Fidel.
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- https://bit.ly/2stIada

O general reformado Fabián Escalante, ex-chefe de Segurança do Estado cubano, desmentiu nesta segunda-feira as afirmações de um recente documentário do cineasta alemão Wilfried Huismann, segundo o qual foi ele quem supervisionou o assassinato do presidente americano, Jonh F. Kennedy, em 1963.

"Recentemente a CIA (Agência Central de Inteligência americana), através de um testa-de-ferro de origem alemã, lançou um documentário (...) no qual me calunia, sem prova alguma, de ter supervisionado o assassinato de Kennedy em Dallas (Texas, EUA)", disse Escalante ao semanário cubano Trabajadores.

No documentário de 90 minutos, intitulado "Encontro com a Morte", exibido neste mês na televisão alemã, Wilfred Huismann, que diz se basear em informações de fontes cubanas, russas e americanas, afirma que Kennedy foi assassinado em 22 de novembro de 1963, em Dallas, por Lee Harvey Oswald, seguindo ordens dos serviços secretos cubanos.

Aos 65 anos, 36 deles nos serviços de contra-inteligência cubana, Escalante, filho do líder comunista César Escalante, foi o principal opositor cubano da CIA durante várias décadas. Reformado desde 1996, o general se dedica a pesquisar e escrever. Ele já publicou seis livros, um deles intitulado "1963: o complô", sobre o assassinato de Kennedy.

Quanto à acusação de ter supervisionado o crime, #Escalante afirma que "é uma teoria nova. Não restam dúvidas de que os seis livros que publiquei incomodam, particularmente o dedicado ao assassinato de #Kennedy".

No livro, "demonstro que o assassinato foi o resultado de um complô que pretendia acusar Cuba, assassinar #Fidel [Castro]e invadir militarmente o nosso país", disse o general.

O próprio Fidel Castro também criticou o documentário na noite de domingo, qualificando-o de "pura obra da CIA", e advertiu: "Deve-se ver quem é esse sujeito (Huismann), de onde saiu e quem o paga".
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- https://bit.ly/2LKmulT

Cuba estava por trás do assassinato do presidente norte-americano John F. Kennedy por Lee Harvey Oswald em 1963, e seus agentes deram apoio financeiro e logístico para o atirador, disse um diretor alemão em seu novo documentário.

Wilfried Huismann passou três anos fazendo pesquisas para "Rendezvous with Death" (Encontro com a Morte), baseado em entrevistas com ex-agentes secretos cubanos, autoridades norte-americanas e uma fonte da inteligência russa, além de em pesquisas em arquivos de segurança mexicanos.

O filme, apresentado para jornalistas em Berlim na quarta-feira, diz que Oswald viajou para a Cidade do México de ônibus em setembro de 1963, sete semanas antes do assassinato, e encontrou-se com agentes na embaixada cubana no país, onde recebeu 6.500 dólares.

O ex-agente cubano Oscar Marino, fonte importante do documentário, disse a Huismann que o próprio Oswald havia se voluntariado para a missão de assassinato, e que Cuba o explorou.

"Oswald era um dissidente. Ele odiava seu país . Oswald se ofereceu para matar Kennedy", disse Marino no filme. "Ele sentia tanto ódio que ele teve a idéia. Nós o usamos. Ele foi um instrumento."

Marino disse saber com certeza que o assassinato foi uma operação do serviço secreto cubano G-2, mas não disse se ela foi ordenada pelo presidente Fidel Castro.

Oswald foi morto a tiros por Jack Ruby dois dias depois de matar Kennedy.

O filme argumenta que Cuba queria eliminar Kennedy porque ele era o principal inimigo da revolução comunista e retrata o norte-americano e Fidel como dois rivais que tentavam se assassinar mutuamente.

O ex-integrante da CIA Sam Halpern disse a Huismann: "Ele (Fidel) ganhou de nós."

EVITANDO GUERRA COM CUBA.

Laurence Keenan, um agente do #FBI que foi enviado à Cidade do México logo após a morte de Kennedy para investigar uma possível conexão cubana, afirmou que foi chamado de volta três dias depois e que a investigação foi abortada.

"Foi talvez a pior investigação em que o FBI esteve envolvido", disse Keenan. "Percebi que fui usado. Fiquei com vergonha. Perdemos um momento na história."

Keenan, 81 anos, disse estar convencido de que o sucessor de Kennedy, Lyndon Johnson, bloqueou as investigações porque uma eventual prova da conexão cubana o deixaria sob enorme pressão para invadir a ilha, um ano depois da crise dos mísseis que deixou os EUA e a União Soviética à beira de uma guerra nuclear.

"Muito provavelmente teria havido a invasão de Cuba, que poderia ter consequências desconhecidas para o mundo todo", disse ele a jornalistas na exibição do filme, afirmando que foi por isso que Johnson preferiu aceitar Oswald como "um assassino #marxista maluco".

Entrevistado para o filme, Alexander Haig, que na época era conselheiro militar dos EUA e que depois se tornou secretário de Estado, afirmou que Johnson disse que "simplesmente não podemos permitir que o povo americano acredite que Fidel Castro possa ter matado nosso presidente".

"E o motivo é que haveria um levante de direita nos EUA, que manteria o Partido Democrata longe do poder por duas gerações", disse Haig.

Ele acrescentou que Robert F. Kennedy, irmão do presidente assassinado e secretário da Justiça em sua administração, havia dado ordens pessoalmente para oito atentados contra a vida de Fidel, que continua no poder até hoje.

Fontes cubanas e russas entrevistadas no filme dizem que a KGB indicou Oswald para os cubanos em meados de 1962, depois de ele ter deixado a União Soviética, onde havia morado por três anos, para voltar para os EUA com a mulher soviética e a filha.

A inteligência cubana fez o primeiro contato com Oswald em novembro de 1962, um ano antes do assassinato, de acordo com o filme.

Huismann também descobriu um relatório da inteligência dos EUA mostrado a Johnson, que dizia que o chefe do serviço secreto cubano, Fabián Escalante, havia voado via Cidade do México para Dassas no dia do assassinato de Kennedy, voltando no mesmo dia.

Procurado pelo cineasta, Escalante negou que tenha estado em Dallas e fugiu das perguntas sobre a suposta atuação de Cuba. "O que é verdade, o que são mentiras?", disse ele, sorrindo.
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Documentário relança tese de complô cubano em assassinato de Kennedy

BERLIM, 3 jan (AFP) - O presidente John. F. Kennedy foi assassinado em 22 de novembro de 1963 por Lee Harvey Oswald por ordem dos serviços secretos cubanos, afirma um documentário do cineasta alemão Wilfried Huismann, que será apresentado na próxima sexta-feira na cadeia pública ARD.

"Foi vingança de Fidel pela tentativa da CIA de assassiná-lo com uma caneta envenenada", afirmou Huismann no documentário "Encontro com a morte".

Inúmeras hipóteses, que inspiraram livros e filmes, foram levantadas para tentar explicar o assassinato do presidente americano, inclusive a de um complô fomentado nos meios anticastristas da Flórida.

A hipótese sobre o envolvimento do governo comunista de Havana, um ano depois da crise dos foguetes de Cuba, também foi formulada, mas é considerada pouco provável e tabu nos Estados Unidos.

Mas não para Wilfried Huismann: uma testemunha-chave, Oscar Marino, ex-membro dos serviços secretos cubanos, inicialmente companheiro de Fidel e que logo se distanciou dele e o reprovou por seu excessivo alinhamento com Moscou, afirma que Oswald trabalhava para os serviços secretos cubanos.

Segundo o documentário, a administração do democrata que sucedeu Kennedy, Lyndon B. Johnson, estava a par dessas conexões, mas preferiu ocultar a verdade porque Johnson queria evitar um novo conflito com Cuba e temia pela reputação de seu Partido, que foi acusado de incapacidade de acabar com o regime castrista.

O filme oferece - ao se apoiar no testemunho de um investigador que interrogou Oswald - um novo esclarecimento desse personagem que não foi um neurótico solitário e sim um indivíduo culto e com sentido de humor, mas fanaticamente antiamericano.

O documentário se apóia em testemunhos de ex-agentes secretos americanos e mexicanos e em documentos de arquivos do serviço soviético da KGB.

Huismann é autor de vários documentários destacados, em especial um sobre o Kremlin e espionagem chamado "Roleta russa", e realizou três anos de pesquisas sobre o assassinato de Kennedy.


#Cuba #manipulação #Huismann

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- https://bit.ly/2IZhIDc

O documentarista alemão Wilfried Huismann passou três anos pesquisando os detalhes do assassinato do presidente norte-americano John Fitzgerald Kennedy, ocorrido em 22 de novembro de 1963. Antes mesmo de ser transmitido pela televisão alemã, nesta sexta-feira (06/01), o resultado desse trabalho, intitulado Encontro com a morte, reacendeu a polêmica sobre as diferentes teses que têm sido usadas para explicar o crime.

Sabe-se que Lee Harvey Oswald foi o assassino, mas quem ordenou o crime e seus motivos são um quebra-cabeça difícil de resolver. A busca das pistas abandonadas pelos investigadores americanos interessou ao cineasta alemão Wilfried Huismann, especialista em temas latino-americanos e profundo conhecedor da política e da sociedade cubanas.

Após três anos de trabalho investigativo de uma equipe formada por norte-americanos, mexicanos e alemães e dirigida por Huismann, chegou-se à conclusão de que "o crime foi o resultado fatal de um duelo de morte, jamais pactuado oficialmente, no qual os irmãos John e Robert Kennedy pretendiam eliminar Fidel Castro, enquanto este queria aplicar um golpe no império [norte-americano]", revelou Huismann à DW-WORLD.

Encontro com a morte.

No documentário, Huismann reconstrói "a guerra secreta do governo estadunidense sob o comando de John F. Kennedy contra o regime comunista de Castro". Mesmo que o Congresso dos EUA e a opinião pública não tenham sido informados das ações desestabilizadoras contra Cuba, estava-se planejando atos de sabotagem e tentativas de assassinato, o que já na época representava uma transgressão às leis dos EUA.

"Um dos protagonistas foi o cubano Roland Cubela, que, a mando dos Kennedy, deveria matar Castro", conta Huismann. Escolhendo-o como agente a serviço dos Estados Unidos, a administração de Kennedy teria cometido um dos seus erros mais graves. Cubela era um agente duplo: servia a Washington mas também a Havana.

O assassino, um fanático O importante agora seria saber como o regime cubano chegou a saber da existência de Lee Harvey Oswald e a estabelecer o contato decisivo. Nas mais de 4000 páginas de arquivos que há no México, existe uma resposta: os russos teriam avisado os cubanos para trazer o jovem fanático estadunidense. "Oswald foi portanto utilizado como arma humana contra os Estados Unidos, tendo em vista que ele odiava o sistema capitalista e queria converter-se em herói da revolução cubana" , conta Huismann.

Uma vez revelada a autoria do assassinato de Kennedy, Fidel Castro poderia acabar na prisão dos EUA em Guantánamo? Wilfried Huismann acha que não. Para ele, Washington não tomaria providência política nem jurídica a respeito de um caso que, hoje, faz parte de um passado distante e amargo.

"Duelo da Guerra Fria"

O que aconteceu foi um "duelo da Guerra Fria", onde líderes competiam, praticamente, no mesmo campo. Kennedy, muito popular no mundo por suas ambições de paz e projetos de assistência aos pobres da América Latina e, Castro, muito popular também, por seu ímpeto no combate à injustiça social na Cuba de Fulgencio Batista.

Seja como for, o assassinato de Kennedy segue sendo um trauma e a morte de um mito.

Há mais surpresas?

Ainda está vivo o personagem que continua devendo a informação a Fidel Castro de que havia planos mortais contra ele. Roland Cubela vive atualmente em Madri.

As investigações sobre essa roleta cubana ainda vão continuar. As milhares de páginas que ainda restam para serem analisadas prometem mais surpresas.

#Kennedy #Fidelcastro #história #KGB
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No dia 31 passado, os jornais brasileiros espremeram em textinhos de 10 cm uma das notícias mais importantes deste século e do anterior: documentos da extinta Alemanha Oriental confirmavam que o atentado contra João Paulo 2º, ocorrido em 13/5/81 na praça de São Pedro, fora planejado pelo governo soviético e realizado através do serviço secreto búlgaro. A TV omitiu a notícia por completo. Quarenta e oito horas depois, a menção discretíssima aos tiros que devastaram a saúde do papa já estava esquecida -e, como se não tivesse nada a ver com a sua morte, não voltou a aparecer no noticiário.

No meio de tantos insultos lançados à memória do falecido pontífice, os panos quentes estendidos sobre a ação macabra de seus agressores foram, decerto, o mais cínico e perverso. Mas não constituem novidade no comportamento da grande mídia. Quando o escritor Vladimir Bukovski, o primeiro pesquisador a vasculhar os arquivos de Moscou, voltou de lá com as provas de que a KGB havia subsidiado durante mais de uma década a imprensa social-democrata da Europa Ocidental, mesmo os jornais "soi disant" conservadores opuseram uma renitente má vontade à divulgação do fato, alegando que não era bom "reabrir antigas feridas". Na mídia nacional, permanece tabu a confissão do agente tcheco Ladislav Bittman de que a famosa participação da CIA no golpe de 1964 foi um truque difamatório criado pela espionagem soviética através de documentos falsos distribuídos por jornalistas brasileiros que então constavam da folha de pagamentos da KGB. E assim por diante.

Com 500 mil funcionários e uma rede mundial de milhões de colaboradores, a KGB foi e é a maior organização burocrática de qualquer tipo que já existiu ao longo da história humana (o paralelo com a CIA é grotesco pela desproporção), com recursos financeiros ilimitados e funções que vão infinitamente além das atribuições normais de um serviço secreto, abrangendo o controle de milhares de publicações, sindicatos, partidos políticos, campanhas sociais e entidades culturais e religiosas em todo o mundo. Sua influência na história cultural do século 20 é imensurável. Entre os anos 30 e 70, não houve praticamente escritor, cineasta, artista ou pensador famoso, na Europa e nos EUA, que não fosse em nenhum momento cortejado ou monitorado, subsidiado ou chantageado por agentes da KGB.

É impossível compreender a circulação das idéias no mundo nesse período sem levar em conta o maciço investimento soviético no mercado ocidental de consciências. A infinidade de crenças, símbolos, giros de linguagem e cacoetes mentais que se originaram diretamente nos escritórios da KGB e hoje se encontram incorporados ao vocabulário comum, determinando reações e sentimentos cujo teor comunista já não é reconhecido como tal, ilustra a eficácia residual da propaganda longo tempo depois de atingidos os seus objetivos imediatos. No manejo desses efeitos de longo prazo reside uma das armas mais eficazes do Partido Comunista, que, com nomes variados, é o único organismo político com alguma continuidade de comando e unidade estratégica que subsiste em escala mundial do século 19 até hoje.

A extinção oficial do império soviético não diminuiu em nada o poder da KGB, apenas a renomeou pela enésima vez. As menções freqüentes da mídia ocidental à "máfia russa" só servem para encobrir dois fatos que os estudiosos da área conhecem perfeitamente bem:

1) A máfia russa é o próprio governo russo, e não outra coisa, e o governo russo é a KGB e nada mais.
2) Desde o começo da década de 90 não há mais máfias nacionais em competição sangrenta, mas uma aprazível divisão de trabalho entre organizações criminosas de todos os países, uma autêntica "pax mafiosa" que, por meio do narcotráfico, do contrabando de armas, da indústria dos seqüestros etc., gerou um poder econômico mundial sem similares ou concorrentes imagináveis.

Conforme mostrou a repórter Claire Sterling no seu livro "Thieves" World" ("O Mundo dos Ladrões"), Nova York, Simon & Schuster, 1994, a constituição desse império do crime deu-se sob o comando da "máfia russa", que continua regendo o espetáculo. Muito antes disso, a KGB já tinha uma atuação intensa no narcotráfico, prevendo a possibilidade de o usar um dia como fonte alternativa de financiamento para os movimentos revolucionários locais, como veio mesmo a acontecer (v. Joseph D. Douglass, "Red Cocaine. The Drugging of America and the West", Londres, Harle, 1999).

O leitor não deve estranhar a menção a organizações religiosas. Nos EUA, o Conselho Nacional das Igrejas é notoriamente uma entidade pró-comunista (v. Gregg Singer, "The Unholy Alliance", Arlington House Books, 1975), e o mesmo se deve dizer de seus equivalentes em outros países. A penetração da KGB nos altos círculos da Igreja Católica e sua influência decisiva nos rumos tomados pelo Concílio Vaticano 2º são hoje bem conhecidas (v. Ricardo de la Cierva, "Las Puertas del Infierno" e "La Hoz y la Cruz", ambos pela Editorial Fênix, de Barcelona). E Ali Agca, o assassino contratado pelos soviéticos para matar o papa, não disse senão o óbvio ao declarar que não poderia ter agido sem a ajuda de membros da hierarquia eclesiástica. Não por coincidência, as mais estapafúrdias "teorias da conspiração" literárias ou cinematográficas, que envolvem nesse empreendimento assassino até mesmo a CIA, recebem da mídia mais espaço e tratamento mais respeitoso do que os documentos oficiais que oferecem a prova da autoria do crime.

Assim como existe lavagem de dinheiro, existe lavagem de notícias. Essa tem sido a principal atividade da mídia ocidental elegante nas últimas décadas. Se não houvesse outras fontes de informação, todo mundo já teria se persuadido de que o comunismo jamais existiu e estaria pronto para aceitá-lo de novo como utopia de futuro, com outro nome qualquer.

#golpemilitar
#militares
#bolsonaro
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No dia 31 passado, os jornais brasileiros espremeram em textinhos de 10 cm uma das notícias mais importantes deste século e do anterior: documentos da extinta Alemanha Oriental confirmavam que o atentado contra João Paulo 2º, ocorrido em 13/5/81 na praça de São Pedro, fora planejado pelo governo soviético e realizado através do serviço secreto búlgaro. A TV omitiu a notícia por completo. Quarenta e oito horas depois, a menção discretíssima aos tiros que devastaram a saúde do papa já estava esquecida -e, como se não tivesse nada a ver com a sua morte, não voltou a aparecer no noticiário.

No meio de tantos insultos lançados à memória do falecido pontífice, os panos quentes estendidos sobre a ação macabra de seus agressores foram, decerto, o mais cínico e perverso. Mas não constituem novidade no comportamento da grande mídia. Quando o escritor Vladimir Bukovski, o primeiro pesquisador a vasculhar os arquivos de Moscou, voltou de lá com as provas de que a KGB havia subsidiado durante mais de uma década a imprensa social-democrata da Europa Ocidental, mesmo os jornais "soi disant" conservadores opuseram uma renitente má vontade à divulgação do fato, alegando que não era bom "reabrir antigas feridas". Na mídia nacional, permanece tabu a confissão do agente tcheco Ladislav Bittman de que a famosa participação da CIA no golpe de 1964 foi um truque difamatório criado pela espionagem soviética através de documentos falsos distribuídos por jornalistas brasileiros que então constavam da folha de pagamentos da KGB. E assim por diante.

Com 500 mil funcionários e uma rede mundial de milhões de colaboradores, a KGB foi e é a maior organização burocrática de qualquer tipo que já existiu ao longo da história humana (o paralelo com a CIA é grotesco pela desproporção), com recursos financeiros ilimitados e funções que vão infinitamente além das atribuições normais de um serviço secreto, abrangendo o controle de milhares de publicações, sindicatos, partidos políticos, campanhas sociais e entidades culturais e religiosas em todo o mundo. Sua influência na história cultural do século 20 é imensurável. Entre os anos 30 e 70, não houve praticamente escritor, cineasta, artista ou pensador famoso, na Europa e nos EUA, que não fosse em nenhum momento cortejado ou monitorado, subsidiado ou chantageado por agentes da KGB.

É impossível compreender a circulação das idéias no mundo nesse período sem levar em conta o maciço investimento soviético no mercado ocidental de consciências. A infinidade de crenças, símbolos, giros de linguagem e cacoetes mentais que se originaram diretamente nos escritórios da KGB e hoje se encontram incorporados ao vocabulário comum, determinando reações e sentimentos cujo teor comunista já não é reconhecido como tal, ilustra a eficácia residual da propaganda longo tempo depois de atingidos os seus objetivos imediatos. No manejo desses efeitos de longo prazo reside uma das armas mais eficazes do Partido Comunista, que, com nomes variados, é o único organismo político com alguma continuidade de comando e unidade estratégica que subsiste em escala mundial do século 19 até hoje.

A extinção oficial do império soviético não diminuiu em nada o poder da KGB, apenas a renomeou pela enésima vez. As menções freqüentes da mídia ocidental à "máfia russa" só servem para encobrir dois fatos que os estudiosos da área conhecem perfeitamente bem:

1) A máfia russa é o próprio governo russo, e não outra coisa, e o governo russo é a KGB e nada mais.
2) Desde o começo da década de 90 não há mais máfias nacionais em competição sangrenta, mas uma aprazível divisão de trabalho entre organizações criminosas de todos os países, uma autêntica "pax mafiosa" que, por meio do narcotráfico, do contrabando de armas, da indústria dos seqüestros etc., gerou um poder econômico mundial sem similares ou concorrentes imagináveis.

Conforme mostrou a repórter Claire Sterling no seu livro "Thieves" World" ("O Mundo dos Ladrões"), Nova York, Simon & Schuster, 1994, a constituição desse império do crime deu-se sob o comando da "máfia russa", que continua regendo o espetáculo. Muito antes disso, a KGB já tinha uma atuação intensa no narcotráfico, prevendo a possibilidade de o usar um dia como fonte alternativa de financiamento para os movimentos revolucionários locais, como veio mesmo a acontecer (v. Joseph D. Douglass, "Red Cocaine. The Drugging of America and the West", Londres, Harle, 1999).

O leitor não deve estranhar a menção a organizações religiosas. Nos EUA, o Conselho Nacional das Igrejas é notoriamente uma entidade pró-comunista (v. Gregg Singer, "The Unholy Alliance", Arlington House Books, 1975), e o mesmo se deve dizer de seus equivalentes em outros países. A penetração da KGB nos altos círculos da Igreja Católica e sua influência decisiva nos rumos tomados pelo Concílio Vaticano 2º são hoje bem conhecidas (v. Ricardo de la Cierva, "Las Puertas del Infierno" e "La Hoz y la Cruz", ambos pela Editorial Fênix, de Barcelona). E Ali Agca, o assassino contratado pelos soviéticos para matar o papa, não disse senão o óbvio ao declarar que não poderia ter agido sem a ajuda de membros da hierarquia eclesiástica. Não por coincidência, as mais estapafúrdias "teorias da conspiração" literárias ou cinematográficas, que envolvem nesse empreendimento assassino até mesmo a CIA, recebem da mídia mais espaço e tratamento mais respeitoso do que os documentos oficiais que oferecem a prova da autoria do crime.

Assim como existe lavagem de dinheiro, existe lavagem de notícias. Essa tem sido a principal atividade da mídia ocidental elegante nas últimas décadas. Se não houvesse outras fontes de informação, todo mundo já teria se persuadido de que o comunismo jamais existiu e estaria pronto para aceitá-lo de novo como utopia de futuro, com outro nome qualquer.

#golpemilitar
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